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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Arqueologia: aliada ou inimiga da Bíblia? - parte 4 4



Metodologia Errada


Nos processos como os anteriormente descritos, os erros no conteúdo, procedimento e até mesmo de lógica empregados pelos revisionistas são aparentes e podem ser listados como se segue:


1. Abuso no uso de argumentos do silêncio ou ausência de evidência arqueológica. Tais argumentos têm freqüentemente rendido debates pelas subseqüentes descobertas que providenciam as tais evidências faltantes.

2. Assumir que a Arqueologia pode nos dizer mais do que é justificado pelo que é encontrado, porque é necessário também ser suplementado por dados relevantes tanto da história secular quanto da sacra.

3. Assumir que a Arqueologia é não-passional e objetiva, quando, na verdade, alguns escavadores são completamente o oposto; infelizmente, recentes pressões políticas têm, também, atingido a disciplina.

4. Assumir que há concordância entre os arqueólogos quando à grade de tempo envolvendo estratos descobertos e os artefatos lá encontrados. De fato, suas interpretações das evidências escavadas diferem grandemente.

5. Sugerir que o revisionismo crítico representa a mais recente e melhor pesquisa arqueológica e acadêmica sobre as origens bíblicas atualmente. Para ser mais racionalmente verdadeiro, recentes tópicos de jornais tais como o BAR e a Bible and Spade estão bem preparados contra o criticismo da posição minimalista, e o debate entre as visões tradicional e radical entre os estudiosos bíblicos continua com furor.

6. Fechar os olhos para relatórios, como Lazares e Harpers, que são tão desesperadoramente unilaterais que influenciam de forma gritante cada parágrafo.

7. Optar pelas sensações ao invés da razão, como é o caso com extremistas em qualquer assunto.

8. Usar os resultados muito seletivamente ao invés de atentar para todas as evidências. Falha em avaliar evidências no outro lado ou até mesmo representar falsamente pela força, não pela verdade.


Isto não é afirmar que não há nenhum problema no registro do Antigo Testamento; mesmo tradicionalistas admitirão que certamente haja. Nós podemos todo afetuosamente desejar que o autor de Gênesis tivesse dado os nomes de mais associações contemporâneas de Abraão para que a era patriarcal pudesse ser datada com mais precisão; e porque, oh, porque nós não temos os nomes reais dos reis egípcios envolvidos na opressão e êxodo ao invés de somente o seu título genérico, faraó? Mais tarde, o Antigo Testamento claramente nos dá os nomes próprios de faraós tais como Sisaque (920 a.C., I Reis 14:25) e Neco (600 a.C., II Reis 23:29). Tivessem aparecido estes nomes individuais no Êxodo, nós teríamos poupado centenas de tomos e milhares de artigos debatendo sua identidade. Nós todos anelamos, além do mais, muitíssimo mais detalhes específicos sobre os hebreus no período pré-1000 a.C. e poderia provavelmente sacrificar vários capítulos da lei cerimonial judaica no Levítico e em Deuteronômio em troca destas descrições.

Talvez, penso, nós podemos questionar muitos dos antigos escritos sagrados. Nenhuma religião ou cultura na terra tem, de fato, mais especificidade em seus antigos registros históricos do que a Torá, e é sempre o caso que registros recentes de quaisquer povos serão mais “distorcido” e comprimido do que os mais antigos. Nós certamente vemos no Antigo e no Novo Testamento, não uma progressiva historicidade no sentido que os registros mais recentes não são históricos e os registros antigos são como os revisionistas radicais afirmam, mas antes uma especificidade histórica progressiva.
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sábado, 27 de setembro de 2008

Arqueologia: aliada ou inimiga da Bíblia? - parte 3 0


FALSAS AFIRMAÇÕES

Abraão é um mito?
Críticos recentes, de 1800, negavam a existência da cidade natal de Abraão, Ur dos Caldeus (Gn 11:31). Isto continuou até que escavações sistemáticas de Sir Leonard Woolleys, de 1922 a 1934, descobriram o imenso zigutato ou torre do templo em Ur perto do monte do Eufrates, na Mesopotâmia. O nome Abraão aparece nos registros mesopotâmicos, e as várias nacionalidades que os patriarcas encontraram, como registrado em Gênesis, são totalmente consistentes com as pessoas conhecidas naquele tempo e lugar. Outros detalhes no registro bíblico referentes à Abraão, tais como os pactos feitos com os governantes vizinhos e até mesmo o preço dos escravos, combina bem com o que sabemos em outras partes na história do oriente antigo.

Não houve migração da Mesopotâmia?


Tribos semíticas da época estavam continuadamente se movendo pra dentro e fora da Mesopotâmia. De fato, Abraão registrou sua viagem à Terra Prometida ao longo do vale do Eufrates até Haram, ao sul da Turquia, os quais foram também identificados e escavados, e, portanto, a descida através da Síria até Canaã é geograficamente acurada. Usar a rota do ‘Crescente Fértil’ era a única forma de viajar com sucesso da Mesopotâmia até o Mediterrâneo naqueles dias.

E os patriarcas?

Nada no registro de Gênesis contradiz a forma nômade de viver, repleta de multidões e de rebanhos, que eram característicos na vida do século 18 e 19 a.C. As concordâncias e pactos da época, tais como encontrar uma noiva para membros da mesma tribo e outros detalhes, são bem conhecidos em outros lugares do antigo oriente. Argumentar que os patriarcas não existiram porque seus nomes não foram encontrados arqueologicamente é meramente um argumento baseado no silêncio, uma fraca forma de argumentação que pode ser usada. Para os historiadores mais esclarecidos, ausência de evidência não é necessariamente evidência de ausência.

Não houve permanência israelita no Egito ou êxodo de lá?

Críticos fazem muito mais do que supor fatos de que não há nenhuma menção dos Hebreus em inscrições hierocligráficas, nenhuma menção de Moisés, e nenhum registro de uma movimentação de população em massa como afirmada no registro bíblico do êxodo do Egito. Este fato é questionável. A famosa placa de pedra de Israel (uma pedra ou tábua com inscrições) do faraó Merenptah (descrita mais completamente abaixo) declara, Israel não é descendência deles. Além disso, mesmo se não houvesse nenhuma menção qualquer dos hebreus nos registros egípcios, isto também não provaria nada, especialmente na visão da bem conhecida propensão egípcia de nunca registrar contratempos ou derrotas ou nada que embarace a majestade da monarquia corrente. Poderia qualquer faraó ter delineado as seguintes palavras em seu monumento: “Sob minha administração, uma grande multidão de escravos hebreus escapou com sucesso para o deserto do Sinai quando nós tentamos impedi-los”?
Os egípcios antigos, de fato, transformaram alguns de seus contratempos em vitórias. Um dos mais imponentes monumentos no Egito consiste de quadro bem colocados colossos de Ramsés II contemplando o rio Nilo (agora, o lago Nasser) em Abu-Simbel. Ramsés erigiu o colosso para intimidar os etíopes para o sul, que tinham corretamente ouvido que ele abertamente fugiu com sua esposa da batalha de Kadesh contra os hititas, e então eles tiveram a oportunidade de invadir pelo Egito. A história contada nas paredes de dentro do monumento, contudo, é que foi uma maravilhosa vitória egípcia!

