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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Inteligência: Indispensável 0































Inteligência: Indispensável para organizar tanto uma célula quanto um quarto.

"Pois os atributos invisíveis de Deus, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que os homens são indesculpáveis" - Romanos 1.20
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Cientista diz: há limites para o conhecimento 0


A edição da Revista New Scientist trouxe como matéria de capa no início deste mês de maio de 2011 uma reportagem bastante interessante, principalmente para quem está acostumado a discutir religião com incrédulos. O texto, de autoria de Michael Brooks, PhD em física quântica, autor de livros e jornalista, fala das ideias de Martin Rees, Astrônomo Real Britânico, ente outros. Rees admite que, embora a ciência tenha ajudado muito o desenvolvimento da humanidade, dando conhecimento de processos e permitindo o avanço tecnológico, entre outros, há algumas coisas que o homem jamais poderá saber. Ele diz que assim como os macacos não discutem mecânica quântica, nem mesmo sequer têm qualquer noção do porquê seja importante estudá-la, assim o ser humano pode desconhecer aspectos da realidade da mesma forma.

É curioso, porque muitas vezes os incrédulos acusam os religiosos, e particularmente os cristãos, de fornecerem respostas do tipo: “ah, isto não tem como sabermos, está fora do nosso alcance”, ou “existem muitas coisas que nos estão encobertas” ou ainda “as coisas reveladas pertencem a nós, mas coisas ocultas pertencem ao Senhor”.

Rees declara:

“Não há nenhuma razão para acreditar que as nossas inteligências estão preparadas para entender todos os níveis de realidade”

Ele também reconhece que a ciência não é onipotente:

A ciência não é onipotente, Mr. Peter Atkins

“Há limites para a ciência. Há algumas coisas que nós nunca poderemos saber sem dúvida por causa das restrições fundamentais do mundo físico. Então há os problemas que nós provavelmente nunca resolveremos por causa do modo de trabalho da nossa inteligência.”

Quanto à biologia, Ferry Coyne, biólogo evolucionista da Universidade de Chicago diz:

“Saber como vida começou sempre estará além de nosso alcance, é o horizonte cósmico de biologia.”

“Mesmo se nós pudéssemos criar uma ‘segunda gênese’ no laboratório isto não nos falará exatamente como aconteceu na Terra 3.8 bilhões de anos atrás”

Não estou aqui subscrevendo a preguiça intelectual de alguns ao desconhecer a própria crença e usando este anúncio científico para respaldá-la. Mesmo porque a revelação divina não precisa do aval científico para ser verdadeira, ainda que a mesma fatalmente a faça. Mas é digno de nota que alguns do “meio que tudo sabe” reconhecerem que não há como sabermos todas as coisas, por um motivo muito simples: somos seres limitados, em tempo, espaço e sabedoria. Somos finitos. E isto a Bíblia já diz há, deixa-me ver... milênios.

Mas há outra implicação prática. Como a Bíblia diz em 1 Coríntios 2:14 Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente , o homem não-convertido sequer tem capacidade de entender o mundo espiritual. Os homens não-regenerados sequer sabem porque precisam de salvação, assim como os macacos que não desconfiam da física quântica. Por isso é que Jesus disse para Nicodemos que é preciso nascer de novo para entrar no Reino dos Céus João 3:5-6 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito . Mas Deus é misericordioso e concede graça para salvação de todo aquele que crê em Jesus e se arrepende dos seus pecados.


Abaixo um vídeo do apologista William Lane Craig num debate com Peter Atkins, químico britânico, sobre a onipotência científica.



Você conhece algum outro limite de conhecimento que a humanidade nunca saberá? O que você pensa sobre este assunto? Deixe seu comentário!


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sábado, 12 de julho de 2008

Ciência e Teologia - 2 11

Os dias da criação



“DIA”, em Gênesis, é tradução da palavra yom. Yom = “Dia” em hebraico. Pode significar um dia de 24 horas (significado comum), ou uma era, ou um período de tempo extenso. 2 Pe 3:8 diz que, para Deus, “um dia é como mil anos, e mil anos como um dia”. Não é obrigatório crer que os dias de Gênesis sejam literais, embora Deus pudesse realmente criar tudo num instante, até mesmo mais rápido do que os seis dias usuais.

