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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Jesus é o seu garçom, por acaso? 0


Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Luc 12:34)

Jesus atingiu alvo em cheio. Eis aqui a fonte de todos os desejos, a mola propulsora de todas as atitudes e ações do ser humano. Aquilo que é mais precioso aos olhos do homem é realmente aquilo que o motiva a fazer o que faz.

O nosso coração é ávido por eleger um rei. Dizemos que isto decorre da fome de eternidade, a centelha divina, que é própria de cada pessoa. Mas tendo o homem caído no pecado, a sua busca nunca encontrará ao Deus verdadeiro. Como diz a Palavra em Romanos 1.25, trocamos a verdade de Deus pela mentira, e adoramos e servimos a criatura antes que o Criador.

Este soberano das nossas vidas pode ser o nosso “eu”, na busca de prazeres carnais - hedonismo -, bens e riquezas, trabalho, cônjuge, filhos; ou deuses estranhos, que, no fundo, servem para satisfazer um ou mais dos itens anteriores. Observe que muitos usam inclusive o Deus cristão - o verdadeiro Deus - como um servo para obter todas as coisas citadas antes. Jesus Cristo é apenas uma outra espécie de ‘garçom’, que por fim é um meio para alcançá-las. Lucas 12.30 afirma que os homens descrentes é que procuram tudo isto.

Entretanto, o Senhor sabe que precisamos delas. E a orientação que Deus dá é “não temais” (Lc 12.32). Antes, Ele pede que ajustemos o nosso foco: buscar o Seu reino em primeiro lugar e não se preocupar. Um coração convertido procurará o Pai e herdará todas as riquezas da Sua glória (Fl 4.19), que nunca se perderão. Mas aquele que o rejeita, terá toda a vida para conseguir coisas que serão, por fim, destruídas pela corrupção e tomadas por outros (Lc 12.33).

Salomão teve aquilo que todo homem mundano procura: riquezas, honra, poder, glória. Mas, ao fim de sua vida, viu que tudo era aborrecimento, vão e vaidade (Ecl 1). Concluiu seus escritos dizendo: “Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever do homem” (Ecl 12.13).

O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus (Rm 11.36; I Co 10. 31), e gozá-lo para sempre (Sl 73. 24- 26; Jo 17. 22- 24). Para isto foi criado: para serví-lo. Glórias, portanto, ao Senhor de toda a terra que nos resgatou para uma nova e viva esperança!
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terça-feira, 11 de outubro de 2011

5 Coisas Que Se Aprende do Deserto de Jesus 0


Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome. Chegando, então, o tentador, disse-lhe: Se tu és Filho de Deus manda que estas pedras se tornem em pães. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. Então o Diabo o levou à cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e: eles te susterão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. Replicou-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus. Novamente o Diabo o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles; e disse-lhe: Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares. Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram. (Mateus 4:1-11)

Cinco coisas chamam a atenção neste texto. São elas:

1 - Se você é filho de Deus, Ele mesmo te enviará ao deserto. O versículo 1 diz que “foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto”. Às vezes podemos pensar que o inimigo nos levou até lá. A situação pode ser complicada, dolorosa, estar até mesmo no próprio vale da morte, mas tenha esta certeza: o seu Senhor é contigo. Esta é uma das diferenças entre os que crêem e os que não crêem: somos habitados por Deus - somos o Seu templo. O governo da nossa vida está inteiramente nas mãos do Senhor, mas para o bem. Sabemos, pela Bíblia, que mesmo a vida dos que não crêem está sob o controle do Pai. Contudo, são vasos da ira reservados para seu próprio fim. Não é assim conosco: Deus nos ama, e a obra de aperfeiçoamento que Ele começou não terminará até que sejamos como Cristo é. Acontece porque...

2 - O deserto é necessário. Se todas as coisas colaboram para o bem daqueles que amam a Deus, ir para o deserto é algo bom. Jesus foi para lá antes de iniciar o seu ministério terreno. Neste tempo, Ele ficou em oração e comunhão com seu Pai, preparando-se para a grande obra que viria a ser feita. Lembre-se, portanto, de consultar o Pai antes de qualquer empreitada, seja ela grande ou pequena. O Espírito Santo impeliu Jesus a um lugar onde ele pudesse ficar em contato maior com Deus Pai. Assim Ele impelirá cada um dos seus filhos, os quais são habitados por Ele, a buscá-lo cada vez mais. E às vezes isto significa que o Pai poderá colocá-lo em situações difíceis. Mas junto com a provação, ele dá também o livramento (1 Coríntios 10:13) Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. E neste lugar...

3 - Você vai ser tentado. Para isto mesmo que Jesus foi ao deserto. Satanás estava lá, acompanhando de perto tudo o que estava acontecendo com Jesus. Então, as primeiras perguntas que ele fez foram para colocar dúvida acerca da identidade dEle: “Se tu és Filho de Deus...”. Tempos de provação podem fazer você duvidar de quem você é. É de suma importância que você confie na obra que nosso Senhor fez. Ele cumpriu toda a lei por você, pagou uma conta de morte que era sua, creditou a ti a vida eterna e reestabeleceu a comunicação entre você e o Pai. Como disse Jesus: “está consumado”(João 19.30). E também disse, falando das ovelhas do seu povo: “ninguém as arrebatará da minha mão”(João 10.28). A salvação do Senhor é muito firme. Curioso é que Satanás aparentemente sugere algo trivial, sem implicações espirituais: comida. Não há nenhum problema em pedir o alimento ao Senhor. Jesus até ensinou isto na oração-modelo do Pai Nosso. Contudo, Cristo não caiu na cilada. Ele sabia quem era. Assim, cada crente deve resistir às tentações, mantendo vigilância constante. Perceba também que, para tentá-lo...

4 - Satanás pode usar as próprias Escrituras de Deus na sua tentativa de engodo. Não dando certo sua primeira investida, e vendo que Jesus usou a Palavra, o Maligno procurou usar a mesma fonte que Cristo usou. Foi a mesma oferta de antes, só que usando a Bíblia! Que perigo! Pouco conhecimento pode fazer com que você abandone a Deus certo de que está indo ao seu encontro. Pode achar que está obedecendo ao Senhor, mas na verdade está o desafiando. Aqui reside uma grande falha de alguns crentes. O conhecimento raso da Palavra o torna vulnerável a qualquer vento de doutrina. Parece que o conhecimento bíblico de alguns se resume ao que eles escutam nas músicas evangélicas, que no geral, convenhamos, são fraquíssimas teologicamente. É como um soldado que pensa ter uma grande arma e, indo à frente da batalha, precisando usá-la, percebe que não passa de um canivete. Entretanto...

5 - A maneira que Jesus usou para se defender também foi citar as Escrituras. Não foram palavras de ordem, nem gritos, nem chavões, nem simpatias ou campanhas de sete, dez ou doze passos. A Palavra de Deus, dentro do contexto correto, em conformidade com a completude dela é que fez Satanás desistir de assediar Cristo. Resista ao inimigo e ele fugirá de vós (Tiago 4.7). No entanto, muitos tem medo da Teologia, ou a acham desnecessária. Bastam as experiências. Teologia não é somente para acadêmicos. Fazer teologia é estudar sistematicamente a Palavra, procurando entendê-la conforme a orientação do Espírito Santo. Ou seja, qualquer crente fiel faz teologia. Não estudá-la é coisa de crente preguiçoso e relapso. A voga da Teologia da Prosperidade e da Confissão Positiva, por exemplo, se deve à falta de compreensão de assuntos básicos da fé cristã.

Conclusão

Desertos são comuns na vida do cristão, como são também as tentações e provações. Mas somos instados pelo Senhor a resistir a elas, para que aprendamos e sejamos completos em tudo (Tiago 1.2-4).

Salva-nos, Senhor, nosso Deus, e congrega-nos dentre as nações, para que louvemos o teu santo nome, e nos gloriemos no teu louvor. (Salmos 106:47)
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A poderosa atração 0

Ninguém vem a mim se o Pai não o trouxer

E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo - João 12.32

Venham, servos do Senhor, e recebam encorajamento. Vocês temem não poder atrair pessoas para formar uma congregação; esforcem-se para pregar o Senhor crucificado, ressuscitado e assunto aos céus, pois Ele é o maior "atraidor" que já se manifestou entre os homens. Quem o atraiu a Cristo, senão Ele mesmo? O que atrai hoje a Cristo, senão o bendito ser dEle mesmo? Se você foi atraído ao cristianismo por qualquer outra coisa, logo você será afastado dele, mas até agora Jesus o tem sustentado e há de sustentá-lo até o fim. Porque, então, duvidar do poder de Cristo para atrair outras pessoas? Em nome de Jesus, dirija-se àqueles que até agora têm sido rebeldes e verifique se este Nome não os atrai.

