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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sol e Escudo 7


Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão (Salmos 84:11)


Grandes coisas são ditas do nosso Senhor Deus. A Palavra revela o que precisamos saber: quem é Ele, quem somos e qual Seu plano para nós. A Bíblia é, além de tudo, uma obra de arte. Muitas coisas são ditas em poucos versos, com profundidade e beleza. Cada escritor dela expressa com sua própria pena os pensamentos e ações do Todo-Poderoso. Os salmos são poesias; muitíssimo inspirados; e pode se conhecer muito da relação entre o Deus Todo-poderoso e o homem através deles. Este verso supracitado, com três frases, explica alguns fatos sobre esta relação dEle com suas criaturas.

O Senhor Deus é sol”. Todo ser humano é ciente de que a vida neste planeta é dependente tanto do calor quanto da luz gerada pelo sol. Este astro emite a quantidade certa de energia para a vida: muito calor consumiria todos os seres; pouco calor não permitiria que a vida se propagasse. A luz também vem na medida certa: dias são divididos em períodos luminosos e períodos escuros; pois alguns processos naturais se desenvolvem melhor quando há luz, e outros só são realizados quando há escuridão.

Muitas coisas são ditas acerca de Deus pelas obras que Ele fez. A imensidão do Universo, por exemplo, sugere um atributo Seu, a infinitude; também poderia representar o Seu poder, criatividade, entre outras tantas características. A complexidade da vida, em seus pormenores, exalta a ordem e a inteligência de seus atos criativos, sua sabedoria. Se ficamos admirados com a grandiosidade do Universo, mais ainda devemos nos assombrar com Aquele que criou tal maravilha. Se ficamos estupefatos com a engenhosidade da mente humana em suas invenções, mais ainda devemos admirar o Criador destas mentes. Que fique claro que não estou fazendo apologia de uma religião natural, como o fazem diversas tribos de índios, por exemplo, e outros povos antigos, cultuadores do “deus sol e deusa lua”: seria como colocar o infinito dentro de criações finitas. Mas, da mesma forma que as obras de um pintor mostram um pouco do que ele é, assim Deus imprime “suas digitais” em tudo o que faz. Ninguém atribuiria mais qualidades a uma obra do que ao artista que a fez. Assim, neste salmo, o autor usa o astro que rege a vida natural aqui na Terra para enfatizar alguns dos aspectos do Deus criador.

O nosso Senhor aquece nossos corações que outrora estavam congelados e endurecidos pelo pecado, sem vida. Deus nos criou perfeitos; entretanto, a humanidade caiu na pecaminosidade. E desde então, nascemos em dívida com o Senhor; dívida que é impossível de pagar. E todos os que nasceram após Adão estão desta forma: “(...) Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem. O Senhor olhou do céu para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento, que buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um” (Salmos 14:1-3). Entretanto, o calor do amor de Deus nos trouxe para perto dEle novamente através de Jesus, saldando a dívida que nos condenava, restaurando a capacidade de nosso coração amá-Lo e fazer o bem: “Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis (Ezequiel 36:26-27)”. E Deus não o fez porque merecíamos isto, assim como o sol não nos ilumina e aquece todos os dias porque nos era devido tal favor; antes, o Senhor nos transforma por zelar Sua Santidade (“...em atenção ao meu santo nome...” Ezequiel 36:22), e por amor a cada um de nós: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16)”.

Um Ser tão santo, puro e poderoso quanto Deus, ao aproximar de seres frágeis e pecadores como nós gera um pavor de sermos destruídos, tal qual o aumento da proximidade do sol faria ao nosso planeta. Este medo foi expresso em várias passagens: “E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, para que não morramos (Êxodo 20:19)”; “Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face (Juízes 6:22)”; “Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus (Juízes 13:22)”; “Agora, pois, por que havemos de morrer? Este grande fogo nos consumirá; se ainda mais ouvirmos a voz do Senhor nosso Deus, morreremos (Deuteronômio 5:25)”. Entretanto, o próprio Deus se aproximou de nós, através de Jesus Cristo, “uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus (Hebreus 7:19)”, e assim podemos nos achegar a Ele com segurança; pelo sangue de Jesus Cristo estamos perto, derrubando a parede que separava, desfez-se a inimizade, nos dando acesso ao Pai (Efésios 2.13-18); “no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele” (Efésios 3:12).

Este Deus também é luz. Temos um caminho a seguir, e somos orientados para seguir nele. A Bíblia nos serve como instrução. Declara o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho (Salmos 119:105)”. O Senhor Jesus quando veio à Terra declarou que Ele é “o caminho, e a verdade, e a vida (João 14.6)” e também João falou dEle “Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo (João 1:9)” e mais tarde Jesus reafirmou “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida (João 8:12)”.

Às vezes na nossa vida cristã enfrentamos tamanhas provações, perdas e dificuldades que até mesmo pensamos que a luz de Deus não está nos iluminando mais. Mas lembremo-nos dos dias e das noites na natureza: alguns processos são feitos “no escuro”. Muito do que o Espírito Santo trata no nosso caráter é feito nos períodos de maior turbulência da nossa vida. Não que Deus tenha nos abandonado, muito pelo contrário; mas por causa do nosso limitado ponto de vista, parecerá a nós que foi isto o que aconteceu. O sol não continua a existir enquanto dormimos à noite? Logo, logo vem o amanhecer: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Salmos 30.5)”! Afinal, não é em altas temperaturas que o ouro é colocado para se retirar toda impureza?

O Senhor Deus é escudo”. Um escudo, além da utilidade óbvia de defesa, também é uma ferramenta de ataque. Ele vai à nossa frente, permitindo que avancemos por um caminho difícil. Um exemplo disto pode ser visto quando Golias partiu para combater com Davi. Um companheiro do gigante ia à frente levando o escudo, criando o caminho para o guerreiro: “O filisteu também vinha se aproximando de Davi; e o que lhe levava o escudo ia adiante dele” (1Samuel 17.41). Semelhantemente, o Senhor vai à frente lutando por nós, abrindo caminhos, preparando lugar: “Não tenhais medo deles, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por nós (Deuterônomio 3:22)”; “Com o teu auxílio desbarato exércitos; com o meu Deus, salto muralhas (Salmos 18:29)”.
O escudo também tem um brasão, indicando de que exército ele faz parte. Nos tempos antigos, quando se guerreava com lanças, espadas e escudos, os brasões de impérios eram muito temidos. Todos conheciam os vencedores pelo símbolo que ostentavam em suas bandeiras e escudos. Um escudo também deve ser leve, para que não atrapalhe numa batalha, e nem seja um estorvo ao caminhar longas distâncias com ele. Uma curiosidade é que muitos guerreiros, na sua morte, desejavam ser enterrados com seus instrumentos de luta: a espada e o escudo. Era uma honra morrer em batalha, defendendo seu povo.

Os cristãos também têm um brasão: na verdade, um selo, exibindo de Quem eles são. Todo salvo tem, dentro de si, o selo do Espírito Santo: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações (2Coríntios 1:21-22)”. Para estes, cumprir os mandamentos é agradável, não um fardo: “Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer (Salmos 119:35)”. Na verdade, Jesus disse que seu fardo é leve (Mateus 11.30). Jesus repete o que diz no Salmo 55, verso 22, para “lançar o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado”.

Quanto à morte, todo cristão sabe que pode ser perseguido por causa da sua fé. Mas isto é motivo de regozijo, e não de tristeza. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, os que são injuriados, caluniados por causa de Cristo, pois grande será a recompensa no céu (Mateus 5.10-12). O apóstolo Paulo disse que pra ele, viver é Cristo e morrer é lucro (Filipenses 1.21). Muitos cristãos já morreram por não negar a fé em Cristo. “Importa antes obedecer a Deus do que aos homens”, é o que gritam em coro estes homens e mulheres valorosos (Atos 5.29). Deram glórias a Deus, pois não amaram mais a sua própria vida, e assim, ganharam a vida eterna.

O mesmo Deus que nos renovou para uma nova vida, e nos ensina a trilhar o caminho de retidão, e que se aproximou de nós, também é nosso escudo. É a nossa defesa contra o mal, tanto físico quando espiritual “É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras (2Samuel 22:3)”; “tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno (Efésios 6:16)”.