Há algumas formas de interpretação destes dias:

- cada dia é um dia literal, de 24 horas, onde as coisas citadas foram criadas;
- cada dia representa, na verdade, um período de tempo de muitos anos (milhares, milhões)
- cada dia narrado é de realmente 24 horas, onde as coisas são criadas, mas depois se passa muito tempo até o próximo dia de criação. Assim, o dia narrado na Bíblia se refere ao primeiro dia de uma era, podendo, tranquilamente, ter apenas 24 horas;
- cada dia, na verdade, não simboliza tempo, mas uma ordem na criação.

E no 7º dia, Deus descansou da sua obra criativa. Este descanso permanece até hoje. Confira em Hebreus 4.8-11. Nesta passagem, o escritor, que viveu numa época posterior à morte e ressurreição de Cristo, disse que Deus está no seu descanso. Isto quer dizer que o “dia” de descanso de Deus tem, pelo menos, alguns milhares de anos! Se o 7º Dia é assim, os outros dias (a palavra yom é usada) também podem representar um tempo bem maior.

Não confunda os versículos acima com a passagem em João 5.17, onde Jesus diz que “o meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Deus trabalha de duas formas: criando e sustentando. O descanso que Deus tem no sábado (7º dia) se refere ao descanso do ato de criação, não o de sustentação.

Quadros comparativos entre as eras estudadas na Geologia e a Tese da Criação Progressiva.

Perceba que os estágios podem representam cada um dos dias de criação narrados em Gênesis, e que os estágios se sobrepõem. Enquanto o estágio anterior está sendo completado, o estágio seguinte está dando início. Uma boa justificativa para este processo é que, a cada ato de criação, é necessário um tempo para que o ecossistema entre em equilíbrio. Assim que se chega neste equilíbrio, uma nova inserção criativa é feita.




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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ciência e Teologia - 1 6

Áreas de atuação

Teologia: abrange os assuntos sobre Deus e sobre a criação feita por Ele (a natureza);

Ciência: abrange os assuntos acerca da natureza (das coisas criadas);

A Verdade Absoluta não é propriedade de um tipo de matéria só (e.g. Física, Química, Biologia, Matemática, Teologia), mas todas estas matérias devem contribuir para a construção dela.

Se estudarmos individualmente cada matéria, sem levar em consideração as outras, podemos chegar a conclusões que serão contraditórias.

Representação:

Outra forma de entender:

Física: estuda tudo o que é material (e.g. plantas, rochas, animais);

Metafísica: estuda tudo o que é imaterial, aquilo que está além da matéria (e.g. lógica, o pensamento, sentimentos, Deus).

Logo, a ciência (como a conhecemos) trabalha com a Física. A Teologia estuda a Metafísica e as suas implicações no mundo da Física.

Só o que é cientificamente comprovado é verdadeiro?

Esta afirmação NÃO pode ser verdadeira, porque ela é uma afirmação que usa a lógica. A lógica é uma coisa imaterial (metafísica); portanto não é objeto de estudo da ciência. A ciência não pode “provar” que pensamos; de fato, a ciência pressupõe que o nosso pensamento é válido e é confiável para estudar o mundo. Entretanto, o pensamento é algo real que não pode ser provado cientificamente.

Princípio fundamental da ciência

Princípio da CAUSALIDADE

  • Todo evento tem uma causa;
  • Tudo que é finito e limitado precisa de uma causa;
  • Tudo que teve um início deve ter uma causa.

Deus foi causado?

Se eu lhe perguntar: “Quem te fez?”, você responderia “Meus pais”. “E os seus pais?” Você responderia “Os pais deles” e assim por diante, até chegar ao primeiro ser humano. Perguntaria: “Quem fez o primeiro ser humano?”. “Deus” – você poderia responder. Aí vem a pergunta fatal: “Quem fez Deus?”.

Usando o princípio da causalidade, alguém teria que ter criado Deus. Mas e este outro ser? Quem seria? Aqui devemos ter cuidado. O Princípio da Causalidade não diz que tudo tem uma causa, ele diz que tudo que teve um começo deve ter uma causa.

Três opções para a causa da existência de Deus:

1 – Ele é um ser causado;

2 – Ele é um ser auto-causado;

3 – Ele é um ser não-causado;

A 1ª opção não responde nada, pois precisaríamos de um ser mais poderoso que Deus para tê-Lo criado, e não há nenhuma evidência da existência deste ser.