Nenhum tipo de pessoa está além do alcance desse poder atrativo. Novos e velhos, ricos e pobres, eruditos e ignorantes, depravados e bondosos - todos os tipos de homens sentirão este poder atrativo. Jesus é o único instrumento de atração. Não pensemos em qualquer outro. A música não atrai as pessoas a Jesus, nem a eloquência, nem a lógica, nem os ritos, nem o barulho. O próprio Jesus tem de atrair os homens a realizar esta obra. Não sejam tentados pela charlatanice de nossos dias, mas, como obreiros do Senhor, vocês devem trabalhar à maneira do próprio Senhor e atrair os homens com cordas dEle mesmo. Atraí-los a Cristo e por Cristo; deste modo, Cristo os atrairá por intermédio de nós.


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Promessas Preciosas - C. H. Spurgeon
Devocional do dia 04 de outubro
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sábado, 17 de setembro de 2011

A Aliança da Minha Paz Não Mudará 0

A perseverança final dos justos é garantida por Deus


Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não mudará, diz o SENHOR que se compadece de ti. (Isaías 54:10)

Crente, glorie-se no Senhor! O Pai celestial é quem fala: “a aliança da minha paz não mudará”. Quando Deus salva, salva definitiva e eternamente. Ele se assegurará de que nada possa nos afastar dEle, que nunca cairemos da Sua maravilhosa graça. Pense consigo mesmo sobre quantas vezes você teve certeza de alguma coisa. Se você é uma pessoa normal, sempre houve uma porção de insegurança nas suas ações. Contudo, se você é salvo, se você é um daqueles alcançados pela misericórdia de Deus, Ele, o Pai Eterno, Aquele que não pode mentir, garantirá que você chegue aos portões da Nova Jerusalém, entre por eles e lá habite, eternamente.

Montes se retirarão, outeiros serão abalados

Você está sofrendo agora? Passa por dificuldades em alguma área da sua vida? Talvez até mesmo sinta que sua fé está fraquejando? Saiba, meu irmão, que tudo isto acontece com crentes e descrentes. Todavia, somente os filhos de Deus podem se regozijar, sentir um certo conforto mesmo, por entender que o seu Senhor não está alheio e distante deles agora, mas está Ele mesmo os guiando por este caminho árduo. Com toda a certeza é necessário que passemos por ele, pois tudo está nos planos do Senhor, nada acontece fora de seus propósitos. E Ele diz que tudo, absolutamente tudo, coopera para o bem daqueles que O amam e que seguem os Seus mandamentos. Mesmo que os elementos à sua volta fiquem em ruínas e o chão pareça ceder debaixo dos seus pés, lembre-se: “a aliança da minha paz não mudará”.

A minha benignidade não se apartará de ti

Irmão, você está prosperando? Seus negócios estão indo bem? Tem adquirido bens, e acumulado riquezas? Não há doenças ou sofrimentos no seu lar? O seu trabalho no ministério tem crescido? Dê graças a Deus por isto. Mas momentos de tranquilidade costumam ser fontes de tentação. Baixamos a guarda e não vigiamos. No jardim do Getsêmani, quando Jesus iria ser entregue, os discípulos não percebiam perigo algum naquela noite calma e silenciosa. Tanto é que, ao invés de orar e vigiar conforme Jesus pediu, os discípulos caíram no sono e acordaram sobressaltados quando os soldados chegaram.

Não raro há crentes que agem assim na prosperidade. Na verdade, a riqueza material tem servido de segurança no lugar do braço forte do Senhor. Mas acumular bens não é sinônimo de plena comunhão com o Pai assim como pobreza não é sinal de maldição. Mas Deus é bom, e que o versículo ensina também é que a sua benignidade não se afastará de nós, mesmo que venhamos a deixar de vigiar nos momentos de fartura. O coração pode se ensorbebecer, mas o Senhor tem eficientes métodos para fazer com que retornemos ao Caminho. Deus não deixará que caiamos da graça, porque Ele decretou: “a aliança da minha paz não mudará”.

Sim, queridos irmãos! Temos um Pai, que é zeloso pela Sua Palavra. O que Ele determina, ele cumpre. Ele nos salva e nos salvará infalivelmente, pois o Senhor se compadece de nós. Então, enquanto Deus for Deus, Ele cumprirá as palavras: “a aliança da minha paz não mudará”.


Leia também o texto Aliança indelével.


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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Feliz é o que teme 0

O temor a Deus é o princípio da sabedoria - Sal 111.10

Feliz é o homem constante no temor de Deus - Provérbios 28.14

O temor do Senhor é o começo e o fundamento de todo o verdadeiro cristianismo. Sem um solene temor e reverência para com Deus, não existe suporte para as mais brilhantes virtudes. Aquele cuja alma não adora ao Senhor jamais viverá em santidade.

Feliz é o que sente um imenso temor de fazer o que é errado. O temor santo manifesta-se antes de nos levar à atividade. O temor santo tem medo de envolver-se no erro, de negligenciar seus deveres e de cometer pecado.  Teme as más companhias, as conversas frívolas e um comportamento censurável. O temor do Senhor não torna uma pessoa infeliz; pelo contrário, traz-lhe ao gozo da felicidade. O sentinela atento é mais feliz que do que o soldado que dorme no seu posto. Aquele que vê antecipadamente o mal e deste escapa é mais feliz do que aquele que anda descuidado e perece.

O temor do Senhor é uma graça sublime que leva o homem a um caminho especial, sobre o qual está escrito: "Ali não haverá leão, animal feroz não passará por ele" (Isaías 35.9). O temor do Senhor em referência a qualquer forma de mal é um princípio que purifica e capacita o homem a preservar, por intermédio do Espírito Santo, as suas vestes imaculadas da contaminação do mundo. Neste sentido, o "homem constante no temor de Deus" se torna feliz. Salomão havia experimentado tanto o mundanismo quanto o temor santo: no primeiro, ele encontrou apenas vaidade; no segundo, felicidade. Não devemos repetir sua experiência, mas permaneçamos fiéis ao seu veredito.


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Excerto extraído de Preciosas Promessas, de C.H. Spurgeon
Devocional do dia 09 de setembro.

Leia também os textos: Se Ele é infinitamente bom, porque temê-lo? e Se Ele é justo, porque temer Seu castigo?

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sábado, 3 de setembro de 2011

Colocando a ênfase no lugar correto 0

Ide - e fazei discípulos


Texto original disponível em inglês aqui

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Nele... mas não dele” - você está familiarizado com esta frase popular? Ela captura a verdade sobre os seguidores de Jesus. Nós estamos “no” mundo, mas não somos “do” mundo.

Nele... mas não dele”. Sim, sim, naturalmente.

Mas pode este expressivo slogan dar a impressão errada sobre nossa (co)missão neste mundo como cristãos? Você verá, o lema parece dar a entender, nós estamos neste mundo, ai de mim, mas nós precisamos ter certeza que nós não somos dele. Neste esquema, o lugar inicial é nossa desafortunada situação de estar “neste” mundo. Suspiro. E nossa missão, parece, é não ser “dele”. A força está nos movendo para longe do mundo. “Puxa, nós estamos frustrantemente presos neste mundo, mas ordenamos nossas melhores energias para não ser dele”. Esta é uma ênfase que algumas vezes é necessária.

Mas nós faríamos bem em percorrer alguns textos bíblicos. E este em particular faremos bem, em voltar para João 17, onde Jesus está usando esta categoria “no” e “não do”. Então, qual é o sentimento de Jesus sobre esta coisa toda?

As palavras de Jesus

Na véspera da sua crucificação, Jesus ora ao seu Pai em João 17.14-19:

Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.

Não são deste mundo

Perceba que as referências de Jesus aos seus discípulos são “não são deste mundo”. Verso 14: “o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. E lá está novamente no verso 16: “Não são do mundo, como eu do mundo não sou”.

Então vamos todos concordar que é claramente o caso que Jesus não quer que seus seguidores sejam “do mundo”. Amém. Ele diz que ele mesmo “não é deste mundo”, ele diz que seus discípulos “não são deste mundo”. Aqui está um bom apoio ao slogan “no... mas não do”.

