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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Se Deus é infinitamente bom, por que temê-lo? 0


Percy Bysshe Shelley, poeta inglês, 1792-1822, escreveu "The necessity of atheism" (A necessidade do ateísmo). Como crítico à religião, ele fez alguns questionamentos sobre ela. Vou postar nos próximos dias as respostas que julgo adequadas para quem pensa da mesma forma, ou até mesmo para que um cristão possa ser responder para um cético.

Pergunta: Se Deus é infinitamente bom, por que temê-lo?

A bondade é um dos atributos de Deus, de fato. Mas não podemos enfatizar esta qualidade do Criador em detrimento de vários outros atributos que Ele tem, como, neste caso especial, a justiça. Deus é bom, mas também é justo. E ele não pode deixar de aplicar justiça a quem quer que seja; é esta a atribuição de um juiz. Se alguém foi bom, deve ter tratamento diferenciado de quem tem um péssimo comportamento. Nós, humanos, esperamos isto da na justiça terrena, quanto mais não esperaríamos da justiça perfeita do Senhor?

O temor a Deus é o mesmo tipo de temor que enfrentamos quanto praticamos algo errado contra alguém - ficamos 'em falta' com a pessoa prejudicada: tememos ser descobertos, tememos ser condenados, tememos ser punidos. E também temos temor de sermos tratados da mesma forma que agimos com os outros. A consciência deste temor se acentua proporcionalmente à ética moral que seguimos. Todos nós, humanos, estamos 'em falta' com Deus, o que é apropriado, pois todo pecado é, em última instância, contra Deus; um ato deliberado de rebelião obstinada. Afrontamos Aquele que nos deu a vida e que nos sustenta todos os dias em ações e pensamentos. Não temeríamos Aquele que tem a nossa vida e nosso destino eterno nas mãos e que tem todo o direito, se quisesse, de abreviar os nossos dias, ou ainda, deixar que ficássemos sem salvação e eternamente separados dEle?

A Palavra diz que "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução" (Provérbios 1.7). Como não seria estupidez insultar a autoridade máxima do universo e achar que não seria ao menos censurado por isto? Deus executa Sua justiça, operando a ira, para todos aqueles que negarem o sacrifício de Jesus na cruz, que foi preparado pelo próprio Senhor, por causa da Sua misericórdia.

Entretanto, há um aspecto onde o temor pode ser interpretado como "respeito". Apesar de que na sociedade ocidental atual o conceito de que os mais antigos, aquelas pessoas que viveram muito mais tempo e passaram por diversas experiências, não são dignos de terem voz ativa, o normal é que deveríamos ter reverência e atenção por estes que tem mais conhecimento da vida do que nós. Lhes é devido respeito, e atentar para seus conselhos. É claro que não é possível que todas as idéias e recomendações dos mais velhos sejam verdadeiras, até porque eles também são humanos, e a idade avançada não os coloca num patamar excelentíssimo de perfeição. A ideia por trás desta comparação é de que todos devem ter um zelo respeitoso por aqueles que têm mais conhecimento do que nós; e é aí que Deus aparece, sendo ele infinitamente bondoso e conhecedor de todas as coisas. Desta forma, é sábio aquele que teme ao Senhor, obedecendo os Seus mandamentos (Salmos 112.1).


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Comunicado importante 0

Caros leitores deste blog:

Gostaria de comunicar-lhes que a partir deste mês, algumas mudanças se darão, para melhoria desta ferramenta fantástica que é a internet para a divulgação do Evangelho por todos os cantos do mundo. Peço perdão por ter sido ausente nestes últimos meses em virtude de mudanças ocasionadas pelo trabalho. Agora estou trabalhando em Porto Alegre, e aqui vou morar e congregar. E terei tempo para dedicar a este canal de comunicação também.

As mudanças às quais me referi serão tanto na aparência deste blog, como algumas melhorias no sistema de comentários, entre outras; bem como mudanças no conteúdo a ser postado. Vou dividir as postagens por grupo, e a cada dia terá um conteúdo especial. Desta forma, digamos, toda quarta-feira, terá conteúdo voltado à apologética; toda segunda, a visão cristã sobre um apanhado de notícias veiculadas na mídia, e assim por diante. Divulgarei posteriormente o que conteúdo será publicado e em que dia.

Se tiverem alguma sugestão, por favor, coloque-a nos comentários.

Em Cristo,

Leandro Teixeira - Editor do blog Liberdade é pensar.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Porque devemos ser salvos, afinal? 0


O homem foi criado para viver eternamente em comunhão com Deus. Entretanto, perdeu esta comunhão na Queda, se corrompendo pelo pecado. Desde então, o homem está condenado a separação eterna (inferno) de Deus. Não é o caso de uma pessoa, de acordo com o seu proceder aqui na terra, ir ao céu ou ao inferno: ela já nasce destinada ao inferno. Como já disseram outros, o homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. É da natureza decaída da humanidade a característica de ser pecador.

Não há nada que o homem possa oferecer para ser salvo. Este é o estado do pecador diante de Deus: vamos pensar, não em termos de vida e morte, mas em termos de valores. Tudo o que somos e temos foi Deus quem deu. Nada é nosso, nem os dons, nem os bens, nem mesmo a nossa vida. Ao cometermos um pecado que seja, nos tornamos devedores de Deus. Então, se tudo é dEle, o que podemos oferecer para pagá-lo? Nada! É impossível!

Por isso é que, mesmo se quiséssemos, não poderíamos nos aproximar de Deus. Ele é quem deveria se aproximar, se quisesse. E foi o que aconteceu: primeiro, escolhendo um povo; depois, através de Cristo. Deus não precisava ter criado um plano de salvação; mas Ele o fez, mostrando a Sua misericória. A Sua misericória é expressão do Seu amor. Nós não podemos oferecer nada por este plano; por isso, Deus nos deu esta salvação de graça.

Isto não quer dizer que o pecado não terá punição. O pecado precisa ser pago de alguma forma, para que a justiça divina seja cumprida. Deus não anula um dos Seus atributos por causa de outro. Mas o próprio pecador não tem condições de cumprir esta tarefa.

Quem vai, então, pagar pelo pecado? Ou o próprio pecador, ou um substituto para ele.

No AT, Deus instituiu um sistema de sacrifícios. Animais (cordeiros, geralmente) eram usados para este fim. Eles eram mortos para expiação dos pecados das pessoas.

A expiação funcionava assim: as pessoas pecavam, e então pegavam um animal puro e sem defeito e ofereciam a Deus pelos seus pecados. Como um animal não tem vida eterna, sacrificar um deles expiava pecados até aquele dia. Na verdade, este ritual era apenas simbólico, pois sangue de animais não purifica pecados (Hb 10.4;11). Não se podia estendê-lo eternamente. E os seus pecados eram, então, "pagos". Se as pessoas voltassem a pecar, novamente o sacrifício era necessário. Hoje em dia, o sistema de sacrifícios causa repulsa, já que ele parece bastante primitivo. De fato é primitivo, e também causa repulsa, mas é exatamente isto que Deus quis que parecesse: demonstrar quanto o pecado é ruim e repulsivo.

Era um sistema limitado, já que era temporário; apenas expiava os pecados das pessoas até aquele momento, e não se estendia a outras pessoas além daquelas a quem o sacrifício era feito. Era necessário que fosse feito um sacrifício definitivo, que tivesse alcance eterno, que realmente pudesse dar perdão para todos os pecados, em todos os tempos, para todas as pessoas.

No NT, Deus apresenta (como diz João Batista) o "cordeiro de Deus". Ele é o sacrifício perfeito, no qual os pecados de todas as pessoas, de todos os tempos. Isto é, o perdão é estendido às pessoas que ainda nem tinham nascido; e também não são perdoados somente os pecados que uma pessoa comete até aceitar o sacrifício da cruz, mas os erros posteriores que ela cometer também. Isto porque quem foi sacrificado foi um ser eterno: Deus, o Filho.

Os sacrifícios que eram feitos no AT eram somente sombra do que estava por vir. Antes, o mortal era sacrificado. Agora, o eterno. Antes o perdão dos atos do passado. Agora, o perdão se estende pelo passado, pelo presente e pelos dias futuros.


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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O que o cristianismo tem a oferecer 0


O que o Cristianismo ensina é muito simples:

1. O mundo foi criado perfeito, por um Deus perfeito.
2. A humanidade foi a 'coroa' da criação, o objetivo final da obra criativa de Deus; possuía a imagem e semelhança do Criador;
3. O homem, tentado, usou de seu livre-arbítrio para pecar contra o Deus que o criou;

4. Toda a criação sofreu (e sofre) as consequências deste pecado;
5. O resultado do pecado foi a morte e a separação eterna de Deus;
6. Porém, Deus usando de sua infinita misericórdia, a Seu próprio filho enviou, para pagamento da dívida que nós deveríamos pagar;
7. Deus não nos cobrou nada por este pagamento;
8. Devido a este pagamento, por mais pecador que sejamos, temos o perdão de Deus, se nos arrependermos e reconhecermos que Jesus é o Salvador;
9. Sendo salvos, participamos da família de Deus, sendo seus filhos, pois participamos da natureza de Cristo, que é gerado de Deus;
10. Temos a esperança de viver eternamente com Ele, sem mais dor, sem mais lágrimas, no reino vindouro.