A 2ª opção é logicamente impossível. Para causar a Sua existência, Deus já deveria existir. Mas para começar a existir, Ele não deve existir ainda. Esta hipótese diz que Deus deveria existir e não existir ao mesmo tempo. E isto é completamente impossível.

A 3ª opção é a que nos responde adequadamente. Um ser eterno não precisa ser causado. A frase “O que havia antes de Deus existir?” não faz nenhum sentido. Deus sempre existiu, então não há um “tempo” antes disto. Esta hipótese é perfeitamente idêntica ao que a Bíblia nos diz sobre Deus: que Ele é eterno, que não havia ninguém antes dEle, nem haverá alguém depois. Ele não é causado por nada, nem ninguém. Ele é a causa primeira de todas as coisas que existem.

Tipos de ciência

  • Ciência OPERACIONAL: trata dos eventos reproduzíveis em laboratório (e.g. formação da molécula da água – 2 H + 1 O = H2O).
  • Ciência das ORIGENS: trata dos eventos não-reproduzíveis em laboratório, nem espontaneamente (e.g. surgimento do universo, surgimento da vida).

Apelar para um criador anula o método científico?

NÃO, porque a Ciência estuda as causas 2ª dos efeitos verificáveis. No exemplo acima (da luz branca sendo decomposta nas várias cores), a ciência verá o espectro de cores e vai estudar o que o causa. Descobrirá que a causa é o prisma, quando a luz branca passa por ele. Então, poderá estudar a origem da luz, e descobrirá que é a energia que causa a luz. Mas ao estudar a energia, ele pára, porque o método científico não estuda o que vai além da Física, que, neste caso, se refere ao Criador inicial de todas as coisas que nós, cristãos, conhecemos como sendo Deus.

Surgimento do Universo:

A matéria que estuda os corpos celestes é a Astronomia. A Astronomia se divide em dois principais ramos:

  • Cosmologia: é a CIÊNCIA OPERACIONAL da Astronomia, que estuda as leis físicas e químicas que ocorrem em todo o Universo;
  • Cosmogonia: é a CIÊNCIA DAS ORIGENS da Astronomia, que estuda as teorias do surgimento do Universo.

Quando se pensa em uma teoria do surgimento do Universo na Cosmogonia, é imprescindível que ela não venha a ser incompatível ou que contrarie as leis físicas e químicas da Cosmologia; afinal de contas, elas tratam do mesmo objeto: o Universo. Então, a Cosmologia dá os fatos; e a Cosmogonia tem que entender qual o sentido destes fatos.

Leis fundamentais da Ciência Operacional:

Há algumas leis que são muito bem fundamentadas no campo científico. Isto quer dizer que elas foram bastante experimentadas a ponto de serem consideradas infalíveis e inevitáveis.

LEIS DA TERMODINÂMICA:

1ª Lei da Termodinâmica: A energia não pode ser criada nem destruída. A quantidade de energia sempre se mantém constante, muito embora ela se transforme de um tipo para outro.

2ª Lei da Termodinâmica: A energia utilizável de um sistema fechado e isolado sempre diminui.

Três hipóteses sobre a existência do Universo:

1 – O Universo é eterno;

2 – O Universo surgiu do nada e criado pelo nada;

3 – O Universo teve um início e foi criado.

A hipótese nº 1 é desmentida pela 2ª Lei da Termodinâmica. Podemos verificar que o Universo está “gastando” sua energia, e que ela um dia vai acabar. Por exemplo, a transformação do hidrogênio em hélio, que ocorre no sol, vai terminar assim que todos os átomos de hidrogênio forem transformados. Uma vez chegado a este ponto, o sol “morre”. E isto ocorre em todas as estrelas do Universo. Se o Universo “terminar”, é porque ele não é eterno. Não sendo eterno, deve ter tido um princípio. E, tendo um princípio, deve ter sido causado por algo ou alguém (Princípio da Causalidade).

O exemplo acima mostra um SISTEMA ABERTO, pois mesmo que a energia acabe, é possível recarregá-lo em um posto de combustíveis. Mas o universo é um SISTEMA FECHADO. Acabando a energia, não há um “posto de combustíveis cósmico” para recarregá-lo.

