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sábado, 4 de agosto de 2012

Não gostamos da evangelização cristã! 0


As pessoas não entendem direito porque os cristãos as evangelizam. Pensam que é apenas uma imposição de crenças, que nós queremos apenas provar nosso ponto de vista e que nós faltamos com respeito a elas.

A Bíblia, que nos ensina, diz que todos estão sob a ira de Deus, indo para o inferno, por que são pecadores. Então, um motivo para expor o evangelho para os descrentes é porque temos amor à verdade e amor às pessoas.

Não queremos que elas se percam e sofram tormento eterno. Seria tão cruel e odioso que passássemos anos ao lado de pessoas que dizemos que gostamos e amamos sendo sabedores do terrível destino que está reservado àqueles que não creem no Evangelho, e não fizéssemos nada!

No entanto, quando evangelizamos, atraímos a rejeição e às vezes o ódio de nossos amigos e parentes. Seria muito mais fácil se não evangelizássemos para não mudar a visão que as pessoas têm de nós, para manter o bom relacionamento atual - não confrontá-las. Mas seria covardia. Mais do que isso, seria falta de amor e de respeito àqueles que dizemos que amamos - e isso se refere a Deus também.

Então, nós, cristãos, corremos o risco de sermos excluídos, rejeitados, odiados, ridicularizados por que sabemos que vale a pena. O amor aos descrentes e a Deus nos compele a fazer a obra evangelística, mesmo sabendo o que isso pode significar. Mas mesmo que as pessoas não venham a crer, Deus é glorificado.
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Só falta ele se converter 0

Quão bom você deve ser para ser considerado uma 'boa pessoa'?

Fulano é uma boa pessoa. É um bom filho, respeita seus pais. É um bom funcionário, faz sempre mais do que lhe pedem, e até já ganhou vários prêmios e bônus por seu desempenho. É uma pessoa alegre, divertida, otimista e está sempre disposto a uma boa conversa. Paga seus impostos e contas em dia; não deve para ninguém. Tanto quanto pode, faz caridade, generosamente dando esmolas e ajudando de modo regular algumas instituições. Em casa, é um bom marido, amando sua esposa e seus filhos, sendo fiel à aliança firmada no casamento. A vizinhança toda vê no Fulano um homem exemplar: o marido ideal, o funcionário ideal, o pai e o filho ideal. Ele só tem um problema. Só falta ele se converter.

Mais de uma vez eu escutei relatos como o do parágrafo acima da boca de irmãos em Cristo. “Fulano já faz tudo o que se espera de um crente, por pouco não é um dos nossos”. Cheguei a ouvir, certa vez, que um desses “fulanos” já era quase cristão e que, a qualquer momento, ele aceitaria a Cristo - bastaria um pequeno 'empurrãozinho'. Infelizmente, há dificuldades de compreensão, por parte dos desses cristãos, sobre a extensão da depravação humana.

Em primeiro lugar, a Bíblia ensina que todo homem é indesculpável diante de Deus. Não é o bom comportamento, os bons modos sociais, as obras, a amabilidade ou qualquer outro aspecto externo de moralidade que torna alguém justo aos olhos do Pai. Todas as nossas justiças, ou seja, nossas tentativas de nos considerar retos diante do Senhor, são inúteis. A alvura mais limpa que podemos obter é como o carvão (Is 64:6 Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades como um vento nos arrebatam ). O homem tem natureza pecaminosa, e desde a tenra idade ela se manifesta através dos pecados que pratica: pequenos roubos, a mentira, a cobiça, o adultério, o ódio, a glutoraria e a embriaguez, entre outros.

Alguns conseguem camuflar os seus erros muito bem. Isso é verdadeiro principalmente para os que têm uma boa educação e desenvolvem um fino verniz da etiqueta e comportamento social - homens acima de qualquer suspeita. Mas de Deus, que tudo vê, não há como esconder o que quer que seja. Ele penetra no mais íntimo do homem, no seu coração, e lá desvenda a crua verdade sobre a sua verdadeira índole. Por isso, mesmo que tal pessoa pratique atos que pareçam bons diante dos homens, não há salvação para ele, a não ser que venha a se converter a Cristo Jesus.

Não é a aparência que importa, mas a intenção do coração.


E o que acontece se uma pessoa como essa da história se converter? Será que ela pensará que Deus não teria muito o que fazer com ela? Que seu esforço em ser um bom cidadão já o havia levado ao nível que os altamente pecadores só alcançam depois de muito tempo andando na estrada que leva a perfeição que há no Filho de Deus? Não creio que seja o caso. É bem provável que ele se comporte como Saulo de Tarso, depois conhecido como apóstolo Paulo, após a sua conversão. Ele fala que, antes de se converter, era da seita mais rígida, a dos fariseus (At 26:5 Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu. ), e cumpria irrepreensivelmente todos os preceitos da lei. Um homem exemplar, segundo os seus pares. Mas Paulo considerou isto tudo como perda, como lixo, como refugo (Fp 3:4-8 Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo), por causa da excelência do conhecimento de Cristo.

Concluindo, não há ninguém que não necessite de Jesus Cristo para a salvação, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3:23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus). Um coração que foi convertido à Cristo faz as boas obras porque a sua natureza mudou. Um coração não convertido faz boas obras, mas elas não contam para diminuir a sua dívida, pois a sua intenção nunca é (e nem pode ser) glorificar ao Deus Supremo, fim para o qual todos nós fomos criados.

Não é o caso, então, de faltar ao Fulano apenas o converter-se. Falta-lhe tudo o que realmente interessa: a mudança do coração, por operação regeneradora e milagrosa do Deus salvador.
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Como posso conhecer a vontade de Deus? 0

Qual a direção a tomar?


As Escrituras se referem à vontade de Deus de várias maneiras. Uma vez que até a vontade humana apresenta várias facetas, não devemos nos surpreender ao descobrir que a vontade de Deus é bastante complexa. Tradicionalmente, a teologia reformada enfatiza dois sentidos segundo os quais devemos entender a vontade de Deus. Alguns teólogos reformados falam, ainda, de um terceiro sentido.




Vontade decretiva

Em primeiro lugar, as Escrituras nos falam da vontade decretiva de Deus. Trata-se do seu decreto eterno de tudo o que deve ocorrer na História, “seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para a sua própria glória, ele predestinou tudo o que acontece” (Breve Catecismo de Westminster, Questão 7). Nesse sentido, a vontade de Deus é imutável e não pode, de maneira nenhuma, ser frustrada. Aquilo que Deus decretou acontecerá exatamente do modo como ele ordenou.

Os decretos do Senhor são eternos

A vontade decretiva de Deus não pode ser conhecida de antemão, exceto por vislumbres revelados nas profecias relativamente raras que Deus confirma por promessa ou juramento. Mesmo nessas profecias pouco frequentes, apenas os parâmetros mais gerais podem ser discernidos. O restante do plano eterno de Deus por meio do qual Ele ordena o universo permanece oculto dos seres humanos até que se desdobre na História. Por esse motivo, somos chamados a confiar na bondade de Deus, segundo a qual ele fará todas as coisas cooperarem para o nosso bem (Rm 8.28 E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito).


Vontade normativa



Em segundo lugar, podemos falar da vontade normativa ou preceptiva de Deus, ou seja, a sua vontade que se expressa em preceitos ou mandamentos. A vontade normativa consistem, portanto, nos requisitos morais de Deus que ele torna conhecidos em sua revelação geral e especial e é tema de várias passagens das Escrituras (1Cr 13.2 E disse Davi a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se isto vem do Senhor nosso Deus, enviemos mensageiros por toda parte aos nossos outros irmãos que estão em todas as terras de Israel, e com eles aos sacerdotes e levitas nas suas cidades, e nos seus campos, para que se reunam conosco; Ed 7.18 Também o que a ti e a teus irmãos parecer bem fazerdes do resto da prata e do ouro, o fareis conforme a vontade do vosso Deus.; Rm 12.2 E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.;Ef 5.17 Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. ;Cl 1.9 Por esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;1Ts 4.3-6 Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos.;5.16-18 Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. ). Esse sentido da vontade de Deus é conhecido em parte por meio da revelação natural ou geral. Pode ser conhecido mais plenamente pelo estudo das Escrituras, onde se encontra registrado. Na verdade, um dos propósitos centrais da revelação é nos ensinar a vontade normativa de Deus.