Outra relação que é possível está entre o crente e a Bíblia. Todas as orientações, avisos, cuidados, exemplos e mandamentos contidos nela servem como “escudo” ao caminhar neste mundo. A Palavra é “divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2Timóteo 3:16)”. É defesa contra as artimanhas de Satanás; defesa contra a própria carne, ainda sujeita ao pecado; defesa contra filosofias e pensamentos estranhos à Verdade; e principalmente, defesa contra a perdição eterna: “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio (Salmos 18:2)”.

O Senhor dará graça e glória”. Quando Jesus veio, Ele fez com que as pessoas conhecessem a Deus Pai: “Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14:9)”; “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Col 1:15)”; ensinou e fez o que o Pai pediu pra ensinar e fazer: “Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo (João 8:28)”; falou o que o Pai fala: “E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Pai me ordenou (João 12:50)”. Jesus é a expressão exata da graça divina em favor dos homens. Não fosse este sacrifício, estaríamos perdidos, destinados ao inferno: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (João 1:14)”. “Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça (João 1:16)”. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós (Gálatas 3:13)”.

O nosso Senhor nos dá da sua graça todos os dias, quando nos alimenta, nos veste, nos dá saúde, emprego, família, amigos, esposos/esposas; quando nos protege do maligno e das diversas tribulações que este mundo oferece. Nem todas as coisas que Ele nos dá são segundo nossos desejos pessoais, mas a glória está em vivermos na dependência do Senhor todos os dias, apesar das dificuldades que se nos apresentam. Um dia, entretanto, estaremos com Jesus nos céus, e teremos corpos glorificados, e participaremos da glória do Pai “glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem (Romanos 2:10)”. Pela graça de Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz, morto em nosso lugar, porém agora ressurreto, hoje nós, crentes, podemos nos gloriar de sermos considerados filhos do Deus altíssimo! Oh glória!
O capítulo 8 do livro de Romanos nos conta que todos os que não têm o Espírito de Deus (ou seja, os não-convertidos) se inclinam para a carne, ou seja, são escravos da pecaminosidade que é inerente ao ser humano decaído. Estes, inclusive, pensam que não pecam, ou que seus pecados não são graves e não tem tanta importância assim. São parecidos com aquele fariseu no templo que dizia “Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano (Lucas 18:11)” Já os renovados para a nova vida (aqueles nos quais o Espírito Santo faz morada) têm inclinação para o espírito, ou seja, tem horror ao pecado e Deus muda seu caráter para que se tornem perfeitos, como Ele é. É claro que esta perfeição absoluta só será completada no dia da nossa ressurreição: “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Filipenses 1:6)”. Entretanto, devemos deixar nossa vida ao controle do Espírito Santo, pois ele é poderoso para nos santificar e nos instruir: “ele vos guiará em toda a verdade (João 16:13)”. Estes regenerados se humilham perante Deus e falam como o publicano: “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! (Lucas 18:13)”.

Não negará bem algum aos que andam na retidão”. Deus nos chama para uma vida de retidão. Todo aquele a quem Deus dá uma nova vida, dá o poder de serem chamados filhos de Deus; Deus ouve suas orações; livra-os do e no mal; dá-lhes a provisão necessária para seu sustento e a capacidade de viver uma vida reta segundo os mandamentos dEle. O Senhor pode nos dar saúde, uma família abençoada, um bom emprego, riqueza. Devemos dar glória a Deus se Ele nos der tudo isto, e pedir também que não permita que o neguemos quando estas bênçãos chegarem, que nós não nos afastemos dEle. Se o Senhor não nos der estas bênçãos, devemos, mesmo assim, dar glórias a Deus e pedir, também, que estas dificuldades não sejam empecilhos para nossa comunhão com Ele. Pois em Jesus somos mais do que vencedores (Romanos 8.35-37), e podemos tudo naquele que nos fortalece (Filipenses 4.12-13). Devemos lembrar que todas estas bênçãos físicas são temporárias; não levaremos nenhuma delas quando morrermos: “Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:20)”. Portanto, em todo caso, a graça de Deus nos basta (2 Coríntios 12.9).

Quanto aos bens espirituais, nenhum deles nos é negado: o Senhor nos ensina que devemos buscá-las antes de qualquer outra coisa “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33)”. “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo (João 6:27)”; “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada (Tiago 1:5)”. O que temos? A graça da conversão, nossa primeira graça; a graça santificadora, fé, esperança, perdão, adoção e perseverança; honra e glória entre os homens, crentes ou não; glória eterna, aquela que o Pai nos dá: a coroa de glória, da vida e da retidão – o presente divino dado por meio de Jesus Cristo.

Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade (Provérbios 2:7)”.

Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem (Salmos 34:9)”.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 1:3)”.

Amém!
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terça-feira, 11 de março de 2008

Quando destituímos Deus do seu papel 1

Quando destituímos Deus do seu papel
Quando destituímos Deus do seu papel de criador e mantenedor da vida, todo tipo de absurdo pode ser feito. O homem assume a tarefa de estipular o que é vida humana e quando ela começa ou termina. As implicações disto são aterradoras.

Se a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias (CTE) no Brasil for aprovada, o primeiro passo já terá sido dado. O homem terá definido o que é vida humana. Sendo que teremos este poder, nada impede que, cedo ou tarde, criemos outras definições para o que signifique ser uma pessoa.

Se um embrião fora do útero pode ser morto, nada impede que ele possa ser morto dentro dele também.
Se eu definir que vida humana começa com a atividade nervosa (lá pela 12ª, 13ª semana de gestação), eu posso definir que aqueles que vão nascer com problemas neurológicos (inclusive os anencéfalos, os com problemas de retardo mental, os com síndrome de Down) não são seres humanos, pois não terão condições de socializar, não vão acrescentar nada à sociedade, serão 'inviáveis' como seres humanos.
Se eu usar a idéia da dificuldade de socializar, eu posso querer evitar que bebês com algum tipo de deficiência, seja ela física ou mental, nasçam. Posso até mesmo pensar que bebês de famílias pobres, miseráveis, que não têm condições apropriadas de se sustentarem e se desenvolverem, podem não vir ao mundo também, pois serão existências sofridas. O aborto, nestes casos, seria uma atitude de misericórdia da nossa parte: estaremos evitando que estas pessoas sofram desnecessariamente.

Poderíamos alegar, inclusive, que isto diminuiria a criminalidade, a desigualdade social, o risco da propagação de doenças genéticas, o sofrimento desnecessário da família com parentes parcial ou completamente dependentes deles. Sobraria mais dinheiro para investir em pesquisa na saúde, já que não se gastaria tanto com pacientes que não são passíveis de cura. Os fins justificam os meios.

Enfim, todo o tipo de atrocidade poderá ser feito contra as pessoas a pretexto de estarmos fazendo bem à elas, pois se dirá que não existir é melhor do que existir sem qualidade. O aborto e a eutanásia serão comuns.

É claro que muita gente pensará que a ciência deve se desenvolver a qualquer custo, que a moralidade e a ética não se aplicam a ela. Os médicos e cientistas nazistas da 2ª Guerra Mundial pensavam da mesma forma. Muita gente diz que devemos ser racionais, e não ser fundamentalistas religiosos. O que eles não vêem é que a tal racionalidade deles está retirando o que nos diferencia dos animais: a própria racionalidade humana. Estamos deixando de ser humanos. Somos pedaços de carne. Como os zumbis, mortos-vivos, representados no cinema, que precisam sobreviver a qualquer custo, mesmo ao custo de destruir tudo e todos que estão à sua volta.
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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Deus é o autor do mal? 3

Deus é o autor do mal?


Is 45:7 Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas.

Jr 18:11 Ora, pois, fala agora aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz o SENHOR: Eis que estou forjando mal contra vós; e projeto um plano contra vós; convertei-vos, pois, agora cada um do seu mau caminho, e melhorai os vossos caminhos e as vossas ações.

Lm 3:38 Porventura da boca do Altíssimo não sai tanto o mal como o bem?

Am 3:6 Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá algum mal na cidade, sem que o SENHOR o tenha feito?

Alguns cristãos encontram grandes dificuldades em entender estes versículos acima. Não só eles, mas os descrentes também, inclusive usando-os para indicar contradição na Palavra Inspirada. Vejamos como podemos resolver tais dificuldades e torná-las mais claras de serem compreendidas.