Para onde está se dirigindo

Mas note que para Jesus não “ser” do mundo não é o destino, nestes versos, mas é o lugar de partida. Não é para onde as coisas estão se movendo, mas de onde elas vêm. Ele não é do mundo, e ele começa dizendo que seus seguidores não são do mundo. Mas Jesus está dirigindo-se para algum lugar.

Entrando no versículo 18: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”. E não perca a (possivelmente) surpreendente oração do verso 15: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”.

Enviados ao mundo

Jesus não está pedindo ao seu Pai para que seus discípulos sejam tirados do mundo, mas ora por eles para que sejam “enviados ao” mundo.

Então, talvez, servir-nos-ia melhor – ao menos sob a luz de João 17 – revisar a popular frase “no... mas não do” desta forma: “não do... mas enviados ao”. O lugar inicial é “não do mundo”, e o movimento é direcionado para ser “enviado ao mundo”. A ênfase recai no envio, com uma missão, ao mundo – não é principalmente sobre uma missão para se desassociar deste mundo.

Crucificado para o mundo – e ressurretos para ele

A suposição é que aquele que aceitou Jesus e está identificado com ele não está realmente no mundo. E agora a convocação é nosso envio – nós somos enviados ao mundo com a missão de fazer o evangelho avançar, fazendo discípulos.

Os seguidores de Jesus não estão somente crucificados para o mundo, mas também ressurretos para a nova vida, e enviados de volta para libertar outros.

Pode Deus ser agradado fazendo com que nossas igrejas que “não são deste mundo” serem mais e mais comunidades que também enviam a este mundo.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O Crente de Consciência Tranquila 0

O Senhor cuida de suas ovelhas

Julgarei entre ovelhas e ovelhas - Ezequiel 34.22

Algumas ovelhas são gordas, robustas e, por esta razão, indelicadas com as mais frágeis. Este é um pecado grave e causa muita tristeza. Aqueles safanões com os ombros e com a barriga, aqueles empurrões das doentes, com os chifres, são meios desagradáveis usados para a ofensa, na assembleia dos que professam ser crentes. O Senhor toma nota destes atos soberbos e maldosos, e se mostra bem irado por causa de tais atos, visto que Ele ama as ovelhas mais fracas.

O leitor é uma destas ovelhas mais fracas? Você é um daqueles que lamenta em Sião e está marcado por causa de sua consciência tenra? Os seus irmãos o julgam com severidade? Não fique ressentido pela conduta deles. Acima de tudo, não revide com empurrões e safanões. Entregue o assunto nas mãos do Senhor. Ele é o Juiz. Por que deveríamos nos intrometer em um dos seus ofícios? Ele decidirá com mais retidão do que seremos capazes de julgar. Seu tempo de julgamento é o melhor; e não devemos nos preparar para antecipá-lo.

O opressor que tem o coração endurecido deve tremer ante esta verdade. Embora no presente ele trate alguém com crueldade e permaneça impune, todas as suas palavras severas são anotadas; e de cada uma delas ele prestará contas no Tribunal do Juiz Supremo.

Tem paciência, oh minha alma! Tem paciência! O Senhor conhece a tua aflição. Ele tem compaixão por ti.


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Excerto extraído do livro Promessas Preciosas, de Charles Haddon Spurgeon
Devocional do dia 26 de agosto.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tudo é possível ao que crê - C. H. Spurgeon 0


“Tudo é possível ao que crê” - Marcos 9:23

Muitos dos crentes que professam a sua fé estão constantemente a duvidar e a temer e estes pensam muito naturalmente que esse é o único estado possível de todos os crentes. Este é um erro crasso, “pois todas as coisas são possíveis a quem crê”. E é sempre possível para nós amontoarmos certa pilha de incredulidade costumeira, na qual uma forma de medo ou de temor incrédulo é tida como coisa normal num espírito que clama a Deus, desde que não permaneça nesses males. Mas quando lemos das frequentes doçuras de quanta comunhão um verdadeiro crente pode usufruir, logo reclamará profundamente e dirá: “Isto não será coisa para mim! É sublime demais!

Caso seu coração fale assim crente, recorde-se que ainda será colocado no pináculo do Templo, pois “todas as coisas são possíveis a quem crê”. Você teme enquanto ouve outros falarem das muitas proezas feitas por Jesus, de tudo quanto viram e ouviram a Seu lado. Como estes também foram como Ele foi! E agora afirma ainda: “Ó não, eu sou apenas um pequeno verme e nunca chegarei aonde estes chegaram!” Mas não existe colmeia santa onde uma abelha entrou, onde você não possa ser abelha do mesmo gênero também. Não existem graus de exclusividade na graça, nenhum feito maior e mais magnífico que o outro, nem maior destreza na crença, nenhum posto de responsabilidade e dever, os quais não estejam abertos para si também, caso creia também.

Coloque de lado seu saco e cinzas, erga-se perante a dignidade da sua posição em Cristo Jesus. Você é pequeno em Israel porque quer ser assim e nunca porque seja necessário ser desse jeito. Não é aconselhável que você esteja lambendo o pó e o rastro que a fé dos outros deixou para trás, filho de Rei Grandioso! Ascenda ao seu posto ao nível dos outros seus iguais! Aquele Trono dourado de toda a segurança terá de ser estabelecido por si também. Aquela coroa de comunhão com Jesus está pronta a ser colocada sobre si.

Revista-se desse linho finíssimo e ande pelas ruas da glória e do encanto da fé. Se puder crer, comerá da gordura do Seu senhor e de toda a abundância das Suas colheitas oportunamente. Sua Terra fluirá de mel e leite, sua alma será satisfeita através das medulas dos povos. Recolha as abundâncias da graça para si também, pois “todas as coisas são sempre possíveis ao que crê”.

Devocional de Charles Haddon Spurgeon, do dia 8 de agosto.

Quem foi Charles Haddon Spurgeon

Charles Haddon Spurgeon, comumente referido como C. H. Spurgeon (Kelvedon, Essex, 19 de junho de 1834 — Menton, 31 de janeiro de 1892), foi um pregador batista reformado britânico.
Converteu-se ao cristianismo em 6 de janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Aos dezesseis, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Em 1854, Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor na capela de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano, transferindo-se para novo prédio.
Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação nas Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores e O Último dos Puritanos.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Adoração como Deus quer 0

Um altar para adorar a Deus está no coração regenerado do crente
E se me fizeres um altar de pedras, não o construirás de pedras lavradas; pois se sobre ele manejares a tua ferramenta, profaná-lo-ás. (Êxodo 20:25)


O capítulo 20 do livro de Êxodo narra o encontro de Moisés com Deus, no monte Sinai. Neste encontro, o Senhor entrega os Seus mandamentos, a Sua Santa Lei, para o povo que Ele havia tirado da escravidão do Egito.

Quase ao final do capítulo, Deus dá uma instrução curiosa, que é sobre como deve ser o altar, o qual serviria para fazer a adoração a Ele. O Senhor diz que um altar de terra deveria ser feito, mas se um altar de pedras fosse levantado, tais pedras não poderiam ser manipuladas pelo homem. Que importância tem isto?

Muita. Primeiramente, é Deus quem está falando. Segundo, levanta-se um altar de adoração para Ele. Terceiro (e cheguei ao ponto principal) é que daí devemos entender que é o próprio Senhor que define as regras; a forma como Ele quer ser adorado. E a ordem é clara: não dê o seu "toque pessoal" à adoração. Não crie novos métodos para alcançar o Criador. Talvez com as melhores intenções alguém pudesse entalhar querubins nas rochas, ou aplainá-las para que se ajustem mais adequadamente. Mas o Pai diz "não faça isto, você estará profanando o meu altar"! "Você pensa que o seu jeito é melhor do que o meu?" Lembre-se de como Abel e Caim ofertaram ao Senhor, mas apenas Abel agradou, enquanto Caim foi reprovado.


É uma grande mentira aquela que diz que o mesmo Deus é adorado em todas as religiões, só que de formas diferentes. Jesus disse que há só uma porta estreita para o reino, e o caminho que vai até ela é igualmente estreito. Isto diz respeito também à forma de adoração a Ele.


Hoje em dia não montamos altares, nem de terra nem de pedra, porque o nosso coração é o altar construído por Deus na ocasião do novo nascimento. É importante que nós como cristãos saibamos como Deus quer ser adorado e glorificado. Você o honra quando obedece; mais do que isso, você é filho. Devemos manter nosso altar particular limpo pela santificação propiciada pela Palavra, a qual é a ferramenta apropriada e aprovada ao manejo do Espírito Santo.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Seis motivos para orarmos a Deus 0



Se Deus é onisciente, porque perdemos nosso tempo O importunando com verborragia?

