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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Arqueologia: aliada ou inimiga da Bíblia? - parte final 6


VAMOS REVISAR O REVISIONISMO

Em vista das esmagadoras evidências, publicar um artigo na Harpers referente à Bíblia Hebraica como Falso Testemunho é claramente um ultraje. Uma caricatura naquele artigo, mostrando a Bíblia sendo destruída com vastos corredores cortando seu texto, é apropriadamente uma falsa caricatura como o restante do artigo.

Isto, contudo, é completamente típico da forma como a matéria bíblica é veiculada na mídia hoje. Uma extraordinária descoberta bíblica que confirma o registro bíblico é abertamente recebida como uma notícia qualquer na imprensa, como as evidências dos ossos da primeira personalidade bíblica descoberta em novembro de 1990. Geralmente, apenas um em cem sabe que os restos de Caifás, o maior sacerdote que acusou Jesus perante Pôncio Pilatos na sexta-feira santa, foi encontrada nesta época em um ossuário no Bosque da Paz, em Jerusalém, ao sul da área do Templo. Os escritores “procuradores de emoção” afirmam, contudo, que os patriarcas são mitos, que Davi foi um insignificante chefe de tribo, isto se ele realmente existiu, que Jesus casou com Maria Madalena, ou que Deus predisse o assassinato do premier Israelita Isaac Rabin através de um enigmático código da Bíblia (não há nada sobre isto), e a imprensa faz a cobertura solidariamente e na sua inteireza. De forma alguma isto é justo, ético ou mesmo lógico. Também não está sozinha a imprensa nesta decepção. Estudiosos e pseudo-estudiosos bíblicos revisionistas radicais, como os membros do Seminário Jesus, são bem conscientes desta triste fórmula sensasionalista para o sucesso e a exploram regularmente. Isto pode, admitidamente, estar impugnando o motivo de alguns naquela categoria em que são conduzidos ao invés por um desejo de ser meramente politicamente correto quando estiver com estudiosos bíblicos; isto é, ser ultracrítico de qualquer coisa bíblica. Nesta conexão, infelizmente, historiadores seculares do mundo antigo freqüentemente tem uma maior opinião de confiança das origens bíblicas do que os próprios estudiosos bíblicos!

Tomando o cuidado para que esta crítica seja escrita sem o palavreado sem significado de alguns mesquinhos conservadores, eu devo afirmar que, realmente, ela representa a visão majoritária do conhecimento bíblico hoje. O arqueólogo da Universidade do Arizona, William Dever, por exemplo, é bem conhecido por sua objeção ao termo arqueologia bíblica, uma vez que parece transmitir um preconceito pró-bíblico; até o momento, ele ataca algumas das não-comprovadas conclusões dos minimalistas bíblicos em uma enérgica manifestação em um artigo da BAR, “Salvem-nos da estupidez pós-modernistas”. Ele não poupa palavras para os minimalistas no seu livro, “O que os escritores bíblicos sabem e quando eles souberam?”, também. “Eu sugiro”, ele escreve, “que os revisionistas são niilistas não somente no sentido histórico, mas também no sentido filosófico e moral”.
A revista BAR, a qual provê a arena literária para as batalhas tradicionais X minimalistas e tenta manter-se neutra durante o processo, semelhantemente constata que o artigo da Harpers é unilateral em um debate que é muito quente.

Em nenhuma parte (o autor) tenta avaliar os méritos do outro lado. De fato, ele não dá nenhuma indicação que ele esteja ciente da existência do outro lado.
Deixemos o debate continuar, mas todas as evidências serão admitidas. Desde que a ciência arqueológica começou, há um século e meio, o padrão consistente tem sido este: as fortes evidências da terra fazer brotar o registro bíblico vez após vez, vez após vez. A Bíblia não tem medo da pá!
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Arqueologia: aliada ou inimiga da Bíblia? - parte 5 0

Código de Hamurabi
A EVIDÊNCIA REAL

Os achados arqueológicos que contradizem as discussões de minimalistas bíblicos e outros revisionistas foram mencionadas anteriormente. Há muitas mais, contudo, que corroboram com a evidência bíblica, e a seguinte lista provê somente as descobertas mais importantes:

Uma história de dilúvio em comum

Não somente os hebreus (Gn. 68), mas mesopotâmios, egípcios e gregos reportaram um dilúvio em tempos remotos. Uma lista de reis sumérios de 2100 a.C. divide-se em duas categorias: aqueles reis que governaram antes do grande dilúvio e aqueles que reinaram após ele. Um dos exemplos mais recentes da literatura Sumero-Acadio-Babilônica, o épico Gilgamesh, descreve uma grande inundação enviada como punição pelos deuses, com a humanidade salva somente quando o piedoso Utnapishtim (o mesopotâmico Noé) construiu um barco e salvou os animais da Terra lá. Uma contrapartida grega, a história de Deucalião e Pirra, conta que um casal que sobreviveu a uma grande enchente enviada pelo irado Zeus. Eles se refugiaram no topo do monte Parnassus (grego de Ararat), e supostamente repovoaram a Terra deslocando pedras escondidas que se transformaram em seres humanos.