A Bíblia é clara quando afirma que Deus é perfeitamente moral (Dt 32:4 - Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é; Mt 5:48 - Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.) e que é impossível que Ele peque (Hb 6:18 - Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta). Ao mesmo tempo, Sua justiça absoluta exige que Ele puna o pecado. Este julgamento alcança as formas temporais e eternas (Mt 25:41; Ap 20:13-15). Na sua forma temporal, a execução da justiça Divina é às vezes chamada de “mal” porque ela parece ser mal às pessoas a quem ela é submetida (Hb 12:11 - E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela). Contudo, a palavra para mal em hebraico sem sempre é usada significando “mal moral”. Ao invés disto, o contexto indica que ela poderia ser traduzida (como de fato o é em algumas traduções) como “calamidade”. Deste modo, Deus é apropriadamente dito como o autor do “mal” neste sentido, mas não no sentido moral – pelo menos não diretamente.

Além disso, há um sentido indireto no qual Deus é o autor do “mal moral”. Deus criou seres morais com livre-arbítrio, e o livre-arbítrio é a origem do mal moral no universo. Então, no final das contas, Deus é o responsável por criar seres morais que são responsáveis pelo mal moral. Deus torna o mal possível pela criação de seres livres, mas os seres livres fazem o mal efetivamente. Naturalmente, a possibilidade do mal (isto é, o livre-arbítrio) é, em si mesmo, uma coisa boa. Então Deus criou somente coisas boas, uma das quais é o poder do livre-arbítrio, e as criaturas morais produziram o mal. Contudo, Deus é o autor da possibilidade do mal. Naturalmente, Deus somente permitiu o mal, mas não o promove, e Ele, no final das contas, produz um bem maior através dele (Gn 50:20; Ap 21 e 22).

Resumindo:

Deus não é o autor do mal:

  • No sentido de pecado;

  • Como mal moral;

  • Como perversidade;

  • Diretamente;

  • Como mal efetivo.


Deus é o autor do mal:

  • No sentido de calamidade;

  • Como mal não-moral;

  • Pragas;

  • Indiretamente;

  • Como possibilidade do mal.



Referências:

Bíblia Almeida Corrigida e Fiel
When critics asks: A popular handbook on Bible's dificulties - Norman Geisler


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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Intimidade com Deus 3

Veja atentamente a letra abaixo:


"Jesus eu quero estar contigo, eu quero ser teu amigo,
quero comer no teu prato, calçar os meus pés nos teus sapatos e arrastar...

Jesus eu quero muito você, pegar tuas sandálias e esconder, esconder pra você não sair, pois eu quero estar perto de ti... e te abraçar....

Jesus eu quero deitar no teu colo, te contar tudo tudo o que sei,
descansar recostado em teu peito, ouvindo o teu coração e me acalmar...
Jesus eu quero vestir tua camisa, com as mangas maiores que meus braços,
quero correr ao teu encontro e me abandonar no teu abraço,
e te abraçar...."

É essa a idéia de uns hoje a respeito a intimidade com Deus. Certamente isto decorre da idéia mundana de que amor é toque físico, ato sexual. Não se diz do ato sexual que está-se a "fazer amor"?

A letra desta música faz parecer que o autor é uma daquelas crianças levadas, que quer manter o seu pai por perto com birra e atitudes infantis. Quando Jesus diz que "delas é o Reino dos céus", isto falava da inocência para o pecado, da sua capacidade de perdoar e não guardar rancor, e não ter atitudes de uma criança "birrenta" que quer manter o pai por perto à força.

Vamos raciocinar um pouco. Quando você conhece uma pessoa, você quer conhecer mais acerca dela. Como você faz isso? Conversando com quem já a conhece, não é? É uma forma. Por isso, às vezes você pode deixar (temporariamente) seu grupo de amigos habitual para adentrar em outro. Outra forma é você passar tempo com esta pessoa. Quanto mais tempo você fica junto, mais conhecemos os detalhes dela, não físicos, mas de personalidade, sua atitude, suas reações perante os acontecimentos. Quanto mais tempo dedicamos a alguém, mais aprendemos dela, e mais parecidos ficamos. Não acontece assim num círculo de amigos? Alguma vez não ocorreu que você e uma outra pessoa presenciem uma situação e lembrem (ou falem) exatamente a mesma coisa? Nós nos tornamos mais parecidos com as pessoas que andamos mais tempo.

Isto é intimidade, num sentido mais apropriado para o relacionamento com Deus. Tem gente que quer tocá-lo, abraçá-lo, beijá-lo... por mais simbólico ou metafórico que seja, não representa o relacionamento que Deus quer de nós. Deus é Espírito, então temos que ter um relacionamento em espírito com Ele.

Você, quando tem novidades (sejam elas boas ou más), quer contar logo para seu amigo mais próximo. Você sabe que ele vai te ouvir e te ajudar (ou ficar alegre) com o que você falou. Nós, cristãos, conversamos com nosso amigo Deus através da oração. Ele sempre nos ouve. É um amigo fiel, que se compadece de nós e se alegra quando você O procura. E Ele nos ajuda.

Como podemos estreitar nosso relacionamento com Deus? Vamos passar mais tempo com pessoas que O conhecem a mais tempo. Mas cuidado: isto não quer dizer que vamos simplesmente cortar relações com nossos amigos e familiares que não crêem, mas cercar-nos de pessoas que servem fielmente a Deus, para aprender mais dEle, ao mesmo tempo que vamos deixar de praticar coisas que O desagradem. Num segundo passo, você vamos querer trazer estes amigos e familiares ao nosso novo grupo de amigos e nós seremos o ponto de contato, a pessoa que terá mais conhecimento sobre Deus para apresentá-Lo a eles.

É claro que não é só isso. Precisamos, além da oração e de conviver com outros cristãos, saber mais sobre o que Deus espera de nós. E isto vem da Palavra de Deus, a Bíblia. A leitura diária é mais do que necessária: significa que você realmente quer melhorar sua relação com o Pai, que você quer saber o que o decepciona, o que o agrada. Não acredito em ninguém que diz que ama a Deus e não quer conhecê-lo, ou obedecê-lo. Eu penso até que alguns 'crentes' não lêem a Bíblia justamente por que ela mostra os seus erros e os obriga a mudar. "O que eu não vejo não é minha responsabilidade". Este tipo de 'crente' é aquele que não aguenta nenhuma tentaçãozinha, na hora de provação não sabe o que fazer, é enganado por falsos mestres e levado por outros evangelhos. É aquele que faz o serviço de forma relaxada ou não quer se comprometer com nenhum tipo de atividade (ou pelo menos com as mais simples e 'menos dignas', como limpar banheiros, por exemplo) e não dá um bom testemunho (ou até mesmo esconde ou nega sua crença). É aquele tipo de 'crente' que precisamos pedir 'pelo amor de Deus' para doar um pacote de arroz numa arrecadação de alimentos (e o pior que alguns nem assim colaboram). O tipo que diz acreditar que tudo está sob o controle de Deus, mas não aceita nenhum tipo de autoridade, nem na igreja, nem no mundo. Afinal, é o tipo de 'crente' que envergonha a Deus e passa esta imagem para os que não crêem. "Se dissermos que temos comunhão com Ele, e andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade" (1 Jo 1.6). "Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade" (1 Jo 2.4).

Quão íntimo você está de Deus?
- Você conversa com Ele, em oração?
- Você busca conversar mais com pessoas que conhecem a Deus do que com quem não conhece?
- Você lê a Bíblia com interesse e vontade de conhecer mais acerca de Deus?
- Você entende e obedece a vontade de Deus expressa na Bíblia?

"Nós somos de Deus; quem conhece a Deus nos ouve; quem não é de Deus não nos ouve. assim é que conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." - 1 Jo 4.6

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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

A Existência de Deus 4

É difícil a um homem natural aceitar a existência de algo que não pode ver, tocar ou sentir. Mas para o cristão, o problema é resolvido no primeiro versículo da Bíblia: "No princípio, Deus criou céus e terra". A Bíblia não é um livro que tenta provar a Sua existência: ela pressupõe isto como verdade. Nenhum escritor bíblico tenta provar nada neste sentido. O que ela em geral faz é dizer claramente que quem não acredita em Deus é um tolo. (Sl 14.1).