CRIAÇÃO PERFEITAQUEDA DO HOMEMREDENÇÃO DA CRIAÇÃO (RESTAURAÇÃO)
CRIADOS E LIGADOS A DEUSDESLIGADOS DE DEUS POR CAUSA DO PECADO E CORROMPIDOSRESTAURAÇÃO DA LIGAÇÃO COM DEUS E RECRIADOS


Resumindo: O cristianismo oferece o perdão que Deus nos deu, de graça, e a esperança de uma vida plena com Ele num reino vindouro, de graça. Temos paz com o Criador. Sabemos quem somos, de onde viemos e pra onde vamos; há um sentido real e objetivo para nossa existência. Nada mais. O resto é perfumaria.

Isto, para muitos, é pouco. Preferem fórmulas mais complicadas, tais como a redenção por boas obras, ou expiação de pecados por meio de sacrifícios, ou através de cerimônias legalistas sem nenhuma utilidade espiritual.
Já para outros, é muita coisa. Para se arrepender, é necessário ser convencido do pecado e de que não é bom. Reconhecer que está doente. Para isto, é necessário deixar o orgulho; é necessário reconhecer que é dependente. E isto, para alguns, é pedir demais. Melhor fazer de conta que nada disto existe.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Romance à maneira de Deus 0



Eric e Leslie Ludy são os autores deste livro que é tanto um testemunho quanto uma espécie de orientação cristã em relação á busca daquela pessoa com quem dividiremos sonhos, frustrações, alegrias e tristezas; aquela com quem iniciaremos uma nova família. Busco resumir, neste texto, algumas idéias principais contidas no livro, não para substituir a leitura dele, mas para incentivá-la. Dedico este livro a todos aqueles que tem esperança de que o amor entre um homem e uma mulher pode ser 'feliz para sempre'.

Neste livro, os autores incentivam os jovens a manter relacionamentos tradicionais de amizade com todas as pessoas, inclusive do sexo oposto, sem "segundas intenções", sem pretensão de namorar uma delas.

Ao mesmo tempo, mostram como se preparar e encontrar uma pessoa com quem o jovem poderá se casar.

Eles contam uma história sobre casas de cartas e castelos. As casas de cartas são muito rápidas de serem feitas, porém não são feitas para durar. Qualquer evento pode destruir a casa feita de cartas. Já os castelos são bem construídos, fortes. Hoje mesmo podemos ver os castelos na Europa e em outros lugares, construídos há centenas de anos, e alguns há mais de mil anos! Contudo, a construção de um castelo custa bastante tempo e esforço. Os autores lembram as palavras de Jesus Cristo sobre construir na areia e construir na rocha.

A partir de então, os autores explicam como construir e se preparar para um relacionamento fazendo um paralelo entre este e a construção de um castelo.

Primeira etapa: o alicerce - os fundamentos
Significa entregar sua vida sentimental a Deus e aprender a confiar Nele.

1) Deus não é ultrapassado, um "velhote" - Ele sabe das suas necessidades no mundo moderno
2) Deus não é um carrasco - Ele não quer e não vai te castigar; não vai tornar sua vida miserável
3) Deus não é um "workaholic" - Deus não está ocupado demais para não se preocupar com o seu relacionamento

Segunda etapa: o fosso com jacarés - proteção
Significa "pureza interior"

Se manter puro para o seu futuro companheiro, mesmo sem conhecê-lo. Pense assim: "Minha esposa(o) gostaria de me ver fazendo o que estou fazendo agora?"
Pureza envolve 3 coisas: mente, coração e corpo. Não é só a virgindade física que conta, mas as suas emoções e pensamentos.

Terceira etapa: escolher o terreno - privacidade
Significa "esperar em Deus"

Se o seu castelo estiver em um lugar retirado, não precisará se preocupar com os abelhudos em volta, te incomodando, dando opiniões. Ao se rodear com árvores, você não se distrairá com nada. Poderá receber as instruções diretamente do seu Mestre Projetista.

Como saber esperar?
1) Espere com um objetivo: você sabe que Deus tem um plano, o melhor pra você. Se concentre nisto
2) Nao fique só sentado... ore! mesmo que não conheça seu futuro conjuge, ore por ele. Ele deve estar por aí!
3) Espere fielmente. Comprometa-se com seu futuro conjuge não só fisicamente, mas emocionalmente também. Deve se guardar de TODAS AS FORMAS A ELE.

Quarta etapa: construindo as paredes de pedra -
Significa "amor de aliança"

É o amor ágape, de compromisso. Casamento não é contrato, é aliança.
O amor do mundo diz "APRESSE-SE". O amor de aliança diz para ESPERAR o melhor de Deus
O pior inimigo do MELHOR é o BOM! Na pressa, ficamos com o BOM, que está mais à mão, ao invés de esperar o MELHOR.
O amor do mundo valoriza apenas o exterior. O amor de aliança valoriza mais o interior.
A versão de amor do mundo é egoísta (O que é melhor pra mim?). O amor de aliança pergunta "Como posso servir o outro?"
O mundo considera o amor temporário. o amor de aliança é perpértuo.

Os namoros não são a melhor forma de se preparar para o casamento. Ir de um relacionamento temporário para outro não prepara ninguém para o casamento, mas sim para o divórcio.

Quinta etapa: construindo o teto - benção
Significa "envolvimento da família"

O envolvimento das famílias é um segredo do romance nos relacionamentos.
Os pais querer ajudar e fortalecer o relacionamento saudável e amoroso de seus filhos.


Sexta etapa: decoração - conforto
Significa "ternura"

A forma como voce trata sua mãe ou pai será a forma como tratará seu conjuge.
Carinho faz bem a todos;
Tratar de forma a apaziguar, e não a exaltar os ânimos.

Nunca devemos abaixar nossos padrões para conseguirmos alguém.
Existem tanto o cavalheiro da armadura prateada, como também existe a princesa do castelo. Espere e você o(a) achará.


Sétima etapa: cuidar do seu castelo - manutenção
Significa: cuidado, atenção, preocupação.

Não só termos um castelo bem construído e bem decorado é o que conta: devemos ter cuidado em manter o lugar em ordem, limpo e bem cuidado. Saúde, higiene, cuidados com o corpo e com a mente também são importantes. E tal proceder deve ser mantido tanto antes de conhecer aquela pessoa especial quanto depois de ela ter aparecido. Muitos deixam esses cuidados após o casamento, o que pode gerar alguma decepção dentro da relação pois, afinal, o corpo de um pertence ao outro. Você pode demonstrar amor fazendo-se melhor para seu cônjuge. Se você deixar de mostrar esta atenção consigo mesmo, quanto mais dará cuidado ao seu/sua esposo(a)? Castelos sem manutenção, com o tempo, começam a parecer mais com casas mal-assombradas.


Resumo geral

Os autores defendem a idéia de que Deus tem uma pessoa especial para a sua vida, que esta pessoa será a melhor para ti. Devemos primeiramente firmar nossas bases em Deus, na provisão Dele, e esperar o momento certo de entrar no relacionamento amoroso, relacionamento este que deve ser único e para toda a vida. Os jovens devem se guardar, tanto fisicamente quanto espiritual e emocionalmente, para encontrar seu futuro conjuge, e não se atirar em relações que não vão produzir nada além de dor e cicatrizes para o futuro. Porque se contentar com o BOM se pode-se ter o MELHOR? É a pergunta que fica para todos.


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Casa do Terror 3



Uma vez eu viajei com a minha esposa (na época nós ainda namorávamos) e um casal de amigos para o parque do Beto Carreiro, em Santa Catarina. E, dentre os vários brinquedos que lá havia, um em especial que estava sendo inaugurado. Se não me falha a memória chamava-se Casa do Terror (ou algo assim). Entrávamos por um lado, passávamos por um labirinto e saíamos do outro lado. Durante o percurso, que era bastante escuro, íamos tateando as paredes, assustavam-nos com monstros, bonecos, obstáculos, corredores mais apertados. Ao final, víamos a luz da saída; ao invés de alívio, entretanto, precisávamos correr de um personagem que nos perseguia com uma motosserra! Era divertido, pois aquilo não nos assustava. Percebemos, quando já estávamos na claridade, que estávamos sujos de tinta - no corpo, nas roupas, nos cabelos, nos calçados - e não sabíamos em que momento isto tinha acontecido. As meninas ficaram indignadas, pois suas roupas eram brancas e foram manchadas!

Lembrei desta história quando estava pensando como o pecado afeta nossa vida. Quando pecamos, entramos na "Casa do Terror". É escuro, nos distraímos com as coisas de lá e não se percebe que está ficando cada vez mais sujo. Por mais que eu cuidasse do meu proceder dentro da Casa, ainda sim me sujava.

A única forma de não se sujar é "evitar a entrada na Casa", ou seja, evitar o pecado. Pois o pecado faz com que o ambiente fique mais escuro, não permitindo que nós consigamos discernir os obstáculos. E por mais que neguemos, ele vai nos "sujar". O pecado nos deixa insensíveis, cegos, sem temor. E ainda pensamos que é divertido! A Casa do Terror do parque é apenas uma brincadeira. A Casa do Terror do pecado gera a morte. Mas nas duas, há uma saída. Busque a luz. Busque Cristo, a Luz do Mundo.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sol e Escudo 7


Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão (Salmos 84:11)


Grandes coisas são ditas do nosso Senhor Deus. A Palavra revela o que precisamos saber: quem é Ele, quem somos e qual Seu plano para nós. A Bíblia é, além de tudo, uma obra de arte. Muitas coisas são ditas em poucos versos, com profundidade e beleza. Cada escritor dela expressa com sua própria pena os pensamentos e ações do Todo-Poderoso. Os salmos são poesias; muitíssimo inspirados; e pode se conhecer muito da relação entre o Deus Todo-poderoso e o homem através deles. Este verso supracitado, com três frases, explica alguns fatos sobre esta relação dEle com suas criaturas.