Alguns devem imaginar que Deus está lá, sentado no seu trono branco, cercado de anjos que declararam que Ele é Santo, Santo, Santo; vendo todos os Seus propósitos sendo cumpridos no céu e na terra e, de repente, é interrompido por um daqueles (infelizes, na mente de alguns) que salvou com uma oração pedindo alguma coisa que foi prometida na Palavra. Então, o Senhor, com uma expressão de enfado, fica ouvindo e pensando “Esta criatura não sabe que eu cuido dele todo o tempo? Que Eu sei todas as coisas, sei o que ele vai falar antes mesmo de abrir a boca?

Estas palavras não são do Senhor! Se você é assim, ou conhece alguém que tem este pensamento, seus problemas acabaram você (ou seu amigo) tem um problema sério!

Vamos então abrir o nosso entendimento e aprender...

Seis motivos para orarmos a Deus

1º Motivo: para entender que devemos buscá-Lo
Nosso coração deve se inflamar de sério e ardente desejo de sempre buscá-lo, amá-lo, servi-lo, enquanto nos acostumamos a nos refugiar nele em toda necessidade.

2º Motivo: para deixar os maus desejos e paixões
Vamos ter que deixar todos os nossos desejos e paixões vergonhosos longe do nosso coração, sabendo que temos nosso Senhor por testemunha; ao mesmo tempo, aprender a derramar a nossa alma diante dele fazendo com que cada petição esteja diante dos Seus olhos.

3º Motivo: para aprender a esperar com alegria
Orar nos prepara para receber seus benefícios com gratidão de alma e ações de graças, sabendo que tais bênçãos provêm da mão de Deus.

4º Motivo: para reconhecer a bondade de Deus
Atendida a oração, persuadidos que fomos ouvidos por Ele, meditaremos de forma muito mais intensa na sua maravilhosa benignidade.

5º Motivo: para desfrutar a alegria de ter sido atendido
Com mais profundo deleite abraçaremos as benesses do Senhor, sabendo que elas foram obtidas por meio de nossas orações.

6º Motivo: para enriquecer sua experiência com Deus
A oração , segundo a nossa fraqueza, confirmará em nossas almas o próprio uso e experiência, enquanto entendemos que Ele não apenas promete que jamais nos haverá de faltar, que abertamente escancara o acesso para invocá-lo no próprio e preciso momento da necessidade, mas que tem a mão sempre estendida para ajudar os Seus.

Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. (Salmos 34:15)

Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo. (João 16:24)

Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. (Jeremias 33.3)

Estas sim são palavras do Senhor!






Referência: Institutas da religião cristã - Calvino
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aliança indelével 0

Porque os dons de Deus são irrevogáveis -  Rom. 11.29

Embora as montanhas se desviem, e os outeiros tremam, contudo o meu constante amor não se desviará de ti, nem será removida a aliança da minha paz, diz o Senhor, que se compadece de ti - Isaías 54.10

Todas as manhãs os crentes podem abrir sua boca e proclamar com gozo inigualável que o amor do Senhor nunca deixará de nos alcançar! Assim como o sol vem aquecer a terra, o cuidado do Pai está ao nosso redor. E ainda que aquele deixe de se levantar, o nosso Deus continuará conosco, sendo Ele mesmo o nosso sol e a nossa luz.

Esta é uma promessa poderosa para os crentes. A Bíblia, aqui, ensina que o filho de Deus, a saber, o que crê em Jesus, o Cristo, será preservado. Não há temor de perdermos a salvação que um dia nos foi dada. Deus diz: “nem será removida a aliança da minha paz”. Quão desgraçadamente perdidos estaríamos se nossa filiação divina dependesse dos nossos parcos esforços, tanto para consegui-la quanto para mantê-la! Mas o Senhor se compadece de nós e nos guarda. Nem mesmo o mais forte poder nesta vida terrena, isto é, a morte, pode nos separar Dele (Romanos 8:38-39 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor ). O Senhor escreve seus mandamentos no nosso coração de forma a nunca o deixarmos (Jeremias 32:40 E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim). Ele receberá na glória todos aqueles a quem chamou e justificou.
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sábado, 25 de junho de 2011

A fórmula do sucesso 0


Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33).

O Senhor sabe do que precisamos. Ele nos criou, e cuida de cada um de nós. Ele é Pai dos crentes. A nossa segurança está em Deus, que é o nosso escudo, a torre forte onde buscamos morada. Lá, nossos pés não ficarão encharcados pelas águas que se chocam duramente contra as rochas. Nada poderá nos fazer mal; as setas do inimigo não nos alcançam, os animais selvagens podem uivar e grunhir em ameaça. Contudo, sobre tudo isto o remido está, porque o Senhor não permitirá que qualquer arma forjada pelo inimigo nos danifique ( Isaías 54:17 Toda a ferramenta preparada contra ti não prosperará, e toda a língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR, e a sua justiça que de mim procede, diz o SENHOR. ).

Não temos nós planos? Projetos que queremos executar aqui? Profissão, vida amorosa, formação acadêmica talvez? É claro que sim, e tudo isto é muito bom. O homem deve buscar a sua ocupação, conforme sua vocação. Entretanto, não é a perda do foco espiritual que faz com que alguém dedique todos os seus esforços em juntar tesouros aqui na terra, e esquecer-se de guardar aquilo que é eterno? Certamente. Como diz o adágio popular: quis tudo, porém ficou sem nada.

No versículo que inicia este texto, há mais do que um ordenamento de Jesus. É o modus operandi para a vitória. Não busca esta receita o mundo todo? Não queremos todos saber a fórmula do sucesso? Pois esta vem do próprio Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação (Tiago 1:17 Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. ). Prestando atenção às nossas ações diárias, quantas delas podemos qualificar entre as feitas pelo reino e justiça de Deus? E destas, quais podemos quantificar como as primeiras coisas que buscamos?

Paulo dizia que a vida cristã se parece com uma corrida (2 Timóteo 4:7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. e Hebreus 12:1 Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta ). Ninguém mora na estrada; contudo parece que alguns querem estabelecer residência por lá mesmo. Chegamos ao nosso destino com mais rapidez se nos despojarmos de toda a carga que temos levado. Entretanto, por não poucas vezes paramos no caminho, nos distraindo com tudo aquilo que o mundo nos oferece e colocando peso sobre os ombros, laços para os braços, correntes para os pés e vendas nos olhos. Coisas que trarão dificuldades, sem dúvida. Não raro, há os que voltam pelo caminho que vieram achando que estão fazendo a vontade de Deus.

Não temos que nos preocupar em juntar tesouros aqui na terra; antes, é nosso dever procurar aquele fruto que não perece. E Deus acrescentará tudo o que necessitamos durante nossa peregrinação terrena.

(...) Porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. (2 Timóteo 1:12)
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sábado, 18 de junho de 2011

Nosso campo de batalha 0

O Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar. Deuteronômio 20.4

Não temos outros inimigos, exceto os inimigos de Deus. Nossa luta não é contra os homens, e sim contra a impiedade espiritual. Lutamos contra o diabo, contra a blasfêmia, o engano e o desespero que ele traz ao campo de batalha. Guerreamos contra todos os exércitos do pecado - impureza, bebedice, infidelidade, opressão e impiedade. Contra esses inimigos contendemos zelosamente, mas não com espada ou lança: " as armas da nossa milícia não são carnais" (2 Coríntios 10.4).

Jeová, nosso Deus, odeia tudo que é mal; por isso, Ele nos acompanha, a fim de lutar por nós. Ele nos livrará e nos concederá graça para travarmos um bom combate e obtermos a vitória. Devemos confiar nesta verdade: se estamos ao lado de Deus, Ele está ao nosso lado. Se temos esse tão augusto Aliado, o conflito nunca é duvidoso, em qualquer grau. A vitória não acontece porque a verdade é poderosa e tem de prevalecer, e sim porque o poder está no Pai, que é todo-poderoso, em Jesus, que possui toda a autoridade no céu e na terra, e no Espírito Santo, que realiza sua vontade entre os homens.

Soldados de Cristo, vesti vossa armadura. Investi contra as fortalezas em nome do Deus de santidade e, pela fé, apropriai-vos da salvação que vem Dele. Não se passe este dia sem que realizeis uma investida em favor de Jesus e da santidade.