Moisés não existiu?

O real nome Moisés é egípcio, como indícios dos nomes faraônicos tais como Thut-mose e Ra-mses. A vida ambiente como descrita no Gênesis e Êxodo é completamente consonante com o que nós conhecemos do antigo Egito no período dos hicsos e dos impérios: a comida, as festas, as rotinas cotidianas, costumes, os nomes dos lugares, as divindades locais e outros equivalentes são familiares em ambas as literaturas, hebraica e egípcia.

Não houve êxodo?

É verdadeiro que poucos vestígios dos acampamentos e artefatos da época do êxodo foram descobertas arqueologicamente no Sinai, mas uma migração tribal e nômade dificilmente deixaria para trás fundações permanentes de pedra de construções na sua rota. Dificilmente qualquer arqueólogo tomaria lugar no Sinai, e se isto mudasse, evidências da migração poderiam muito bem ser descobertas. Novamente, deve-se ter cuidado com o argumento do silêncio.

Josué não conquistou Canaã?

A Batalha de Jericó continua sendo disputada! Quando Dame Kathleen Kenyon escavou Jericó na década de 1950, ela afirmou não ter encontrado qualquer ruína de paredes ou mesmo qualquer evidência de vida civilizada em Jericó durante a época da invasão de Josué, nada para ser conquistado por ele. Ela, ao invés disto, encontrou uma Jericó recente e pesadamente fortificada que em 1550 a.C. foi objeto de uma violenta conquista com paredes caídas e uma espessa camada de cinzas, indicando destruição por fogo. Que, na visão dela, foi antes de Josué e da chegada dos israelitas. Os críticos imediatamente aproveitaram a interpretação dela como uma sólida evidência que a conquista de Jericó por Josué deve ter sido folclore.
O arqueólogo Bryant G. Wood, entretanto, editor da Bible and Spade, percebeu que Kenyon datou mal as suas descobertas e que a destruição de Jericó realmente teve lugar em 1400 a.C. quando Josué estava em cena, de acordo com as mais recentes datações (1400 a 1200 a.C.) da invasão israelita. Em um brilhante artigo de 1990 em BAR, Wood baseou sua cronologia na estatigrafia, tipos de cerâmica, datações com carbono 14, e outras evidências, incluindo ruínas de paredes, para mostrar uma surpreendente confirmação arqueológica do detalhamento bíblico registrado em Juízes, capítulo 6 e seguintes.

Os Reis Davi e Salomão são históricos ou apenas mitos?

Os críticos novamente confiam muito no argumento do silêncio ou da ausência. Eles contendem que para toda a grandeza e majestade dos reinos de Davi e Salomão, algumas das taças de ouro e outros itens luxuosos dos seus palácios deveriam ter vindo à luz nas escavações, mas não vieram. Lazzare acusa, ainda nenhuma taça, nenhuma peça, foi encontrada para indicar que tal reino existiu. Se Davi e Salomão foram importantes agentes poderosos regionais, uma poderosa racionalidade espera que os nomes deles apareçam em monumentos e na correspondência diplomática da época. Até o momento, mais uma vez o registro silencia.
Esta argumentação, contudo, é desesperadamente falha, por causa de um simples fato: Jerusalém foi destruída e reconstruída em torno de 15 a 20 vezes desde os dias de Davi e Salomão, e cada conquista teve suas taxas em artefatos valiosos. O que, além do mais, Belsazar usou como utensílios para suas famosas festas na Babilônia (Dn. 5.23)? Copos de ouro e de prata que Nabucodonosor havia pilhado do Templo em Jerusalém!
Já o nome de Davi, o registro não é nenhum um pouco silencioso. Em 1993, o arqueólogo Avraham Biran, cavando em Tel Dan, no norte de Israel, descobriu um monólito de vitória em três grossas pedras nas quais o nome de Davi está inscrito, a primeira evidência arqueológica a Davi fora do Antigo Testamento. A inscrição Aramaica contém uma ostentação por o rei de Damasco (provavelmente Hazael) ter derrotado pelo rei de Israel (provavelmente Jorão, filho de Acabe) e o rei da casa de Davi (provavelmente Acazias, filho de Jeorão, 842 a.C.).
Esta descoberta sozinha deveria ter calado as afirmações minimalistas de que não houve nenhum Davi, mas nunca devemos subestimar a inflexibilidade de mentes bloqueadas atualmente no revisionismo. Eles ainda tentam desesperadamente retraduzir a mensagem nas pedras ou afirmar que o nome de Davi é uma falsificação compondo outra!

O rei Acabe de Israel como o principal construtor do Templo de Jerusalém ao invés de Davi e Salomão?

Esta é a conclusão favorita do arqueólogo Finkelstein, mas sua grade de tempo arqueológico defere dos modelos padrões em torno de 150 anos, a qual é, não surpreendentemente, precisamente a diferença entre Davi em 100 a.C. e Acabe, em 850 a.C.
Um que é, também, igualmente chocante pelo silêncio repentino dos críticos revisionistas é relativo ao registro do tempo do Rei Ezequias (700 a.C). Neste ponto, evidentemente, o Antigo Testamento instantaneamente traz mais história para eles. Esta concessão, naturalmente, é forçada por eles por causa do predominante número de correlações da arqueologia, registros das nações vizinhas, e a história em geral que corrobora completamente a evidência bíblica. Os assírios não conquistaram um norte israelita mítico em 722 a.C., nem Nabucodonosor deportou para o cativeiro babilônico um bando de judeus lendários, folclóricos que nunca existiu. Nós deixamos para os críticos explicar como fatos repentinamente aparecem da suposta fantasia do Antigo Testamento.
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Arqueologia: aliada ou inimiga da Bíblia? - parte 2 0


AGRESSÃO AO ANTIGO TESTAMENTO

O novo criticismo do registro bíblico é corrosivo e categórico do começo ao fim. Afirma, por exemplo, que não há nenhuma evidência que pessoas como Abraão viveram ou poderiam ter vivido na nova versão das origens israelitas antigas. Não houve migração da Mesopotâmia para qualquer Terra Prometida. Histórias sobre os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, argumenta, foram grosseiramente “costurados” com vários pedaços de tradições locais. Moisés não foi mais historicamente real do que Abraão, por não ter havido nenhuma estadia israelita no Egito e o êxodo ter sido uma ficção; nenhum Josué conquistou a Terra Prometida, uma vez que os antigos israelitas foram uma cultura indígena que já habitava naquelas terras.

