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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Moralidade versus Liberdade 7



Moralidade X Liberdade
É curioso. Muitas pessoas afirmam que a moralidade 'poda' a liberdade delas. Dizem que nenhuma regra moral, religiosa, tem o direito de impedir a ação de um indivíduo. As regras morais antigas não servem para hoje, estão ultrapassadas.

O materialismo científico afirma que não existe algo que funcione fora das estritas e homogêneas leis da ciência. O que é, é. Não tem como ser diferente. Moralidade, arte, liberdade, criatividade, dignidade... são apenas expressões inúteis, sem nenhuma base na qual se apoiar: são ilusões. Isto nos reduz a meras máquinas, que fazem o que devem fazer, sem opção; da mesma forma que uma pedra atirada para cima cai novamente: a lei da gravidade age nela. Ela tem que descer: não há escolha.

A moralidade, assim como a liberdade, transcende a 'máquina': ela não é dependente dos mecanismos naturalistas biológicos. Se abolirmos a moralidade objetiva (que não é própria de cada pessoa, mas definida por algo externo a nós mesmos), como querem alguns, para que o ser humano seja realmente livre, aí sim que estaremos presos. Completamente presos. Meros robôs biológicos.

Aí está o paradoxo: Ao abolirmos a moralidade para termos liberdade, ficaremos mais presos do que nunca estivemos. A liberdade, pode-se afirmar, é definida em termos do que se deve e o que não se deve fazer. Quem diria!
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