Vontade desiderativa



Por fim, várias tradições cristãs falam da vontade desiderativa de Deus como o seu desejo em relação a coisas que jamais acontecerão e o seu pesar em relação a coisas que aconteceram. Por vezes este conceito é combinado com a ideia de que Deus não pode fazer o que bem lhe aprouver, o que é contrário às Escrituras (Sl 115.3 Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz. ). Não obstante, por vezes Deus expressa verdadeiramente esse tipo de desejo e pesar (e.g. Gn. 6.6-7 Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem na terra, e isso lhe pesou no coração E disse o Senhor: Destruirei da face da terra o homem que criei, tanto o homem como o animal, os répteis e as aves do céu; porque me arrependo de os haver feito.; 2Sm 24.16 Ora, quando o anjo estendeu a mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta; retira agora a tua mão. E o anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.; Ez 18.23,32 Tenho eu algum prazer na morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva? (...) Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei ; 33.11 Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel? ).

Essas expressões não são contrárias à sua vontade decretiva – Deus não é obrigado a fazer certas coisas acontecerem contra a sua vontade. Antes, a vontade desiderativa de Deus é intimamente relacionada à sua vontade normativa no sentido de que revela o seu desejo sincero de que seus preceitos sejam obedecidos. As expressões de desejo e pesar de Deus também mostram a sua misericórdia e o seu plano gracioso para com suas criaturas, mesmo quando estas criaturas se rebelam contra ele. Por exemplo, Deus disse a Moisés para se afastar, pois ele – Deus – estava prestes a destruir Israel (Ex 32.9-10 Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que o meu furor se acenda contra ele, e o consuma; e eu farei de ti uma grande nação.). No entanto, depois de ouvir a oração de Moisés, Deus teve compaixão e “se arrependeu... do mal que dissera havia de fazer ao povo” (Ex 32.14 Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo. ). Deus também disse a Ezequiel que não tinha prazer na morte dos perversos (Ex 33.11 E falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda. ); antes, o seu desejo era que se arrependessem. Seu desejo é expresso com frequência em ocasiões nas quais o evangelho é oferecido (1Tm 2.4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. ). Deus expressou preocupação até mesmo pela cidade pagã perversa de Nínive (Jn 4.11 E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais? ). Jesus disse a uma Jerusalém personificada que reuniria os filhos dela sob suas asas se ela tivesse sido receptiva (Mt 23.37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! ). Alguns intérpretes também consideram passagens como 1Tm 2.4 Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. e 2Pe 3.17 Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza expressões da vontade desiderativa de Deus.

É possível ter um amplo conhecimento da vontade desiderativa de Deus; ela é revelada em suas emoções, ações, instruções e providência. Podemos descobrir o que Deus deseja de nós e para nós ao estudar o seu caráter e os seus preceitos. Quando discernimos a vontade de Deus dessas maneiras, deveríamos ser levados a servi-lo com gratidão e sinceridade.

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra
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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Que seria das mulheres sem o Cristianismo? 0



Introdução

Muito se fala sobre a situação da mulher na sociedade moderna. Acreditam não poucos que há um grande desnível - ou abismo mesmo - entre os direitos e deveres do homem e os da mulher, sendo que essa última tem sido historicamente prejudicada. E não faltam candidatos a carrasco do sexo feminino. A última moda agora é acusar as religiões de forma geral, e o Cristianismo, em especial.

Não há a menor dúvida de que existem religiões no mundo que cerceam os direitos da mulher. O Islamismo é um bom exemplo deste tipo. Tanto o seu livro sagrado como a sua literatura teológica discrimina e rebaixa gravemente a mulher a ponto de torná-la um objeto de propriedade, primeiramente do pai, e depois do marido. Contudo, neste texto quero provar que não há razão por que colocar o Cristianismo no mesmo cesto das religiões que pejoram a mulher. Mais do que isso, vou mostrar como o Cristianismo colocou a mulher em uma situação muito melhor do que qualquer outro sistema religioso ou filosófico que já existiu.

Um pouco de história

A vida da mulher não era fácil nas culturas antigas. Em geral, eram propriedade dos maridos. Não eram consideradas capazes ou competentes para agirem independentemente. Vejamos a Grécia antiga. Aristóteles disse que a mulher estava em algum lugar entre o homem livre e o escravo (considerando que a situação do escravo não era nenhum pouco auspiciosa, perceba a pobre situação feminina), e que era um “homem incompleto” (Política). Platão, por sua vez, entendia que se o homem vivesse covardemente, ele reencarnaria como mulher. E se essa se portasse de modo covarde, reencarnaria como pássaro (A República, Livro V).

Mulher cristã e muçulmana acompanham os protestos na praça Tahrir,
no Cairo, que pedem a saída do presidente Hosni Mubarak -
 Mohammed Abed/AF, Fev-2011

A sorte das mulheres não era muito melhor na Roma antiga. Poucas famílias tinham mais de uma filha. O casamento romano era uma forma de trazer mais material humano para formação do exército, e assim permitir à Roma a continuidade de sua expansão; por isso, o interesse estava em ter filhos homens. Daquelas, porém, que sobreviveram ao infanticídio, eram-lhes reservadas as tarefas do lar, mas não o exercício da cidadania e a participação política, coisa reservada apenas aos patrícios homens.

Na China, até bem recentemente, o infanticídio era uma prática comum. Os bebês do sexo feminino eram entregues como alimento aos animais selvagens ou deixados para morrer nas torres dos bebês. Adam Smith escreveu sobre essa prática no seu famoso livro, A Riqueza das Nações, de 1776. Ele fala inclusive que o descarte de bebês indesejados era mesmo uma profissão reconhecida e que gerava renda para muitas pessoas.

Sati - viúvas sendo queimadas juntas com seus maridos

Vejamos outros casos. Na Índia, viúvas eram mortas juntamente com seus maridos - a prática chamada de sati (que significa, a boa mulher). Também havia tanto o infanticídio quanto o aborto feminino. Além disso, meninas eram criadas para serem prostitutas cultuais - as devadasis. Nessa prática religiosa, a menina era “casada com” e “dedicada a” um dos deuses hindus. Nos rituais de adoração a esses deuses havia dança, música e outros rituais artísticos. Conforme iam crescendo, as devadasis se tornavam servas sexuais, de homens e dos “deuses”. Ainda hoje, famílias pobres entregam suas filhas para estas deidades com o objetivo de alcançar delas algum favor, ou ainda obter algum meio de renda com os frutos da prostituição.

Devadasi - Prostituição cultual na Índia

Na África, o problema era semelhante à prática do sati da Índia. Quando um líder tribal morria, as esposas e concubinas do chefe eram mortas juntamente com ele. Mesmo hoje, no Oriente Médio, o valor da mulher é mínimo.

A mudança trazida pelo Cristianismo

Que diferença trouxe a vinda de Jesus Cristo entre nós? Muita, em vários pontos. Na verdade, foi uma revolução. Muito do que Jesus Cristo ensinou já era praticado pela sociedade judaica (que era muito diferente das nações à sua volta), e outros pontos tiveram seus termos desenvolvidos por Ele. Mas mesmo os judeus tinham um tratamento discriminatório em relação às mulheres; Jesus, entretanto, se relacionava de forma saudável com elas. De forma geral, o Cristianismo colocou a mulher em pé de igualdade com os homens. Como ele fez isso?

Homens e mulheres são iguais perante Deus



  • Que ambos deveriam dominar e sujeitar a natureza (E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra - Gn 1.28). Não há nada que impeça a mulher, tanto quanto o homem, de explorar a criação em cumprimento ao mandato cultural;











Uma palavra sobre o movimento feminista



Se há algum direito, de qualquer pessoa que seja, que deva ser assegurado, eu sou completamente a favor da luta por ele. A sociedade falha em tratar as mulheres adequadamente porque ela não é uma sociedade moldada exclusivamente pela moral cristã. Muitos dos direitos pelos quais o movimento feminista luta são justos: direitos trabalhistas iguais aos do homem, proteção contra violência física e emocional, igualdade de direitos civis, entre outros. Porém, alguns pontos pelos quais ele luta não são bons, como, por exemplo, o aborto. Ora, o aborto sempre foi uma ferramenta usada pelo homem - e geralmente usado para evitar nascimento de mulheres! O aborto se refere a algo além do corpo da mulher; é outro ser vivo. Ocorre que ao lutar por este “direito”, a mulher trata um bebê ainda não nascido como algo menos que humano, tal como um objeto: ou seja, do mesmo modo que ela própria já foi tratada na história.