O Senhor Deus é sol”. Todo ser humano é ciente de que a vida neste planeta é dependente tanto do calor quanto da luz gerada pelo sol. Este astro emite a quantidade certa de energia para a vida: muito calor consumiria todos os seres; pouco calor não permitiria que a vida se propagasse. A luz também vem na medida certa: dias são divididos em períodos luminosos e períodos escuros; pois alguns processos naturais se desenvolvem melhor quando há luz, e outros só são realizados quando há escuridão.

Muitas coisas são ditas acerca de Deus pelas obras que Ele fez. A imensidão do Universo, por exemplo, sugere um atributo Seu, a infinitude; também poderia representar o Seu poder, criatividade, entre outras tantas características. A complexidade da vida, em seus pormenores, exalta a ordem e a inteligência de seus atos criativos, sua sabedoria. Se ficamos admirados com a grandiosidade do Universo, mais ainda devemos nos assombrar com Aquele que criou tal maravilha. Se ficamos estupefatos com a engenhosidade da mente humana em suas invenções, mais ainda devemos admirar o Criador destas mentes. Que fique claro que não estou fazendo apologia de uma religião natural, como o fazem diversas tribos de índios, por exemplo, e outros povos antigos, cultuadores do “deus sol e deusa lua”: seria como colocar o infinito dentro de criações finitas. Mas, da mesma forma que as obras de um pintor mostram um pouco do que ele é, assim Deus imprime “suas digitais” em tudo o que faz. Ninguém atribuiria mais qualidades a uma obra do que ao artista que a fez. Assim, neste salmo, o autor usa o astro que rege a vida natural aqui na Terra para enfatizar alguns dos aspectos do Deus criador.

O nosso Senhor aquece nossos corações que outrora estavam congelados e endurecidos pelo pecado, sem vida. Deus nos criou perfeitos; entretanto, a humanidade caiu na pecaminosidade. E desde então, nascemos em dívida com o Senhor; dívida que é impossível de pagar. E todos os que nasceram após Adão estão desta forma: “(...) Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem. O Senhor olhou do céu para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento, que buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um” (Salmos 14:1-3). Entretanto, o calor do amor de Deus nos trouxe para perto dEle novamente através de Jesus, saldando a dívida que nos condenava, restaurando a capacidade de nosso coração amá-Lo e fazer o bem: “Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis (Ezequiel 36:26-27)”. E Deus não o fez porque merecíamos isto, assim como o sol não nos ilumina e aquece todos os dias porque nos era devido tal favor; antes, o Senhor nos transforma por zelar Sua Santidade (“...em atenção ao meu santo nome...” Ezequiel 36:22), e por amor a cada um de nós: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16)”.

Um Ser tão santo, puro e poderoso quanto Deus, ao aproximar de seres frágeis e pecadores como nós gera um pavor de sermos destruídos, tal qual o aumento da proximidade do sol faria ao nosso planeta. Este medo foi expresso em várias passagens: “E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, para que não morramos (Êxodo 20:19)”; “Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face (Juízes 6:22)”; “Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus (Juízes 13:22)”; “Agora, pois, por que havemos de morrer? Este grande fogo nos consumirá; se ainda mais ouvirmos a voz do Senhor nosso Deus, morreremos (Deuteronômio 5:25)”. Entretanto, o próprio Deus se aproximou de nós, através de Jesus Cristo, “uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus (Hebreus 7:19)”, e assim podemos nos achegar a Ele com segurança; pelo sangue de Jesus Cristo estamos perto, derrubando a parede que separava, desfez-se a inimizade, nos dando acesso ao Pai (Efésios 2.13-18); “no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele” (Efésios 3:12).

Este Deus também é luz. Temos um caminho a seguir, e somos orientados para seguir nele. A Bíblia nos serve como instrução. Declara o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho (Salmos 119:105)”. O Senhor Jesus quando veio à Terra declarou que Ele é “o caminho, e a verdade, e a vida (João 14.6)” e também João falou dEle “Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo (João 1:9)” e mais tarde Jesus reafirmou “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida (João 8:12)”.

Às vezes na nossa vida cristã enfrentamos tamanhas provações, perdas e dificuldades que até mesmo pensamos que a luz de Deus não está nos iluminando mais. Mas lembremo-nos dos dias e das noites na natureza: alguns processos são feitos “no escuro”. Muito do que o Espírito Santo trata no nosso caráter é feito nos períodos de maior turbulência da nossa vida. Não que Deus tenha nos abandonado, muito pelo contrário; mas por causa do nosso limitado ponto de vista, parecerá a nós que foi isto o que aconteceu. O sol não continua a existir enquanto dormimos à noite? Logo, logo vem o amanhecer: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Salmos 30.5)”! Afinal, não é em altas temperaturas que o ouro é colocado para se retirar toda impureza?

O Senhor Deus é escudo”. Um escudo, além da utilidade óbvia de defesa, também é uma ferramenta de ataque. Ele vai à nossa frente, permitindo que avancemos por um caminho difícil. Um exemplo disto pode ser visto quando Golias partiu para combater com Davi. Um companheiro do gigante ia à frente levando o escudo, criando o caminho para o guerreiro: “O filisteu também vinha se aproximando de Davi; e o que lhe levava o escudo ia adiante dele” (1Samuel 17.41). Semelhantemente, o Senhor vai à frente lutando por nós, abrindo caminhos, preparando lugar: “Não tenhais medo deles, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por nós (Deuterônomio 3:22)”; “Com o teu auxílio desbarato exércitos; com o meu Deus, salto muralhas (Salmos 18:29)”.
O escudo também tem um brasão, indicando de que exército ele faz parte. Nos tempos antigos, quando se guerreava com lanças, espadas e escudos, os brasões de impérios eram muito temidos. Todos conheciam os vencedores pelo símbolo que ostentavam em suas bandeiras e escudos. Um escudo também deve ser leve, para que não atrapalhe numa batalha, e nem seja um estorvo ao caminhar longas distâncias com ele. Uma curiosidade é que muitos guerreiros, na sua morte, desejavam ser enterrados com seus instrumentos de luta: a espada e o escudo. Era uma honra morrer em batalha, defendendo seu povo.

Os cristãos também têm um brasão: na verdade, um selo, exibindo de Quem eles são. Todo salvo tem, dentro de si, o selo do Espírito Santo: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações (2Coríntios 1:21-22)”. Para estes, cumprir os mandamentos é agradável, não um fardo: “Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer (Salmos 119:35)”. Na verdade, Jesus disse que seu fardo é leve (Mateus 11.30). Jesus repete o que diz no Salmo 55, verso 22, para “lançar o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado”.

Quanto à morte, todo cristão sabe que pode ser perseguido por causa da sua fé. Mas isto é motivo de regozijo, e não de tristeza. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, os que são injuriados, caluniados por causa de Cristo, pois grande será a recompensa no céu (Mateus 5.10-12). O apóstolo Paulo disse que pra ele, viver é Cristo e morrer é lucro (Filipenses 1.21). Muitos cristãos já morreram por não negar a fé em Cristo. “Importa antes obedecer a Deus do que aos homens”, é o que gritam em coro estes homens e mulheres valorosos (Atos 5.29). Deram glórias a Deus, pois não amaram mais a sua própria vida, e assim, ganharam a vida eterna.

O mesmo Deus que nos renovou para uma nova vida, e nos ensina a trilhar o caminho de retidão, e que se aproximou de nós, também é nosso escudo. É a nossa defesa contra o mal, tanto físico quando espiritual “É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras (2Samuel 22:3)”; “tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno (Efésios 6:16)”.

Outra relação que é possível está entre o crente e a Bíblia. Todas as orientações, avisos, cuidados, exemplos e mandamentos contidos nela servem como “escudo” ao caminhar neste mundo. A Palavra é “divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2Timóteo 3:16)”. É defesa contra as artimanhas de Satanás; defesa contra a própria carne, ainda sujeita ao pecado; defesa contra filosofias e pensamentos estranhos à Verdade; e principalmente, defesa contra a perdição eterna: “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio (Salmos 18:2)”.

O Senhor dará graça e glória”. Quando Jesus veio, Ele fez com que as pessoas conhecessem a Deus Pai: “Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14:9)”; “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Col 1:15)”; ensinou e fez o que o Pai pediu pra ensinar e fazer: “Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo (João 8:28)”; falou o que o Pai fala: “E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Pai me ordenou (João 12:50)”. Jesus é a expressão exata da graça divina em favor dos homens. Não fosse este sacrifício, estaríamos perdidos, destinados ao inferno: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (João 1:14)”. “Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça (João 1:16)”. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós (Gálatas 3:13)”.