Promessas Preciosas - C. H. Spurgeon - Devocional do dia 17 de junho.
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Porto Alegre é violenta, mas Deus nos dá livramento 0


Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança estão os seus bens; mas, sobrevindo outro mais valente do que ele, e vencendo-o, tira-lhe toda a armadura em que confiava, e reparte os seus despojos.
(Lucas 11:21-22)

Um breve passeio pelas ruas de Porto Alegre ensina que o mundo é um lugar perigoso demais para se viver. Pode-se deduzir isto a partir dos aparatos que as casas, prédios, veículos e outros bens possuem. Cercas, alarmes, escolta armada, vigilância canina, seguranças, dispositivos antifurto, rastreador por satélite e seguros de vida, carro e casa, entre outros, são exemplos do que eu vejo quando resolvo ir a pé para o meu trabalho. E são apenas 20 minutos de caminhada! Mesmo no tribunal onde trabalho tem seguranças, câmeras de vigilância e portas com detector de metal.

Toda esta proteção se revela inútil. A cada dia o lado bandido da sociedade se aprimora para burlar os melhores esquemas de segurança. Novidades surgem, mas duram pouco, até alguém conseguir contornar. Soluções de segurança são caríssimas, e os investimentos em tecnologia são pesados.

Jesus já dizia isto há praticamente 2000 anos. Sempre vai haver alguém ‘mais valente’, não importa o quão preparado você pense estar. E isto acontece além da aplicação individual. Ocorre com grupos, com povos, com nações. Para citar um exemplo histórico e bíblico, veja o que aconteceu com rei da Assíria, Senaqueribe, narrado em Isaías 36 e 37:

Isaías 36:1-22 (1) No ano décimo quarto do rei Ezequias Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou.
(2) Ora, o rei da Assíria enviou Rabsaqué, de Laquis a Jerusalém, ao rei Ezequias, com um grande exército; e ele parou junto ao aqueduto da piscina superior, que está junto ao caminho do campo do lavandeiro.
(3) Então saíram a ter com ele Eliaquim, filho de Hilquias, o mordomo, e Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, o cronista.
(4) E Rabsaqué lhes disse: Ora, dizei a Ezequias: Assim diz o grande rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas?
(5) Bem posso eu dizer: Teu conselho e poder para a guerra são apenas vãs palavras. Em quem pois agora confias, visto que contra mim te rebelas?
(6) Eis que confias no Egito, aquele bordão de cana quebrada que, se alguém se apoiar nele, lhe entrará pela mão, e a furará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam.
(7) Mas se me disseres: No Senhor, nosso Deus, confiamos; porventura não é esse aquele cujos altos e cujos altares Ezequias tirou, e disse a Judá e a Jerusalém: Perante este altar adorareis?
(8) Ora, pois, faze uma aposta com o meu senhor, o rei da Assíria; dar-te-ei dois mil cavalos, se tu puderes dar cavaleiros para eles.
(9) Como então poderás repelir um só príncipe dos menores servos do meu senhor, quando confias no Egito pelos carros e cavaleiros?
(10) Porventura subi eu agora sem o Senhor contra esta terra, para destruí-la? O Senhor mesmo me disse: Sobe contra esta terra, e destrói-a.
(14) Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar.
(15) Nem tampouco Ezequias vos faça confiar no Senhor, dizendo: Infalivelmente nos livrará o Senhor, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria.
(18) Guardai-vos, para que não vos engane Ezequias, dizendo: O Senhor nos livrará. Porventura os deuses das nações livraram cada um a sua terra das mãos do rei da Assíria?
(19) Onde estão os deuses de Hamate e de Arpade? onde estão os deuses de Sefarvaim? porventura livraram eles a Samária da minha mão?
(20) Quais dentre todos os deuses destes países livraram a sua terra das minhas mãos, para que o Senhor possa livrar a Jerusalém das minhas mãos?


Senaqueribe invadiu Judá em 701 a.C. Ele se jacta de ter capturado 46 cidades muradas fortes e de ter encurralado Ezequias em Jerusalém como um pássaro na gaiola. Ele estava muito seguro de si. Em seu próprio entendimento, não havia ninguém mais 'valente' do que ele. Nem mesmo deuses das nações, nem mesmo o Deus de Israel. Entretanto, os próprios textos de Senaqueribe (suas crônicas de guerra) não falam da captura de Jerusalém e, realmente, parece que Deus respondeu a oração de Ezequias porque o rei assírio, depois de terem sido mortos 185 mil de seus soldados, - numa só noite, por intervenção direta de Deus - voltou ao seu país, e assim, Jerusalém foi poupada:

Isaías 37:1-38 (1) Tendo ouvido isso o rei Ezequias, rasgou as suas vestes, e se cobriu de saco, e entrou na casa do Senhor.
(6) e Isaías lhes disse: Dizei a vosso amo: Assim diz o Senhor: Não temas à vista das palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.
(7) Eis que meterei nele um espírito, e ele ouvirá uma nova, e voltará para a sua terra; e fá-lo-ei cair morto à espada na sua própria terra.
(8) Voltou pois Rabsaqué, e achou o rei da Assíria pelejando contra Libna; porque ouvira que se havia retirado de Laquis.
(9) Então ouviu ele dizer a respeito de Tiraca, rei da Etiópia: Saiu para te fazer guerra. Assim que ouviu isto, enviou mensageiros a Ezequias, dizendo:
(10) Assim falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue na mão do rei da Assíria.
(11) Eis que já tens ouvido o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, destruindo-as totalmente; e serás tu livrado?
(12) Porventura as livraram os deuses das nações que meus pais destruíram: Gozã, e Harã, e Rezefe, e os filhos de Edem que estavam em Telassar?
(13) Onde está o rei de Hamate, e o rei de Arpade, e o rei da cidade de Sefarvaim, Hena e Iva?
(14) Recebendo pois Ezequias as cartas das mãos dos mensageiros, e lendo-as, subiu à casa do Senhor; e Ezequias as estendeu perante o Senhor.
(15) E orou Ezequias ao Senhor, dizendo:
(16) O Senhor dos exércitos, Deus de Israel, tu que estás sentado sobre os querubins; tu, só tu, és o Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.
(17) Inclina, ó Senhor, o teu ouvido, e ouve; abre, Senhor, os teus olhos, e vê; e ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele mandou para afrontar o Deus vivo.
(18) Verdade é, Senhor, que os reis da Assíria têm assolado todos os países, e suas terras,
(19) e lançado no fogo os seus deuses; porque deuses não eram, mas obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram.
(20) Agora, pois, ó Senhor nosso Deus, livra-nos da sua mão, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o Senhor.
(21) Então Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Portanto me fizeste a tua súplica contra Senaqueribe, rei de Assíria,
(22) esta é a palavra que o Senhor falou a respeito dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, e de ti zomba; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti.
(23) A quem afrontaste e de quem blasfemaste? contra quem alçaste a voz e ergueste os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel.
(24) Por meio de teus servos afrontaste o Senhor, e disseste: Com a multidão dos meus carros subi eu aos cumes dos montes, aos últimos recessos do Líbano; e cortei os seus altos cedros e as suas faias escolhidas; e entrei no seu cume mais elevado, no bosque do seu campo fértil.
(25) Eu cavei, e bebi as águas; e com as plantas de meus pés sequei todos os rios do Egito.
(26) Não ouviste que já há muito tempo eu fiz isso, e que já desde os dias antigos o tinha determinado? Agora porém o executei, para que fosses tu o que reduzisses as cidades fortificadas a montões de ruínas.
(27) Por isso os seus moradores, dispondo de pouca força, andaram atemorizados e envergonhados; tornaram-se como a erva do campo, e como a relva verde, e como o feno dos telhados ou dum campo, que se queimaram antes de amadurecer.
(28) Mas eu conheço o teu sentar, o teu sair e o teu entrar, e o teu furor contra mim.
(29) Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua arrogância subiu até os meus ouvidos, portanto porei o meu anzol no teu nariz e o meu freio na tua boca, e te farei voltar pelo caminho por onde vieste.
(33) Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma; tampouco virá perante ela com escudo, ou levantará contra ela tranqueira.
(34) Pelo caminho por onde veio, por esse voltará; mas nesta cidade não entrará, diz o Senhor.
(35) Porque eu defenderei esta cidade, para a livrar, por amor de mim e, por amor do meu servo Davi.
(36) Então saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil; e quando se levantaram pela manhã cedo, eis que todos estes eram corpos mortos.
(37) Assim Senaqueribe, rei da Assíria, se retirou, e se foi, e voltou, e habitou em Nínive.
(38) E sucedeu que, enquanto ele adorava na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleb, que e Sarezer, seus filhos, o mataram à espada; e escaparam para a terra de Arará. E Ezar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar.