A maior prova da Sua existência, para nós cristãos, é que mantemos um relacionamento diário com Ele através da oração, e Ele responde aos nossos corações, embora de forma silenciosa.

Para o homem natural, não é possível aceitar a Bíblia como Palavra inspirada. Dizer que é preciso aceitar a existência de Deus porque a Bíblia assim o declara é falha de raciocínio - pensamento circular. E muitos crentes tentam "empurrar" este "argumento" pra cima dos descrentes, como se eles fossem aceitar. Este é um dos motivos da idéia de que os "crentes" em geral são ignorantes. E é verdade: é uma "argumentação" completamente inútil.

Outro argumento bastante usado é a respeito da natureza e das coisas criadas. Neste caso, a Bíblia declara que foi Deus quem criou tudo o que existe, e criou do nada. Esta é uma prova para o cristão, mas bate de frente com a idéia do evolucionismo, de Charles Darwin e de partidários recentes, como o biólogo inglês Richard Dawkins. Enquanto os cristãos afirmam que a criação é bela, bem desenhada e que clama por um projetista inteligente, no caso Deus, os evolucionistas, na sua maioria, vêem as coisas existentes de forma bela, sim, bem "desenhada", mas que não existe um projetista, inteligente ou não. Tudo seria fruto de um "acaso inicial" e a seguir, este "acaso" estaria em constante luta pela sua manutenção, melhorando sua "máquina da sobrevivência" passo-a-passo num longo período de tempo, até chegarmos ao ponto atual. Tudo é bem desenhado não por causa de que um projeto inicial que dizia que assim tinha de ser, mas como resultado da adaptação/seleção das "máquinas de sobrevivência" mais preparadas. Resumindo, "o mundo nos tornou o que somos hoje". A Teoria da Evolução tem alguma lógica, senão não seria aceita por tanto tempo; os cientistas não aceitam a teoria só porque ela é uma opção contra o criacionismo. Embora ela não explique tudo, os que defendem esta visão acreditam que "vão chegar lá". A idéia é ir reduzindo, simplificando, separando tudo em partes cada vez menores. O que eles vão encontrar eles não sabem ainda.

Enquanto os cristãos crêem que Deus é o autor, o evolucionismo "prega" que algum tipo de acaso, misturado com mutações providenciais e seleção natural, foi que desencadeou o que vemos hoje, inclusive a nossa própria existência. E eles nem falam nada de que o homem veio do macaco (como é comum muitos desinformados cristãos pensarem que a evolução trata), mas de um ancestral comum. O problema é que os evolucionistas jogam a responsabilidade ao "acaso" e ao tempo (milhões de anos). Isto não responde muita coisa, mas coloca tudo em um "ponto cego" e inverificável. Interessante é que eles acusam os cristãos de fazerem a mesma coisa! Uma diferença é que o que falam é apenas uma teoria para eles, enquanto o que nós cremos, para nós é fato.

Há, também, o argumento da consciência (Rm 2.15). Diz este argumento que temos "impresso" em nossas mentes, de alguma forma, a idéia do que é certo e errado, e a idéia da existência de um Ser superior. Até em tribos indígenas, intocadas anteriormente por outras culturas, há a concepção de algum tipo de deus. É claro que os não-crentes dizem que as suas consciências não falam nada acerca da existência de Deus ou deuses. Quanto a esta afirmação, não há o porquê querer discutir sobre o que o outro pensa. Como se diz, "o pior cego e o que não quer ver". É uma "prova" contundente, mas se a pessoa nega a existência de Deus, porque razão ela teria qualquer motivo pra te falar a verdade? E além do mais, ela pode estar sendo sincera. Já está com a mente cauterizada, conforme diz Paulo em 1 Tm 4.2, pois ouviu a Verdade e a rejeitou. Obviamente, há também o argumento sociológico, que diz que o ambiente "implanta" tais idéias nos grupos sociais. Até certo ponto é verdade. Neste caso, a pergunta a ser feita é: quem definiu, inicialmente, o que é bom e o que é mau?

Se Deus criou todas as coisas, quem criou Deus? Para o cristão, é simples: Deus não vive no tempo, visto que Ele o criou. Deus não existe, Ele É. Há milhares de anos, Deus já nos disse: Eu sou O QUE SOU. (Ex. 3.14). Nós, humanos e todas as outras coisas deste mundo estamos invariavelmente dentro da linha do tempo. Começamos em algum ponto e terminamos em outro. Primeiro a causa, depois a conseqüência. Então, ninguém criou Deus. Para os não-cristãos, é necessário reduzir, reduzir, reduzir tudo, até achar a menor partícula. Mas aí fica a pergunta: Como esta particula surgiu? De onde ela veio? Não se tem a resposta para esta pergunta, mas um dia eles terão.

Em resumo, o que eu quero deixar claro é que não adianta argumentar usando a Bíblia com alguém que não a aceita. É preciso raciocinar direito; ter a consciência de que Deus não precisa e nem pode ser provado do mesmo modo que as coisas físicas. Deus quer que acreditemos nEle por fé. Mas, ao contrário do que muitos dizem, a fé e a ciência não estão em lados opostos. São complementares: uma explica coisas espirituais e invisíveis; a outra explica fenômenos físicos e vísiveis. Mas, mudando o que tem de ser mudado, ambos são experimentáveis e comprováveis. Mas o homem natural não pode compreender as coisas espirituais, porque elas elas são compreensíveis apenas espiritualmente, como bem disse Paulo, na 1ª carta aos Coríntios.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Paixões & Amores 2

Quão frequente é ver "músicas gospel" utilizarem-se deste termo para se referir ao relacionamento com Deus! Muita gente contesta, outros defendem o uso da palavra "paixão". Apaixonados por Cristo. Apaixonados por Deus. Paixão é a mesma coisa que amor?

A paixão


Começaremos pela definição do Aurélio, que pode nos ajudar nesta hora.
Paixão:
1. Sentimento ou emoção levados a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e à razão.
2. Amor ardente; inclinação afetiva e sensual intensa
3. Afeto dominador e cego; obsessão4. Atividade, hábito ou vício dominador
5.
Entusiasmo muito vivo por alguma coisa

Num relacionamento homem-mulher, quando no início do mesmo, surge a paixão. Ela acontece realmente! Com ela, temos a tendência de ver só as qualidades do(a) outro(a). Eu digo que é o estopim, a 'espoleta' do relacionamento. Ela serve para criar a empatia inicial, a vontade de conhecer a outra pessoa. Mas nenhum relacionamento fica só na paixão. Se o relacionamento não se desenvolver e não crescer para um próximo nível, quando a paixão acabar, só vão ficar desgostos e desilusões. Resumindo: a paixão vem e vai. Ela acaba, mais cedo ou mais tarde.

Paixões não resistem às decepções. Não resistem às dificuldades. Não são pacientes.

Além do mais, podemos nos apaixonar muitas e muitas vezes. Mesmo que não conheçamos a pessoa, ela pode ser alvo de uma 'paixão avassaladora'. O pessoal "do mundo", isto é, os não-cristãos, simplesmente confunde paixão com amor. Isto é até aceitável deles, mas dentro dos redutos cristãos? Não saber diferenciar uma coisa da outra? Cheira a meninice na fé. Deus ama ou é apaixonado por seus filhos? Deus quer que amemos a Ele acima de tudo ou que sejamos apaixonados por Ele acima de tudo? Procurem na Bíblia, meus caros. Quando a palavra paixão aparece, geralmente está se referindo a coisas não muito 'louváveis', que são dignas de alguém que ainda anda segundo a carne - Tiago 5.17 (leia o contexto todo).

