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quarta-feira, 24 de maio de 2006

QUERO SER UM CRENTE "DIFERENTE" 4

Sou solidário ao autor deste texto, reflete muito do que eu penso. Transcrevo-o na íntegra.



QUERO SER UM CRENTE "DIFERENTE"

Quero ser um crente diferente. Não quero ser conhecido apenas como
alguém que "não bebe, não fuma e não joga". Isso é muito pouco. A
"geração saúde", que freqüenta as academias e come comida natural,
não bebe e não fuma, e nem por isso podem ser chamados de cristãos.

Também não me contento em ser chamado de crente por ter um modo
diferente de me vestir. Durante muito tempo, no Brasil, a diferença
que os crentes queriam mostrar era que eles se vestiam de uma maneira
"esquisita", e isso acabou tornando-se motivo de chacota e que em nada
engrandecia o Reino. Com certeza, usar uma roupa fora de moda, não faz
de ninguém um cristão.

Também não me satisfaço com o modelo "gospel" de crente que há hoje
em dia. Broche de Jesus, caneta de Jesus, meias de Jesus. Sabe-se lá
onde isso vai chegar. Tem muita gente ganhando rios de dinheiro com
esses "cosméticos" para o crente moderno. A grife "JESUS" tem vendido
muito. Mas não adianta. Usar toda a parafernália do marketing
"gospel" não faz de ninguém um cristão.

Pensei comigo: a moçada evangélica hoje está toda na Internet. E
saí à busca de salas de bate-papo de evangélicos. Confesso que
tentei inúmeras vezes, mas não consegui. Adentrava-me por assuntos
importantes e profundos da vida cristã e as respostas eram chavões o
tempo todo. Não se pensa, cria ou reflete, só se repete chavão do
tipo "glóooooria", "Ta amarrado", "É tremendooo", etc.
Definitivamente, repetir chavões a todo o momento não faz de ninguém
um cristão.
Quero ser um crente diferente. Que não seja alienado da vida e de seus
acontecimentos. Que saiba discutir e entender as questões
existenciais, como a dor, a miséria, a sexualidade, a paixão, o amor.
Quero ser um crente que não vive acuado, com medo de tudo, vendo o
diabo em toda à parte e querendo amarrá-lo a todo o momento. Jesus
Cristo o derrotou na cruz, ele é um derrotado, e eu não preciso ficar
me preocupando com ele 24 horas por dia.

Quero ser um crente que saiba falar de tudo e não apenas de religião,
e que tenha, em todas as áreas, discernimento e sabedoria. Quero ser
um crente que não tenha uma atitude conformista diante do mundo, do
tipo: "Ah, Deus quis assim...", mas que eu seja um agente de
transformação nas mãos de Deus.

Que a minha diferença não esteja na roupa, mas na essência:
coração bom, olhos bons. Quero ser um crente que cria os filhos com
liberdade, apenas corrigindo-lhes, para que cresçam e desabrochem toda
a criatividade que Deus lhes deu. Quero ser um crente que vive bem com
o seu próximo. Quero ser reconhecido como um crente pelo que eu "sou"
e não por aquilo que "não faço". Quero ser um crente simpático aos
outros, agradável, piedoso, que se entristece com a dor do próximo,
mas também se alegra com o seu sucesso (já reparou que as pessoas se
solidarizam com nossas derrotas, mas poucos manifestam alegria quando
vencemos?).

Não quero ter de falar a todo o momento que sou crente, para que
outros saibam, mas quero viver de tal modo que outros percebam Cristo
em mim.

Fonte: Igreja Metodista em Itaberaba
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quinta-feira, 9 de março de 2006

Não é bem assim... 1

O curso de Direito é fascinante. Você percebe que a sociedade poderia realmente funcionar de forma harmônica se as leis criadas, que não são poucas, tivessem um uso bem mais amplo do que preencher folhas e folhas de papel e servir de objeto de estudo aos acadêmicos e curiosos. Falta a execução de tais leis, segundo os principios básicos da igualdade.

Muito interessante também é aprender os caminhos que o nosso Direito teve que percorrer para estar neste formato atual. Na verdade, muito do que hoje usamos vem de "ruínas" de códigos e normas antigas, inclusive de povos que nem mais existem. Pode-se perceber facilmente como o desenvolvimento das sociedades influencia o Direito, e este, obviamente, deve se alterar conforme este desenvolvimento. Pode parecer estranho, mas nas entranhas de nossas leis vamos encontrar disposições de cerca de 2000 anos a.C.

A História do Direito trata disso, de como foi o processo de desenvolvimento do Direito entre os povos. Não temos nada muito novo, boa parte do que aprendemos hoje recebemos por herança de nossos "colonizadores-exploradores", a 500 e poucos anos atrás. As questões de igualdade entre raças, credos, sexo, classe social vêm sendo tratadas a tempos e conseguimos muitas melhorias, mas ainda falta muito a ser feito. O nosso Direito é essencialmente machista, está no seu DNA.

Agora, esta ciência fascinante e, por definição, imparcial e justa, pode ser ofuscada por quem obviamente deveria estar ensinando isso, não só em palavras, mas em ações também. A pessoa que deveria ensinar igualdade (conforme a Constituição Brasileira), imparcialidade e ausência de preconceitos é controversa em suas palavras e ações. Falo de uma pessoa com grande conhecimento técnico, vivência na área, que estuda muito. Escreve também.

Aliás, penso que podemos ter um problema no excesso de conhecimento. Começa-se a se viver um sentimento de autosuficiência, obscurescência, insensibilidade, como se o conhecimento por si só fosse algo que tornasse uma pessoa superior a outra. Desconsidera-se objeções, colocando-as como "ridículas", ultrapassadas, infantis, ou simplesmente ignorando-as. O conhecimento deve ser usado para ajudar a discernir o certo do errado, o bom do ruim, facilitar o processo de escolha, e não ser um "tapa-ouvidos", um "tapa-olhos".