E os monarcas Saul, Davi e Salomão e seus impérios regionais? Certamente eles são históricos, não são? Não. De acordo com este revisionismo, sacerdotes de Jerusalém nos séculos 70 e 80 a.C. provavelmente os inventaram. Nas palavras de Lazare, se Davi foi histórico, ele foi
Não um poderoso potentado cujo poder era reconhecido do Nilo ao Eufrates, mas antes um “pirata” que de destacou, que foi quando muito um pequeno duque nas montanhas do sul ao redor de Jerusalém e Hebrom. Entretanto, a principal discordância entre os estudiosos hoje em dia é entre aquele que sustenta que Davi foi um insignificante chefe de tribo cujos territórios se estenderam não mais que umas poucas milhas em qualquer direção e um pequeno, mas barulhento, grupo de minimalistas bíblicos que ele dizem que ele nem mesmo existiu.
Nunca houve uma monarquia hebraica nesta visão extremista e, de acordo com Finkelstein, as realizações arquitetônicas de Davi e Salomão deveriam ser mais propriamente imputadas ao Rei Acabe, de Israel. Quanto às crenças religiosas, o judaísmo monoteísta teve um desenvolvimento tardio novamente, em contraste à evidência bíblica quando também as histórias heróicas dos patriarcas e juízes foram hábeis em mostrar que Israel se apropriou da terra pelo ritual da conquista. Provavelmente não até que nós alcancemos o Rei Ezequias no século VIII a.C. faremos as críticas extremas darem início a conceder historicidade para as narrativas no Antigo Testamento.
Este ataque às escrituras do Antigo Testamento é de uma variedade emplumada e não-barrável. Tais visões extremistas convidam à dispensa deste ataque como o trabalho de uma estrutura de quase-estudiosos experimentalistas aos quais o revisionismo radical já garante atenção na mídia. Esta é uma trilha bem conhecida, depois de tudo, por membros do então chamado Seminário Jesus e suas notórias deliberações se Jesus disse ou não algo que pode ser creditado a Ele nos evangelhos. Os minimalistas bíblicos mais radicais certamente se engajaram no sensacionalismo, mas o balanço de tais estudiosos baseia seus casos já completamente no que eles consideram ser a ausência de evidência arqueológica que corrobora materialmente nas recentes eras do Antigo Testamento. Por causa de que suas argumentações são supostamente baseadas no conhecimento acadêmico, nós devemos examinar suas alegações mais de perto.
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Arqueologia: aliada ou inimiga da Bíblia? - Parte 1 0

Arqueologia: aliada ou inimiga da Bíblia? - Parte 1 [Foto: Escavações da cidade de Jericó]

Por Paul L. Maier

Traduzido por Leandro Teixeira. O artigo original pode ser encontrado aqui.

Obs.: Este é um artigo bastante extenso; portanto, estarei dividindo-o em partes para melhor leitura.

SINOPSE

É geralmente assumido que as escavações arqueológicas no oriente normalmente confirmam o registro bíblico. Em anos recentes, entretanto, muitos grupos de revisionistas radicais tem afirmado exatamente o oposto: escavações em Israel e proximidades mostram que a história antiga dos Hebreus é muito diferente do que é afirmado no Pentateuco e no resto no Antigo Testamento. Alguns dos críticos mais extremos, conhecidos como minimalistas bíblicos, negam até mesmo a historicidade de Abraão e dos patriarcas, a permanência dos israelitas no Egito, o Êxodo e a conquista da Terra Prometida feita por Josué. Eles, além disto, questionam se Davi e Salomão realmente existiram, ou pelo menos como os poderosos soberanos descritos no Antigo Testamento.

Escavações arqueológicas de 150 anos pra cá, contudo, produziram resultados mais do que suficientes para demonstrar que tais revisionistas estavam enormemente ultrapassados e sensacionalistas. O produto de tal metodologia inferior, de fato, confia muito nos argumentos do silêncio ou ausência. Vez por vez, o que foi encontrado na terra tem se entrosado notavelmente bem com o que é afirmado no Antigo Testamento, e a verdade não é servida quando revisionistas radicais ignoram ou mal-interpretam evidências irrefutáveis. Elas afirmam que eles atualmente se encontram na vanguarda da pesquisa bíblica, porém completamente oposto é o caso, e muitos, se não a maioria, arqueólogos mais rígidos e estudiosos da Bíblia rejeitam suas conclusões extremistas. A pá continua sendo melhor amiga da Bíblia.
Organizações cristãs freqüentemente investiam nas recentes escavações no oriente, e um retrato de arqueólogos cheios de fé marchando para suas escavações com a Bíblia em uma mão e a uma pá na outra era completamente familiar. Grandes arqueólogos, como William Foxwell Albrigth virtualmente inventaram a disciplina chamada Arqueologia Bíblica, então asseveravam eles que aquelas pedras, de fato, exclamavam a verdade das escrituras.
Uma série de impressionantes descobertas arqueológicas que confirmaram lugares, personalidades e eventos no Antigo e no Novo Testamento somente confirmam a impressão geral que os registros bíblicos são historicamente confiáveis. Publicações como Biblical Archaeology Review (BAR) e Bible and Spade implicam em mais do que seus títulos.
Na última década, porém, uma forte contra-corrente foi desenvolvida entre alguns estudiosos do oriente que afirmam completamente o oposto. Um grupo, freqüentemente nomeado como minimalistas bíblicos, vê poucas ou nenhumas correlações entre a evidência bíblica e arqueológica e não há nenhuma história confiável na Bíblia Hebraica (Antigo Testamento). Os principais porta-vozes dos minimalistas são Thomas L. Thompson e Niels P. Lemche da Universidade de Copenhagem, Dinamarca, com colegas simpatizantes pós-modernistas do oriente e ocidente.
Em 2201, Israel Finkelsen, um arqueólogo revisionista com visão similar, em companhia de Neal A. Silberman, escreveu um extenso livro: The Bible Unearthed: Archaeologys New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts (A Bíblia Revelada: Nova Visão Arqueológica do Israel Antigo e a Origem dos seus Textos Sagrados). Esta nova visão controverteu a tradicional visão cristã e judaica da confiabilidade da Bíblia Hebraica e como ela se formou. Um mais popular detalhamento da sua visão foi um muito discutido artigo escrito por Daniel Lazare em 1º de março de 2002, entitulada Harpers. Unilateral, ácida e tendenciosa ao extremo, o artigo segue um título sensacionalista que diz tudo: Falso Testamento: arqueólogos refutam as afirmações bíblicas históricas. Harpers tem uma imponente história que remonta à época de Abraham Lincoln, para dar credibilidade ao seu conteúdo. Como resultado, muitos dos leitores cristãos e judeus mais conservadores estão agora alarmados que muitas dos fundamentos da sua fé foram questionadas, e esta crise de fé foi exarcebada por uma Torahe um comentário (Etaz Hayim) recentemente publicados pela United States Synagogue of Conservative Judaism, que incorporou estas visões revisionistas.
Este (não-sensacionalista) artigo examinará as afirmações feitas por Lazare e outros críticos revisionistas, ponderando contra os resultados arqueológicos bíblicos e estudiosos atualmente em voga, e então descrever como eles são decisivamente insuficientes em substância e metodologia.
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O céu – destino final dos justos - parte 3 0

O céu – destino final dos justos - parte 3

Como é o céu?
Céus e terra não serão separados, mas uma coisa só. Estaremos em comunhão com Deus e com as outras pessoas. Apocalipse 21.3 - E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. É uma repetição das promessas em Gn 17.7; Ex. 19.5,6; Jr 31.33; Ez. 34.30; 2Co 6.6; Hb 8.10; 1Pe 2.9,10. O fato desta promessa ser repetida é que na visão apocalíptica da Nova Terra que João viu implica que somente nesta terra Deus concederá a seu povo a plenitude das riquezas que a aliança da graça inclui. Aqui nós recebemos as primícias (Rm 8.23); lá receberemos toda a colheita.