O amor


A melhor definição de amor que eu conheço não vem do Aurélio, mas da própria Bíblia, nas palavras inspiradíssimas de Paulo.
1 Coríntios 13:

1 AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca acaba

Comentando os versículos:

1. PACIENTE. Se tenho dentro de mim o amor, então custo a ficar zangado(a), nunca levanto a voz ou perco a calma.
2. BENIGNO. Procuro sempre elogiar em vez de criticar. Vejo sempre, na outra pessoa, algo positivo.
3. O amor NÃO É INVEJOSO. Se possuo este tipo de amor, não fico com ciúmes quando a outra pessoa tem, por exemplo, um emprego melhor do que o meu; não fico inseguro(a) se a outra pessoa é mais capacitada ou mais atraente do que eu.
4. O amor NÃO TRATA COM LEVIANDADE. Se realmente amo, como digo, então não procuro ser o centro das atenções nas conversas, nem me gabo das minhas habilidades, fazendo com que meu(inha) noivo(a) ou marido(esposa) se sinta inferior ou deixado(a) de lado.
5. A Bíblia continua dizendo que o amor NÃO SE ENSOBERBECE. Se tenho este tipo de amor, então não sou orgulhoso(a), nem arrogante diante da pessoa que amo. Não espero ser bajulado(a) para fazer o que é de minha responsabilidade. Não procuro fama para mim mesmo(a).
6. O amor NÃO SE PORTA COM INDECÊNCIA. Com esta outra característica do amor, não sou grosseiro(a) para com a pessoa que amo. Não sou sarcástico(a) nem crítico(a). Procuro, cada vez mais, demonstrar meu amor com cortesia.
7. Na Palavra de Deus vemos também que o amor NÃO BUSCA OS SEUS INTERESSES. Este tipo de amor não é "auto-centralizado" mas "outro-centralizado". Não me centralizo nem focalizo em mim, mas sim naquele a quem amo, buscando seu bem eterno, suas necessidades reais-eternas. Estou sempre procurando descobrir os interesses dele(a). Não sou possessivo(a) com aquela pessoa que amo, não vivo exigindo os meus direitos e querendo que faça a minha vontade.
8. Aprendemos ainda que o amor NÃO SE IRRITA. Se amo, não me exaspero, nem fico facilmente amargurado(a). Se amo não procuro ficar sempre na defensiva, nem sou supersensível.
9. O amor NÃO SUSPEITA MAL. Se amo verdadeiramente, tenho que demonstrar que, de todo meu coração, confio em quem amo e tenho dentro de mim a capacidade de perdoar. Não procuro me vingar pagando o mal com o mal.
10. A Bíblia nos diz que o amor NÃO FOLGA COM A INJUSTIÇA. Com este amor na minha vida, nunca vou me regozijar quando a pessoa que amo falha, nem quando recebe a justa punição, muito menos quando recebe injustiça, seja ela pequena ou grande.
11. O amor FOLGA COM A VERDADE. Se é só a pessoa que amo que recebe o elogio ou recompensa que em parte também caberia a mim, eu assim mesmo me alegro.
12. Deus nos ensina que o amor TUDO SOFRE. Se amo, sou capaz de suportar qualquer tipo de provação ou angústia pelo bem daquele a quem amo.
13. O amor TUDO CRÊ. Com este amor, confio na pessoa que amo. Creio nela e no seu valor diante de Deus.
14. O amor TUDO ESPERA. Se estou realmente amando, creio que Deus está agindo na vida da pessoa que amo, trabalhando e moldando como o oleiro faz com o barro. Nunca desanimo.
15. O amor TUDO SUPORTA. Pela pessoa que amo sou capaz de tudo suportar. Não fico desanimado(a), nem triste.

E o mais lindo de todos:

O amor nunca acaba!


Precisa comentar mais sobre a diferença entre estar apaixonado e estar amando? É muito diferente. Em João 3.16, está escrito que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".


Conclusão


É aceitável que aquele que conheceu a Jesus recentemente esteja 'apaixonado' por Ele. Porém, esta 'paixão' deve incentivá-lo a ter um relacionamento muito mais completo e estável com Deus. O que não é aceitável é ver muitos convertidos, há tempos, se dizendo apaixonados ainda. Das duas uma: ou estão se enganando ou estão enganando a outros.



Os comentários dos versículos foram publicados anteriormente por Valdemira Nunes de Menezes Silva, Junho 2000.


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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Adoracao em espirito e em verdade 2



Este estudo foi inicialmente utilizado na EBD este mês, e publico para os alunos usarem como fonte de pesquisa.




O que é – conceito

Há vários conceitos do que seria adoração. Vejamos alguns:

  1. Superabundância de um coração grato, consciente do favor divino;

  2. O derramamento de uma alma sossegadamente na presença de Deus;

  3. A ocupação do coração, não com as necessidades, nem mesmo com as bênçãos, mas com o próprio Deus;

  4. O desabrochar de um coração que conhece o Pai como Aquele que deu o Filho como Salvador, e o ES como o Hóspede que habita em nós;

  5. Reconhecer Deus como Ele é, reconhecer-nos a nós mesmos por quem somos, e reagir devidamente a isso.


Sujeitos da adoração

  1. O ser humano (individual ou coletivamente) – é o que presta a adoração

  2. Deus – quem recebe e é digno de toda adoração

Alcance da Adoração

  1. Vertical – edifica o relacionamento entre homem e Deus

  2. Horizontal – edifica o relacionamento entre um irmão e outro

Objetivos da adoração

  1. Agradar a Deus – Sl 19.14

  2. Para restaurar nosso relacionamento com Deus

  3. Para nos tornarmos parecidos com Ele - 1co 15.40; 2co 3.18; 1jo 3.2

  4. Para nos beneficiar, porque somos santificados

  5. Para edificar o relacionamento da Igreja com o seu dono (Cristo)

Quando devemos adorar

  1. Nas assembléias, congregações – cultos;

  2. Nas nossas casas;

  3. Todos os lugares;

Como devemos adorar

A Bíblia Sagrada nos dá, no NT, algumas diretivas que podem nos guiar para uma adoração correta e agradável a Deus. Os capítulos 11, 12, 13, 14 de 1 Coríntios versam sobre o tema.

  1. Ajuntar-nos para o melhoramento de todos - 1co 11 17-26

  2. Manter em mente o propósito da adoração - 1co 11 27-29

  3. Funcionar como um só corpo - a adoração deve ser tanto vertical (edificar relacionamentos com Deus) quando horizontal (edificar relacionamentos entre as pessoas) - 1co 12 12-21

  4. Devemos nos preocupar com os outros, dando honra a membros aparentemente menos dignos de honra - 1co 12 22-25 (comp. Tg 2 1-13)

  5. Devemos tratar uns aos outros com amor - 1co 13.1-8

  6. Devemos procurar edificar uns aos outros - 1co 14 14:3, 4, 5, 12, 17, 26, 31

  7. Fazer tudo com decência e ordem - 1co 14.40

  8. Apresentar nosso corpo inteiro como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus – culto racional.

O que não devemos fazer

Às vezes acontece de pensarmos estar adorando a Deus, mas na realidade não estamos:

  • Podemos não estar adorando por termos um propósito errado ao nos reunirmos - Mt 15-8 = Jesus citando Is 29.13

  • Podemos não estar adorando por causa do pecado em nossa vida - Am 5 21-27

  • Podemos não estar adorando por termos feito algo que ofendeu um irmão - mt 5 23-24

Forma e conteúdo da adoração

1co 12.6,7 - E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.

Forma e conteúdo andam de mãos dadas tanto na adoração quanto em toda espécie de arte. Tanto na arte como na adoração: Se a mensagem transmitida pela forma não for a mesma expressa pelo conteúdo, acabaremos tendo uma arte falsa ou falsa adoração. A imagem da tubulação e da água ilustra o assunto da expressão cultural. Conquanto os tubos possam ser de materiais diferentes — metal, plástico, cimento — todos eles podem transportar água. Semelhantemente, expressões culturais diferentes podem transmitir uma verdade particular.

Porém, uma coisa é importante: Precisamos ter certeza de que quando a água chega a nós e a bebemos, ela ainda é pura, não adulterada, verdadeira. Se essa água for alterada em sua composição química, ela pode se tornar um veneno. Certos canais ou tubos podem mudar a natureza da água. Se eu usar um tubo de chumbo para transportar minha água, ela colherá no trajeto chumbo suficiente para me deixar doente. Aquilo que é essencial à vida pode tornar-se causa de doença. Se nossa forma de adoração de algum modo adulterar a mensagem que queremos transmitir, ela não é uma forma apropriada de adoração e precisamos mudá-la. Por outro lado, se transmite verdadeiramente a mensagem de adoração, mesmo que não seja na forma tradicional, então é um formato apropriado para a adoração.