A hipótese nº 2 é logicamente impossível. O “nada” não pode gerar algo. O Universo não surgiu espontaneamente do nada, nem foi criado por ele, porque “uma vez o nada, sempre o nada”.

A hipótese nº 3 é a mais plausível das três. Há uma grande evidência científica e filosófica que apóia a idéia de que o Universo teve um princípio. A 2ª Lei da Termodinâmica é o pano de fundo para esta hipótese. Como visto antes, os fatos é que devem dar a luz às teorias, e não o contrário. E estas teorias não devem anular leis bem firmadas do conhecimento científico apenas para que sejam verdadeiras.

Teorias do surgimento do Universo:

  • UNIVERSO ETERNO: como visto antes, deve ser descartada, pois desconsidera a 2ª Lei da Termodinâmica;
  • UNIVERSO PULSÁTIL: para tentar remediar a questão anterior (de que o Universo acabará), foi criada esta teoria que afirma que o Universo explode, consome toda a energia, retrai-se até uma partícula fundamental, e, em seguida, explode novamente, recomeçando todo o processo. O problema é que, mesmo que o universo se contraísse novamente, ele não teria energia suficiente para uma nova explosão;
  • BIG-BANG: esta teoria afirma que o Universo surgiu de um ponto fundamental, onde toda a massa e a energia existente estiveram concentradas. A partir de certo momento, esta massa explodiu, gerando tudo o que vemos no nosso universo (galáxias, sistemas solares, planetas, cometas, asteróides, estrelas). Esta teoria vem sendo a mais bem comprovada de todas as teorias, pois há diversas evidências que sustentam esta posição.

O Big-Bang:

Existem pelo menos duas boas evidências científicas que apóiam o Big-bang:

1 – Radiação de fundo: existem, em todo o universo, traços de uma radiação que são compatíveis com a radiação que seria esperada de uma explosão da magnitude do Big-bang. Ela foi descoberta em 1919 e foi verificada posteriormente na década de 80, com o lançamento de uma sonda espacial, e finalmente confirmada em 1992, pelo satélite COBE (Cosmic Background Explorer).

2 – Universo em expansão: através de medições, pode-se verificar que os corpos celestes estão realmente se distanciando uns dos outros. Isto indica que eles, um dia, estiveram no mesmo local, e foram “arremessados” para todos os lados.

O Big-bang contraria a visão bíblica da criação?

DE FORMA ALGUMA. Gênesis 1.1 diz que “No princípio, Deus criou céus e terra”. Ele não precisa ter feito tudo instantaneamente, coisas como “de um segundo para outro, tudo que existe veio a estar como é hoje”. Podemos constatar, através de inúmeras evidências, que o Universo tem bilhões de anos. É claro que Deus, se quisesse, poderia ter criado tudo instantaneamente. Mas, neste caso, porque Ele teria criado o Universo com “uma aparência de velho”?

A Bíblia não é um tratado científico: ela pode muito bem dar a idéia principal, sem precisar dar detalhes. O versículo mencionado pode resumir o ato da criação do Universo, sem destacar o surgimento de tal galáxia, de tal planeta, de tal estrela. E este ato não precisa ter sido feito num dia, nem num minuto, nem num segundo. Aliás, a Palavra nem diz quanto tempo demorou a criação dele! E o fato de ele ter sido preparado por milhões de anos só vem a demonstrar a grandiosidade da obra de Deus.

Os cientistas, por mais que estudem as causas, vão chegar à massa inicial do Big-bang. E então o alcance da ciência chega ao seu limite. Podem se perguntar: “De onde veio esta massa inicial?”, e não vão poder explicá-la, pelo menos dentro dos limites da Física.

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terça-feira, 11 de março de 2008

Células-tronco embrionárias 3 2

Notícia veiculada ontem, dia 10/03/2008, no jornal O Estado de São Paulo:

http://br.noticias.yahoo.com/s/10032008/25/manchetes-celulas-tronco-preserva-vida-diz-nobel.html

O ganhador do prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 2007, Oliver Smithies, declarou o seguinte:

"Existe muita discussão sobre matar embriões. Mas, na verdade, trata-se de preservar a vida do embrião". Smithies esclarece seu ponto de vista com um exemplo. "Se eu morresse em um acidente de carro, algumas partes do meu corpo poderiam ser transplantadas. Desta forma, parte de mim continuaria vivendo em outras pessoas".