A santidade reinará: E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro. (Ap 21.27)
Veremos, finalmente, a face de Deus: Apocalipse 22:4 - E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.
Não haverá maldição; elas serão retiradas. Viveremos com Deus. Serviremos ao Senhor. Apocalipse 22:3 - E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
Leia Isaías 66.10-15,20,22,23:

Regozijai-vos com Jerusalém, e alegrai-vos por ela, vós todos os que a amais; enchei-vos por ela de alegria, todos os que por ela pranteastes;
Para que mameis, e vos farteis dos peitos das suas consolações; para que sugueis, e vos deleiteis com a abundância da sua glória.
Porque assim diz o SENHOR: Eis que estenderei sobre ela a paz como um rio, e a glória dos gentios como um ribeiro que transborda; então mamareis, ao colo vos trarão, e sobre os joelhos vos afagarão.
Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados.
E vós vereis e alegrar-se-á o vosso coração, e os vossos ossos reverdecerão como a erva tenra; então a mão do SENHOR será notória aos seus servos, e ele se indignará contra os seus inimigos.
Porque, eis que o SENHOR virá com fogo; e os seus carros como um torvelinho; para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo.
(...)
E trarão a todos os vossos irmãos, dentre todas as nações, por oferta ao SENHOR, sobre cavalos, e em carros, e em liteiras, e sobre mulas, e sobre dromedários, trarão ao meu santo monte, a Jerusalém, diz o SENHOR; como quando os filhos de Israel trazem as suas ofertas em vasos limpos à casa do SENHOR.
(...)
Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR.


O que faremos lá?

Divulgou-se a idéia de que o céu é um lugar chato. Que ficaremos a eternidade gritando aleluias, tocando harpa e pulando de nuvem em nuvem. Pensar desta forma é subestimar incrivelmente a criatividade de Deus.
Em primeiro lugar, no céu haverá alegria. A alegria vai ser o negócio mais sério do céu (C. S. Lewis). E a música tem relação com a alegria. Quando o Rei Saul estava sendo assombrado por espíritos malignos, ele chamava Davi para tocar harpa para ele e, assim, se acalmava e se alegrava (1Samuel 16.15-23).
O céu será um lugar de serviço (Ap 22.3-4). O que fazemos aqui, na Terra, com nossas habilidades, faremos no céu também, e teremos mais responsabilidades e alegrias.

Leia a parábola dos talentos (Mt 25:14-30).

Serviço significa adoração a Deus. Tudo o que fazemos deve ser para a glória do Senhor. Se não fizermos nada com nossos talentos, assim como o servo mau da parábola, até estas habilidades serão tiradas e dadas a outros fiéis. Conseqüentemente, os que estiverem no céu serão mais habilidosos ainda, e os que não estiverem lá nenhuma habilidade terão.
Reinaremos sobre a terra juntamente com Cristo: (Ap 5:9-10) E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
Deus reinará sobre nós e através de nós. Nós reinaremos sobre a criação, como era para ser no princípio.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O céu – destino final dos justos - parte 2 0

O céu – destino final dos justos - parte 2

É um lugar físico? Onde fica?


Primeiramente, o céu não é uma “terra transformada pelos crentes”. Ele vem de Deus, que a construiu (Ap. 21.2; 21.10). Então, ele não é obra de homens.
Heb 11:10,16Porque [Abraão] esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus. (...) Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

Segundo, o céu é uma nova forma de existência, pois estaremos com nossos corpos ressurretos, glorificados, incorruptíveis: Filipenses 3.20-21 - Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.
A Nova Jerusalém vem de Deus, do céu, para a nova terra criada.
Quanto ao tamanho, a Bíblia diz que ela mede 12000 estádios de comprimento, de largura e a mesma medida de altura. É um formato de cubo. Um estádio equivale à mais ou menos 183,5 metros. 12000 estádios equivalem a mais ou menos 2.200 quilômetros, de comprimento, altura e largura.
Haverá espaço para todos, na verdade até sobrará lugar. Se formos calcular uma media de 1000 metros quadrados para cada pessoa (muito mais do que a média geral nas cidades de hoje), daria para colocar cerca de 3.311.953.920.000.000 pessoas!

Quem estará lá?

- Deus Pai e Jesus: E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. (Ap. 21.22)
- Justos de todos os lugares da Terra - E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do SENHOR no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. (Isaías 2.2); Miquéias 4:1-3; Apocalipse 21.24. Apocalipse 7.9 – “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos

Como será o nosso corpo?

- Teremos conhecimento e discernimento perfeitos: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.” – 1 Co 13.13.
- Teremos um corpo incorruptível. Nunca morreremos:
1Co 15:51-54. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
- Teremos glória com o Rei: (Cl 3:4) Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. (1Pe 5:4) E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.
- Não haverá mais tristeza, nem pranto, nem dor (Ap 21.1);
- Não haverá maldição (Ap 22.3);
- Não vamos casar nem ser dados em casamento (Mt 22.30)
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O céu – destino final dos justos - parte 1 0

O céu – destino final dos justos

Concluída a postagem sobre o tema "inferno", vou publicar uma seqüência de postagens sobre a morada eterna dos justos: o céu.

O céu – destino final dos justos

De qual céu estamos falando?
1 – céu atmosfera terrestre?
2 – morada de Deus?
3 – destino dos justos em Cristo – Nova Jerusalém?


Estamos falando do 3º, da Nova Jerusalém, da Esposa do Cordeiro, a Grande Cidade Santa, o Reino dos Céus, A Jerusalém Celestial.

O que a Bíblia fala sobre o novo céu e a nova terra?

Vamos ler Apocalipse 21; 22:1-5:

Cap. 21
E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.
E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.
E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida.
Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.
Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.
E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.
E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.
E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.
E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.
Do lado do levante tinha três portas, do lado do norte, três portas, do lado do sul, três portas, do lado do poente, três portas.
E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.
E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro, para medir a cidade, e as suas portas, e o seu muro.
E a cidade estava situada em quadrado; e o seu comprimento era tanto como a sua largura. E mediu a cidade com a cana até doze mil estádios; e o seu comprimento, largura e altura eram iguais.
E mediu o seu muro, de cento e quarenta e quatro côvados, conforme a medida de homem, que é a de um anjo.
E a construção do seu muro era de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante a vidro puro.
E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda;
O quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, jacinto; o duodécimo, ametista.
E as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.
E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.
E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
E as nações dos salvos andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra.
E as suas portas não se fecharão de dia, porque ali não haverá noite.
E a ela trarão a glória e honra das nações.
E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.


Cap 22

E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.
E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.
E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.


Estando ambientados à Palavra, temos que resolver algumas questões.

Pra que um céu?