Até agora, podemos concluir o seguinte:

Perguntas que NÃO SÃO as questões que interessam:

  • É certo bater palmas no culto de adoração?

  • Este estilo de música é aceitável?

  • Devemos usar dramatização no culto de adoração?

  • Devemos ajoelhar ou ficar em pé para a oração?

  • É válido existir coreografia na igreja?

  • Que tipo de dança é permitido fazer na coreografia?

Perguntas que SÃO pertinentes:

  • Como podemos captar o senso de santidade na adoração?

  • Como podemos moldar o culto de adoração, de forma que o adorador seja conduzido a concentrar-se em Deus, em vez de na música ou na pregação?

  • Como podemos expressar alegria e reverência na adoração e manter o equilíbrio entre as duas?

  • Que expressões de adoração podem ajudar os membros da congregação a se tornarem melhores praticantes de sua fé, ou seja, exercer misericórdia e justiça, os sinais da verdadeira adoração?

  • Como o culto de adoração pode comunicar nossa mensagem ao mundo?

Adoração corporativa e adoração pessoal

Adoração pessoal

Adoração é a comunhão do espírito humano com o Espírito Divino; então ela não é de natureza física. Intrinsecamente ela é um sentimento, um pensamento gerado na mente humana. Atos físicos acompanham o que sucede na mente do adorador, mas são apenas acompanhamentos. Pode envolver o curvar a cabeça, o ajoelhar, mas não é a adoração em si. Por exemplo, Deus não é adorado quando suas mãos entregam a oferta, mas tem o seu coração consagrado ao dinheiro (Ez. 33.31). Discernir o corpo de Cristo (1Co 11.29) não é algo feito por um dedo ou boca. Um homem pode usar seus lábios para louvar ao Senhor mesmo quando seu coração está longe Dele (Mt 15.8). O fruto de lábios que cantam não é adoração por si só, mas esse fruto acompanha a adoração feita no coração (Hb 13.15; 1co 14 15).

Adoração corporativa

A adoração também é um ato corporativo. Vimos a Deus como um corpo de crentes. Isso envolve tanto a dimensão vertical quanto a horizontal. Freqüentemente, quando adoramos, interagimos num grau limitado com as pessoas ao nosso redor, mas a verdadeira adoração precisa conduzir-nos a maior intimidade não apenas com Deus, mas também com o corpo de adoradores. Por serem nossas igrejas cada vez mais multiculturais e multigeracionais, a dimensão horizontal se tomou um desafio. Cada um dos diferentes grupos aspira expressar a adoração a seu próprio modo.


Verificando algumas dificuldades de entendimento

Adoração não é “tudo o que fazemos”

Alguns estão ensinando que como tudo o que o crente faz glorifica a Deus (1co 10 31), a vida do cristão não se divide em religiosa e secular, e, portanto, tudo o que fazemos é adoração. É uma interpretação apressada em conjunto com Rm 12.1 e 2co 5 14-15. Aqui fala de estar a serviço de Cristo 24h por dia, e não adorando 24h. Lembre-se que a adoração é mental e interna (meditação). Ninguém consegue focalizar seus pensamentos em Deus 24h, e mesmo que conseguisse, seria uma pessoa inútil, pois não poderia realizar nenhum serviço prático nesta vida (inclusive comer, beber e dormir).

Adorar não é um ato contínuo

Abraão subiu ao monte para adorar e depois voltou ao acampamento (Gn 22.1-5);

Davi, depois de orar e jejuar por 7 dias pelo filho moribundo, foi a casa do Senhor, adorou, voltou e comeu (2sm 12 15-20);

Um etíope andou uns 800 quilômetros de carruagem para ir adorar em Jerusalém (At 8.27) e depois voltou para casa.

Adoração não é o mesmo que serviço

Adorar é servir a Deus. Mas nem todo serviço é adoração. Arar um campo, tocar violão, comer um sanduíche não é adoração.

  • Adorar = ato vertical = de baixo (nós) para cima (Deus)

  • Serviço = ato horizontal = para os lados (de mim para os outros e vice-versa)

Em que sentido deve ser feita a adoração

Nossa adoração pode ser expressa em 5 sentimentos oferecidos a Deus.

  1. Louvor (Hb 13.15) - Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.

  2. Ações de graças (Fp 4.6 e Ef 5.20) - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. // Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo;

  3. Arrependimento (1Co 11.28) - Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.

  4. Petições (Fp 4.6) - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

  5. Alegria e paz (Fp 4.7) - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

Funcionamento do sistema de adoração no AT

  • Adoração sacrificial (Nm 28,29);

  • Louvor a Deus - Cantar salmos, hinos, cânticos espirituais - 1Cr 16.23; Sl 95.1; 96.1,2; 98.1,5,6; 100.1,2);

  • Buscar a Deus em oração - Gn 20.17; Nm 11.2; 1Sm 8.6; 2 Sm 7.27; Dn 9.3-19; cf. Tg 5.17,18);

  • Confissão dos pecados – Lv 16 – o Dia da Expiação;

  • Leitura em conjunto das Escrituras e sua fiel exposição - Dt 31.9-13; Neemias 8.1-12;

  • Traziam dízimos e ofertas - Sl 96.8; Ml 3.10;

Novidades no NT

  • Não há mais sacrifício, pois foi feito um sacrifício de uma vez por todas, na cruz de Cristo (Hb 9.1—10.18);

  • Há a atuação do Espírito Santo e suas manifestações - (1Co 12.7-10);

  • Há a prática das ordenanças: Ceia do Senhor (At 2.42) e o batismo (At 2.41; 8.12; 9.18; 10.48; 16.30-33; 19.1-5);

Aplicação

Cânticos de adoração


  • Começou em Exodo 15 - Moisés dirigiu o povo num cântico para celebrar a libertação da escravidão egípcia.

  • Após a Ceia, Jesus e os apóstolos cantaram um hino (Mt 26.30);

  • A igreja primitiva também cantava nas suas reuniões - 1 Co 14.15

Passagens que merecem um comentário a mais:

Ef 5.18-19 - E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;

Cl 3.16 - A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

Distinções:

  • Salmos - referem-se, obviamente, aos diversos salmos da Bíblia – Os salmos eram/são o hinário judeu – refletem a adoração a Deus Pai;

  • Hinos - cânticos de louvor e/ou adoração ao Senhor Jesus, principalmente, mas pode ser a Deus Pai também;

  • Cânticos espirituais - canções criadas pelos membros, carregada com alguma mensagem espiritual.

Deve-se levar em conta que nestas passagens, no contexto, Paulo exorta as igreja a se comportar assim no seu dia-a-dia, não necessariamente só nos cultos de adoração.

Nos nossos cultos, quando nos reunimos nas assembléias, o período de louvor deve conduzir o povo a uma adoração séria, correta, voltada a Deus. Por isso, as músicas que devem ser utilizadas neste momento devem ser da natureza dos salmos e hinos. Cânticos espirituais não são recomendados no louvor a Deus, pois eles servem para nos ensinar alguma verdade bíblica. Isto não impede que em algum momento do culto, como após a pregação, cantarmos estes cânticos, até mesmo para fixar melhor a Palavra em nossas mentes e corações, desde que seja com ordem e decência.


Curiosidade

Não há nenhuma evidência que se usavam instrumentos musicais na igreja primitiva do NT. Aparentemente, os cânticos eram entoados à capela. Mas isso é suposição.


Danças de adoração

Há algumas passagens bíblicas que colaboram com o uso de dança no louvor e, conseqüentemente, na adoração a Deus.

  • Em Êxodo 15:20, Miriã conduziu as mulheres do povo em uma dança, para adorar a Deus logo após a travessia do Mar Vermelho.

  • Segundo a Bíblia, a dança é uma forma de louvor. Em Salmos 149.3 e Salmos 150.4, o salmista convida a louvar o nome do Senhor com danças.

  • Também é uma expressão de alegria e felicidade. Davi dançou e pulou de alegria ao trazer a Arca de Deus de volta a sua cidade (2sm 6 14 e 1cr 15 29)

Há a necessidade, porém, de levar em conta de que forma se faz esta adoração com danças. Devemos ter em mente que qualquer coisa que venha a prejudicar a adoração à Deus pelo povo, deve ser sumariamente cortada. Por isso, algumas denominações não consideram a dança como forma legítima de adoração, até mesmo porque não há qualquer menção a danças na igreja primitiva. Se for usada, deve-se, então, verificar se ela ajuda as pessoas a adorar o Pai em Espírito e em Verdade, ou seja, que ela não adultere o "conteúdo" e objetivo da adoração.