Outro problema que eu vejo é que algumas feministas mais exaltadas não querem simplesmente uma equiparação de direitos; desejam ocupar o lugar do homem que as explorava, transformando-se em exploradoras. Almejam uma inversão de papéis. Ao invés de uma sociedade patriarcal, sonham com uma matriarcal. E algumas feministas ainda descambam para a misandria - o ódio pelo sexo masculino.

Concluindo

O que o paganismo faz para proteger a mulher? Nunca fez nada, e nunca fará. E estas outras religiões não-cristãs? Normalmente colocam o sexo feminino em uma posição inferior a do homem. E o humanismo? Nada trouxe de bom para as mulheres. Na prática, uma vertente humanista (evolucionista) ensina que nada há de especial na humanidade; tudo que há é resultante de acaso. Somente o mais forte sobrevive (ou domina). Se for o sexo masculino, assim deve continuar a ser. É natural que seja assim. Não há justificativa moral (do ponto de vista evolucionista) para proibir a violência fisica, sexual, emocional à mulher, e nem mesmo porque condenar posicionamentos machistas. A máxima é “o que agora é, é o certo”.

Mas não é assim com o Cristianismo. Em todos os lugares onde ele chegou, as condições das mulheres melhoraram. Onde ele não alcançou, vê-se coisas terríveis, como a eugenia sexual, o infanticídio e a prostituição. Contudo, podemos ver que algumas sociedades, que já foram declaradamente cristãs, hoje estão decaindo moralmente com o avanço do antigo paganismo - legalizando o aborto, o homossexualismo e a prostituição. Seria interessante que algumas feministas, que falam ousadamente contra o Cristianismo, aprendessem um pouco mais da história da humanidade e assim apercebam-se de que, se não fosse por essa religião que elas tanto condenam, talvez elas sequer estivessem vivas hoje.
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sexta-feira, 9 de março de 2012

A crucificação do crucifixo 0



Mesmo nestes tempos áureos que desfrutamos da democracia no Brasil ainda nos deparamos com situações que beiram o totalitarismo. É o caso que narro a seguir.

Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determina retirada dos crucifixos dos órgãos judiciais

Acatando um pedido feito pela LBL (Liga Brasileira das Lésbicas), o TJ-RS decidiu pela retirada dos símbolos religiosos das repartições da justiça no Estado. Segundo informado, a LBL alegou que a presença dos crucifixos nas dependências dos tribunais de justiça feriria o princípio constitucional da laicidade do Estado. Os magistrados que estavam presentes na ocasião aceitaram o argumento proposto e votaram unanimemente pela retirada dos objetos religiosos.

Entendendo o caso

O argumento era que a presença do crucifixo feria a Constituição no que se refere ao fato do Estado ser laico. Vejamos o que a lei diz:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

Isto tão somente diz que o Estado não patrocina nem incentiva uma determinada religião, e não que o Estado seja antirreligioso ou ateísta. O que deve ser perguntado é: a presença de crucifixos dentro dos tribunais é um estabelecimento governamental? É uma determinação da lei para que assim seja? Não é.

Como se sabe (ou deveria ser sabido), o Cristianismo é um grupo (um dos maiores e principais, por sinal) que participou da formação cultural do nosso país. Mesmo hoje, segundo dados do IBGE, a religião cristã é seguida por mais de 80% da população. Isto explica os feriados religiosos (Natal, Páscoa, São João, entre outros), nomes de lugares (São Paulo, Espírito Santo), esculturas (como o Cristo Redentor), citações sobre ‘Deus’ na Constituição e mesmo em cédulas do nosso dinheiro, onde aparece a expressão “Deus seja louvado”. A religiosidade é uma característica natural do brasileiro, e esta é manifestada nas mais diversas formas desde o descobrimento do Brasil.

Quando um crucifixo é encontrado em um tribunal de justiça no país, a razão para tal é puramente cultural - é como se fosse uma pintura de um artista. Isto faz parte da nossa história – é um costume. Não significa que o juiz vai impor o entendimento da moralidade cristã sobre cada caso (o que não seria, em si, errado, já que o Cristianismo é o sistema mais justo que há), nem que as partes envolvidas serão ‘convertidas’ simplesmente pela presença do símbolo lá. Se o nosso país tivesse sido colonizado pelos japoneses, talvez as referências religiosas nos tribunais de hoje fossem relacionadas a Buda, por exemplo. De maneira alguma isto faz proselitismo.

Perceba que a Constituição garante este apoio à cultura do nosso povo no seu artigo 215:

Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º - O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
§ 2º - A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.

Desta forma, a decisão tomada pelos senhores magistrados foi totalmente equivocada. Baseou-se em argumentos errados (laicismo) e desconsiderou o processo de formação cultural do nosso povo para não melindrar um grupo minoritário. É uma vergonha apagar 500 anos história do nosso país baseando-se em argumentos tão pífios. Mais uma vez vemos um grupo minoritário realizando uma patrulha ideológica com fim de impor sua visão sobre todos os demais, de forma intolerante, com a pretensão de – pasmem – combater a intolerância.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Cada um fala daquilo que tem no seu coração 0































Cada um fala daquilo que tem no seu coração.

O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca. - Lucas 6:45
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Inteligência: Indispensável 0































Inteligência: Indispensável para organizar tanto uma célula quanto um quarto.

"Pois os atributos invisíveis de Deus, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que os homens são indesculpáveis" - Romanos 1.20
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domingo, 16 de outubro de 2011

Não sei se sou salvo 0

Havia um garoto na Romênia acerca de um ano atrás. Ele veio até mim e disse:

- Eu falei com muitos pregadores no meu país sobre isto, mas eu não sei se sou salvo. Eu não sei se estou perdido. Eu estou muito confuso.

Você pode ver este garoto vivendo neste terror? E assim eu o levei até o livro de 1 João - que está lá para isso. Demos uma olhada através do livro de 1 João e então ele disse:

- Pastor, eu só... Eu sei o que está dizendo...
- Filho, você precisa ver Deus
- Eu sei que preciso ver... Você poderia falar comigo por um tempo? Eu só estou...
- OK.
- Eu tentei fazer algo como Lutero fez, por algum tempo.

Eu disse:
- Filho, você conhece boas discotecas (Porque elas estão em grande parte da Europa)? 
- O que você quer dizer com "Boa"?
- Quero dizer discotecas ímpias!
Ele disse:
- Sim, conheço.
- Muitas garotas?
- Sim.
- Muita bebida?
- Sim.
- Imoralidade? Prostituição? Dança extravagante?
- Sim, irmão Paul, eu conheço.
Então eu lhe disse:
- Vá lá!
- Porquê?
- Vá lá!
- Porquê?
- Vá lá e peque com toda a sua mente! Pule no meio deles! Tenha os melhores momentos que você nunca teve em sua vida! Vá e peque como você nunca pecou antes!
- Irmão Paul, porque você está me dizendo isso?
- Vá! Eu não quero mais falar com você. Vá para uma dessas discotecas e peque com toda sua mente!
- Mas eu não posso ir!
- Porque você não pode ir?
- Porque eu temo o Senhor!

Então eu disse:

"E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim."(Jeremias 32:40)

O garoto caiu de joelhos chorando:

Oh... Oh... eu estou... eu estou... EU ESTOU SALVO! Eu nunca poderia... Eu temo a Ele..."


Por Paul Washer
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terça-feira, 31 de maio de 2011

Servo de Deus ou Escravo do Pecado? 0


Depois de quase um ano, volto a publicar textos no meu blog. Este hiato de tempo ocorreu por duas causas, uma por minha vontade, e outra não.  No primeiro caso, eu precisava de um tempo para me reorganizar quanto aos fundamentos que norteiam a elaboração dos conteúdos que por aqui comento. No segundo caso, foi necessário reelaborar o layout do blog, e até ele ficar pronto, o processo criativo, por assim dizer, ficou parado.