O nosso Senhor nos dá da sua graça todos os dias, quando nos alimenta, nos veste, nos dá saúde, emprego, família, amigos, esposos/esposas; quando nos protege do maligno e das diversas tribulações que este mundo oferece. Nem todas as coisas que Ele nos dá são segundo nossos desejos pessoais, mas a glória está em vivermos na dependência do Senhor todos os dias, apesar das dificuldades que se nos apresentam. Um dia, entretanto, estaremos com Jesus nos céus, e teremos corpos glorificados, e participaremos da glória do Pai “glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem (Romanos 2:10)”. Pela graça de Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz, morto em nosso lugar, porém agora ressurreto, hoje nós, crentes, podemos nos gloriar de sermos considerados filhos do Deus altíssimo! Oh glória!
O capítulo 8 do livro de Romanos nos conta que todos os que não têm o Espírito de Deus (ou seja, os não-convertidos) se inclinam para a carne, ou seja, são escravos da pecaminosidade que é inerente ao ser humano decaído. Estes, inclusive, pensam que não pecam, ou que seus pecados não são graves e não tem tanta importância assim. São parecidos com aquele fariseu no templo que dizia “Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano (Lucas 18:11)” Já os renovados para a nova vida (aqueles nos quais o Espírito Santo faz morada) têm inclinação para o espírito, ou seja, tem horror ao pecado e Deus muda seu caráter para que se tornem perfeitos, como Ele é. É claro que esta perfeição absoluta só será completada no dia da nossa ressurreição: “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Filipenses 1:6)”. Entretanto, devemos deixar nossa vida ao controle do Espírito Santo, pois ele é poderoso para nos santificar e nos instruir: “ele vos guiará em toda a verdade (João 16:13)”. Estes regenerados se humilham perante Deus e falam como o publicano: “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! (Lucas 18:13)”.

Não negará bem algum aos que andam na retidão”. Deus nos chama para uma vida de retidão. Todo aquele a quem Deus dá uma nova vida, dá o poder de serem chamados filhos de Deus; Deus ouve suas orações; livra-os do e no mal; dá-lhes a provisão necessária para seu sustento e a capacidade de viver uma vida reta segundo os mandamentos dEle. O Senhor pode nos dar saúde, uma família abençoada, um bom emprego, riqueza. Devemos dar glória a Deus se Ele nos der tudo isto, e pedir também que não permita que o neguemos quando estas bênçãos chegarem, que nós não nos afastemos dEle. Se o Senhor não nos der estas bênçãos, devemos, mesmo assim, dar glórias a Deus e pedir, também, que estas dificuldades não sejam empecilhos para nossa comunhão com Ele. Pois em Jesus somos mais do que vencedores (Romanos 8.35-37), e podemos tudo naquele que nos fortalece (Filipenses 4.12-13). Devemos lembrar que todas estas bênçãos físicas são temporárias; não levaremos nenhuma delas quando morrermos: “Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:20)”. Portanto, em todo caso, a graça de Deus nos basta (2 Coríntios 12.9).

Quanto aos bens espirituais, nenhum deles nos é negado: o Senhor nos ensina que devemos buscá-las antes de qualquer outra coisa “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33)”. “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo (João 6:27)”; “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada (Tiago 1:5)”. O que temos? A graça da conversão, nossa primeira graça; a graça santificadora, fé, esperança, perdão, adoção e perseverança; honra e glória entre os homens, crentes ou não; glória eterna, aquela que o Pai nos dá: a coroa de glória, da vida e da retidão – o presente divino dado por meio de Jesus Cristo.

Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade (Provérbios 2:7)”.

Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem (Salmos 34:9)”.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 1:3)”.

Amém!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Bem do Senhor 1



Muitos dizem:Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto. Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho. Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança. - Sl 4:6-8


Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem?”. Em dias como os nossos não são poucos os que querem, ousadamente, questionar a bondade de Deus. Nosso Pai tem mostrado tanta graça, não somente aos cristãos, mas também aos que ainda não O conhecem; até mesmo aos que obstinadamente se recusam a reconhecer a Sua existência. “Cadê o Deus bondoso que vocês pregam? Onde ele estava quando tal e tal catástrofe aconteceu?”. Ao que se refere o salmista nesta passagem? Que tipo de bem está sendo cobrado? Algo agradável, aprazível; coisas boas, benefícios, bem-estar; prosperidade; alegria, felicidade.

SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto”. O que significam estas palavras? Não é prosperidade material o que o salmista está querendo aqui. Ele sabe que as riquezas deste mundo não são garantias de nada, pois não tem utilidade eterna; na morte, tudo irá para as mãos de outros:

Sl 39.6 - Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam;amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.

Sl 49.16-20 - Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo, Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz. O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.


O escritor deste salmo deseja que a luz do Senhor brilhe sobre seu rosto. O resultado desta exposição está declarado na continuação deste texto. O autor recebeu uma alegria da parte de Deus tão grande que ele supera em quantidade até mesmo ao tempo no qual dispunha grande fartura de bens. Os bens terrenos que conquistamos em nada se comparam com o Verdadeiro Bem, que é conhecer a Deus, e ser conhecido por Ele; desfrutar da Sua paz, e do Seu eterno amor (Sl 21.6).

Em paz também me deitarei e dormirei”. Quão tranqüilo e seguro é o descanso de um justo perante Deus! Sabemos que Ele está conosco durante todos os momentos do dia; no nosso trabalho, na escola, na faculdade, na vida em família, em tudo o que fazemos. E durante a noite, durante o nosso descanso, Deus está nos vigiando, nos protegendo de todo o mal. Isto acontece porque só o Senhor nos faz “habitar em segurança”.

Bem-aventurado o povo que conhece o som alegre; andará, ó SENHOR, na luz da tua face. Em teu nome se alegrará todo o dia, e na tua justiça se exaltará. Pois tu és a glória da sua força; e no teu favor será exaltado o nosso poder. Porque o SENHOR é a nossa defesa, e o Santo de Israel o nosso Rei. (Sl 89:15-18)

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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Entre pela porta correta 0



Todos os dias somos obrigados a escolher o caminho a seguir. É como se entrássemos em uma enorme sala com diversas portas. Cada porta, por sua vez, conduz à outra sala, com mais portas. E assim será para sempre, pelo que tudo indica. Algumas portas vêm de decisões anteriores, assim como uma nova sala vem de uma porta pela qual entramos; outras portas aparecem devido às decisões de outras pessoas que afetam a nossa vida. E também há portas que Deus coloca a nossa frente; outras portas o próprio inimigo das nossas almas também planta.

A Palavra de Deus nos fala sobre portas e escolhas:

Optar pelo bem ou pelo mal:

Dt 30:15 - Vê que hoje te pus diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal.

Optar pelo Deus verdadeiro ou outros deuses:

1Rs 18:21 - Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o;
Js 24:15 - Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais.

Optar por seguir Jesus ou não:

At 16:31 - Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.
Mc 16:16 - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

Eleger a vida ou a morte:

Dt 30:19 - Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência.

Como saberemos por qual porta entrar? Precisamos de discernimento, prudência, bom juízo e conhecimento. Tudo isto temos pela Palavra:

Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras de inteligência; para se instruir em sábio procedimento, em retidão, justiça e eqüidade; para se dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso. Ouça também, o sábio e cresça em ciência, e o entendido adquira habilidade, para entender provérbios e parábolas, as palavras dos sábios, e seus enigmas – Pv 1.2-6.

A Palavra de Deus, a Bíblia, indica o caminho seguro para conseguir achar a porta certa (Sl 119:105 - Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho). É preciso sabedoria, não aquela sabedoria humana e comum, que todos os nossos companheiros de jornada terrena possuem, mas de origem divina (1Co 2:14 - Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente). Grande notícia é que este tipo de sabedoria nos é dada de graça: basta pedir (leia sobre sabedoria aqui):

Tg 1:5 - Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada

Há uma porta que Deus colocou à nossa frente, e que se não fosse Ele, ninguém poderia ir para o lugar onde ela leva. É a porta da salvação. O apóstolo Paulo afirmou que não há ninguém que busque a Deus:

Rm 3:10-11;23 - Não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.

Isto significa que ninguém poderia abrir ou sequer achar esta porta, a não ser o nosso benigno, misericordioso e mui excelente Jesus Cristo, o qual é Deus (At 4:12 - E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos). Ele abre portas que ninguém fecha (Ap 3:7 - Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre).

Muitos ficam procurando uma porta de saída, e acabam num labirinto, cada vez mais perdidos. Tentam buscar a porta certa, mas preferem não usar luz. São semelhantes àqueles homens que foram feridos de cegueira, na porta da casa de Ló, e que passaram a noite inteira tateando a parede e não a encontraram (Gn 19.11). Mais uma vez, a Luz está disponível, para ser aproveitada, embora alguns não a queiram:

Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois os meus olhos já viram a tua salvação, a qual tu preparaste ante a face de todos os povos; luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel - Lc 2:29-32.

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo. Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. – Jo 1:1-12.

Jo 8:12 - Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.
Jo 12:46 - Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

Quanto orgulho há num coração que rejeita a salvação dada gratuitamente por nosso Deus (Pv 1.7 - O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução)!

Há muitas portas neste mundo, mas apenas uma delas leva à Salvação. As outras podem ser maiores, mais imponentes, mais atrativas, de acordo com os olhos carnais. Mas elas não levam a lugar nenhum, como a imagem da porta que ilustra este texto.

À você, que entrou, talvez inadvertidamente neste blog, saiba que não foi à toa que chegou a ler este texto. Deus tem muitas maneiras de atrair as pessoas, e creio firmemente que Ele pode ter usado esta minha simples redação para que soubesse que há uma porta aberta diante de você. Abra e venha, beba de uma água que fará você nunca mais ter sede (Jo 4:13-14 Todo o que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna)!

Medite na Palavra abaixo e escute a voz de Deus tocando o seu coração!