O código de Hamurabi

Este monolito, descoberto em Susan e atualmente localizado no Museu do Louvre, contém encravadas 282 leis do rei babilônico Hamurabi (1750 a.C). A base comum para este código de leis é a Lei do Talião, mostrando que havia uma lei semítica comum de retribuição no antigo oriente, a qual é claramente refletida no Pentateuco. Êxodo 21:23-25, por exemplo, diz: “Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.”

Tábuas de Nuzi

As cerca de 20000 tábuas de argila descobertas nas ruínas de Nuzi, leste do Rio Tigre e datado em 1500 a.C., revela instituições, práticas, e costumes extraordinariamente congruentes com aqueles de Gênesis. Estas tábuas incluem festas, acordos de casamento, regras a respeito de herança, adoção e assim por diante.

A existência dos hititas

Gênesis 23 relata que Abraão enterrou Sara em uma caverna em Macpela, a qual foi comprada de Efrom, o hitita. II Samuel 11 conta do adultério de Davi com Batseba, a esposa de Urias, o hitita. Há um século atrás os hititas eram desconhecidos fora do Antigo Testamento, e os críticos afirmam que eles eram uma invenção de imaginação bíblica. Em 1906, contudo, escavações arqueológicas ao leste de Ankara, Turquia, descobriram as ruínas de Hattusas, a antiga capital hitita que hoje é chamada de Boghazkoy, bem como sua vasta coleção de registros históricos, os quais mostraram um império próspero na metade do segundo milênio antes de Cristo. Esta disputa crítica, entre muitas outras, foi imediatamente demonstrada sem valor, um padrão que se repetiria freqüentemente nas próximas décadas.

Estela de Merenpta

Uma placa lavrada com hieróglifos, também chamada de Estela de Israel, vangloria-se das conquistas dos faraós egípcios sobre os líbios e outros povos da Palestina, incluindo os israelitas: “a semente de Israel já não existe”. Esta é a referência mais recente a Israel em fontes não-bíblicas e demonstra que, a partir de 1230 a.C., os hebreus já habitavam a Terra Prometida.

Cidades bíblicas atestadas arqueologicamente

Em adição à Jericó, lugares com Haran, Hazor, Dã, Megido, Siquém, Samaria, Siló, Gezer, Gibeá, Beth-Semes, Beth-Shean, Berseba, Láquis, e muitas outras cidades urbanas foram escavadas, completamente à parte dos maiores e mais óbvias locações como Jerusalém ou Babilônia. Tais marcos geográficos são extremamente significantes em demonstrar que fatos, não fantasias, permeiam as narrativas históricas do Antigo Testamento; de outra forma, a especificidade relativa a estes lugares urbanos poderia ser substituída por narrativas “Era uma vez...” com somente nebulosos parâmetros geográficos, ou talvez nenhum.
Inimigos israelitas na Bíblia hebraica do mesmo modo não são inventados, mas historicamente sólidos. Entre os mais perigosos deles estavam os filisteus, o povo de quem a Palestina herdou o nome. Sua mais recente representação está no Templo de Ramsés III em Tebas, cerca de 1150 a.C., como povo do mar que invadiu a área do Delta e mais tarde a costa de Canaã. A Pentápolis (cinco cidades) que eles estabeleceram, nomeadas como Asquelon, Asdod, Gaza, Gate e Ecron foram escavadas, pelo menos em parte, e algumas cidades restantes até estes dias. Tais evidências precisas conta favoravelmente quando comparada com os lugares geográficos afirmados nos livros sagrados de outros sistemas religiosos, os quais geralmente não tem nenhuma base na realidade.

Invasão de Judá por Sisaque

I Reis 14 e II Crônicas 12 fala da conquista de Judá pelo Faraó Sisaque no quinto ano do reino de Roboão, o desmiolado filho de Salomão, e como o Templo de Salomão em Jerusalém foi saqueado dos seus tesouros naquela ocasião. A vitória foi comemorada também em paredes com hieróglifos esculpidos no Templo de Amon em Tebas.