O nobre senhor ganhador do Nobel está usando um 'argumento' puramente emocional. Realmente, as pessoas dizem, sentimentalmente falando, que alguém está vivendo em outra pessoa, referindo-se a algum órgão doado. Mas isto não significa, na realidade, que a pessoa que doou o órgão vive, no sentido estrito. Exemplificando: uma pessoa "A" sofre um acidente e tem sua morte cerebral detectada. Uma pessoa "B" precisa de um coração. A família do indivíduo "A" resolve doar o coração para a pessoa "B". Sentimentalmente, a família do indivíduo "A" diz que "A" ainda vive, pelo menos em parte, no indivíduo "B". Mas é bastante óbvio que "A" não está mais vivo.

O prêmio Nobel de 2007 está dizendo, então, que devemos matar o embrião, dividí-lo em partes e espalhar para várias pessoas, de forma a preservar a vida do mesmo.

Não pode ser sério. Ele pode até ser bom o suficiente para ganhar um Nobel em Medicina, mas com certeza ele passaria longe de qualquer outra disciplina que envolva lógica simples.
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Quando destituímos Deus do seu papel 1

Quando destituímos Deus do seu papel
Quando destituímos Deus do seu papel de criador e mantenedor da vida, todo tipo de absurdo pode ser feito. O homem assume a tarefa de estipular o que é vida humana e quando ela começa ou termina. As implicações disto são aterradoras.

Se a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias (CTE) no Brasil for aprovada, o primeiro passo já terá sido dado. O homem terá definido o que é vida humana. Sendo que teremos este poder, nada impede que, cedo ou tarde, criemos outras definições para o que signifique ser uma pessoa.

Se um embrião fora do útero pode ser morto, nada impede que ele possa ser morto dentro dele também.
Se eu definir que vida humana começa com a atividade nervosa (lá pela 12ª, 13ª semana de gestação), eu posso definir que aqueles que vão nascer com problemas neurológicos (inclusive os anencéfalos, os com problemas de retardo mental, os com síndrome de Down) não são seres humanos, pois não terão condições de socializar, não vão acrescentar nada à sociedade, serão 'inviáveis' como seres humanos.
Se eu usar a idéia da dificuldade de socializar, eu posso querer evitar que bebês com algum tipo de deficiência, seja ela física ou mental, nasçam. Posso até mesmo pensar que bebês de famílias pobres, miseráveis, que não têm condições apropriadas de se sustentarem e se desenvolverem, podem não vir ao mundo também, pois serão existências sofridas. O aborto, nestes casos, seria uma atitude de misericórdia da nossa parte: estaremos evitando que estas pessoas sofram desnecessariamente.

Poderíamos alegar, inclusive, que isto diminuiria a criminalidade, a desigualdade social, o risco da propagação de doenças genéticas, o sofrimento desnecessário da família com parentes parcial ou completamente dependentes deles. Sobraria mais dinheiro para investir em pesquisa na saúde, já que não se gastaria tanto com pacientes que não são passíveis de cura. Os fins justificam os meios.

Enfim, todo o tipo de atrocidade poderá ser feito contra as pessoas a pretexto de estarmos fazendo bem à elas, pois se dirá que não existir é melhor do que existir sem qualidade. O aborto e a eutanásia serão comuns.

É claro que muita gente pensará que a ciência deve se desenvolver a qualquer custo, que a moralidade e a ética não se aplicam a ela. Os médicos e cientistas nazistas da 2ª Guerra Mundial pensavam da mesma forma. Muita gente diz que devemos ser racionais, e não ser fundamentalistas religiosos. O que eles não vêem é que a tal racionalidade deles está retirando o que nos diferencia dos animais: a própria racionalidade humana. Estamos deixando de ser humanos. Somos pedaços de carne. Como os zumbis, mortos-vivos, representados no cinema, que precisam sobreviver a qualquer custo, mesmo ao custo de destruir tudo e todos que estão à sua volta.
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Células-tronco embrionárias 2 4

Celulas-tronco embrionarias 2

A Constituição Brasileira de 1988 defende o direito à vida, inclusive dos nascituros. Para contornar tal problema, os pesquisadores a favor do uso de células-tronco embrionárias querem desclassificar o embrião como sendo um ser humano. Consideram-no, no máximo, como um ser humano em potencial.