Falando em vontade, achei que o primeiro texto desta nova etapa do blog teria que ter alguma relação com a reestruturação tanto teológica quanto estética. E o tema é o livre arbítrio. Bom, uma introdução era necessária, e uma introdução foi feita. Vamos ao conteúdo.


O livre arbítrio é um tópico importantíssimo para a ética, religião e psicologia, ente outros. Para a ética, porque ela remete à responsabilidade dos nossos atos. Para a religião, porque é a interação entre um Deus soberano e o seu poder com as criaturas por Ele criadas e suas escolhas livres. Para a psicologia é importante porque tem relação com o corpo respondendo a atividades mentais.

Interessa-nos, neste texto, a relação da nossa liberdade com Deus. Como podemos compreender esta relação? Vou inicialmente definir os termos que usarei daqui por diante no texto.

Soberania divina


Deus criou. Deus mantém. Deus controla.

Deus é Todo-poderoso e soberano sobre sua criação. Quando falamos em soberania divina, queremos dizer que Deus controla todo e qualquer aspecto da obra que criou. Nem um átomo sequer está fora do seu comando, nem mesmo as ações livres de suas criaturas.

A afirmação de que Deus é absolutamente soberano na criação, na providência e na salvação é básica à crença bíblica e ao louvor bíblico. A visão de Deus reinando de seu trono é repetida muitas vezes (1Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2; conforme Sl 11.4; 45.6; 47.8-9; Hb 12.2; Ap 3.21). Somos constantemente lembrados, em termos explícitos, que o SENHOR (Javé) reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos, igualmente (Ex 15.18; Sl 47; 93; 96.10; 97; 99.1-5; 146.10; Pv 16.33; 21.1; Is 23.23; 52.7; dn 4.34-35; 5.21-28; 6.26; Mt 10.29-31). O domínio de Deus é total: ele determina como ele mesmo escolhe e realiza tudo o que determina, e nada pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos. Ele exerce o seu governo no curso normal da vida, bem como nas mais extraordinárias intervenções ou milagres. (Bíblia de Estudo de Genebra, Nota Teológica, página 991).

Livre-arbítrio X Soberania divina


Antropocentrismo: o homem como medida de todas as coisas.
Não me admira que tudo esteja tão torto neste mundo.

Alguns pensam que, se o homem tem livre arbítrio, Deus não pode ser soberano. Ou, o contrário. Se Deus é soberano, o homem não pode escolher nada. É um erro pensar de um jeito ou de outro. Mudando o que tem que ser mudado, numa monarquia um rei governa soberanamente. Porém, seus súditos desfrutam certo grau de liberdade.

Liberdade de escolha X Autonomia

Outra ideia comum é que a liberdade de escolha tem a ver com autonomia. Autonomia (do grego autos = por si próprio e nomos = lei) é ter uma lei própria, governar o próprio destino. Neste sentido nenhum de nós é autônomo. Uma criatura autônoma não deve satisfações a ninguém. Na verdade, todos nós temos liberdade, mas não temos autonomia. É a autonomia que é contrária à soberania divina, não a liberdade.


Duas definições de livre-arbítrio


Alice: Qual caminho devo seguir?
Gato: Para onde estás indo?
Alice: Eu não sei.
Gato: Então, minha cara, isto não importa.

Teoria da Vontade Neutra

Segundo esta popular linha de pensamento, alguém só pode ter livre arbítrio no momento em que ele não possui nenhuma inclinação, tendência, preferência ou preconceito sobre as escolhas possíveis. Desta forma, ele teria total liberdade de escolha. Entretanto, como pode ser possível uma escolha assim? Para tomar uma decisão, precisamos de um motivo. E esta teoria diz que não temos nenhum motivo para escolher o que escolhemos. É como um efeito sem causa! Uma escolha seria um exercício de aleatoriedade! Como, então, dizer que um ato é bom ou mau? Como seria responsável pelas suas escolhas?

Exemplificando:

Leandro gosta de sorvete de abacaxi e de morango. Colocando iguais quantidades de sorvete dos dois sabores à minha disposição, se eu não tiver nenhuma inclinação especial a uma das taças de sorvete, ficarei indefinidamente ali, até a morte. E certamente todo o sorvete derreterá!

Teoria Reformada

A Teoria Reformada, especialmente a desenvolvida por Jonathan Edwards, diz que livre arbítrio é a escolha da mente. Ou, em outras palavras, é a capacidade de escolher o que queremos, de acordo com os nossos desejos. Esta teoria provê um motivo, uma razão para a escolha. E ela reside nos nossos desejos.

O livre arbítrio, segundo Edwards, faz com que todas as nossas escolhas sejam livres e determinadas. Parece contraditório algo ser livre e também determinado, mas explico. Nossas escolhas são livres porque a origem da escolha é a nossa própria pessoa. E é determinada porque cada escolha é determinada pelo nosso desejo; é autodeterminado.

Exemplificando:

Leandro quer fazer uma dieta. Mas ele adora comer massas. Ele sabe que precisa evitar carboidratos para emagrecer. Entretanto, quando ele vai ao restaurante, vê uma lasanha deliciosa lasanha, várias camadas, com recheios cremosos, uma delícia! Um conflito se instala em sua mente: o desejo de ficar mais esbelto e voltar a usar o mesmo número que usava antes de casar, ou ‘provar’ uma fatia generosa daquela lasanha que ele percebe claramente estar muito gostosa. Se tivesse uma vontade neutra, e não tivesse nenhuma inclinação especial por um deles – sendo todas as condições iguais – ele preferiria manter a dieta. Mas as condições nunca são iguais, e o desejo mais forte é o que vai fazê-lo decidir. Conforme ele tiver mais ou menos fome, a comida estiver mais ou menos apresentável, ou um sem-número de outras variáveis, influenciará a decisão dele. Mas a decisão sempre vai ser livre – Leandro é que decidirá – e determinada – o desejo com a inclinação mais forte do momento.

O coração é a fonte dos nossos desejos

A Bíblia nos diz que o ser humano é responsável pelos seus atos. Com isto, excluímos a primeira teoria por mais uma razão. Cada uma de nossas escolhas tem origem nos nossos desejos. A Bíblia fala muito das nossas intenções. O homem vê a aparência externa, mas Deus vê as intenções do coração. Também sabemos pela Palavra que o nosso coração é a fonte de todo o mal Marcos 7:21-23 Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. .

Capacidade moral e capacidade natural


Se só posso escolher coisas más, me parece que sou escravo.
Escravo do pecado.

Capacidade natural tem a ver com os atributos que me são dados no nascimento, como por exemplo: andar, ver, falar, ouvir e tomar decisões.

O problema do homem com o pecado reside na incapacidade moral de fazer boas escolhas. O homem perdeu esta capacidade. Para uma escolha agradar a Deus, é preciso que a pessoa deseje agradar a Deus. Antes de encontrarmos Deus, precisamos ter o desejo de procurá-lo.  Antes de escolhermos o bem, devemos ter desejos pelo bem. Antes de escolhermos Cristo, devemos ter um desejo por Cristo. A pergunta é: o homem decaído tem, naturalmente, um desejo natural por Cristo? Romanos 3:10-18 Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.

Não. Ele não tem nenhum desejo natural por Deus. Desde a queda em Adão, toda a humanidade nasceu com um sério problema. Seus desejos de agradar a Deus não existem Romanos 8:5-6 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. .

A única forma de um homem buscar a Deus é se Deus o buscar primeiro João 6:65 Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. . Ele precisa de um novo coração. Ele precisa de um novo nascimento. Isto não isenta os descrentes, pelo contrário: fica ainda mais evidente a sua natureza vil. É necessário que Deus intervenha desta forma porque senão nenhuma pessoa, em tempo algum, se voltaria ao Senhor.

E conheceis a verdade, e a verdade vos libertará.

Leitor, você que chegou até esta parte: ou você teve seu coração regenerado por Deus, e agora busca os interesses do seu Senhor, ou você tem o mesmo coração duro com o qual nasceu, um coração como pedra, que não busca Deus de forma alguma. Você é mau desde a meninice. Contudo, Deus não está longe para que não se possa achegar. São os seus pecados que o afastam Dele. Deus convida, e eu aqui escrevo como testemunha, a todos os que quiserem Apocalipse 22:17 E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida , que se aproximem do trono da graça, com o coração contrito, arrependido da sua iniquidade. Deus promete que quem se aproxima dele assim jamais será jogado fora João 6:37 (...) o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora .


O que você pensa sobre o livre arbítrio? Você concorda com a teoria de Jonathan Edwards? Acredita que qualquer pessoa pode, a seu tempo e vontade, aceitar a obra salvífica de Cristo na cruz e se tornar um cristão, ou não? Comente!
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Porque devemos ser salvos, afinal? 0


O homem foi criado para viver eternamente em comunhão com Deus. Entretanto, perdeu esta comunhão na Queda, se corrompendo pelo pecado. Desde então, o homem está condenado a separação eterna (inferno) de Deus. Não é o caso de uma pessoa, de acordo com o seu proceder aqui na terra, ir ao céu ou ao inferno: ela já nasce destinada ao inferno. Como já disseram outros, o homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. É da natureza decaída da humanidade a característica de ser pecador.

Não há nada que o homem possa oferecer para ser salvo. Este é o estado do pecador diante de Deus: vamos pensar, não em termos de vida e morte, mas em termos de valores. Tudo o que somos e temos foi Deus quem deu. Nada é nosso, nem os dons, nem os bens, nem mesmo a nossa vida. Ao cometermos um pecado que seja, nos tornamos devedores de Deus. Então, se tudo é dEle, o que podemos oferecer para pagá-lo? Nada! É impossível!

Por isso é que, mesmo se quiséssemos, não poderíamos nos aproximar de Deus. Ele é quem deveria se aproximar, se quisesse. E foi o que aconteceu: primeiro, escolhendo um povo; depois, através de Cristo. Deus não precisava ter criado um plano de salvação; mas Ele o fez, mostrando a Sua misericória. A Sua misericória é expressão do Seu amor. Nós não podemos oferecer nada por este plano; por isso, Deus nos deu esta salvação de graça.

Isto não quer dizer que o pecado não terá punição. O pecado precisa ser pago de alguma forma, para que a justiça divina seja cumprida. Deus não anula um dos Seus atributos por causa de outro. Mas o próprio pecador não tem condições de cumprir esta tarefa.

Quem vai, então, pagar pelo pecado? Ou o próprio pecador, ou um substituto para ele.

No AT, Deus instituiu um sistema de sacrifícios. Animais (cordeiros, geralmente) eram usados para este fim. Eles eram mortos para expiação dos pecados das pessoas.

A expiação funcionava assim: as pessoas pecavam, e então pegavam um animal puro e sem defeito e ofereciam a Deus pelos seus pecados. Como um animal não tem vida eterna, sacrificar um deles expiava pecados até aquele dia. Na verdade, este ritual era apenas simbólico, pois sangue de animais não purifica pecados (Hb 10.4;11). Não se podia estendê-lo eternamente. E os seus pecados eram, então, "pagos". Se as pessoas voltassem a pecar, novamente o sacrifício era necessário. Hoje em dia, o sistema de sacrifícios causa repulsa, já que ele parece bastante primitivo. De fato é primitivo, e também causa repulsa, mas é exatamente isto que Deus quis que parecesse: demonstrar quanto o pecado é ruim e repulsivo.

Era um sistema limitado, já que era temporário; apenas expiava os pecados das pessoas até aquele momento, e não se estendia a outras pessoas além daquelas a quem o sacrifício era feito. Era necessário que fosse feito um sacrifício definitivo, que tivesse alcance eterno, que realmente pudesse dar perdão para todos os pecados, em todos os tempos, para todas as pessoas.

No NT, Deus apresenta (como diz João Batista) o "cordeiro de Deus". Ele é o sacrifício perfeito, no qual os pecados de todas as pessoas, de todos os tempos. Isto é, o perdão é estendido às pessoas que ainda nem tinham nascido; e também não são perdoados somente os pecados que uma pessoa comete até aceitar o sacrifício da cruz, mas os erros posteriores que ela cometer também. Isto porque quem foi sacrificado foi um ser eterno: Deus, o Filho.

Os sacrifícios que eram feitos no AT eram somente sombra do que estava por vir. Antes, o mortal era sacrificado. Agora, o eterno. Antes o perdão dos atos do passado. Agora, o perdão se estende pelo passado, pelo presente e pelos dias futuros.


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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O que o cristianismo tem a oferecer 0


O que o Cristianismo ensina é muito simples:

1. O mundo foi criado perfeito, por um Deus perfeito.
2. A humanidade foi a 'coroa' da criação, o objetivo final da obra criativa de Deus; possuía a imagem e semelhança do Criador;
3. O homem, tentado, usou de seu livre-arbítrio para pecar contra o Deus que o criou;

4. Toda a criação sofreu (e sofre) as consequências deste pecado;
5. O resultado do pecado foi a morte e a separação eterna de Deus;
6. Porém, Deus usando de sua infinita misericórdia, a Seu próprio filho enviou, para pagamento da dívida que nós deveríamos pagar;
7. Deus não nos cobrou nada por este pagamento;
8. Devido a este pagamento, por mais pecador que sejamos, temos o perdão de Deus, se nos arrependermos e reconhecermos que Jesus é o Salvador;
9. Sendo salvos, participamos da família de Deus, sendo seus filhos, pois participamos da natureza de Cristo, que é gerado de Deus;
10. Temos a esperança de viver eternamente com Ele, sem mais dor, sem mais lágrimas, no reino vindouro.

CRIAÇÃO PERFEITAQUEDA DO HOMEMREDENÇÃO DA CRIAÇÃO (RESTAURAÇÃO)
CRIADOS E LIGADOS A DEUSDESLIGADOS DE DEUS POR CAUSA DO PECADO E CORROMPIDOSRESTAURAÇÃO DA LIGAÇÃO COM DEUS E RECRIADOS


Resumindo: O cristianismo oferece o perdão que Deus nos deu, de graça, e a esperança de uma vida plena com Ele num reino vindouro, de graça. Temos paz com o Criador. Sabemos quem somos, de onde viemos e pra onde vamos; há um sentido real e objetivo para nossa existência. Nada mais. O resto é perfumaria.

Isto, para muitos, é pouco. Preferem fórmulas mais complicadas, tais como a redenção por boas obras, ou expiação de pecados por meio de sacrifícios, ou através de cerimônias legalistas sem nenhuma utilidade espiritual.
Já para outros, é muita coisa. Para se arrepender, é necessário ser convencido do pecado e de que não é bom. Reconhecer que está doente. Para isto, é necessário deixar o orgulho; é necessário reconhecer que é dependente. E isto, para alguns, é pedir demais. Melhor fazer de conta que nada disto existe.


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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sol e Escudo 7


Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão (Salmos 84:11)


Grandes coisas são ditas do nosso Senhor Deus. A Palavra revela o que precisamos saber: quem é Ele, quem somos e qual Seu plano para nós. A Bíblia é, além de tudo, uma obra de arte. Muitas coisas são ditas em poucos versos, com profundidade e beleza. Cada escritor dela expressa com sua própria pena os pensamentos e ações do Todo-Poderoso. Os salmos são poesias; muitíssimo inspirados; e pode se conhecer muito da relação entre o Deus Todo-poderoso e o homem através deles. Este verso supracitado, com três frases, explica alguns fatos sobre esta relação dEle com suas criaturas.

“O Senhor Deus é sol”. Todo ser humano é ciente de que a vida neste planeta é dependente tanto do calor quanto da luz gerada pelo sol. Este astro emite a quantidade certa de energia para a vida: muito calor consumiria todos os seres; pouco calor não permitiria que a vida se propagasse. A luz também vem na medida certa: dias são divididos em períodos luminosos e períodos escuros; pois alguns processos naturais se desenvolvem melhor quando há luz, e outros só são realizados quando há escuridão.