Precisamos recapitular qual é o propósito de termos sido criados. Deus nos criou para sua glória, para que eternamente mantivéssemos uma relação de amor com Ele e entre nós mesmos. Todas as outras coisas criadas devem ser utilizadas por nós para um uso de forma a glorificar àquele que tudo criou (Gn 1.28; 1.30).
Mas em um ponto da história humana, nós caímos (Gn 3). As coisas criadas agora refletem as conseqüências do mal e do pecado humano (Gn 3.17-19). A criação espera ansiosamente pela revelação dos Filhos de Deus (Rm 8.19-23). A nossa queda foi total: foi espiritual, física e mental. O domínio que exercíamos sobre a natureza, agora, não é perfeito. O nosso corpo é corruptível. A nosso raciocínio ficou entenebrecido pelo pecado. Estamos separados de Deus pelo pecado: mortos espiritualmente.
Mas Deus prometeu uma restauração das coisas criadas. Tudo voltaria a ser como Deus planejou. Nossos corpos doentes seriam curados (Mt 11.5). Pecados seriam perdoados (Mt 9.2). Sabedoria e discernimento do alto nos foi prometido (Tg 1.5). Religados com Deus, de uma forma que Ele faz morada em nós (Jo 14.23). Venceremos a morte. E ainda mais do que isto (1Co 2:9 - As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.).
Jesus veio não só para salvar os pecadores; veio restaurar toda a criação. Isto inclui céus e terra (o universo como um todo).
Outro motivo para o céu é para o cumprimento e compreensão de várias profecias do AT.
Veja Isaías 65.17-25:

Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.
Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém uma alegria, e para o seu povo gozo.
E exultarei em Jerusalém, e me alegrarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor.
Não haverá mais nela criança de poucos dias, nem velho que não cumpra os seus dias; porque o menino morrerá de cem anos; porém o pecador de cem anos será amaldiçoado.
E edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto.
Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque os dias do meu povo serão como os dias da árvore, e os meus eleitos gozarão das obras das suas mãos.
Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a perturbação; porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus descendentes estarão com eles.
E será que antes que clamem eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei.
O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.


Estas profecias, literais ou não, serão cumpridas.

O céu é para nós?

João 14.2-3 diz: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
Nas Bem-aventuranças, Jesus cita várias vezes o Reino dos céus (Mt 5:6,10,12,20).Jesus certamente veio para nos falar das coisas celestes e do nosso lugar lá, sendo o caminho por onde devemos seguir para alcançá-lo.
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Inferno - Parte 3 - Objeções à idéia do inferno 0


Inferno - Parte 3 - Objeções à idéia do inferno
1) O INFERNO, NA VERDADE, É ANIQUILAÇÃO:
A Bíblia afirma claramente que há sofrimento consciente no inferno que causará "choro e ranger de dentes" (Mt 8.12). Pessoas aniquiladas não estão conscientes de qualquer sofrimento. A besta e o falso profeta no inferno estarão conscientes após mil anos de sofrimento (Ap 19.20; 20.10).
A aniquilação não seria um castigo, mas a libertação de todo sofrimento. Não é coerente com o Deus amoroso eliminar os que não fazem o que ele deseja. Se Deus aniquilasse os seres humanos estaria atacando a si mesmo, pois somos feitos à sua imagem (Gn 1.27), e Deus é imortal.
O fato de tais pessoas estarem sofrendo não justifica aniquilá-las, assim como um pai não deve matar o filho que está sofrendo.

2) POR QUE NÃO REFORMAR AS PESSOAS? POR QUE O CASTIGO ETERNO? POR QUE DEUS NÃO TENTA REFORMAR OS PECADORES?
A resposta é que Deus tenta reformar as pessoas; o período de reforma é chamado vida.
Pedro declarou:
** O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (2Pe 3.9; v. 1 Tm 2.4).
Mas depois do período de reforma vem o período de prestação de contas (Hb 9.27). O inferno é apenas para os irreparáveis e impenitentes, os reprovados (2Pe 2.1-6), não para os reformáveis. Se fossem reformáveis, ainda estariam vivos. Pois Deus, na sua sabedoria e bondade, não permitiria que fosse para o inferno quem ele sabia que iria para o céu se lhe fosse dada a oportunidade.
Como C. S. LEWIS observou:
A alma que deseja a alegria de maneira séria e constante não a perderá. Os que buscam, acham. Para quem bate, a porta será aberta (Lewis, O grande abismo).
Deus não pode forçar criaturas livres a serem reformadas. A reforma forçada é pior que castigo; é cruel e desumana. Pelo menos o castigo respeita a liberdade e a dignidade da pessoa.
Como Lewis observa com perspicácia:
"Ser 'curado' contra sua vontade [...] é ser colocado no mesmo nível dos que não têm vontade própria; é ser classificado com bebês, imbecis e animais domésticos" (Lewis, God In the dock, 226).
Os seres humanos não são objetos manipuláveis; são sujeitos respeitados porque são feitos à imagem de Deus. Os seres humanos devem ser punidos quando fazem o mal porque são livres e sabem o que é errado. São pessoas a serem castigadas, não pacientes a serem curados.

3) A CONDENAÇÃO POR PECADOS TEMPORAIS É EXAGERADA:
Castigar uma pessoa eternamente pelo que fez por um curto período na terra parece a princípio um exagero. NO ENTANTO, um exame mais profundo revela que isso não só é justo, mas necessário.
Para começar, apenas o castigo eterno será suficiente para pecados contra o Deus eterno. Os pecados podem ser ter sido cometidos no tempo, mas são contra o Eterno. Além disso, nenhum pecado pode ser tolerado enquanto Deus existir, e ele é eterno. Logo, o castigo pelo pecado também deve ser eterno.
Se Deus não separasse o trigo do joio, o joio sufocaria o trigo. A única maneira de preservar um lugar eterno de bem é separar eternamente dele todo mal. A única maneira de ter um céu eterno é ter um inferno eterno.

4) O INFERNO É APENAS UMA AMEAÇA, NÃO UMA REALIDADE:
Alguns críticos acreditam que o inferno é apenas uma ameaça que Deus não cumprirá. Mas é blasfêmia afirmar que um Deus de verdade usa mentiras deliberadas para governar os seres humanos.
Ademais, isso significa que "os que acham que o inferno é uma fraude são mais espertos que o próprio Deus por descobrir isso" (Davidson, p. 53).
Como Edwards afirmou:
Eles supõem que foram muito astutos porque descobriram que isso não é verdade; e assim Deus não escondeu seu plano o suficiente para impedir que esses homens tão perspicazes conseguissem discernir a trapaça e derrotar o plano (Edwards, v.2, p.516).

5) OS JUSTOS PODERÃO SER FELIZES SE UMA PESSOA QUERIDA ESTIVER NO INFERNO?
A pressuposição dessa questão é que somos mais misericordiosos que Deus. Deus está perfeitamente feliz no céu, e ele sabe que nem todos estarão lá. Mas é infinitamente mais misericordioso que nós.
Além disso, se não pudéssemos ser felizes no céu sabendo que alguém estava no inferno, nossa alegria não dependeria de nós, mas de outra pessoa. O inferno, todavia, não pode vetar (anular) o céu.
EXEMPLO: Podemos ser felizes no céu da mesma forma que podemos ser felizes comendo e sabendo que outros estão morrendo de fome, desde que tenhamos tentado alimentá-los, mas eles recusaram a comida. Assim como podemos curar lembranças tristes aqui na terra, Deus também "enxugará dos [nossos] olhos toda lágrima" no céu (Ap 21.4).
Se a misericórdia de Deus não pode suportar sofrimento eterno, então também não pode suporta-lo em quantidades menores (Edwards, v. 2, p. 84). A misericórdia de Deus não é uma paixão ou emoção que excede sua justiça. A misericórdia interpretada dessa maneira é um defeito em Deus. Ela o deixaria fraco e incoerente, incapaz de ser um Juiz.
As atitudes e os sentimentos dos santos no céu serão transformados e corresponderão mais aos de Deus. Logo, amaremos apenas o que Deus ama e odiaremos o que ele odeia. Já que Deus não fica infeliz ao pensar ou ver o inferno, nós também não ficaremos — ainda que ali estiverem pessoas que amamos nesta vida.