O argumento pró-pesquisa diz que o embrião não é ainda um ser humano, pois ainda não exerce nenhuma atividade neurológica. Cientificamente, o embrião começa a ter alguma atividade neurológica a partir do 12º dia de gestação, quando o Sistema Nervoso Central (SNC) inicia sua formação. A motivação que leva os indivíduos argumentarem que um ser sem SNC não é ser humano decorre da condição de estipular a morte ou não de um ser humano ao se detectar sua morte cerebral. Sem atividade cerebral, a morte é decretada.

Mas as situações são diferentes. O embrião pode não ter SNC, mas vai desenvolvê-lo, no decorrer do tempo. Há expectativa para ela. O embrião não está indo em direção à morte, mas à vida. A pessoa nascida, que tem suas atividades cerebrais extintas, não tem mais possibilidade de seu SNC voltar a funcionar. Não há expectativa para ela. Está indo em direção à morte total. Então, usar este tipo de argumentação é um mero jogo de palavras, um engodo, um erro.

Outro argumento dos militantes pró-pesquisa é de que não podemos voltar aos tempos do obscurantismo, da Idade Média. Aqui reside um tipo de preconceito, de que uma pessoa que defenda idéias ditas religiosas são contra o desenvolvimento científico. É bem verdade que, na Idade Média, tivemos uma pausa por causa da religião. Mas esta pausa não foi movida pelos mesmos motivos de agora. Não são interesses políticos que estão em jogo hoje, mas vidas humanas. O que não se quer permitir é liberar a pesquisa com seres humanos sendo usados como cobaias, com o propósito de atingir um 'bem maior'. Este argumento quer intimidar as pessoas de forma que elas não aceitem ser manipuladas pelos grupos religiosos como em outras épocas já aconteceu. Veja a diferença: não é um interesse institucional que está sendo defendido, mas a vida de um embrião, uma vida humana.

Uma desculpa jogada na mídia é a de que os embriões estão congelados há muito tempo, e são inviáveis para a geração da vida. Pergunta-se: se são inviáveis, por que fazem tanta questão de usá-las para extração de células para salvar vidas? Divulga-se que o destino de tais embriões será o lixo ou o congelamento eterno; então, porque não utilizá-los? O que não se explica também é que, mesmo juntando os cerca de 30 mil embriões congelados hoje no Brasil, não seria possível arrecadar mais de 4,5 milhões de células-tronco embrionárias (CTE). E o que tem isto a ver? Uma única injeção com células-tronco adultas (CTA) para tratamento de coração, por exemplo, tem cerca de 40 milhões de CTA, muitas vezes mais do que o temos em 'estoque'. Como conseguiriam mais CTE? Através de clonagem. Clonagem humana. Criaria-se mais seres humanos só para em seguida serem destruídos. E, vamos lembrar, a clonagem tem inúmeros problemas de ordem prática; nem mesmo os cientistas podem afirmar com certeza qual seria o resultado de uma clonagem de embriões ditos 'inviáveis'.

Os tratamentos feitos com células-tronco que estão tendo êxito hoje são as feitas com CTA, provenientes do próprio paciente. Não há nenhum resultado de sucesso feito com CTE, mesmo nos países onde a pesquisa é liberada há vários anos. Ninguém fala que o tratamento com CTE gera o mesmo tipo de problema que um órgão transplantado, ou seja, há a necessidade de se tomar imunodepressores o resto da vida. Ninguém fala também que as CTE, em especial as provenientes de embriões congelados, alteram seu comportamento no corpo que as recebe, podendo se reproduzir descontroladamente, criando tumores e até mesmo câncer. Que o local onde as CTE são inseridas pode as rejeitar e causar grandes infecções, até mesmo piorando o estado do paciente. Nem mesmo falam que as inúmeras vantagens propagandeadas pela mídia são fruto da imaginação dos cientistas, pois são apenas especulações sem respaldo prático.

Mesmo que houvesse casos reais de cura com a utilização das CTE, isto não justificaria a morte de um ser humano inocente para que outros se salvem. O grande paradoxo que os defensores da pesquisa com as CTE enfrentam é que eles querem seus direitos constitucionais garantidos, como o direito de viver com dignidade, o direito à saúde, ao mesmo tempo que querem negar estes mesmos direitos aos embriões, que são protegidos pela mesma Constituição.