Pela nossa experiência do dia-a-dia, sabemos que não estamos seguros. Segundo levantamento feito pelo IBGE (2008), Porto Alegre é a 172ª cidade mais violenta do país. Mas os crentes possuem o Deus todo-poderoso. Quem pode contra Ele? Há algum poder que possa impedir a sua mão de, seja abençoar, seja fazer justiça? Salmos 90:2 Antes que nascessem os montes, ou que tivesses formado a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade tu és Deus. Ele é a nossa força, o nosso refúgio. Salmos 91:1-16 (1) Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.
(2) Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.
(3) Porque ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.
(4) Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel.
(5) Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia,
(6) nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.
(7) Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.
(8) Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
(9) Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação,
(10) nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
(11) Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
(12) Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
(13) Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
(14) Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.
(15) Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.
(16) Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação.



Glórias ao Deus nosso Senhor, que nos ama, e provê provisão e proteção em todas as áreas da nossa vida! Não há ninguém mais valente, ninguém maior do que Ele!

O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio. (Salmos 18:2)


Que experiências Deus tem proporcionado a você, leitor? Como Ele tem protegido e cuidado de ti? Comente! 
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

O ungidão intocável da fé 0

“Não toqueis no meu ungido”. Alguma vez já te deparaste com algum líder da igreja que pronunciou tais palavras sobre si mesmo? Provavelmente sim, e ainda mais provavelmente num contexto de obediência incontestável a ele. São os intocáveis da fé, que não reconhecem de forma alguma estar errados e nem admitem correção de quem quer que seja.



Ora, esta ‘doutrina’ não é nova. Não há nada de novo debaixo do sol. O papa da igreja católica, por exemplo, dizem ser munido de infalibilidade: tudo o que ele pronuncia é a verdade absoluta, tal como Deus a pronunciaria. Aliás, talvez seja esta a pretensão deles.

Tudo que ele fala é verdade absoluta, mesmo quando contraria outros papas...

Lembro-me de ter assistido a uma entrevista com um cardeal brasileiro à época da escolha deste último papa. Ele declarou que a escolha papal era um ato importantíssimo, já que ele seria o ‘novo Jesus Cristo na terra’. Que graça, não é? Este “Jesus” autoproclamado tem onde reclinar a cabeça. E ele anda bem perto de cruzes, mas nem passa pela sua cabeça ficar pendurado numa delas. O cálice é afastado de si, mesmo que fosse a vontade de Deus tomá-lo.

Mas esta não é uma situação isolada. Acho que todo ser humano que disponha de algum tipo de poder pode ser assediado pela inquestionabilidade. Todos almejam serem reis, mas ninguém quer ser servo!

Todos querem ser rei













'Rei' Roberto ;)















'Rei' Pelé ;)

Tem alguns que acham até mesmo que são deuses!















"Se Pelé é rei, então eu sou deus"

















Maradona tem estátua e até uma igreja na Argentina

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Vamos, agora, ver o que Jesus (o verdadeiro) tem a falar sobre este assunto. Em Mateus, nos versículos 9 e 10 do capítulo 23, está escrito:

E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo.

Não. Não quer dizer que não devemos chamar nosso pai terreno de pai. Honrar pai e mãe para que se prolonguem teus dias sobre a terra... Lembra-te? Não é este o sentido que Jesus usa aqui; avaliaremos a expressão ‘pai espiritual’, aquele que é o mentor, ou instrutor, do ensino religioso de alguém. Duas passagens, uma do Antigo Testamento, e outra do novo, cito para ilustrar o período:

O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. (2Rs 2:12)

Porque ainda que tivésseis dez mil aios em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; porque eu pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo. (1Co 4:15)

Elias foi o ‘pai’ espiritual de Eliseu, assim como Paulo foi ‘pai’ de muitos outros, como, por exemplo, Timóteo (2 Tm 1.2). Mas cuidado. Jesus não está condenando o fato de termos mentores espirituais, mas sim de considerá-los infalíveis. Veja o contexto da passagem do capítulo 23 de Mateus. A hipocrisia dos fariseus e escribas é destacada com cores muito fortes. Inclusive Jesus fala que eles ‘se assentaram na cadeira de Moisés’. Ora, Moisés foi o grande legislador de Israel, que Deus usou para trazer a Sua Lei ao povo. Agora, escribas e fariseus ditam normas e regras que o próprio Senhor avisou não acrescentar (Dt 12.32) e, além de não entrarem no Reino de Deus, não deixam os outros entrar (Mt 23.13).

Paulo confirma esta asserção quando diz para seus seguidores serem seus imitadores, tal como ele imita Jesus (1Co 1.11). Em resumo: devemos respeito aos nossos líderes espirituais, como recomendado pelo versículo abaixo, mas não devemos considera-los infalíveis. Obediência incondicional e reverência só devem ser prestadas a Deus, o nosso Pai Celestial.

Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina (1Tm 5:17)

Além do mais, todos os crentes são ungidos pelo Espírito Santo (1Jo 2.20;27)! Uma única unção. Não existe um crente 'mais ungido' do que o outro. Esta história de ficar ungindo pra 'isto', pra 'aquilo', é invenção. Confirme em 2Co 1.21-22.

O que você pensa sobre este assunto? Você conhece algum "intocável" da fé?


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segunda-feira, 15 de março de 2010

Deus e a lagartixa 0



Este fim de semana minha esposa juntou algumas roupas para lavar na máquina. Ao colocá-las lá dentro, percebeu que havia uma pequena lagartixa presa no interior da mesma, mas ainda viva. Obviamente, tentou retirá-la, primeiramente com a mão. Na tentativa, seu rabo se soltou do corpo, escapando da minha esposa (depois fui pesquisar e descobri que isto é uma forma que a lagartixa - e outros répteis - tem de se defender). Já na segunda tentativa, a Di tentou enrolá-la na roupa e, então, chacoalhou do lado de fora da máquina. Depois de muito balançar, e nada de ver ela cair, olhou a roupa com cuidado e percebeu que a lagartixa estava segurando firmemente no tecido. Que bichinho teimoso! Ao final, ela conseguiu fazer com que o animalzinho saísse pela parede, janela do apartamento afora.

Este acontecimento me fez lembrar que às vezes Deus faz a mesma coisa conosco. Tenta nos salvar de algum perigo iminente, mas nos recusamos a receber Sua ajuda. Quer nos dar uma vida melhor, mas insistimos em permanecer com o que temos e o que somos. Brigamos com Deus e, não raramente, nos machucamos neste processo, da mesma forma que a lagartixa perdeu partes do seu corpo. Deus nos leva para lugares mais seguros, mas, mesmo assim, nos agarramos com unhas e dentes naquilo que dispomos no momento. Não sabemos que o que estamos vivendo naquele momento virá a ser algo bom.

Deixe, pois, ser tratado pelo Senhor e ser levado para uma situação de refrigério. Não resista ao Todo-Poderoso. Ele quer te salvar!

E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rom 8:28)

Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rom 8:31)





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sexta-feira, 5 de março de 2010

A verdadeira religião - carta de Tiago - parte 2 0


Fé constante e firmeza de ânimo


Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa, homem vacilante que é, e inconstante em todos os seus caminhos (Tg 1:5-8)

A parte 1 pode ser acessada aqui.

Ao sermos alvos da salvação provida por Cristo, Deus começa a trabalhar em nossas vidas. Esta é uma das evidências que podem ser mostradas para os ímpios (e até mesmo para os cristãos) que de alguém foi salvo pelo poder do Senhor. Nosso Pai é poderoso para mudar não só circunstãncias, mas mudar a índole das pessoas. É por isso que os crentes produzem bons frutos, e estes permanecem (Jo 15.16).