6) POR QUE DEUS CRIOU PESSOAS DESTINADAS AO INFERNO?
Alguns críticos do inferno argumentam que, se Deus sabia que suas criaturas o rejeitariam e acabariam num lugar tão horrível como o inferno, por que ele as criou? Não teria sido melhor que jamais tivessem existido do que existirem e irem para o inferno?
É importante lembrar que a inexistência não pode ser considerada condição melhor que qualquer tipo de existência, já que a inexistência é nada. E afirmar que o nada pode ser melhor que algo é um enorme erro categórico. Para comparar as duas coisas, elas precisam ter algo em comum. Mas não há nada em comum entre existência e inexistência.
Uma pessoa pode sentir vontade de que uma vida de miséria seja simplesmente extinta, mas não pode pensar consistentemente que a inexistência seja um estado melhor que a existência.
É verdade que Jesus disse que teria sido melhor se Judas não tivesse nascido (Mc 14.21). Mas essa é apenas uma expressão indicando a gravidade de seu pecado, não uma afirmação sobre a superioridade da inexistência sobre a existência.
E também, só porque alguns perderão no jogo da vida não significa que ele não deve ser jogado.
EXEMPLOS: Antes da final da Copa do Mundo começar, ambos os times sabem que um deles perderá. Mas todos decidem jogar.
Antes de cada motorista pegar a estrada cada dia, sabemos que pessoas serão mortas. Mas decidimos dirigir.
Pais sabem que ter filhos pode acabar em grande tragédia, tanto para sua prole quanto para eles mesmos.
Mas o conhecimento prévio do mal não impede nossa vontade de permitir a possibilidade do bem. Por quê? Porque consideramos melhor jogar, arriscando a oportunidade de ganhar, que não tentar nada. É melhor perder na Copa do Mundo que não poder nem jogar nela. DO PONTO DE VISTA DE DEUS, É MELHOR AMAR O MUNDO TODO (Jo 3.16) E PERDER ALGUNS DOS SEUS HABITANTES QUE NÃO AMAR NINGUÉM.

7) AS PESSOAS NÃO CONSEGUEM EVITAR O PECADO:
A Bíblia diz que nascemos pecadores (Sl 51.5) e somos "por natureza, merecedores da ira" (Ef 2.3). Se os pecadores não podem evitar o pecado, é justo mandá-los para o inferno por causa disso?
'"As pessoas vão para o inferno porque nascem com uma tendência para pecar e decidem pecar. Nascem na estrada que leva ao inferno, mas também ignoram as advertências pelo caminho para evitar a destruição (Lc 13.3; 2 Pe 3.9).
Apesar de os seres humanos pecarem porque são pecadores (por natureza), sua natureza pecaminosa não os força a pecar, ou seja, apesar de o pecado ser inevitável, já que nascemos com uma tendência para ele, o pecado não é invencível.
O último lugar para o qual os pecados estão destinados (inferno) pode ser evitado. Tudo que a pessoa precisa fazer é arrepender-se (Lc 13.3.; At 17.30; 2Pe 3.9). Todos são responsáveis pela decisão de aceitar ou rejeitar a oferta de salvação feita por Deus. E responsabilidade também implica a capacidade de responder (se não por nossas próprias forças, pela graça de Deus).
Todos que vão para o inferno poderiam tê-lo evitado, se quisessem. Nenhum pagão em lugar nenhum está sem a luz clara de Deus, por isso é indesculpável (Rm 1.19-20; v. 2.12-15).

8) RAZOABILIDADE DO INFERNO:
Apesar de muitos cre¬rem que o inferno não é razoável, segundo Jonathan EDWARDS, um bom argumento pode ser estabelecido a favor de sua racionalidade:
É muito irracional supor que não deveria haver castigo futuro, supor que Deus, que fez o homem como criatura racional, capaz de entender seu dever e ciente de que merece castigo quando não o cumpre, deveria deixar o homem sozinho, e deixá-lo viver como quer, e jamais castigá-lo por seus pecados, e não diferenciar o bem do mal [...]
É muito irracional supor que aquele que fez o mundo deveria deixar as coisas em tal confusão, e não cuidar do governo das suas criaturas, e que ele nunca julgará suas criaturas racionais
(Edwards, v.2, p.884).

9) RAZÕES PARA REJEITAR O INFERNO:
Como vários estudos demonstram, as pessoas estão muito mais dispostas a acreditar no céu que no inferno. Nenhuma pessoa boa quer que alguém vá para o inferno. Mas, como Sigmund FREUD diria, é uma ilusão rejeitar algo só porque desejamos não acreditar nele.
A questão se há um inferno deve ser determinada com base na evidência, não no desejo. A evidência para a existência do inferno é forte.
Se a evidência para o inferno é substancial, porque tantas pessoas a rejeitam? Edwards descreveu duas razões principais para a indisposição de aceitar o inferno: 1) ele é contrário à nossa preferência pessoal; 2) temos um conceito deficiente do mal e de seu castigo merecido.
Na verdade, uma negação do inferno é uma indicação da depravação humana. Edwards chama a atenção para nossa incoerência. Nossa rejeição do inferno e da misericórdia de Deus é indicação de nossa própria depravação — portanto merecemos o inferno. Edwards escreveu:
Parece-te incrível que Deus seja tão absolutamente negligente com o bem-estar do pecador, a ponto de mandá-lo para um abismo ou sofrimento infinito? Isso te choca? E não é chocante para ti que sejas tão absolutamente negligente como tens sido, para com a honra e a glória do Deus infinito? (ibid., v. 2.: p.. 82).
Se tivéssemos verdadeira consciência espiritual, não ficaríamos abismados com a severidade do inferno, mas sim com nossa própria depravação (Edwards, 1 p. 109).

10) Conclusão:
Todo mal existente será lançado para sempre no inferno, e as pessoas que estarão no inferno, voluntariamente escolheram estar ali.
Eles têm de pagar a própria pena pelos pecados que cometeram. Uma vez que se recusam a ser perdoados, permanecerão num estado de separação relacionai de Deus para sempre. Temos de lembrar que não pode ser de outro jeito. Deus, justo juiz e Pai amoroso, tem de lidar com o estado final de rebelião dos impenitentes.
Como Lewis disse:
Acredito sinceramente que os condenados são, de certa forma, bem-sucedidos, rebeldes até o fim; que as portas do inferno estão trancadas do lado de dentro [...]
Há somente duas espécies de pessoas no final: as que dizem a Deus: "Seja feita a tua vontade", e aquelas a quem Deus diz, no final: "Seja feita a tua vontade". Todas estas estão no inferno, pois o escolheram. Sem essa escolha pessoal não poderia haver inferno. A alma que deseja séria e constantemente a alegria jamais a perderá. Os que procuram encontram. Aos que batem ser-lhes-á aberta [a porta]
. (Cartas do inferno, p. 69).