Na Segunda Guerra Mundial, Hitler conseguiu convencer um país inteiro de que os fins justificavam os meios. A pesquisa científica feitas com as pessoas, nos campos de concentração, era de conhecimento da maioria. Porque ninguém se manifestou contra este tipo de atrocidade contra a vida de seres humanos? Simples. Eles simplesmente declararam que os judeus, por exemplo, não eram pessoas. O mesmo tipo de coisa está sendo feito aqui no Brasil. Querem declarar que o embrião não é ser humano, logo, a Constituição Federal não cobre seus direitos e não há nenhum problema ético envolvido. O ser humano está definindo quem é humano e quando começa a vida. Deus está sendo destituído do seu papel.
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sexta-feira, 7 de março de 2008

Células-tronco embrionárias 6

Células-tronco embrionárias
Em pleno furor da atividade de apreciar o assunto da liberação ou não do uso de células-tronco embrionárias, a divulgação de uma pesquisa encomendada ao IBGE declara quão grande é a discrepância entre a posição oficial da igreja católica e das diversas denominações evangélicas, e as pessoas que fazem parte destas entidades, vulgarmente denominados 'fiéis'. Ao passo que as lideranças dos grupos religiosos são, em sua maioria, contra o uso dos embriões em pesquisas e tratamentos, o povo brasileiro que professa alguma religião cristã é esmagadoramente a favor. Algumas considerações podem ser ponderadas sobre este fato.

Um possível motivo para esta notória discrepância talvez seja a divisão entre o sagrado e o profano. O que está ficando evidente é que os brasileiros estão dividindo cada vez mais a sua vida religiosa da sua vida comum, dita secular. Deus e seus ensinos são importantes quando vamos à igreja, mas fora dela sou eu que determino o que é melhor para mim. Desta forma, tranquilamente posso estar alinhado com Deus ao concordar que a vida humana deve ser valorizada e, ao mesmo tempo, concordar em eliminar pequenas vidas humanas em prol da sobrevivência de outras. Com isto, a ciência (cuja maior parte da população erradamente pensa ser contrária e/ou desligada da religiosidade) deve ganhar terreno sempre, em detrimento de regras morais e éticas que já foram úteis algum dia, mas hoje não mais suprem as necessidades do homem moderno.

Outra razão que posso ver é que há muita falta de informação, nas igrejas mesmo, aos seus membros, a respeito da vida humana, seu valor e seu conceito. Mescle esta falta de informação com a filosofia do utilitarismo, que ensina que 'os fins justificam os meios'. Junte ainda a visão relativista do mundo, onde cada indivíduo tem sua própria verdade, e não existe uma verdade absoluta: misturando tudo, esta receita indigesta vai se transformar num bolo onde o cristão já não sabe o que um ser humano é, quando adquire, quando perde e quem determina o valor de cada um e, para corroer todo senso ético e moral, ainda precisa aceitar a visão do mundo secular, para não se sentir isolado num gueto religioso e ser taxado de retrógrado, anti-cultural, irracional e contrário ao desenvolvimento.

Talvez o povo brasileiro não seja tão religioso assim. Deus é interessante quando se precisa de Suas bênçãos, quando se precisa do Seu socorro. Mas na hora em que é necessário lutar firme contra a destruição dos valores morais, que são atemporais, pois procedem da natureza eterna de Deus, abandonamos o Pai, pois Ele já não sabe o que é melhor para nós.

Talvez estejamos desgostosos com as falhas dos nossos líderes, e já não escutamos o que eles ensinam. Podemos pensar que o que aprendemos nos cultos, retiros, escolas bíblicas não seja matéria de origem divina, que é eterna e boa, mas de origem humana, falha e temporal. Pode ser por este motivo que nos alinhamos contra a igreja em casos como o uso das células-tronco. Achamos que é a 'velhice' da igreja que não aprova, e não os preceitos puros e eternos de Deus.

A aprovação do uso destes embriões em pesquisas e tratamentos pode abrir um precedente perigoso no Brasil. Quando começa a vida humana? E quem define quando ela começa? São as principais questões que estão por trás desta discussão.
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