Deus quer que sejamos perfeitos, e Ele vai continuar a obra até o dia em que deixaremos este tabernáculo terrestre (Fp 1.6). Muitos aperfeiçoamentos vem através das provações que enfrentamos todos os dias, as quais foram objeto do texto anterior. Mas outros advêm do nosso relacionamento com o Senhor. Deus quer que peçamos, para que tenhamos alegria completa (Jo 16.24). Ele deseja que “sejamos completos, não tendo falta de coisa alguma” (Tg 1.4) e, assim, atingirmos “a estatura de Cristo” (Ef. 4.13). Neste segundo texto vamos estudar outros tipos de aperfeiçoamento, que adquirimos através de nossos pedidos, das nossas orações. Tiago cita, por exemplo, a dádiva da sabedoria. Todo aquele que não dispõe suficientemente dela pode alçar uma oração ao Pai e Ele a dará.

Entretanto, vou fazer uma digressão para explicar melhor sobre que sabedoria devemos pedir, para diferenciá-la do conhecimento comum que todos dispomos, em maior ou menor grau. Como paradigma, usarei a própria carta de Tiago, nos versículos 13 a 18 do capítulo 3, que pontua dois tipos de sabedoria, a saber: “a que vem do alto” e a “terrena, animal e diabólica”. O texto está disponível nesta outra postagem, devido ao seu tamanho, que ficou um pouco inadequado para um blog. Recomendo a sua leitura antes de continuar.

Então, roguemos ao Senhor que nos abençoe com Sua incomparável sabedoria. Usemos de nossa fé.

A fé não substitui os nossos cinco sentidos: antes, é como um sexto; ou, ainda, é algo que faz transcender os demais. Faz-nos ver mais do que os nossos olhos mostram; ouvir mais que sons; sentir mais do que sensações. Foi um dos sentidos, creio, que foram prejudicados na Queda. Perdemos nossa ligação com o Criador, nossa base segura. O chão desapareceu debaixo dos nossos pés e achamos que andamos firmemente sobre ele. Vivemos todos com uma espécie de sombra no nosso encalço, que, ao virarmos para olhar, nada conseguimos ver. Há uma insegurança, um determinado tipo de necessidade que não há como suprir. Alguns tentam substituí-la com álcool, drogas, sexo, dinheiro, filosofias diversas... Mas ela sempre está lá, sorrateira, exigindo nossa atenção. É uma sede que nunca é saciada. O eco da vida eterna. É o grito da nossa dependência de Deus.

Prosseguindo no nosso tema, percebemos que a fé é um fator distintivo na vida de um crente. Aquele que professa ser cristão mantém sua lamparina sempre bem cheia de combustível. “Sem fé é impossível agradar a Deus”. Orar a Deus sem crer que Ele exista é tão insano quanto querer abrir portas com “abracadabra”, ou esperar algo de alguém que não existe ou que já partiu há muito tempo. “É galardoador dos que o buscam”, pois “se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos (1Jo 5:15)”.

Há aqueles, entretanto, que não estão aperfeiçoados na fé. São os de ânimo dobre. Usando uma expressão popular, “acendem uma vela para cada santo”. São como o povo de Israel já foi, adorador do Deus verdadeiro, mas que mantinham armados seus altares para os deuses estranhos. A idolatria sempre foi um grande mal na vida da nação judaica, e dentro das congregações hodiernas podemos encontrar alguns exemplares que cambaleiam entre o Senhor e as pitonisas de En-Dor (1Sm. 28:7-25). Não há meio de conjugar cristianismo com astrologia, nem espiritismo com ressurreição, tampouco Cristo com Buda. “Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa”.

“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também” (1Co 8:6).

“Porque andamos por fé, e não por vista” (2Co 5:7). Se o crente anda somente pelo que vê, andaria como os que estão perdidos ainda. Como diz o ditado “há mais coisas entre os céus e a terra do que imagina nossa vã filosofia”. Sem fé, não as vemos, e ignorar a existência delas não auxilia nem faz com que elas deixem de existir. Pela graça de Deus, Ele refez a ligação que foi perdida no Éden e podemos andar com passos largos pelo Caminho. Se esta ponte não fosse restaurada por Deus, ninguém a faria. Só o Senhor sabe onde ficam os firmamentos. O crente, então, confia na Sua bondade revelada. “Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia” (Sl 34:8).

Ninguém crê em algo que não conhece. Há uma relação direta entre crer e conhecer. Quanto mais sabemos do nosso Senhor, a fé é proporcionalmente aumentada. “Aumenta-nos a fé”, disseram os apóstolos em determinado momento (Lc 17). O que Jesus fez? Deu-lhes uma lição sobre como a humildade precede as bênçãos. Quando submetemos o nosso ego ao senhorio de Cristo moldamos a nossa vida à dEle. O conhecimento de Deus e da Sua Palavra fornece sustentação para a fé. Deus não quer que o obedeçamos cegamente – Ele quer relacionamento profundo.

Penso que dei um vislumbre de outro aspecto da religião verdadeira. A fé que vem do Deus verdadeiro não esmorece, nem acaba. Podemos, vez por outra, sentir que Ele esteja longe. Mas nunca que Ele não exista. Em alta voz talvez digamos “Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste”; entretanto, não fazemos como o ímpio: “não há Deus”. Nem a morte pode nos separar do amor de dEle (Rm 8.38). Jó disse uma vez “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó  13:15). Esta é uma característica marcante do Cristianismo: ter a certeza que Deus é o autor e mantenedor da vida – ela lhe pertence. Tal consciência está bem arraigada naqueles que O conhecem. A soberania de Deus não é questionada; antes usufruímos dela para passar por todas as situações adversas que são postas diante de nós. Rendemos nossa vida por Ele. Mártires da fé como Estevão (Atos 7) exemplificam o que eu quero dizer.


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Algum de vós tem falta de sabedoria? 0


Na continuação do texto sobre a Verdadeira Religião, percebi que o texto estava além do tamanho adequado à uma postagem. Preferi, desta forma, dividá-la em duas partes. Esta parte, especificamente, trata dos dois tipos de sabedoria descritos por Tiago em sua carta.

Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má. Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. (Tg 3:13-17)

O que é a sabedoria “terrena, animal e diabólica”? É terrena porque trata-se daquele tipo de conhecimento que obtemos com a nossa própria experiência de vida e pela observação do comportamento das outras pessoas. Em tese, todos nós seremos muito mais sábios ao final da nossa vida que no começo. Este tipo de sabedoria nos é muito útil por permitir a possibilidade de qualificar nossa experiência com o conhecimento dos antigos. A Bíblia, por exemplo, nos incentiva a este tipo de comportamento:

Prv 11:14  Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.

Prv 15:22  Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.

Prv 24:6  Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.

Quando Moisés estava iniciando sua peregrinação rumo à Terra Prometida, Jetro, seu sogro, lhe sugeriu uma melhor forma de administrar as atividades judiciais necessárias para a organização do povo. Foi um sábio conselho que permitiu a Moisés dispor do seu tempo para as obrigações de ordem mais elevada, delegando poder para que os anciãos do povo resolvessem assuntos de importância menor (Ex. 18).

Entretanto, este tipo de sabedoria não é necessariamente bom. Numa sociedade ímpia, a “multidão de conselheiros” pode lhe render péssimas ideias. A sociedade brasileira atual, por exemplo, tem uma visão bastante distorcida do ideal de família; por conseguinte, não seria uma boa conselheira em questões de fidelidade e respeito, nem na educação de filhos.

Outra forma de ver uma aplicação errada da experiência humana pode ser resumida em uma filosofia chamada pragmatismo. “Uma pessoa pragmatista vive pela lógica de que as ideias e atos de qualquer pessoa somente são verdadeiros se servem à solução imediata de seus problemas” (v. Wikipédia). Se alguém está com problemas financeiros, e através de alguma ilegalidade conseguiu obter dinheiro sem ser punido, então ele considera sua ação como verdadeiramente boa. Esta filosofia é claramente errada pela ótica bíblica.

Outro adjetivo para este conhecimento é “animal”. Ora, qualquer um que tenha convivido algum tempo com animais de estimação sabe que eles podem aprender a fazer coisas com o tempo. Cães não urinam em locais onde antes o fizeram e foram “castigados”. Minha sogra tem um cachorrinho que toda vez que ela diz “vai fazer xixi”, ele sai correndo para o portão da garagem a esperando para abrir. Aliás, por causa desta aprendizagem é que os animais podem ser adestrados. Pela própria experiência eles vão se tornando “sábios”. Algumas pessoas até mesmo confundem a habilidade que os animais tem de aprender como um indicativo que são de alguma maneira “aparentados com os humanos”, como fazem de forma ingênua os evolucionistas.