Sl 118:19-20 - Abri-me as portas da justiça; entrarei por elas, e louvarei ao SENHOR. Esta é a porta do SENHOR, pela qual os justos entrarão.
Mt 7:13-14 - Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
Jo 10:1-2 - Na verdade, na verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas.
Jo 10:7 - Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.
Jo 10:9 - Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
Jo 14:6 - Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Jo 3:16 - Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Ap 22:17 - Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

As misericórdias do Senhor duram para sempre 3



Uma das coisas que qualquer crente sabe (ou deveria saber) é que Deus não muda seu caráter, e é exatamente esta característica que permite que possamos depositar nossa total confiança nEle. Tantas vezes nós já confiamos em pessoas e nos decepcionamos por que elas agiram de outra forma. Mas com o nosso Pai não é assim. O que Ele foi ontem, o é hoje e o será amanhã.

Embora haja esta consciência na teoria, na prática às vezes esta ideia se mostra diferente. Parece-me bastante claro que a falta de conhecimento bíblico deixe as pessoas à mercê de qualquer vento de doutrina, ou de entendimento completamente avesso ao que diz a Palavra. Mas é incrível que alguém diga que Deus é imutável e, de repente, afirme que Deus mudou, do Antigo para o Novo Testamento, ainda mais se falarmos da misericórdia dEle.

O objetivo deste texto é esclarecer que Deus sempre foi misericordioso, mesmo com os ímpios, e que as pessoas que viveram antes da vinda de Cristo conheciam bem este aspecto do seu caráter que é, reafirmo, imutável.

No nosso Deus é um Deus que não pode mentir. Ele mesmo declara sua misericórdia ao seu povo, em diversas passagens:

E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos (Êx 20:6).

Porque aquela é a sua cobertura, e o vestido da sua pele; em que se deitaria? Será pois que, quando clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso (Êx 22:27).

Porém ele disse: Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti, e proclamarei o nome do SENHOR diante de ti; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer (Êx 33:19).

E faço misericórdia a milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos (Dt 5:10).

E os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque no meu furor te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti (Is 60:10).

Vai, pois, e apregoa estas palavras para o lado norte, e dize: Volta, ó rebelde Israel, diz o SENHOR, e não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou, diz o SENHOR, e não conservarei para sempre a minha ira (Jr 3:11).

E vos concederei misericórdia, para que ele tenha misericórdia de vós, e vos faça voltar à vossa terra (Jr 42:12).

Portanto, assim diz o SENHOR: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o SENHOR dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém (Zc 1:16).


Misericórdia de Deus em ação:

•    Não destruiu Adão e Eva, quando pecaram no Éden; antes já deu a primeira promessa a respeito da vinda do Messias (Gn 3.15).

•    Poupou a vida de Caim quando este matou seu irmão, até mesmo colocou um sinal nele para que ninguém o ferisse (Gn.4).

•    Não destruiu toda a civilização na época de Noé, poupando sua família da destruição (Gn 6 e 7).

•    Não destruiu o povo quando este quis exaltar-se a si mesmo, construindo uma torre como símbolo desta arrogância e prepotência (Torre de Babel, Gn 11).

•    Não destruiu a todos das cidades de Sodoma e Gomorra, poupando Ló e sua família (Gn 18 e 19).

•    Na destruição de Sodoma e Gomorra, quando teve paciência com Ló e sua família, que se demoravam em sair da cidade:
Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o SENHOR misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade (...) Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas eu não posso escapar no monte, para que porventura não me apanhe este mal, e eu morra (Gên 19:16;19:19).

•    Na saída do povo hebreu do Egito, Deus foi misericordioso com Faraó e o povo egípcio, dando muitas oportunidades para que eles deixassem o povo de Deus sair em paz, sem maiores complicações. É claro que o Faraó não fez uso da misericórdia do Senhor e sofreu duras punições (Ex 7-13).

•    Foi misericordioso com o povo no deserto, fornecendo-lhe água e alimento do céu durante a peregrinação (Ex. 16).

•    Deus foi misericordioso mesmo com o povo cananita, pois teve tempo desde a ida de Abraão para o Egito até a volta do povo hebreu de lá (Gn. 15.13-16 - compare com Dt. 7:1-2; 20:16-18).

•    Quando Elias fraquejou e fugiu de Jezabel, Deus se compadeceu de dele, dando-lhe tempo pra descansar e se alimentar, e um amigo confiável: Eliseu (1Rs 19).

•    O profeta Jonas ficou bastante desgostoso com o fato de Deus ter poupado Nínive da destruição, já que eles se arrependeram (Jn 4). Inclusive Jonas se negou em ouvir o chamado do Senhor por que sabia que Deus era misericordioso e não queria que seu "trabalho" fosse em vão (Jn 4.2-3).

•    Deus foi misericordioso com Davi, no seu caso de adultério, numa época que isto era punido com morte por apedrejamento (2 Sm 12).

•    O povo hebreu foi muitas vezes poupado de um castigo pior, graças à misericórdia de Deus:
E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso Deus, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniqüidades, e ainda nos deixaste este remanescente (Ed 9:13).

Mas, tendo alcançado repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti,; portanto tu os deixavas nas mãos dos seus inimigos, de modo que estes dominassem sobre eles; todavia quando eles voltavam e clamavam a ti, tu os ouvias do céu, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes; e testemunhaste contra eles, para os fazerdes voltar para a tua lei; contudo eles se houveram soberbamente, e não deram ouvidos aos teus mandamentos, mas pecaram contra os teus juízos, pelos quais viverá o homem que os cumprir; viraram o ombro, endureceram a cerviz e não quiseram ouvir. Não obstante, por muitos anos os aturaste, e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; todavia eles não quiseram dar ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras. Contudo pela tua grande misericórdia não os destruíste de todo, nem os abandonaste, porque és um Deus clemente e misericordioso (Ne 9:28-32).

Ele, porém, que é misericordioso, perdoou a sua iniqüidade; e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira (Sl 78:38).


•    O povo de Israel não foi destruído pela Assíria; antes foi poupado, depois de um período de opressão; Deus os livrou:

Porém o SENHOR teve misericórdia deles, e se compadeceu deles, e tornou-se para eles por amor da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó, e não os quis destruir, e não os lançou ainda da sua presença (2Rs 13:23).
•    Promessa de misericórdia mostrada para os gentios:

E semea-la-ei para mim na terra, e compadecer-me-ei dela que não obteve misericórdia; e eu direi àquele que não era meu povo: Tu és meu povo; e ele dirá: Tu és meu Deus (Os. 2:23).

No Antigo Testamento, as pessoas sabiam deste atributo de Deus:


Passando, pois, o SENHOR perante ele, clamou: O SENHOR, o SENHOR Deus, misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em beneficência e verdade. (Êx. 34:6).

O SENHOR faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti (Núm 6:25).

O SENHOR é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até à terceira e quarta geração (Núm 14:18).

Porquanto o SENHOR teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais (Dt 4:31).

Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos (Dt 7:9).

Jubilai, ó nações, o seu povo, porque ele vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários retribuirá a vingança, e terá misericórdia da sua terra e do seu povo (Dt 32:43).

A ti também, Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra (Sl 62:12).

Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade (Sl 103:8).

Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o SENHOR (Sl 111:4).

Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia (Sl 116:5)

Espere Israel no SENHOR, porque no SENHOR há misericórdia, e nele há abundante redenção (Sl 130:7).

Piedoso e benigno é o SENHOR, sofredor e de grande misericórdia (Sl 145:8).

E orei ao SENHOR meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos (Dn 9:4).

Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele (Dn 9:9).

Todo o povo hebreu sabia que Deus era misericordioso com quem clamasse a Ele; as passagens abaixo corroboram com esta afirmação:

Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui (Núm 14:19).

Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o SENHOR teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais (Dt 7:12).

Também não se pegará à tua mão nada do anátema, para que o SENHOR se aparte do ardor da sua ira, e te faça misericórdia, e tenha piedade de ti, e te multiplique, como jurou a teus pais (Dt 13:17).

E perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti, todas as transgressões que houverem cometido contra ti; e dá-lhes misericórdia perante aqueles que os têm cativos, para que deles tenham compaixão (1Rs 8:50).

Porque, em vos convertendo ao SENHOR, vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e tornarão a esta terra; porque o SENHOR vosso Deus é misericordioso e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se vos converterdes a ele (2Cr 30:9).

Por isso os entregaste na mão dos seus adversários, que os angustiaram; mas no tempo de sua angústia, clamando a ti, desde os céus tu ouviste; e segundo a tua grande misericórdia lhes deste libertadores que os libertaram da mão de seus adversários (Ne 9:27).

Porém, em tendo repouso, tornavam a fazer o mal diante de ti; e tu os deixavas na mão dos seus inimigos, para que dominassem sobre eles; e convertendo-se eles, e clamando a ti, tu os ouviste desde os céus, e segundo a tua misericórdia os livraste muitas vezes (Ne 9:28).

Mas pela tua grande misericórdia os não destruíste nem desamparaste, porque és um Deus clemente e misericordioso (Ne 9:31).

Porque o rei confia no SENHOR, e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará (Sl 21:7).

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias (Sl 23:6).

Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos (Sl 25:10).

Bendito seja o SENHOR, pois fez maravilhosa a sua misericórdia para comigo em cidade segura (Sl 31:21).

O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará (Sl 32:10).

Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia (Sl 33:18).

Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem (Sl 103:11).

Mas a misericórdia do SENHOR é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos (Sl 103:17).

O SENHOR se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia (Sl 147:11).

O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia (Pv 28:13).

Por isso, o SENHOR esperará, para ter misericórdia de vós; e por isso se levantará, para se compadecer de vós, porque o SENHOR é um Deus de eqüidade; bem-aventurados todos os que nele esperam (Is 30:18).

E orou ao SENHOR, e disse: Ah! SENHOR! Não foi esta minha palavra, estando ainda na minha terra? Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal (Jn 4:2).