Muitas coisas são ditas acerca de Deus pelas obras que Ele fez. A imensidão do Universo, por exemplo, sugere um atributo Seu, a infinitude; também poderia representar o Seu poder, criatividade, entre outras tantas características. A complexidade da vida, em seus pormenores, exalta a ordem e a inteligência de seus atos criativos, sua sabedoria. Se ficamos admirados com a grandiosidade do Universo, mais ainda devemos nos assombrar com Aquele que criou tal maravilha. Se ficamos estupefatos com a engenhosidade da mente humana em suas invenções, mais ainda devemos admirar o Criador destas mentes. Que fique claro que não estou fazendo apologia de uma religião natural, como o fazem diversas tribos de índios, por exemplo, e outros povos antigos, cultuadores do “deus sol e deusa lua”: seria como colocar o infinito dentro de criações finitas. Mas, da mesma forma que as obras de um pintor mostram um pouco do que ele é, assim Deus imprime “suas digitais” em tudo o que faz. Ninguém atribuiria mais qualidades a uma obra do que ao artista que a fez. Assim, neste salmo, o autor usa o astro que rege a vida natural aqui na Terra para enfatizar alguns dos aspectos do Deus criador.

O nosso Senhor aquece nossos corações que outrora estavam congelados e endurecidos pelo pecado, sem vida. Deus nos criou perfeitos; entretanto, a humanidade caiu na pecaminosidade. E desde então, nascemos em dívida com o Senhor; dívida que é impossível de pagar. E todos os que nasceram após Adão estão desta forma: “(...) Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem. O Senhor olhou do céu para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento, que buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um” (Salmos 14:1-3). Entretanto, o calor do amor de Deus nos trouxe para perto dEle novamente através de Jesus, saldando a dívida que nos condenava, restaurando a capacidade de nosso coração amá-Lo e fazer o bem: “Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis (Ezequiel 36:26-27)”. E Deus não o fez porque merecíamos isto, assim como o sol não nos ilumina e aquece todos os dias porque nos era devido tal favor; antes, o Senhor nos transforma por zelar Sua Santidade (“...em atenção ao meu santo nome...” Ezequiel 36:22), e por amor a cada um de nós: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16)”.

Um Ser tão santo, puro e poderoso quanto Deus, ao aproximar de seres frágeis e pecadores como nós gera um pavor de sermos destruídos, tal qual o aumento da proximidade do sol faria ao nosso planeta. Este medo foi expresso em várias passagens: “E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, para que não morramos (Êxodo 20:19)”; “Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face (Juízes 6:22)”; “Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus (Juízes 13:22)”; “Agora, pois, por que havemos de morrer? Este grande fogo nos consumirá; se ainda mais ouvirmos a voz do Senhor nosso Deus, morreremos (Deuteronômio 5:25)”. Entretanto, o próprio Deus se aproximou de nós, através de Jesus Cristo, “uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus (Hebreus 7:19)”, e assim podemos nos achegar a Ele com segurança; pelo sangue de Jesus Cristo estamos perto, derrubando a parede que separava, desfez-se a inimizade, nos dando acesso ao Pai (Efésios 2.13-18); “no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele” (Efésios 3:12).

Este Deus também é luz. Temos um caminho a seguir, e somos orientados para seguir nele. A Bíblia nos serve como instrução. Declara o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho (Salmos 119:105)”. O Senhor Jesus quando veio à Terra declarou que Ele é “o caminho, e a verdade, e a vida (João 14.6)” e também João falou dEle “Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo (João 1:9)” e mais tarde Jesus reafirmou “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida (João 8:12)”.

Às vezes na nossa vida cristã enfrentamos tamanhas provações, perdas e dificuldades que até mesmo pensamos que a luz de Deus não está nos iluminando mais. Mas lembremo-nos dos dias e das noites na natureza: alguns processos são feitos “no escuro”. Muito do que o Espírito Santo trata no nosso caráter é feito nos períodos de maior turbulência da nossa vida. Não que Deus tenha nos abandonado, muito pelo contrário; mas por causa do nosso limitado ponto de vista, parecerá a nós que foi isto o que aconteceu. O sol não continua a existir enquanto dormimos à noite? Logo, logo vem o amanhecer: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Salmos 30.5)”! Afinal, não é em altas temperaturas que o ouro é colocado para se retirar toda impureza?

“O Senhor Deus é escudo”. Um escudo, além da utilidade óbvia de defesa, também é uma ferramenta de ataque. Ele vai à nossa frente, permitindo que avancemos por um caminho difícil. Um exemplo disto pode ser visto quando Golias partiu para combater com Davi. Um companheiro do gigante ia à frente levando o escudo, criando o caminho para o guerreiro: “O filisteu também vinha se aproximando de Davi; e o que lhe levava o escudo ia adiante dele” (1Samuel 17.41). Semelhantemente, o Senhor vai à frente lutando por nós, abrindo caminhos, preparando lugar: “Não tenhais medo deles, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por nós (Deuterônomio 3:22)”; “Com o teu auxílio desbarato exércitos; com o meu Deus, salto muralhas (Salmos 18:29)”.
O escudo também tem um brasão, indicando de que exército ele faz parte. Nos tempos antigos, quando se guerreava com lanças, espadas e escudos, os brasões de impérios eram muito temidos. Todos conheciam os vencedores pelo símbolo que ostentavam em suas bandeiras e escudos. Um escudo também deve ser leve, para que não atrapalhe numa batalha, e nem seja um estorvo ao caminhar longas distâncias com ele. Uma curiosidade é que muitos guerreiros, na sua morte, desejavam ser enterrados com seus instrumentos de luta: a espada e o escudo. Era uma honra morrer em batalha, defendendo seu povo.

Os cristãos também têm um brasão: na verdade, um selo, exibindo de Quem eles são. Todo salvo tem, dentro de si, o selo do Espírito Santo: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações (2Coríntios 1:21-22)”. Para estes, cumprir os mandamentos é agradável, não um fardo: “Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer (Salmos 119:35)”. Na verdade, Jesus disse que seu fardo é leve (Mateus 11.30). Jesus repete o que diz no Salmo 55, verso 22, para “lançar o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado”.

Quanto à morte, todo cristão sabe que pode ser perseguido por causa da sua fé. Mas isto é motivo de regozijo, e não de tristeza. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, os que são injuriados, caluniados por causa de Cristo, pois grande será a recompensa no céu (Mateus 5.10-12). O apóstolo Paulo disse que pra ele, viver é Cristo e morrer é lucro (Filipenses 1.21). Muitos cristãos já morreram por não negar a fé em Cristo. “Importa antes obedecer a Deus do que aos homens”, é o que gritam em coro estes homens e mulheres valorosos (Atos 5.29). Deram glórias a Deus, pois não amaram mais a sua própria vida, e assim, ganharam a vida eterna.

O mesmo Deus que nos renovou para uma nova vida, e nos ensina a trilhar o caminho de retidão, e que se aproximou de nós, também é nosso escudo. É a nossa defesa contra o mal, tanto físico quando espiritual “É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras (2Samuel 22:3)”; “tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno (Efésios 6:16)”.

Outra relação que é possível está entre o crente e a Bíblia. Todas as orientações, avisos, cuidados, exemplos e mandamentos contidos nela servem como “escudo” ao caminhar neste mundo. A Palavra é “divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2Timóteo 3:16)”. É defesa contra as artimanhas de Satanás; defesa contra a própria carne, ainda sujeita ao pecado; defesa contra filosofias e pensamentos estranhos à Verdade; e principalmente, defesa contra a perdição eterna: “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio (Salmos 18:2)”.

“O Senhor dará graça e glória”. Quando Jesus veio, Ele fez com que as pessoas conhecessem a Deus Pai: “Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14:9)”; “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Col 1:15)”; ensinou e fez o que o Pai pediu pra ensinar e fazer: “Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo (João 8:28)”; falou o que o Pai fala: “E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Pai me ordenou (João 12:50)”. Jesus é a expressão exata da graça divina em favor dos homens. Não fosse este sacrifício, estaríamos perdidos, destinados ao inferno: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (João 1:14)”. “Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça (João 1:16)”. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós (Gálatas 3:13)”.