Tiago também nos informa que este tipo de sabedoria é diabólico. Isto não quer significar que toda a sabedoria dos séculos de existência humana é intrinsecamente má, mas que o próprio inimigo das nossas almas aprende da mesma maneira que um ser humano. Por isto é que se diz que o Diabo é astuto pela sua antiguidade, e não por ter um conhecimento sobrenatural inato, tal como Deus. O livro de Jó, no seu capítulo 1, descreve uma cena onde Deus pergunta a Satanás “Donde vens?” E Satanás respondeu ao SENHOR dizendo “de rodear a terra, e passear por ela”. Milhares de anos observando a humanidade lhe deram muita experiência para levar destruição à vida das pessoas.

Tiago ainda acrescenta que a sabedoria terrena é facilmente corruptível pelos desejos humanos. Ele diz: “se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade”, “Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa” e “Essa não é a sabedoria que vem do alto”.

Não é este tipo de sabedoria que facilita a nossa passagem por provações e nem o tipo que Tiago incentiva-nos a buscar do Senhor.

Como é a sabedoria que “vem do alto”? A Palavra diz que ela é, primeiramente, pura. Significa que não há qualquer dubiedade de propósito; não há nenhuma mancha sequer de pecado ou maldade nela. Não serve ao propósito de enganar nem outra finalidade má. Como exemplo de sabedoria não-pura, cito a mais conhecida de todas as propostas, aquela que foi feita no Jardim do Éden a Adão e Eva:

Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. (Gên 3:5)

Reluzia como algo precioso, mas, ao adquiri-la, não passava de ouro de tolo. Sem valor, sem vantagens, prejudicial não só para eles, mas para toda a raça humana desde então. A sabedoria celeste não é assim. Sua fonte é perfeita; consequentemente ela espelhará tal predicado.

Exemplificando positivamente, agora cito a ocasião do primeiro uso da sabedoria divina que Salomão fez. Duas prostitutas, de uma mesma casa, se apresentaram diante dele. Ambas haviam tido filhos nos mesmos dias; no entanto, vendo que um dos bebês havia morrido, a mãe deste trocou o bebê por aquele da outra mulher. Esta última, ao acordar, percebeu a troca e foi apelar ao então Rei Salomão. Sabiamente, Salomão sugeriu que o bebê fosse dividido ao meio, e assim cada mãe ficaria com metade. É claro que ele não levaria esta ação a cabo, mas com este subterfúgio ele conseguiu descobrir a mãe verdadeira: esta preferiu estar longe do filho, contanto que estivesse vivo (1 Reis 3:16-28).

Segundo vemos nas cartas de 1 Timóteo 1.5 e 1 Pe 1.22, quando há pureza, o amor flui como resultado. No julgamento destas duas mulheres, vemos que a sábia resolução do problema gerou a atitude mais amorosa: para o filho, pois ficou com sua verdadeira mãe; para a mãe, que amava seu filho a ponto de entregá-lo vivo para a outra mulher; e a mulher que mentiu também teve um tratamento amoroso, pois a repreensão e correção também são formas de manifestar apreço.

A sabedoria do alto também é pacífica. Vimos, na passagem do exemplo anterior, que a contenda foi desfeita com apenas uma frase! E todas as outras características da sabedoria que não perece podem ser percebidas nela:
- moderação: toda a história das mulheres foi ouvida antes da decisão do Rei, que foi equilibrada e ponderada. “Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos” (Pv 8:12);
- tratável: em outras palavras, afável, benevolente. Como anteriormente dito, a bondade foi expressa para as três pessoas envolvidas;
- cheia de misericórdia e de bons frutos: gera perdão, temor, justiça, respeito, amor, alegria. O povo aprendeu a respeitar Salomão, pois viu que nele destilava a sabedoria de Deus;
- imparcial: ambas as mulheres eram prostitutas, mas encontraram soluções para a vida. A sabedoria divina não faz discriminação, independentemente da raça, cor ou condição social;
- sem hipocrisia: não há aparência de bondade ou segundas intenções na verdadeira sabedoria; antes, o temor do Senhor é o princípio dela (Pr. 15.33).

“Guiar-me-ás com o teu conselho e, depois, me receberás em glória” (Sl 73:24)


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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A verdadeira religião - Carta de Tiago - parte 1 0


Quem nunca foi confrontado com a pergunta “Qual é a religião verdadeira?” Mesmo os cristãos podem se questionar se estão realmente praticando tudo aquilo que Jesus ensinou. Será que devo me enclausurar e me dedicar à uma vida monástica, abstendo-me de todo prazer, luxo e conforto, como os monges católicos? Devo largar minha profissão secular e estudar para ser ministro do evangelho, no louvor ou na pregação, como muitos cristãos sinceros o fazem? Quem sabe temos apenas que cumprir a regra de ouro, amando a todos, inclusive os que nós consideramos “inimigos”, suportando, inclusive suas práticas incompatíveis com a doutrina cristã? Como posso ter certeza que a minha vida está sendo guiada e santificada pelo Espírito Santo, contribuindo para a implantação e desenvolvimento do Reino de Deus?

Felizmente, Deus não nos deixa “na mão” em nenhum aspecto de nossas vidas desde que a entregamos a Ele. O Senhor pode, de várias formas, nos guiar no nosso desenvolvimento; seja através de nossos líderes, de nossos irmãos em Cristo, através de revelações, da Palavra escrita,... Neste texto, vou ressaltar este último método pois, creio, ser o mais inconfundível e autorizado meio que Deus utiliza para falar com cada um de seus filhos.

Peculiaridades do Livro de Tiago

Os cinco capítulos do livro de Tiago são muito conhecidos, principalmente em virtude do aparente contraste com as cartas de Paulo, no tocante à justificação. Críticos da Bíblia afirmam que há grandes contradições entre os ensinos dos dois escritores: Paulo ensina que a justificação é pela fé, enquanto Tiago declara que a justificação é por obras. Obviamente, esta aparente contradição foi facilmente desfeita. Ambos os escritores declaram que a salvação é um dom gratuito de Deus, embora cada um deles tenha realçado alguns aspectos particulares desta doutrina. Paulo fala acertadamente quando dizia que a justificação é pela fé: não há outra forma de obter o perdão de Deus e escapar da justa ira divina vindoura a não ser tendo fé nAquele que veio para nos salvar, Jesus Cristo. E Tiago concordava com isto. Entretanto, ele quis mostrar aos destinatários de sua carta que a salvação naturalmente implicava em boas obras, já que o poder salvífico de Deus opera nas vidas daqueles que realmente são convertidos. Resumindo: A salvação vem pela fé, mas a fé é demonstrada através das boas obras que resultam da salvação: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef. 2:10).

Desfeita esta ‘dificuldade’, vamos nos ater ao conteúdo principal deste texto: os aspectos da verdadeira religião. A grande ênfase que a carta de Tiago exibe está numa exposição clara e simples da vivência prática do evangelho. Neste ínterim, os três primeiros capítulos são os mais expressivos.

Gozo e paciência no meio das provas

Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações, sabendo que a aprovação da vossa fé produz a perseverança; e a perseverança tenha a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma (Tg 1:2-4)

Não é incomum que aqueles que seguem a Jesus Cristo sejam alvo de grandes dificuldades, estejam elas no âmbito espiritual, emocional ou físico. Jesus já havia dito: “no mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16:33)”. É pouco provável que durante a nossa vida cristã não venhamos a enfrentar problemas. E qual a reação que nós, cristãos, devemos ter? Jesus disse que teremos paz; mas como isto funcionará se às vezes parece que estamos sob “fogo cruzado”?

Primeiramente, ao salvar-nos, Jesus reatou o relacionamento do homem com Deus. Antes estávamos em rebeldia e sob a ira Dele; agora, estamos em paz com o Senhor, considerados como filhos Dele e Seu Espírito habita em nós. A paz que temos não é a paz que o mundo tem: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize (Jo 14:27)”. Eu costumo dizer que a paz de Deus é uma “paz no meio da tribulação”. Destarte, não é algo que temos que procurar; a segurança da salvação nos faz crer que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28)”. Contudo, devemos nos alegrar de passar por provações, pois elas resultarão num aprimoramento do nosso ser. É a certeza de que Deus está trabalhando na nossa vida, produzindo um fruto de paciência (Veja Gálatas 5.22). A analogia com o ouro é muito boa: quanto mais quente, mais o ouro “sofre”. Mas com este “sofrimento”, toda a impureza é separada, ficando apenas o puro ouro.

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Leia a parte 2 deste texto clicando aqui.

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