A pedra moabita

II Reis 3 reporta que Mesa, rei de Moabe, se rebelou contra o Rei de Israel em seguida à morte de Acabe. Uma placa de pedra, também chamada de Estela Mesa, confirma a revolta por afirmar o triunfo sobre a família de Acabe, cerca de 850 a.C., e que Israel pereceu para sempre.

O obelisco de Shalmaneser III

Em 2 Reis 9 e 10, Jeú é mencionado como Rei de Israel (841-814 a.C). Que o crescente poder da Assíria já estava prejudicando os reis do norte antecedendo a sua última conquista em 722 a.C. é demonstrado por um obelisco preto descoberto nas ruínas do palácio de Ninrod em 1846. Nele, Jeú é mostrado ajoelhado perante Shalmaneser III e oferecendo tributo ao rei da Assíria, a única assistência que nós temos para datar a monarquia hebraica.

Lápide mortuária do Rei Uzias

De Judá, o Rei Uzias governou de 792 a 740 a.C., um contemporâneo de Amós, Oséias e Isaías. Como Salomão, ele começou bem e terminou mal. Em II Crônicas 26 seu pecado está registrado, o qual resultou em ser afetado com lepra mais tarde. Quando Uzias morreu, ele foi enterrado num cemitério que pertenceu aos reis. Sua lápide foi descoberta no Monte das Oliveiras, e diz: “Aqui, os ossos de Uzias, Rei de Judá, foram trazidos. Não abra”.

Inscrição no Túnel de Siloé de Ezequias

O Rei Ezequias de Judá governou de 721 a 686 a.C. Assustado com o cerco feito pelo rei assírio, Senaqueribe, Ezequias preservou o suprimento de água de Jerusalém cavando um túnel com cerca de 533 metros através da rocha sólida desde a fonte de Giom até o reservatório de Siloé, dentro dos muros da cidade (II Reis 20, II Crônicas 32). Ao final do túnel de Siloé, uma inscrição, atualmente em exposição no Museu Arquológico de Istambul, Turquia, celebra a marcante realização. O túnel é, provavelmente, o único lugar bíblico que não alterou sua aparência nos últimos 2700 anos.

Prisma de Senaqueribe

Após ter conquistado 10 tribos no norte de Israel, os assírios marcharam para o sul para fazer o mesmo com Judá (II Reis 18;19). O profeta Isaías, entretanto, avisou Ezequias que Deus iria proteger Judá e Jerusalém contra Senaqueribe (II Crônicas 32; Isaías 36;37). Os registros assírios virtualmente confirmam isto. Inscrições cuneiformes em um prisma hexagonal feito de barro encontrado na capital assíria Nínive descreve a invasão de Senaqueribe em Judá em 701 a.C. no qual declara que o rei assírio cercou Ezequias em Jerusalém como em uma gaiola de pássaros. Semelhante o registro bíblico, contudo, ele não afirma que conquistou Jerusalém, cujo prisma poderia ter sido feito se fosse este o caso. Os assírios, realmente, deixaram de lado Jerusalém no seu caminho para o Egito, e a cidade não caiu até o tempo de Nabucodonozor e os neo-babilônios em 586 a.C. Senaqueribe retornou para Nínive onde seus próprios filhos o assassinaram.

O Cilindro de Ciro, o grande

II Crônicas 36:23 e Esdras 1 reportam que Ciro o grande da Pérsia, após conquistar Babilônia, permitiu que Judeus no cativeiro babilônico retornassem para sua terra natal. Isaías tinha profetizado isto (Isaías 44:28). Esta política de tolerância do fundador do Império Persa nasceu pela descoberta de um cilindro de barro encontrado na Babilônia da época de sua conquista, 539 a.C., o qual reporta a vitória de Ciro e sua subseqüente política de permitir aos cativos babilônicos retornar para suas casas e reconstruir seus templos.

***

E assim vai. Esta lista de correlações entre os textos do Antigo Testamento e as sólidas evidências arqueológicas do oriente poderia facilmente ser triplicada em tamanho. Quando vem para as eras intertestamental e nova-testamental, como poderíamos esperar, a agulha do medidor das correlações positivas simplesmente ultrapassa a escala.
Para usar termos, tais como falso testemunho para a Bíblia Hebraica, e vaporizar suas personalidades mais recentes em inexistência, consequentemente, não há nenhuma justificativa, qualquer que seja, nos termos das massas de evidência histórica, arqueológica e geográfica que se correlacionam tão admiravelmente com as escrituras.
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