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Fontes utilizadas:

- Lee Strobel - Em defesa da fé
- Norman Geisler - Fundamentos inabaláveis
- C. S. Lewis - Cristianismo puro e simples
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sábado, 13 de setembro de 2008

Inferno - Parte 2 - Sua natureza 0

Inferno - Parte 2 - Sua natureza

1) A NATUREZA DO INFERNO:

A Bíblia descreve a realidade do inferno com linguagem figurada poderosa. Ele é descrito como um lugar de trevas (Mt 8.12; 22.13), que está "fora" [das portas da cidade celestial] (Ap 22.14,15). O inferno fica fora da presença de Deus (Mt 25.41; 2Ts 1.7-9).

É claro que esses são termos relacionais, não necessariamente espaciais. Deus está "acima", e o inferno está "abaixo". Deus está "dentro", e o inferno está "fora". O inferno está na direção contrária a Deus.


A) O inferno também é descrito como “UMA CÂMARA DE TORTURA”:

A natureza do inferno é uma realidade horrível, PORÉM, a Bíblia não diz em lugar nenhum que o inferno é "UMA CÂMARA DE TORTURA" em que pessoas são forçadas a entrar contra a vontade para serem torturadas.

Essa é uma caricatura criada por incrédulos para justificar sua reação de que o Deus que envia pessoas para o inferno é cruel. Isso não quer dizer que o inferno não seja um lugar de tormento. Jesus disse que era (Lc 16.24). MAS, AO CONTRÁRIO DA TORTURA QUE É INFLIGIDA DE FORA CONTRA A VONTADE DA PESSOA, O TORMENTO É AUTO-INFLIGIDO.

Até os ateus sugeriram que a porta do inferno é trancada pelo lado de dentro; Somos condenados à liberdade de estar sem Deus. A presença divina do céu seria a tortura para quem o rejeitou irrecuperavelmente.

O tormento é viver com as conseqüências de nossas más escolhas. É o choro e ranger de dentes que resulta da consciência de que fracassamos e merecemos as conseqüências.

Assim como um jogador de futebol bate no chão com força depois de perder um gol que decidiria a Copa, as pessoas no inferno sabem que a dor que sofrem é auto-infligida.

B) O inferno também é descrito como um “LUGAR DE FOGO ETERNO”:

Esse fogo é real, mas não necessariamente físico (como o conhecemos), porque as pessoas terão corpos físicos não perecíveis (Jo 5.28,29; Ap 20.13-15), então o fogo normal não os afetaria. Além disso, as figuras de linguagem que descrevem o inferno são contraditórias, se consideradas num sentido físico. Ele tem fogo, mas é trevas. É um lago e um abismo. Apesar de tudo na Bíblia ser literalmente verdadeiro, nem tudo é verdadeiramente literal.

2) A DURAÇÃO DO INFERNO:

Muitos incrédulos estariam dispostos a aceitar um inferno temporal, mas a Bíblia fala dele como eterno.

A) O inferno durará enquanto Deus existir:

A Bíblia declara que Deus existe para sempre (Sl 90.1,2). Na verdade, ele não tem princípio nem fim (Ap 1.8). Criou todas as coisas (Jo 1.3; Cl 1.15,16) e permanecerá depois que este mundo for destruído (2Pe 3.10-12).

Mas Deus, por natureza, não pode tolerar o mal (Is 6; Hb 1.13). Logo, as pessoas más devem ficar separadas de Deus para sempre. Enquanto Deus for Deus e o mal for mal, um deve ficar separado do outro.

B) O inferno durará enquanto o céu durar:

O céu é descrito como "eterno" na Bíblia. Mas a mesma palavra grega (aiõnion), usada no mesmo contexto, também indica que o inferno é "eterno" (Mt 25.41; cf. v. 46; 2Ts 1.9; Ap 20.10). Então, se o céu é eterno, o inferno também é. Não há absolutamente nenhuma base bíblica para supor que o inferno é temporal e o céu é eterno.

Relembrando alguns pontos:

Não existe a possibilidade de alguém sair do inferno. Existe um grande abismo, de modo que ninguém pode sair (Lc. 16.26). O julgamento começa logo após a morte (Jo 8.21; Hb 9.27). Isso não é diferente do fato de algumas decisões na vida serem irreversíveis. O suicídio é um caminho sem volta, por exemplo.

As pessoas permanecem conscientes após a morte, quer estejam no céu/paraíso (2Co 5.8; Fp 1.23; Ap 6.9), quer no hades (Lc 16.23). A besta ainda estará consciente depois de mil anos no inferno (Ap 19.20; 20.10).
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Inferno - Parte 1 - Porque ele deve existir 0

Inferno - Parte 1 - Porque ele deve existir

O tema "inferno" é um dos mais controversos e difíceis com os quais cristãos e não-cristãos têm de lidar.

Tão difícil que boa parte das pessoas sequer admite a existência de tal lugar. Algumas pessoas também têm uma visão equivocada da natureza do inferno, muitas vezes incorporando lendas, fábulas e outros componentes mitológicos neste assunto, o que compromete a compreensão dele e de tudo que o envolve.

Vou dividir este tema em três partes. A primeira trata da necessidade do inferno; porque ele existe. A segunda parte trata da sua natureza: o que há lá, quem vai estar lá, do que é constituído. A terceira e última parte contem um conjunto de respostas para perguntas difíceis de se responder, perguntas feitas por céticos de todos os tipos.


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Qual é a necessidade de existir um inferno?


1) JESUS ENSINOU A EXISTÊNCIA DO INFERNO:


As Escrituras afirmam enfaticamente a doutrina do inferno. Algumas das afirmações mais fortes de que existe um inferno vêm de Jesus Cristo. Ele falou mais sobre o inferno que sobre o céu.

Jesus advertiu: "Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno" (Mt 10.28).


Ele acrescentou sobre aqueles que o rejeitam: "Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim desta era" (Mt 13.40).


Além disso, sem separação eterna, não haveria céu. O mal é contagioso (1 Co 5.6) e deve ser isolado. Como uma praga mortal, se não for contido continuará a contaminar e corromper.


2) A BÍBLIA ENSINA QUE O INFERNO EXISTE:


A bíblia afirma a existência do inferno (
Ap 20.11-15). O apóstolo Paulo falou da separação eterna de Deus, dizendo:

...quando o Senhor Jesus for revelado lá dos céus, com os seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes. Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder (2Ts 1.7-9).


3) A JUSTIÇA DE DEUS EXIGE O INFERNO:


A justiça exige a existência do inferno, e Deus é justo (Rm 2). Ele é tão puro e imaculado que não pode sequer ver o pecado (Hb 1.13). Deus trata a todos com igualdade: "Pois em Deus não há parcialidade" (Rm 2.11).