Conclusão


Por tudo o que foi visto e analisado, podemos ter base suficiente para discernir o que é e o que não é certo na adoração a Deus. Devemos sempre lembrar que toda a adoração é feita a Deus: é a Ele que devemos agradar.

Perguntas:

  1. Conseguem discernir se uma música “gospel” é um hino ou uma canção qualquer, de auto-ajuda, por exemplo?

  2. Conseguem identificar se uma música tem uma mensagem espiritual? E correta?

  3. Que tipo de dança é possível ser feita na Igreja?

  4. O que é adorar em Espírito e Verdade?

Para pensar:

Um reinado sem unção é apenas um reinado. Um louvor sem unção é apenas música. Uma pregação sem unção é uma palestra. Uma dança sem unção é apenas uma dança. Mas quando algo é feito na unção de Deus, o poder de Deus é manifesto e as coisas acontecem. Um simples tocar de um instrumento se transforma em liberação de poder, e aí sim, Deus opera”.



Fontes: "n" sites na Internet, Lições bíblicas e a principal: Bíblia Sagrada (ACF)

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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

A luz de Cristo e a física 4


Em muitas passagens da Bíblia, percebemos a presença de considerações a respeito da cor branca, e também a respeito da luz. Como tudo o mais que está escrito na Palavra, os termos, expressões e comparações não estão ali para enfeitar o texto, mas sempre têm um sentido muito significativo.
O objetivo deste texto é tentar explicar, humildemente, usando uma analogia, o que significa "Eu sou a luz do mundo" e passagens similares, sempre procurando harmonizar com outros textos da Bíblia.

Entendendo a luz sob a ótica da Física

Os corpos que produzem a luz que emitem são chamados de corpos luminosos, ou fontes primárias de luz. São objetos que transformam algum tipo de energia em energia luminosa. Essa transformação pode ser feita de várias maneiras diferentes, exemplos: no Sol a transformação é feita através de uma reação nuclear; na chama de uma vela a transformação ocorre a partir de uma reação química; as lâmpadas elétricas produzem luz aquecendo, por corrente elétrica, um filamento metálico.

No entanto, a maioria dos corpos, por exemplo, a Lua , em condições normais, não emitem luz própria, são chamados de corpos iluminados, ou fontes secundárias de luz. São objetos que devolvem uma parte da luz que receberam de outras fontes luminosas. Ex.: a Lua, que recebe a luz produzida pelo Sol, uma vela apagada, as paredes, as roupas, etc... Os corpos iluminados podem, em determinadas condições, tornarem-se corpos luminosos, assim como os corpos luminosos podem transformarem-se em corpos iluminados, sem luz própria. Como exemplo, uma lâmpada, que quando apagada não emite luz própria e que quando acesa produz sua própria luz.

A luz emitida por uma fonte pode ser monocromática (de uma cor só) ou policromática, que é a superposição de luzes de cores diferentes, como a luz branca emitida pelo Sol, que é formada pelas componentes: vermelha, laranja, amarela, verde, azul, anil e violeta.

Importância da luz

  • Se não fosse a luz, não conseguiríamos enxergar nada. Nós vemos os objetos por que a luz é refletida por eles e daí chega aos nossos olhos.
  • Pouca luz faz com que não consigamos discernir os objetos direito, tirando conclusões precipitadas e/ou incorretas.
  • Uma luz muito forte tem a capacidade de fazer com que qualquer detalhe ou falha em um objeto seja mais facilmente percebida.


Indo para a Bíblia

Vamos entender, então, o que Jesus quis dizer em Jo 8.12 - De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

Porque Jesus disse que é a luz do mundo

Durante todo o ministério de Jesus na terra, pode-se visualizar que Ele procurou dar compreensão aos judeus de diversas coisas que Moisés e os profetas disseram anteriormente (Mt 5;6). Ora, se vemos com falhas é porque não temos luz suficiente. Jesus veio para ser luz, para que as coisas sejam mais fáceis de ver e entender.

Porque quem segue a Jesus não andará nas trevas

Se temos luz, podemos ver os caminhos. Saberemos qual caminho é o certo e qual leva a destruição. Jesus é a luz, devemos seguir após Ele. Senão ficamos na escuridão e com certeza vamos esbarrar nos objetos, cair em buracos, errar o caminho, andar em círculos... grande probabilidade de morte.

Luz da Vida

É interessante notar que sem a luz solar neste planeta não seria possível a vida: uma, porque o sol emite, juntamente com a luz de que é resultante, calor, sem o qual tudo congelaria aqui, e outra: diversos processos orgânicos dependem da luz para que sejam realizados. De certa forma, aqui no mundo, a luz traz vida. Mas a vida a qual Jesus se referia é a eterna. Jesus disse que quem cresse nEle teria a vida eterna (Jo 6.47)

Porque os homens amaram mais as trevas do que a luz?

João 3:19 - O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

O versículo termina dizendo "porque as suas obras eram más". Esta é uma das características mais marcantes do evangelho. Ele tem a capacidade de derrubar qualquer tipo de máscara, de mostrar as coisas como são, sem falsa aparência. O que aparenta ser bom, e não é, é destruído como uma estátua de barro e exposto a vergonha.
Ninguém gosta de ver suas falhas, erros e desgraças a mostra. Ninguém gosta de ver a ferida que está embaixo da "casquinha" cicatrizada. Geralmente, pode-se agir de duas formas neste caso: reconhecer os seus problemas e tratá-los; ou fugir, tentando esconder novamente a sua podridão. Neste segundo caso, enquadra-se os que "amaram mais as trevas do que a luz". A falta de luminosidade facilita a ocultação.


Vós sois a luz do mundo

Mt 5.14-16 Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.

Anteriormente, neste texto, coloquei que Jesus disse que era a luz do mundo. Alguns questionam que aqui tem-se uma contradição: Jesus é a luz ou os seus discípulos?
Vamos fazer uma comparação. O sol ilumina a Terra durante o dia e, quando o sol "vai embora", a lua fica para iluminar. Porém, sabe-se que a lua não tem luz própria; ela apenas reflete a luz do sol. Mas que ela ilumina, ilumina. Da mesma forma Cristo e seus discípulos. Cristo é a fonte; se estivemos perto dEle, nós refletiremos a sua luz. Quanto mais próximo da fonte, mais intensa é a reflexão. Além disso, "resplandecer" também significa "Refletir o brilho ou o esplendor".

Colocados no velador

Quando planejamos a construção de uma sala, sempre devemos ter em vista a melhor colocação das luminárias e a posição das janelas em relação ao sol. O objetivo é lógico: para o ambiente ficar bem iluminado, e proporcionar uma sensação agradável para quem estiver ali. Fale com qualquer arquiteto: a luz praticamente 'guia' a construção da casa.
Jesus quando disse isto tinha em mente que nós devíamos nos colocar em posição de ser visto pelos outros, de uma forma que a luz que reflete em nós atinja o maior número de pessoas. Por isso vivemos em meio a gente que não crê, ou crê em outras coisas que não Jesus, "para que vejam as nossas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus".

Nossas obras e a glória ao Pai

Poderia a lua, se ela falasse, gabar-se de iluminar a Terra durante a noite? Seria uma insensatez. A obra que realiza não depende dela. O sol é que faz a obra, emitindo a luz para que ela reflita. Igualmente, nós fazemos boas obras, não por nossa capacidade, mas porque refletimos o que Deus nos dá (João 15:5 - Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer). Devemos dar glória a Deus em tudo que fizermos, pois é a obra dEle em nós.


"Fixação" com a cor branca

Ec. 9:8 - Em todo o tempo sejam alvas as suas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça

Anjos aparecem vestidos de branco:
- Jo 20.12 - e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus fora posto, um à cabeceira e outro aos pés.
- At 1.10 - E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles

Jesus:
- Mt 17.2 - E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz.
- Ap 1.14 - A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo;
- Mc 9.3 - as suas vestes tornaram-se resplandecentes e sobremodo brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar.