Portanto, assim diz o SENHOR: Voltei-me para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o SENHOR dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém (Zc 1:16).

A Bíblia também  mostra, no AT, várias pessoas suplicando pela misericórdia de Deus:

Ouve-me quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração (Sl 4:1).

Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados (Sl 6:2).

Tem misericórdia de mim, SENHOR, olha para a minha aflição, causada por aqueles que me odeiam; tu que me levantas das portas da morte (Sl 9:13).

Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR (Sl 25:7).

Tem misericórdia de mim, ó SENHOR, porque estou angustiado. Consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu ventre (Sl 31:9).

Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias (Sl 51:1).

Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura devorar-me; pelejando todo dia, me oprime (Sl 56:1).

Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades (Sl 57:1).

Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia (Sl 66:20).

Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós (Sl 67:1).

Eu, porém, faço a minha oração a ti, SENHOR, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação (Sl 69:13).

Ouve-me, SENHOR, pois boa é a tua misericórdia. Olha para mim segundo a tua muitíssima piedade (Sl 69:16).

Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia, e concede-nos a tua salvação (Sl 85:7).

Tem misericórdia de mim, ó Senhor, pois a ti clamo todo o dia (Sl 86:3).

Volta-te para mim, e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo, e salva ao filho da tua serva (Sl 86:16).

Mas tu, ó DEUS o Senhor, trata comigo por amor do teu nome, porque a tua misericórdia é boa, livra-me (Sl 109:21).

Ajuda-me, ó SENHOR meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia (Sl 109:26).

SENHOR, tem misericórdia de nós, por ti temos esperado; sê tu o nosso braço cada manhã, como também a nossa salvação no tempo da tribulação (Is 33:2).

Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia (Hb 3:2).

A grandeza da misericórdia de Deus era exaltada:

Seja a tua misericórdia, SENHOR, sobre nós, como em ti esperamos (Sl 33:22).

A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até as mais excelsas nuvens (Sl 36:5).

Contudo o SENHOR mandará a sua misericórdia de dia, e de noite a sua canção estará comigo, uma oração ao Deus da minha vida (Sl 42:8).

Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente (Sl 52:8).

Ele enviará desde os céus, e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me.  Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade (Sl 57:3).

Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens (Sl 57:10).

Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia (Sl 59:16).

A ti, ó fortaleza minha, cantarei salmos; porque Deus é a minha defesa e o Deus da minha misericórdia (Sl 59:17).

A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram (Sl 85:10).

Pois grande é a tua misericórdia para comigo; e livraste a minha alma do inferno mais profundo (Sl 86:13).

Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade irão adiante do teu rosto (Sl 89:14).

Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração (Sl 100:5).

Cantarei a misericórdia e o juízo; a ti, SENHOR, cantarei (Sl 101:1).

Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre (Sl 106:1).

Pedidos para que Deus não usasse de sua grandiosa benignidade para com os ímpios:

Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todos os gentios; não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade (Sl 59:5).

O Deus da minha misericórdia virá ao meu encontro; Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos (Sl 59:10).

E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo (Sl 143:12).

Embora a misericórdia de Deus seja muito grande, ás vezes Ele deixa de usar de misericórdia, pois a impiedade do povo era muito grande. O objetivo, é claro, era fazer com que o povo se voltasse novamente a Ele:

Porque assim diz o SENHOR: Não entres na casa do luto, nem vás a lamentar, nem te compadeças deles; porque deste povo, diz o SENHOR, retirei a minha paz, benignidade e misericórdia (Jr 16:5).

Portanto lançar-vos-ei fora desta terra, para uma terra que não conhecestes, nem vós nem vossos pais; e ali servireis a deuses alheios de dia e de noite, porque não usarei de misericórdia convosco (Jr 16:13).

E depois disto, diz o SENHOR, entregarei Zedequias, rei de Judá, e seus servos, e o povo, e os que desta cidade restarem da pestilência, e da espada, e da fome, na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, e na mão de seus inimigos, e na mão dos que buscam a sua vida; e feri-los-á ao fio da espada; não os poupará, nem se compadecerá, nem terá misericórdia (Jr 21:7).

Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia (Jn 2:8).

Como Deus é misericordioso, Ele exige isto de nós também:

Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos (Os 6:6).

E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal (Jl 2:13).

Assim falou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão (Zc 7:9).

Embora este estudo tenha sido resumido quanto à ação misericordiosa de Deus no Antigo Testamento, creio que ficou claro o fato de que nosso Deus é um Deus compassivo, e que o foi no passado, antes da vinda de Cristo, e que continuou sendo benevolente, inclusive com os ímpios, depois de Jesus.

As misericórdias do Senhor duram para sempre, mas para os que amam a Deus.



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sexta-feira, 1 de maio de 2009

O jovem cristão e o sexo - parte final 5



Homossexualismo

O homossexualismo é a prática de qualquer ato sexual entre pessoas do mesmo sexo, sejam elas homens ou mulheres. Hoje em dia o homossexualismo é também denominado homoafetividade, numa tentativa de suavizar o pensamento da sociedade sobre este tipo de comportamento. Muitas pessoas são contra o sexo entre iguais, mas não são contra o afeto entre iguais. Mas, invariavelmente, apesar do jogo de palavras, o ato não deixa de ser pecado diante dos olhos de Deus.

O homossexualismo é claramente errado segundo a Bíblia, tanto no AT( Lv. 18-20) quanto no NT(Rm. 1.26-27). Para quem não considera a Palavra de Deus como sendo divina, já é esperado um tratamento indiferente à Palavra; entretanto, devemos ficar alarmados quando pessoas que se declaram cristãs aprovam ou incentivam esta situação imoral.

O Preconceito

Em primeiro lugar, precisa ficar claro que o homossexualismo é um pecado tão grave quanto qualquer outro, perante Deus, e que serve para condenação tanto quanto a mentira, por exemplo. E nós sabemos que dentro das nossas congregações existem pessoas que pecam diariamente, das mais variadas formas, até mesmo porque eu e você pecamos também, para nossa tristeza. Isto decorre do fato que ainda estamos cercados e influenciados pelo mal, e nosso corpo ainda é corrupto e milita todos os segundos contra o espírito.

Em segundo lugar, devemos sempre estar contra o pecado, seja qual for, independente da escala de gravidade que possamos atribuir a eles, mas não devemos condenar a pessoa que os pratica. Todos estamos no mesmo barco, sejamos nós homossexuais, ladrões, assassinos, mentirosos, desobedientes aos pais, infiéis, invejosos, orgulhosos... Precisamos nos livrar do mal, não das pessoas.

Desta forma, não deve haver lugar para o preconceito dentro do corpo da igreja. Todas as pessoas precisam de salvação, e como disse Jesus, ele veio para chamar os perdidos ao arrependimento, e para curar os doentes, não os sãos. E deixe-me lembrá-los que todos nós, sem exceção, somos doentes e perdidos, até que Deus nos ache e nos cure, pelo maravilhoso e poderoso sangue de Jesus.

Tendências genéticas

Pesquisas recentes demonstram que o homossexualismo pode ser gerado por fatores genéticos que influenciam, por exemplo, a regulação hormonal. Algumas pessoas teriam mais predisposição para se interessar por pessoas do mesmo sexo. Quanto à isso quero dizer que todas as pessoas nascem com predisposição genética para fazer o que é errado. A Bíblia já diz isso há milênios. Acontece desde Adão. O ser humano, após a Queda, nasce pecador. Nem por isso somos menos responsabilizados pelos nossos atos. Muitas pessoas nascem com mais predisposição para a violência; isto não quer dizer que elas não têm culpa alguma se algum dia assassinarem alguém. Outras são mais sexualmente desenvolvidas; mas não é desculpa para adulterar ou se prostituir. Da mesma forma, alguém que tem uma séria tendência a se interessar por pessoas do mesmo sexo não está isenta da responsabilidade de praticar atos homossexuais. Todo vício tem controle; não se pode dar vazão à todo desejo, não somos escravos dele, principalmente quando nos convertemos à Jesus: o Espírito Santo gera um poderoso fruto em nós - o domínio próprio (Gl. 5).

A cultura

Fatores culturais também são usados como desculpas para justificar o comportamento homossexual. Segundo se afirma por aí, o fato da sociedade atual não aceitar o homossexualismo se deve principalmente à preconceitos vinculados a valores antigos, de gerações ultrapassadas e antiquadas. Uma cultura "moderna" deveria aceitar toda e qualquer forma de relacionamento humano, e não ser tolhida por causa de uma moralidade religiosa.

Um dos objetivos do movimento homossexual hoje é quebrar este paradigma, de que uma família só pode ser formada por homem e mulher. E para isto, a mídia tem alçado grandes esforços para influenciar a população da necessidade de aceitarmos este tipo de relacionamento como sendo saudável. É lamentável dizer que estes esforços estão começando a surtir efeito. Pode-se faltar com respeito ao Presidente da República à vontade, mas qualquer tipo de observação contra o homossexualismo torna-se um insulto passível de penalização criminal!

A Lei

Falando-se em lei, o movimento está também pleiteando mudanças na Constituição para fazer valer esta nova relação familiar. Alguns dos seus projetos são a legalização do casamento homossexual e o projeto de lei anti-homofobia.

O projeto de lei anti-homofobia, a PL 122, tem o objetivo de tornar crime qualquer menção contrária à pratica homossexual. Isto permitiria que qualquer pessoa, até mesmo um pregador, que estiver falando contra este assunto poderia ser preso e o material confiscado. Nossas Bíblias não poderiam conter nenhuma referência condenando o homossexualismo!