O salmo 73 representa as passagens que ensinam que nem toda justiça é feita nesta vida. Os perversos parecem prosperar (v. 3). Logo, a existência de um lugar de castigo para os perversos após esta vida é necessária para manter a justiça de Deus.


4) O AMOR DE DEUS EXIGE O INFERNO:


A Bíblia afirma que "Deus é amor" (1Jo 4.16). Mas o amor não pode agir coercivamente, apenas persuasivamente.


Um Deus de amor não pode forçar as pessoas a amá-lo. Paulo falou que as coisas são feitas livremente, e não por obrigação (2Co 9.7). Amor forçado não é amor; é estupro. Um ser amoroso sempre dá "espaço" para outros. Não se impõe contra a vontade dos outros. Como C. S. Lewis escreveu:


Anular o livre-arbítrio humano [...] seria inútil para Ele. Ele não pode forçar. Só pode atrair (Lewis, Cartas do inferno, cap. 8).


Logo, os que escolhem não amar a Deus devem ter o direito de não amá-lo. Os que não desejam estar com ele devem ter permissão para ficar sepa­rados dele. O inferno permite a separação de Deus.


5) A DIGNIDADE HUMANA EXIGE O INFERNO:


Já que Deus não força as pessoas a ir para o céu contra suavontade, o livre arbítrio humano exige um inferno.


Jesus exclamou: "Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes quis eu reunir os seus filhos, como a galinha re­úne os seus pintinhos debaixo das suas asas, e vocês não quiseram!" (Mt. 23.37).


Roubar dos seres humanos sua liberdade e dignidade, levando-os à força para o céu contra seu livre-arbítrio. Isso seria o "inferno", já que eles não pertencem ao lugar onde todos amam e
adoram a Pessoa que eles mais querem evitar.


6) A SOBERANIA DE DEUS EXIGE O INFERNO:


A não ser que haja inferno não há vitória final sobre o mal. Pois o que frustra o bem é o mal. O trigo e o joio não podem crescer juntos para sempre. Há uma separação final, senão o bem não triunfará sobre o mal.


Como na sociedade, o castigo do mal é necessário para que o bem prevaleça. Da mesma forma, na eternidade o bem deve triunfar sobre o mal. Se isso não acontecer, Deus não está no controle total. A soberania de Deus exige o inferno, senão ele não seria o vencedor final sobre o mal que a Bíblia declara que ele é (1Co 15.24-28; Ap 20-22).

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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Qual é o sentido da vida? 3

Qual é o sentido da vida?
O propósito

Quando um cristão fala para um não-cristão "Deus tem um propósito para sua vida", ele está dizendo duas coisas. Primeiro, que Deus tem um propósito geral para sua vida. A humanidade foi criada com um propósito. Isto é muito consolador, tendo em vista um mundo no qual a desesperança e a falta de sentido têm sido disseminadas em doses letais. Segundo, Deus tem um propósito particular para sua vida, um propósito só seu. Isto, outra vez, é consolador, porque traz para mais perto de nós a idéia de que Deus se importa com cada um; cada indivíduo é especial para Ele. E Deus tem preocupações de Pai conosco; então, é do interesse dEle todas as áreas de nossa vida, tanto esta vida atual quando a futura.

Esta idéia de propósito não é uma fuga da realidade. Não é apenas um consolo. É claro que não posso dizer que algo é verdadeiro só porque me faz sentir-se bem. Mas, no nosso dia-a-dia, vemos coisas organizadas, coisas que nós mesmos criamos, para um objetivo determinado. A natureza, o universo e a vida deixam sinais claros de que há um planejamento. Então, esta idéia nos faz bem porque tudo a nossa volta aponta que isto é verdade.

Olhe à sua volta

Qualquer pessoa pode ver organização num sistema. Qualquer pessoa deduz que, onde há organização, há uma mente inteligente que organiza. Se uma mente organiza, deve haver um propósito. Resta saber se o propósito é bom ou não, se há algo que pode afetar este propósito.

Dentro da visão cristã, sabemos que Deus teve um objetivo em criar tudo o que criou. O universo e a vida tem um porquê.

O universo, quão enorme ele é! Sempre comparo as coisas que Deus faz com as coisas que o homem faz. Quanto tempo e que mente privilegiada um homem teria disponível para conceber algo como a organização do universo? Existem milhares de galáxias, cada uma com milhares de estrelas, planetas, satélites, parecidos ou não com a nossa galáxia, e com o nosso planeta. Poderia haver formas de vida em outro lugar além da Terra? Poderia. Na verdade, eu ficaria mais assombrado se o nosso planeta fosse a única área de todo o universo a conter vida. Para alguns, pareceria um desperdício de espaço só haver vida aqui. Eu vejo diferente. Que coisa de um Deus poderoso para criar isto tudo, com uma riqueza de detalhes tremenda, e, para coroar a sua criação, cria seres vivos, com mentes e livre-arbítrio como Ele mesmo, para que possam verificar, descobrir, estudar, se maravilhar e glorificar o Criador! Ele criou tudo para nós vermos Sua força, poder, criatividade... seu caráter. Por isto Paulo disse que somos indesculpáveis diante de Deus. Há formas de saber que Ele existe.

Liberdade (e a falta dela)

Mas como liberdade implica em podermos escolher fazer o mal, ou negar a Deus, este propósito pode não surtir efeito nas vidas destas pessoas. Se não há um Criador, devemos supor outra teoria de como viemos parar aqui. Pelo naturalismo, somos meramente resultado das forças da natureza, e surgimos por "acaso". Não temos, portanto, nenhum significado especial, e, num longo prazo, tanto faz se o ser humano existiu ou não no universo. Esta forma de pensar destrói nossa dignidade, nos torna iguais a qualquer outro ser vivo. Valemos tanto quanto uma planta. Aliás, até mesmo o senso de valor é completamente inútil e sem sentido. E é claro que o naturalismo não explica tudo, mas isto é um assunto para ser discutindo em outro texto.

Algumas pessoas gostariam, com certeza, de definir o que é certo e o que é errado pra si mesmas, sua própria moral. Isto seria a "liberdade total". Porém, as chances de nossos atos infringirem os conceitos morais de outra pessoa seriam potencialmente grandes. Nesta situação, quem seria o mediador? Quem determinaria o denominador comum?

Assim sendo...

A questão de se sentir bem por acreditar num propósito para nossas vidas não torna verdadeira a idéia do propósito em si. Para isso, pese as inúmeras evidências a nossa volta. Conheça a história humana no decorrer dos séculos. Estude um pouco (não precisa muito) de biologia, de química, talvez um pouco de cosmologia, filosofia, artes... Compare, pesquise, faça perguntas sinceras, procure alguém com conhecimento na área.

Perceba que são muitas variáveis necessárias para tudo acontecer sem nenhum propósito. Depois de tudo isto, leia a Bíblia, a revelação de Deus sobre Sua criação, e sobre suas afirmações sobre si mesmo, e veja se não são compatíveis. Dê uma oportunidade para que Deus lhe mostre o tipo de Deus que Ele é, e se Ele é ou não digno de toda honra e toda a glória por parte dos homens!
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