O nosso Senhor nos dá da sua graça todos os dias, quando nos alimenta, nos veste, nos dá saúde, emprego, família, amigos, esposos/esposas; quando nos protege do maligno e das diversas tribulações que este mundo oferece. Nem todas as coisas que Ele nos dá são segundo nossos desejos pessoais, mas a glória está em vivermos na dependência do Senhor todos os dias, apesar das dificuldades que se nos apresentam. Um dia, entretanto, estaremos com Jesus nos céus, e teremos corpos glorificados, e participaremos da glória do Pai “glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem (Romanos 2:10)”. Pela graça de Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz, morto em nosso lugar, porém agora ressurreto, hoje nós, crentes, podemos nos gloriar de sermos considerados filhos do Deus altíssimo! Oh glória!
O capítulo 8 do livro de Romanos nos conta que todos os que não têm o Espírito de Deus (ou seja, os não-convertidos) se inclinam para a carne, ou seja, são escravos da pecaminosidade que é inerente ao ser humano decaído. Estes, inclusive, pensam que não pecam, ou que seus pecados não são graves e não tem tanta importância assim. São parecidos com aquele fariseu no templo que dizia “Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano (Lucas 18:11)” Já os renovados para a nova vida (aqueles nos quais o Espírito Santo faz morada) têm inclinação para o espírito, ou seja, tem horror ao pecado e Deus muda seu caráter para que se tornem perfeitos, como Ele é. É claro que esta perfeição absoluta só será completada no dia da nossa ressurreição: “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Filipenses 1:6)”. Entretanto, devemos deixar nossa vida ao controle do Espírito Santo, pois ele é poderoso para nos santificar e nos instruir: “ele vos guiará em toda a verdade (João 16:13)”. Estes regenerados se humilham perante Deus e falam como o publicano: “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! (Lucas 18:13)”.

“Não negará bem algum aos que andam na retidão”. Deus nos chama para uma vida de retidão. Todo aquele a quem Deus dá uma nova vida, dá o poder de serem chamados filhos de Deus; Deus ouve suas orações; livra-os do e no mal; dá-lhes a provisão necessária para seu sustento e a capacidade de viver uma vida reta segundo os mandamentos dEle. O Senhor pode nos dar saúde, uma família abençoada, um bom emprego, riqueza. Devemos dar glória a Deus se Ele nos der tudo isto, e pedir também que não permita que o neguemos quando estas bênçãos chegarem, que nós não nos afastemos dEle. Se o Senhor não nos der estas bênçãos, devemos, mesmo assim, dar glórias a Deus e pedir, também, que estas dificuldades não sejam empecilhos para nossa comunhão com Ele. Pois em Jesus somos mais do que vencedores (Romanos 8.35-37), e podemos tudo naquele que nos fortalece (Filipenses 4.12-13). Devemos lembrar que todas estas bênçãos físicas são temporárias; não levaremos nenhuma delas quando morrermos: “Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:20)”. Portanto, em todo caso, a graça de Deus nos basta (2 Coríntios 12.9).

Quanto aos bens espirituais, nenhum deles nos é negado: o Senhor nos ensina que devemos buscá-las antes de qualquer outra coisa “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33)”. “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo (João 6:27)”; “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada (Tiago 1:5)”. O que temos? A graça da conversão, nossa primeira graça; a graça santificadora, fé, esperança, perdão, adoção e perseverança; honra e glória entre os homens, crentes ou não; glória eterna, aquela que o Pai nos dá: a coroa de glória, da vida e da retidão – o presente divino dado por meio de Jesus Cristo.

“Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade (Provérbios 2:7)”.

“Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem (Salmos 34:9)”.

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 1:3)”.

Amém!
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

As misericórdias do Senhor duram para sempre 3



Uma das coisas que qualquer crente sabe (ou deveria saber) é que Deus não muda seu caráter, e é exatamente esta característica que permite que possamos depositar nossa total confiança nEle. Tantas vezes nós já confiamos em pessoas e nos decepcionamos por que elas agiram de outra forma. Mas com o nosso Pai não é assim. O que Ele foi ontem, o é hoje e o será amanhã.

Embora haja esta consciência na teoria, na prática às vezes esta ideia se mostra diferente. Parece-me bastante claro que a falta de conhecimento bíblico deixe as pessoas à mercê de qualquer vento de doutrina, ou de entendimento completamente avesso ao que diz a Palavra. Mas é incrível que alguém diga que Deus é imutável e, de repente, afirme que Deus mudou, do Antigo para o Novo Testamento, ainda mais se falarmos da misericórdia dEle.

O objetivo deste texto é esclarecer que Deus sempre foi misericordioso, mesmo com os ímpios, e que as pessoas que viveram antes da vinda de Cristo conheciam bem este aspecto do seu caráter que é, reafirmo, imutável.

No nosso Deus é um Deus que não pode mentir. Ele mesmo declara sua misericórdia ao seu povo, em diversas passagens:

E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos (Êx 20:6).

Porque aquela é a sua cobertura, e o vestido da sua pele; em que se deitaria? Será pois que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso (Êx 22:27).

Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer (Êx 33:19).

E faço misericórdia a milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos (Dt 5:10).

E os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque no meu furor te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti (Is 60:10).

Vai, pois, e apregoa estas palavras para o lado norte, e dize: Volta, ó rebelde Israel, diz o SENHOR, e não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou, diz o SENHOR, e não conservarei para sempre a minha ira (Jr 3:11).

E vos concederei misericórdia, para que ele tenha misericórdia de vós, e vos faça voltar à vossa terra (Jr 42:12).

Portanto, assim diz o SENHOR: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o SENHOR dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém (Zc 1:16).


Misericórdia de Deus em ação:

•    Não destruiu Adão e Eva, quando pecaram no Éden; antes já deu a primeira promessa a respeito da vinda do Messias (Gn 3.15).

•    Poupou a vida de Caim quando este matou seu irmão, até mesmo colocou um sinal nele para que ninguém o ferisse (Gn.4).

•    Não destruiu toda a civilização na época de Noé, poupando sua família da destruição (Gn 6 e 7).

•    Não destruiu o povo quando este quis exaltar-se a si mesmo, construindo uma torre como símbolo desta arrogância e prepotência (Torre de Babel, Gn 11).

•    Não destruiu a todos das cidades de Sodoma e Gomorra, poupando Ló e sua família (Gn 18 e 19).

•    Na destruição de Sodoma e Gomorra, quando teve paciência com Ló e sua família, que se demoravam em sair da cidade:
Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o SENHOR misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade (...) Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas eu não posso escapar no monte, para que porventura não me apanhe este mal, e eu morra (Gên 19:16;19:19).

•    Na saída do povo hebreu do Egito, Deus foi misericordioso com Faraó e o povo egípcio, dando muitas oportunidades para que eles deixassem o povo de Deus sair em paz, sem maiores complicações. É claro que o Faraó não fez uso da misericórdia do Senhor e sofreu duras punições (Ex 7-13).

•    Foi misericordioso com o povo no deserto, fornecendo-lhe água e alimento do céu durante a peregrinação (Ex. 16).

•    Deus foi misericordioso mesmo com o povo cananita, pois teve tempo desde a ida de Abraão para o Egito até a volta do povo hebreu de lá (Gn. 15.13-16 - compare com Dt. 7:1-2; 20:16-18).

•    Quando Elias fraquejou e fugiu de Jezabel, Deus se compadeceu de dele, dando-lhe tempo pra descansar e se alimentar, e um amigo confiável: Eliseu (1Rs 19).

•    O profeta Jonas ficou bastante desgostoso com o fato de Deus ter poupado Nínive da destruição, já que eles se arrependeram (Jn 4). Inclusive Jonas se negou em ouvir o chamado do Senhor por que sabia que Deus era misericordioso e não queria que seu "trabalho" fosse em vão (Jn 4.2-3).

•    Deus foi misericordioso com Davi, no seu caso de adultério, numa época que isto era punido com morte por apedrejamento (2 Sm 12).

•    O povo hebreu foi muitas vezes poupado de um castigo pior, graças à misericórdia de Deus:
E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso Deus, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniqüidades, e ainda nos deixaste este remanescente (Ed 9:13).

Mas, tendo alcançado repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti,; portanto tu os deixavas nas mãos dos seus inimigos, de modo que estes dominassem sobre eles; todavia quando eles voltavam e clamavam a ti, tu os ouvias do céu, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes; e testemunhaste contra eles, para os fazerdes voltar para a tua lei; contudo eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelos quais viverá o homem que os cumprir; viraram o ombro, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir. Não obstante, por muitos anos os aturaste, e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; todavia eles não quiseram dar ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras. Contudo pela tua grande misericórdia não os destruíste de todo, nem os abandonaste, porque és um Deus clemente e misericordioso (Ne 9:28-32).