No céu, os 24 anciãos aparecem de branco:
- Ap 4:4 - Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

Multidão de salvos:
- Ap 7.9 - Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos;

Até o cavalo de Cristo:
- Ap 19:11 - Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.


Vestes brancas, na Bíblia, referem-se a pureza, santidade, incorrupção. Mas porque o branco representa isso?
Vamos à nossa analogia com a luz e as cores.


Entendendo as cores

A cor apresentada por um corpo, ao ser iluminado, depende do tipo de luz que ele reflete difusamente. A luz branca é constituída por uma infinidade de cores que podem ser divididas em sete cores: vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul, anil e violeta.

Um observador vê cada corpo com uma determinada cor, da seguinte maneira: se a luz incidente no corpo é branca (composta de todas as cores) e o corpo absorve toda a gama de cores, refletindo apenas a azul, o corpo é de cor azul.

Então:

-o corpo branco é aquele que reflete difusamente toda a luz branca incidente;

-o corpo negro é aquele que absorve todas as cores, não refletindo difusamente nenhuma cor.


Quando a luz atinge um objeto

Quando uma onda de luz atinge um objeto, o que acontece depende da en
ergia da onda de luz, a freqüência natural com a qual os elétrons vibram no material e a resistência com a qual os átomos no material prendem seus elétrons. Baseando-se nestes três fatores, quatro coisas diferentes podem acontecer quando a luz atinge um objeto:
  • as ondas podem ser refletidas ou espalhadas para fora do objeto;
  • as ondas podem ser absorvidas pelo objeto;
  • as ondas podem ser refratadas através do objeto;
  • as ondas podem passar através do objeto sem efeitos.

Voltando à Bíblia

Vamos relembrar: a luz é Cristo. Luz pura. Luz branca (que é a união de todas as cores). Nós a refletimos. Mas nós podemos reagir de formas diferentes com esta luz.

Tem pessoas que vão refletir uma só cor. Outras, podem refletir algumas cores a mais. Dificilmente refletiremos o branco pois, para isso, tudo o que recebermos deve ser retransmitido. E deveríamos ser de natureza incorruptível. Chegaremos a este dia, mas não neste mundo (Ap. 3.5 – O que vencer será vestido de vestes brancas. De maneira nenhuma riscarei seu nome do livro da vida, mas confessarei o seu nome diante de meu pai e diante dos seus anjos).

Tem pessoas que não refletem nada. São os que absorvem toda a luz, mas não fazem nada com ela. Exatamente como os objetos de cor preta- Jesus falou deles na parábola dos talentos (Mt 25.14-30). São aqueles que recebem a Palavra, mas não obedecem, nem dão frutos. Jesus disse que os que os ramos ligados a Ele que não dessem frutos seriam cortados (Jo 15.2 - Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda).

E há também os do tipo "transparente". A luz os atravessa, como se não existissem. A Luz da Palavra é insignificante pra eles, e eles em nada a refletem. São os que não aceitam Cristo como a luz do mundo.

E também tem as que causam "refração". A refração altera a direção normal do raio de luz. Simbolicamente, são aquelas que pegam a verdade do evangelho e a distorcem, causando confusão.

Outras pessoas pensam que tem luz própria. Isto é comum no mundo, mas também este é um erro de muitos pregadores e membros de igrejas. Pensam que são eles a "verdade, o caminho e a vida". São como as velas: até iluminam, mas de forma pálida, e não duram muito; logo são consumidas. E não substituem o sol.

As pessoas, então, reagem de formas diferentes. Mesmo dentro da igreja (e quando falo igreja, falo no sentido físico, não no espiritual, do corpo de Cristo), existem todos estes tipos acima. A comparação que eu fiz, pelas explicações atuais que a ciência humana dá, talvez sejam falhas, ou não representem exatamente o que significa a questão da luz e das vestes brancas. Mas, mudando o que tem de ser mudado, é possível ter uma compreensão melhor do que a Palavra de Deus acerca deste assunto.

Conclusão

Deixe-me falar algo sobre objetos cheios de rugosidades, como o papel, por exemplo. Quando a luz incide sobre um objeto deste tipo, ele reflete os raios para todos os lados, devido a própria característica do papel. Isto torna possível que consigamos ler um texto em praticamente qualquer posição.
Comparativamente, um pecador, até mesmo um grande pecador, pode ser atingido pela luz de Cristo. Se ele aceitar esta luz, vai refletir de tal forma, tão evidentemente, que todos vão conseguir "ler" a mudança nele. Isto lembra muito Rm 5.20 - "...mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça" e também 1 Coríntios 1:27 - "Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes".

O homem natural vive no escuro: têm olhos, mas não vê; têm ouvidos, mas não ouve; lê, mas não entende. Mas ao que se aproxima da fonte, têm seus olhos e ouvidos abertos, recebe a sabedoria do alto para entender. Quem tem contato com a luz de Jesus Cristo, fica marcado, da mesma forma que nossas retinas ficam marcadas ao olharmos um tempo diretamente para o sol.

1Co 2.14-15 - Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.

Seja perfeito, como Deus é! Dê frutos! Seja luz neste mundo!

Apocalipse 20:11 - Vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.

Soli Deo Gloria


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quinta-feira, 17 de maio de 2007

Que nada seja ocultado 1



Os cristãos têm aprendido muito sobre seitas e grupos não-religiosos que mantém suas práticas em segredo para os que não fazem parte dos mesmos. Como exemplo, podemos citar os maçons, os espíritas (em algumas situações), os rosacruzes, bruxos, esotéricos e outros grupos que não revelam suas verdades a quem não é iniciado ou a quem não é iluminado suficiente para entendê-las.
O que eles fazem é se aproveitar de uma característica peculiar ao ser humano: a curiosidade. Mil teorias e histórias surgem a respeito destas associações, e não poucos querem fazer parte, para saber o que acontece ou talvez orgulhar-se de simplesmente integrar um grupo que detém informações privilegiadas sobre qualquer coisa.
Inicialmente, as práticas de cada um destes grupos são estranhas, e há várias evidências contra a "inocência" delas, mas não é o assunto que quero tratar neste post. O que me deixa preocupado é que a igreja evangélica está enveredando por estes lados, inserindo modismos, para atiçar a curiosidade do povo cristão. Me refiro especialmente ao encontro com Deus, do movimento G12.
O encontro, dizem os entusiastas, leva a pessoa a ter um encontro frente-a-frente com Deus, onde você não terá como fugir - um confronto - e terá um recebimento de poder para realização da obra dEle. Mesmo quem é velho na igreja deve passar por este encontro, pois ele é "tremendo". Aliás, isto é a única coisa que pode se falar a respeito do que acontece lá.
Pois bem. Eu participei do encontro. Mas, como sempre (e esta é uma característica natural minha), fui um pouco resistente ao que se ensinava. Não era batizado nesta época, mas buscava intensamente a Verdade, através da Bíblia. Em resumo, eu entrei com um objetivo em mente naquele retiro (pois basicamente é isto que o encontro é) e não me desgarrei dele. Pedi a Deus, em oração, a manter minha mente e meu coração bem atentos, para que não se passasse nada despercebido.
Para resumir a história, o que eu queria neste retiro, Deus me deu. Quanto ao restante dos processos ocorridos lá, tenho várias críticas, mas, como falei antes, não é o assunto principal deste texto. O que quero é deixar claro que o que Deus nos deu, devemos dar aos outros da mesma forma. Não vejo razão alguma para esconder o que acontece no retiro. Até mesmo porque, o que é bom, as pessoas vão querer. E mais. Vão querer pelo motivo certo. Se Deus vai nos abençoar grandemente num retiro, eu quero ir por causa disto, e não simplesmente para fazer parte de um grupo que esconde um segredinho e ainda fica se vangloriando disso para os outros.
Essa ocultação ainda dá "pano pra manga" para críticas, de crentes e descrentes. A igreja fazendo coisas iguais à grupos ocultistas! O encontro não é mal, mas também não é totalmente "bom"; como falei antes, muitas coisas são discutíveis. Acredito que as coisas de Deus devem ser feitas às claras, pois "Deus é luz, e nele não há treva alguma" (1 Jo 1.5), e nós somos sal da terra e luz do mundo (Mt 5.11-16).
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