É claro que isto é um absurdo; idéias não podem ser alvo de censura. Mas o perigo de um projeto de lei destes ser aprovado existe: políticos mal-intencionados podem querer ser "politicamente corretos" e permitir que ele se torne lei de fato, com o objetivo de alcançar votos deste grupo.

O amor é o que importa

Os 10 mandamentos do Senhor se dividem em dois grupos. Os 4 primeiros se referem ao relacionamento adequado entre o homem e Deus. Os outros 6 são instruções de como os homens devem viver entre si. Jesus resumiu estes mandamentos em apenas 2: o primeiro, amar a Deus sobre todas as coisas. O segundo, semelhante a este, é amar aos outros como a si mesmo. Não é a anulação dos 10 mandamentos e a afirmação de 2 novos; é a ampliação dos 10 originais. Amar a Deus acima de tudo implica em fazer tudo o que os 4 primeiros mandamentos explicitam e muito mais. E amar ao próximo como a si mesmo indica tudo o que os outros 6 mandamentos declaram e ainda mais do que isto.

Mas devemos ter cuidado com o que pensamos sobre o amor. Existem os amores naturais, entre eles a afeição (storge), o erótico (eros) e a amizade (philos), e existe o amor divino (ágape). Todos os tipos de amor têm sua origem em Deus, pois Ele é amor. Quando Deus ama, faz o que lhe é próprio. Já o homem, não. Ele tem amor (pois Deus o habilitou para isto) e o manifesta de uma forma ou outra, pois o homem é feito à imagem e semelhança do Pai. Ocorre que o pecado pode deturpar a forma como amamos. Os amores naturais, belos em si mesmos, porém dependentes de um amor maior, tendem a se descontrolar quando esquecemos ou ignoramos que a fonte deles é Deus. Ao invés de amarmos as pessoas, tendemos a 'amar o amor' que temos pelas pessoas. E isto é terrível, porque tudo se torna justificável, inclusive as atitudes mais perversas, pois estamos "amando". Idolatra-se o amor. Como Lewis cita em seu livro Os quatro amores, "quando o amor vira um deus, ele se transforma num demônio". O amor é uma ação, uma atitude; não é o objeto que se deve amar.

Destarte, alguém pode usar esta desculpa (a de que por amor tudo é válido) para justificar o homossexualismo, por exemplo; para justificar pedofilia, para justificar o extermínio de uma vizinhança hostil, justificar o encarceramento de filhos pelos pais, matar alguém por causa de ciúmes ou para tomar-lhe o dinheiro por amar a riqueza... e assim por diante. É fácil perceber as consequências desta filosofia.

Além disto, existe uma priorização do amor. Os dois mandamentos deixados por Jesus não são de importância idêntica. Amar a Deus sobre todas as coisas está acima de qualquer outro amor, inclusive o de amar o próximo e o amor-próprio. Os três amores naturais (storge, eros e philos) são dependentes do amor divino (ágape) não só pela existência, mas também porque ágape limita o raio de atuação daqueles, evitando excessos, para mais ou para menos. Por exemplo: na situação em que alguém se depara entre uma escolha moral de obedecer ao amor de Deus e obedecer a algum amor natural, por exemplo, devemos escolher o amor a Deus; e entre amar (ágape) a Deus e amar (ágape) a uma pessoa, devemos escolher Deus, novamente (Mt 10.37).

Obviamente, o caráter destas escolhas vai determinar se amamos ou não a Deus. A Palavra diz que amamos a Deus quando obedecemos aos seus mandamentos (1Jo 2:3-6; 1Jo 3:24); e diz também que não amamos a Deus quando dizemos "Senhor, Senhor!" e não fazemos o que Ele nos orienta (Mt 7.21,24).

De fato, damos vazão a diversos desejos "em nome do amor". Mas isto não nos isenta do pecado e da culpa. Se nosso Deus nos disse para amá-lo acima de todas as coisas, não vejo nenhuma escapatória.

Por exemplo, eu não duvido que haja realmente amor verdadeiro num relacionamento homossexual. Entretanto, este tipo de relacionamento é proibido por Deus; consequentemente não devo alimentar esperanças de que Deus vai "fazer vistas grossas" a esse comportamento só porque o amor entre os parceiros é verdadeiro. O amor (e a obediência, por conseguinte) à Deus deve ter primazia. Outro exemplo: entre escolher amar mais minha namorada ou namorado e amar mais a Deus, deve-se ficar com esta última opção, pois é a certa e que agrada a Ele. A cada escolha certa que fazemos, nos santificamos; a cada erro, ficamos mais impuros e mais distantes de Deus. Os erros são perigosos, uma vez que ele nos afasta da verdade, evitando que o Espírito Santo nos avise de outros erros. Perceba a seguinte analogia: imagine uma sala cheia de obstáculos que podem te ferir, e você deve movimentar-se por ela. A cada decisão acertada (conforme a lei divina), a sala vai ficando mais clara, e você consegue discernir melhor os obstáculos, evitando machucados. Mas, a cada decisão errada, a sala vai ficando cada vez mais escura e a probabilidade de você se machucar e errar mais ainda aumenta, por avaliar mal o que há à sua frente. Pior ainda: dependendo do ferimento, ele pode ser mortal.

Então, resumindo: cada pecado te afasta mais de Deus, e a cada tentação suportada, Deus se agrada, pois você está amando, e desta vez, amando certo.

Fora dos planos

Deus, desde o princípio, instituiu a família como sendo homem e mulher, e a partir daí, seus filhos. Este é o plano original. O homem deixar seu pai e mãe e unir-se à sua mulher. Não há qualquer opção alternativa válida.

Um relacionamento homossexual nunca vai ser abençoado por Deus, por mais que se tente argumentar a sua validade ou o sentimento envolvido. Trata-se de uma deturpação do objetivo que Deus quis para a humanidade; quis comunhão entre Ele e os homens, mas estes quiseram agir independentemente dEle; quis que o casamento durasse, mas o homem inventou o divórcio; quis homem e mulher formando uma nova família, e o homem resolve inventar outras formas de relação familiar, homem com homem ou mulher com mulher.

Mas há uma boa notícia: Aquele que é poderoso para salvar é poderoso para nos santificar e nos guardar do mal. E Ele não nos deixará desamparados, sem ajuda para vencer a tentação: Filipenses 1.6 - “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” e Judas 1.24-25 - "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre".
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O jovem cristão e o sexo - parte 8 12

O jovem cristão e o sexo - parte 8

Sexo oral

Há bastante gente que têm uma visão desconfiada sobre esta forma de prazer sexual. Não a acham pura; afinal, a boca foi feita para comer e louvar a Deus, e não se deveria usá-la para fazer carinhos nos órgãos sexuais, que são impuros. Já falei sobre este assunto numa postagem anterior, e, creio, não deve haver mais dúvidas que todas as partes do corpo humano são dignas, pois Deus as fez; se assim não fosse, o corpo não seria a melhor analogia a ser usada para representar a igreja de Jesus, já que todos os crentes, de todas as épocas, fazem parte de um único corpo, sem detrimento de parte alguma (leia 1 Co 2.12 para uma melhor compreensão). Beijos e carinhos são válidos em todas as partes do corpo; depende do gosto, da vontade e da consciência de cada um. Pecado que vem da boca ou da língua não é o sexual, mas toda sorte de perversidades e maledicências que provém do mau uso dela: a boca fala do que o coração está cheio (Lc 6.45).


Sexo anal

Se o sexo oral é controverso, o anal é ainda mais. Normalmente, esta forma de prazer sexual é relacionada a sodomia. Sodomia é a prática dos moradores de Sodoma, cidade que foi inteiramente destruída por Deus por causa de sua imoralidade. Vamos analisar algumas passagens bíblicas que falam a respeito deste assunto.

1 Coríntios 1:26-27 - Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.


Neste versículo, a expressão “mudaram o uso natural, contrário à natureza”, não se refere a como um homem e uma mulher fazem sexo, mas sim à homossexualidade, tanto feminina quanto masculina que imperava na sociedade da época. O homossexualismo é contrário à natureza, já que Deus no princípio fez macho e fêmea. Tão contrário quanto ter mais de um homem ou de uma mulher, contrário como homens ou mulheres deitando-se com animais. E a palavra “semelhantemente” deixa ainda mais claro do que se trata. Os homens, SEMELHANTEMENTE (às mulheres), deixaram o uso natural (delas) para inflamarem-se uns com os outros, homem com homem.

1 Coríntios 6:9-10 - Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.


Atentemos para a palavra “sodomitas”. A palavra no original grego é arsenokoites, é formada por duas palavras: arsen (macho) e koite (cama/leito/sexo). Traduzindo literalmente significa “macho que se deita com outro macho”. É bom declararmos bem o significado literal do que realmente Paulo quis dizer porque sodomita é o que pratica sodomia que, em vários dicionários de português, sodomia significa a prática sexo anal. A passagem denota, então, que o que estava sendo condenado não era o sexo anal, e sim o homossexualismo, não importando a forma como este é praticado.

Outra palavra que merece nossa atenção é efeminados. Ela é a tradução para a palavra malakos, que significa, literalmente, mole, macio, suave. Ela indica também a homossexualidade, o comportamento de homens que recebem afagos de outros homens, como se mulheres fossem.

Possivelmente, o uso destas duas palavras, juntas, queiram significar o homossexual passivo (malakos) e o homossexual ativo (arsenokoites). Seja como for, o homossexualismo é o que é condenado nesta passagem.