Ele, porém, que é misericordioso, perdoou a sua iniqüidade; e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira (Sl 78:38).


•    O povo de Israel não foi destruído pela Assíria; antes foi poupado, depois de um período de opressão; Deus os livrou:

Porém o SENHOR teve misericórdia deles, e se compadeceu deles, e tornou-se para eles por amor da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó, e não os quis destruir, e não os lançou ainda da sua presença (2Rs 13:23).
•    Promessa de misericórdia mostrada para os gentios:

E semea-la-ei para mim na terra, e compadecer-me-ei dela que não obteve misericórdia; e eu direi àquele que não era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus (Os. 2:23).

No Antigo Testamento, as pessoas sabiam deste atributo de Deus:


Passando, pois, o SENHOR perante ele, clamou: O SENHOR, o SENHOR Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade. (Êx. 34:6).

O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti (Núm 6:25).

O SENHOR é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração (Núm 14:18).

Porquanto o SENHOR teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais (Dt 4:31).

Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos (Dt 7:9).

Jubilai, ó nações, o seu povo, porque ele vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários retribuirá a vingança, e terá misericórdia da sua terra e do seu povo (Dt 32:43).

A ti também, Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra (Sl 62:12).

Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade (Sl 103:8).

Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o SENHOR (Sl 111:4).

Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia (Sl 116:5)

Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção (Sl 130:7).

Piedoso e benigno é o SENHOR, sofredor e de grande misericórdia (Sl 145:8).

E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos (Dn 9:4).

Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele (Dn 9:9).

Todo o povo hebreu sabia que Deus era misericordioso com quem clamasse a Ele; as passagens abaixo corroboram com esta afirmação:

Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui (Núm 14:19).

Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o SENHOR teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais (Dt 7:12).

Também não se pegará à tua mão nada do anátema, para que o SENHOR se aparte do ardor da sua ira, e te faça misericórdia, e tenha piedade de ti, e te multiplique, como jurou a teus pais (Dt 13:17).

E perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti, todas as transgressões que houverem cometido contra ti; e dá-lhes misericórdia perante aqueles que os têm cativos, para que deles tenham compaixão (1Rs 8:50).

Porque, em vos convertendo ao SENHOR, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e tornarão a esta terra; porque o SENHOR vosso Deus é misericordioso e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se vos converterdes a ele (2Cr 30:9).

Por isso os entregaste na mão dos seus adversários, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu ouviste; e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram da mão de seus adversários (Ne 9:27).

Porém, em tendo repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os deixavas na mão dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; e convertendo-se eles, e clamando a ti, tu os ouviste desde os céus, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes (Ne 9:28).

Mas pela tua grande misericórdia os não destruíste nem desamparaste, porque és um Deus clemente e misericordioso (Ne 9:31).

Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará (Sl 21:7).

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias (Sl 23:6).

Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos (Sl 25:10).

Bendito seja o SENHOR, pois fez maravilhosa a sua misericórdia para comigo em cidade segura (Sl 31:21).

O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará (Sl 32:10).

Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia (Sl 33:18).

Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem (Sl 103:11).

Mas a misericórdia do SENHOR é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos (Sl 103:17).

O SENHOR se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia (Sl 147:11).

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia (Pv 28:13).

Por isso, o SENHOR esperará, para ter misericórdia de vós; e por isso se levantará, para se compadecer de vós, porque o SENHOR é um Deus de eqüidade; bem-aventurados todos os que nele esperam (Is 30:18).

E orou ao SENHOR, e disse: Ah! SENHOR! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal (Jn 4:2).

Portanto, assim diz o SENHOR: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o SENHOR dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém (Zc 1:16).

A Bíblia também  mostra, no AT, várias pessoas suplicando pela misericórdia de Deus:

Ouve-me quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração (Sl 4:1).

Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados (Sl 6:2).

Tem misericórdia de mim, SENHOR, olha para a minha aflição, causada por aqueles que me odeiam; tu que me levantas das portas da morte (Sl 9:13).

Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR (Sl 25:7).

Tem misericórdia de mim, ó SENHOR, porque estou angustiado. Consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu ventre (Sl 31:9).

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias (Sl 51:1).

Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura devorar-me; pelejando todo dia, me oprime (Sl 56:1).

Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades (Sl 57:1).

Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia (Sl 66:20).

Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (Sl 67:1).

Eu, porém, faço a minha oração a ti, SENHOR, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação (Sl 69:13).

Ouve-me, SENHOR, pois boa é a tua misericórdia. Olha para mim segundo a tua muitíssima piedade (Sl 69:16).

Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia, e concede-nos a tua salvação (Sl 85:7).

Tem misericórdia de mim, ó Senhor, pois a ti clamo todo o dia (Sl 86:3).

Volta-te para mim, e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo, e salva ao filho da tua serva (Sl 86:16).

Mas tu, ó DEUS o Senhor, trata comigo por amor do teu nome, porque a tua misericórdia é boa, livra-me (Sl 109:21).

Ajuda-me, ó SENHOR meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia (Sl 109:26).

SENHOR, tem misericórdia de nós, por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã, como também a nossa salvação no tempo da tribulação (Is 33:2).

Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia (Hb 3:2).

A grandeza da misericórdia de Deus era exaltada:

Seja a tua misericórdia, SENHOR, sobre nós, como em ti esperamos (Sl 33:22).

A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até as mais excelsas nuvens (Sl 36:5).

Contudo o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida (Sl 42:8).

Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente (Sl 52:8).

Ele enviará desde os céus, e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me.  Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade (Sl 57:3).

Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens (Sl 57:10).

Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia (Sl 59:16).

A ti, ó fortaleza minha, cantarei salmos; porque Deus é a minha defesa e o Deus da minha misericórdia (Sl 59:17).

A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram (Sl 85:10).

Pois grande é a tua misericórdia para comigo; e livraste a minha alma do inferno mais profundo (Sl 86:13).

Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto (Sl 89:14).

Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração (Sl 100:5).

Cantarei a misericórdia e o juízo; a ti, SENHOR, cantarei (Sl 101:1).

Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre (Sl 106:1).

Pedidos para que Deus não usasse de sua grandiosa benignidade para com os ímpios:

Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todos os gentios; não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade (Sl 59:5).

O Deus da minha misericórdia virá ao meu encontro; Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos (Sl 59:10).

E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo (Sl 143:12).

Embora a misericórdia de Deus seja muito grande, ás vezes Ele deixa de usar de misericórdia, pois a impiedade do povo era muito grande. O objetivo, é claro, era fazer com que o povo se voltasse novamente a Ele:

Porque assim diz o SENHOR: Não entres na casa do luto, nem vás a lamentar, nem te compadeças deles; porque deste povo, diz o SENHOR, retirei a minha paz, benignidade e misericórdia (Jr 16:5).

Portanto lançar-vos-ei fora desta terra, para uma terra que não conhecestes, nem vós nem vossos pais; e ali servireis a deuses alheios de dia e de noite, porque não usarei de misericórdia convosco (Jr 16:13).

E depois disto, diz o SENHOR, entregarei Zedequias, rei de Judá, e seus servos, e o povo, e os que desta cidade restarem da pestilência, e da espada, e da fome, na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e na mão de seus inimigos, e na mão dos que buscam a sua vida; e feri-los-á ao fio da espada; não os poupará, nem se compadecerá, nem terá misericórdia (Jr 21:7).

Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia (Jn 2:8).

Como Deus é misericordioso, Ele exige isto de nós também:

Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos (Os 6:6).

E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal (Jl 2:13).

Assim falou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão (Zc 7:9).

Embora este estudo tenha sido resumido quanto à ação misericordiosa de Deus no Antigo Testamento, creio que ficou claro o fato de que nosso Deus é um Deus compassivo, e que o foi no passado, antes da vinda de Cristo, e que continuou sendo benevolente, inclusive com os ímpios, depois de Jesus.

As misericórdias do Senhor duram para sempre, mas para os que amam a Deus.



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