
Olá!
Nos últimos tempos tenho lido muito. É verdade que sempre tive gosto pela leitura, e eu, como educador que sou, sempre procuro incentivar este hábito aos meus alunos. A leitura é, para mim, parte do meu desenvolvimento como pessoa e como profissional. Graças a Deus sempre tive livros à minha disposição, dentro de casa inclusive. Meu pai, acertadamente, sempre acreditou que o conhecimento não ocupa lugar e não poupava esforços em investir na nossa educação.
Lembro bem: começei pelos pequenos títulos, de poucas páginas e fáceis de ler. Na escola na qual estudava, minha professora de português (na 4ª ou 5ª série) nos aconselhava a anotar no verso do caderno uma lista com o nome, o autor e o número de páginas de cada livro lido. Foi esta mesma professora que, em um dia ensolarado, nos levou até a Biblioteca Pública para fazer nosso cadastro e aprender como retirar livros. Comecei e não parei mais. Ao fim de poucos meses, já exibia, orgulhoso, aos meus colegas, a minha coleção de leituras, que já passava de 300 livros.
Sinto pelas pessoas que não tiveram uma educação como a que eu tive, em escolas de qualidade, sinto também pelas que não tiveram incentivo em casa. Eu consigo perceber facilmente como o hábito da leitura abriu minha mente, minhas novas possibilidades, minha imaginação, minha criatividade, meus sonhos. E percebo também as dificuldades de pessoas que conviveram comigo na infância e adolescência, jovens e adultos que hoje tem dificuldades na compreensão do mundo em que vivemos, uma total falta de habilidade para se inserir neste contexto, alienação.
Talvez esteja sendo um pouco drástico, mas esta é, infelizmente, a realidade na qual eu vivo todos os dias. Estamos numa época onde as pessoas sabem ler as palavras de um texto, mas não conseguem entender a mensagem que estas palavras passam. É o chamado analfabetismo funcional.
Alguém pode colocar a culpa no custo dos livros, das escolas de qualidade, que geralmente (mas não exclusiva ou obrigatoriamente) são particulares. Nos parágrafos anteriores, comentei sobre o início do meu "relacionamento" com os livros. Minha escola, na época, era pública. Minha professora participava de greves, reclamando dos baixos salários. Nada diferente de hoje. Os livros que lia eram de bibliotecas públicas, que não cobram absolutamente nada. Entretanto, foi nesse contexto que comecei o meu desenvolvimento intelectual.
Uma das maiores alegrias que a tecnologia pode me trazer foi na verdade uma das minhas paixões antigas: livros. Porém, agora, com uma nova "roupagem": livros eletrônicos. E-books. Disponibilizados na internet em inúmeros sites, por fãs que, como eu, amam ler. De fato, a internet democratiza a informação. Obras que dificilmente encontraríamos nas bibliotecas das nossas cidades ficam a alguns cliques de distância.
Neste blog, gostaria de tornar disponível alguns títulos que tenho lido recentemente, talvez alguma resenha, comentários livres, enfim: demonstrar o meu gosto pela leitura.