Tem um argumento que pode ser usado para condenar o sexo anal. O ânus, em si, é muito mais sensível do que as fortes paredes vaginais. A possibilidade de machucar é bem maior, ainda mais se não forem tomadas medidas simples de precaução e higiene. Uma passagem bíblica pode ser usada para exemplificar isto, que pode condenar o ato, mas de forma um tanto indireta. É esta:

1 Co 3.17 - Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.


Se por acaso a prática de sexo anal puder ser prejudicar o corpo da mulher ou do homem de alguma forma, estará, sim, profanando o corpo, que é o templo de Deus.

Em geral, se o ato é feito com cuidado, de comum acordo entre o casal, e não causar constrangimento para nenhum dos dois, não sendo também esta prática a única e obsessiva forma de fazer sexo, não há problemas.

Mas mesmo que a Bíblia não condene o sexo oral e o sexo anal, tudo deve passar pelo teste da consciência. Se a consciência lhe acusar, e você não ficar em paz com Deus, não faça.

Fantasias sexuais

Como foi escrito em postagem anterior, o sexo tem dois aspectos: mental e físico. Uma fantasia não passa do uso da mente como meio de excitação. Não há nenhum problema nisto. É bastante óbvio também que nem tudo o que nós pensamos é bom. Veja as outras postagens anteriores e a postagem sobre lascívia. Mas, como sempre, não deve o cristão ignorar a consciência cristã, e nem usar de outros recursos que venham a humilhar ou ferir o cônjuge.

Posições

A Bíblia não fala nada a respeito de posições corretas para o sexo. Nem de posições erradas. Portanto, o uso delas está limitado apenas pela criatividade e pela disposição física!

Locais

A Palavra de Deus nos orienta sempre a sermos discretos, sermos prudentes e respeitosos. Ninguém deveria fazer sexo em locais que causem escândalo, que possa ferir a consciência, ou ainda, que desobedeça a lei civil – uma rua, dentro de um carro, por exemplo, não é o lugar mais adequado para um casal cristão fazer sexo.

Quanto ao motel, é um lugar reservado. Se lá apenas for usado recursos que seriam lícitos à um cristão na sua própria casa, não há problema. O que pode não acontecer é usar das diversas formas de pornografia que o motel oferece. Excetuando isto, não há problema, a não ser por causa da consciência, novamente. Não é o lugar ou as coisas de lá que santifica ou demoniza, mas o uso ou não que se faz dele. A casa do cristão pode ser tão ou mais impura do que um quarto de motel. Quem faz a diferença é o crente!
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O jovem cristão e o sexo - parte 7 12



DESCULPAS ESFARRAPADAS

Muitos casais cristãos tentam racionalizar seu pecado, criando desculpas para praticar sexo antes do casamento. Vejamos as mais comuns:

A Bíblia não diz que o sexo antes do casamento é proibido

Para responder este questionamento, basta dar uma lida nesta postagem anterior e verificar se, realmente, a Bíblia não fala nada sobre este assunto.

O importante é que o casal se ame e se respeite, e seja fiel um ao outro

Sem dúvida, um casal realmente deve se amar, se respeitar, e ser fiel. Sexo sem amor é pecado tanto dentro quanto fora do casamento, pelo simples fato de usar a outra pessoa como um objeto com fins de satisfazer a si mesmo. E se você ama, respeita, pois o respeito é um aspecto do amor. Jesus expressou isto de forma semelhante: se me amas, guarde os meus mandamentos (João 14:21). E fidelidade envolve um pacto, um acordo, uma aliança.

No direito, existem diversos tipos de contratos. Estes contratos normalmente devem ser celebrados de forma a ninguém duvidar da veracidade e da vontade das partes contratantes. Alguns contratos, por sua importância, devem ser efetuados de forma especial, com testemunhas, ou em um órgão especializado para tal fim. Tudo isto para dar validade e reconhecimento público do ato que está sendo tomado.

O casamento é um destes tipos de contrato. Envolve testemunho público do que está sendo realizado. Além disto, a Bíblia é bastante clara em dizer que o modo correto de "deixar pai e mãe e unir-se em uma só carne" é através do casamento. O casamento tem, logicamente, um aspecto social e cultural. Mas isto não significa que devamos submeter esta instituição divina, que é o casamento, às frequentes inconstâncias de vontade humana. A união estável, por exemplo, por mais legal que seja perante a justiça, não substitui o casamento propriamente dito. E as pessoas que assim se encontram praticam o pecado da imoralidade sexual; e ainda mais os solteiros que praticam sexo fora do matrimônio.

Sexo antes do casamento é bom para conhecer bem a pessoa

Este tipo de desculpa me faz lembrar uma antiga música popular que diz mais ou menos o seguinte: "E se de dia a gente briga, de noite a gente se ama, é que nossas diferenças acabam no quarto, em cima da cama". Quem afirma este tipo de coisa parece pensar que o sexo pode salvar qualquer problema que porventura um casal enfrente. É um grande engano achar que, se o casal "se dá bem na cama" vai ter um casamento feliz. Um relacionamento envolve muito mais coisas do que o sexo, e passaremos muito mais tempo conversando, dividindo e executando tarefas, planejando e etc. do que fazendo sexo.

Tempos atrás vi em algum lugar uma comparação interessante. Que esta pergunta é facilmente resolvida através de uma equação matemática. Vamos lá:

- Pegue o tempo (médio) de uma relação sexual - digamos uns 30 minutos, por exemplo.
- Multiplique pelo número de vezes que é feito sexo por semana - façamos de conta que seja umas 5 vezes na semana;
- multiplique este valor pelo número de semanas do mês - 4 semanas, neste caso.

Temos então, no total, 10 horas de sexo no mês. Tirando o tempo em que se dorme, umas oito horas diárias, temos 480 horas no mês. Se passamos 10 horas fazendo sexo, o que faremos nas outras 470 horas? Parece totalmente fora de propósito firmar a saúde do matrimônio baseado apenas no sexo, não parece? E digamos que o sexo pare de funcionar? Como ficaria a situação deste casal?

Veja, o que eu quero dizer é que o sexo é importante, sim, dentro de uma relação matrimonial, mas ele não deve ser o sustentáculo no qual um casamento deve se firmar. Antes, o amor, a compreensão, o respeito, a fidelidade, a tolerância... o amor ágape deve prevalescer sobre o amor eros (ver postagem sobre os tipos de amor).

Nós vamos casar, ou já estamos de casamento marcado

Estar de casamento marcado não é estar casado, assim como fazer a prova da carteira de motorista semana que vem não te permite dirigir hoje. Não existe situação intermediária: ou está casado, ou não está, simples. E, além disto, como você pode garantir que você realmente vai se casar com a outra pessoa? Você tem certeza do que vai acontecer amanhã? Ou daqui a 5 minutos? Lembremos o que a Palavra diz em Provérbios 27.1 - "Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que ele trará". Ou ainda mais claramente em Tiago 4:13-17 - "Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna."
Então, vocês poderão estar desonrando seus próprios corpos, que seriam, na verdade, de outra pessoa, seu futuro esposo/esposa. Pense nisto.

Deus nos perdoa deste pecado. Ele morreu por todos os pecados, inclusive pelos que eu ainda vou cometer

Este abuso da graça demonstra que realmente a pessoa não entendeu a graça divina. Até se baseiam em textos como este em Romanos 5.20 "Mas onde o pecado abundou, superabundou a graça" e II Pedro 2.18 "Antes crescei na graça". Devemos pecar para ter mais ainda graça de Deus, é o que chegam a afirmar. Em seu livro Maravilhosa Graça, Philip Yancey usa uma boa ilustração do que isto parece:

Será que um noivo na noite do seu casamento manteria a seguinte conversa com a noiva: "Querida, eu a amo muito. Estou ansioso em passar a minha vida com você. Mas preciso esclarecer alguns detalhes. Depois de casado, até onde posso ir com outras mulheres? Posso dormir com elas? Beijá-las? Você não se importaria com alguns casos de vez em quando, se importaria? Sei que isso a machucaria, mas imagine só todas as oportunidades que você terá de me perdoar depois que eu a trair!"? Para esse Donjuan, a única resposta razoável é uma bofetada no rosto e um "Deus me livre!". Obviamente, ele não compreende nada a respeito do amor.
Semelhantemente, se nos aproximarmos de Deus com uma atitude de "O que eu posso fazer?" prova que não temos idéia do que Deus tem em mente para nós. Ele quer alguma coisa muito além do relacionamento que eu poderia ter com um senhor de escravos, que forçaria a minha obediência com um chicote. Deus não é um patrão ou um gerente, nem um gênio mágico para servir às nossas ordens.
Realmente, Deus quer alguma coisa mais íntima do que o relacionamento mais íntimo na terra, o laço para toda a vida entre um homem e uma mulher. O que Deus deseja não é um bom desempenho, mas o meu coração. Eu faço "boas obras" para minha esposa não para receber crédito diante dela, mas, sim, para expressar o meu amor. De maneira igual, Deus deseja que eu sirva "de maneira nova no Espírito"; não por compulsão, mas por desejo. "Discipulado", diz Clifford Williams, "significa simplesmente a vida que brota da graça".


O abuso da graça pode, facilmente, levar a pessoa a ter a sua consciência cauterizada pelo pecado. Começa a considerar que o pecado não é mais pecado. E isto vai afastá-lo cada vez mais de Cristo. A consciência do pecado e o arrependimento sincero é que aproximam-nos de Deus. Chamar o mau de bom nos afasta Dele.
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