Pois bem, uma hora fala-se em "...todos os indivíduos são iguais perante a lei, independente de raça, sexo, credo religioso, idealismo político...". Na outra, a pérola "... se fosse a preta citada na reportagem...". Pensei comigo: "Bom, talvez ele esteja sendo irônico". Estávamos estudando as diferentes aplicações da lei para pessoas de classes sociais e raça diferentes, onde politicos e abastados tinham privilégios em crimes graves, enquanto a "plebe" amargava penas duras para pequenos delitos. Deixei de lado.

A seguir estudamos sobre como o Direito veio parar no Brasil, pelos espanhóis e portugueses. O mestre comentou sobre o triplo crime que ocorreu nas terras brasileiras, até então de posse indígena:
- o saque das nossas riquezas naturais e minerais;
- a substituição forçada na lei baseada em costumes, próprias dos índios, pelo modelo europeu;
- a imposição da religião (catolicismo) feita pelos jesuítas.

Em seguida o mestre fez um discurso efusivo, ressaltando principalmente o fato da imposição da religião, já que ele é especialista em direito indígena. Concordei com tudo que ele disse a respeito da destruição da cultura, dos diversos povos dizimados. Mas uma observação me deixou pensativo: "... o cristianismo é apenas uma religião, quem disse que só Jesus salva? e o pessoal que viveu antes dele, foram todos pro inferno?" Ok, cada um é livre para manifestar sua crença ou descrença, mas o fato nas entrelinhas é a ênfase que ele deu a essa frase. Ficou implicito que quem acreditava nisso era ingênuo, ou limitado, ou algo assim. Vendo desta forma, entendi, além de que faltava-lhe um conhecimento específico para falar nesse assunto, como um preconceito disfarçado, e induzindo a turma a pensar como ele, mesmo ele afirmando que não estava defendendo ou atacando nenhuma religião.

Mais tarde, vimos a legislação mosaica, onde o professor fez uma manifestação claramente preconceituosa. O Direito encara os cinco primeiros livros da Bíblia como livros de leis. Mais uma vez, o mestre fez uma declaração de que ele não estava pregando nada, tomando a Bíblia como exclusivamente um documento histórico. Porém, ao se referir a ela, por várias vezes falou "... não sei se vocês acreditam ou não nesse livrinho, se levam a sério, se vocês têm essa Biblia em casa vocês podem ler essas leis...". Obviamente, falado em tom de ironia, como se dissesse "vocês acreditam nessa baboseira de Bíblia, né?"

Não tiro o direito dele falar assim, mas o problema é induzir os outros a pensar desta forma, e o preconceito velado existente nas declarações. Tive um mal estar. Mas não é tudo. Como falei antes, eventualmente um excesso de conhecimento pode obscurecer um pouco o bom senso das pessoas. O operador jurídico pode, frequentemente, se tornar esnobe, autosuficiente, parcial, elitista. No início da aula tivemos uma sessão "descontração", onde o professor relatou para a turma diversos casos de pessoas simples que vieram buscar sua ajuda. Como era de se esperar de pessoas mais simples, os casos eram bem "curiosos", e a forma de contar também é reflexo da pouca educação. Muita ênfase foi dada nas expressões erradas deles, ou as situações do caso em si. Tratados várias vezes como "povão", no sentido pejorativo mesmo da palavra, como se dissesse "esses pobretões desprovidos de inteligência", o professor ria e fazia a turma rir dos acontecimentos. Não nego que ri de alguns casos, mas a insistência do professor em usar termos pejorativos fez com que tivesse um mal estar. Olhei para o lado e vi que não estava sozinho, minha colega, médica formada e atuante, aparentemente também não estava muito a vontade com aquilo tudo.

Mas, concluindo, o Direito é indispensável pra formação e organização da sociedade, que inclusive muito conteudo deveria ser dado aos nossos alunos do ensino fundamental e médio. Só que fica muito complicado incutir isto na mente dos acadêmicos quando o responsável por nos ensinar a formar uma sociedade melhor no futuro tem atitudes que não condizem com o que fala. As ações falam mais que as palavras.

Bem, estou só desabafando, talvez esteja exagerando. Talvez não.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Da série: "Frases..." 0

"O homem que se vinga quando vence não é digno da sua
vitória" - Voltaire.
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Dependência de Deus 1

Os espinhos lhe rasgavam a roupa e as carnes, mas mesmo assim, continuava a subir. Finalmente não pôde subir mais e levou um tombo cruel.
Um certo senhor, acompanhado por sua filhinha, ia subir uma montanha muito alta. Sugeriu que a menina fosse na frente e ele atrás. Ela começou a subida com muito entusiasmo, pois queria mostrar ao pai como era forte e capaz. O caminho, porém, tornava-se cada vez mais íngreme e difícil e a menina por isso, caía de vez em quando, mas porque era corajosa, levantava-se e punha-se novamente a subir. Os espinhos lhe rasgavam a roupa e as carnes, mas mesmo assim, continuava a subir. Finalmente não pôde subir mais e levou um tombo cruel. Então chorando se virou para o pai. Ele a tomou nos braços e a levou assim até o cume.
Ele não esperava que ela subisse sozinha. Deus não quer que subamos a montanha da vida a sós. Toda a nossa experiência nos ensina que temos um grande amigo invisível, mas muito real, que espera o momento em que nós cônscios da nossa fraqueza, nos voltemos para Ele, em busca da proteção e auxílio que Ele nos quer dar.

***

Quão difícil é aceitar ajuda... Quão fácil é achar que podemos fazer as coisas sozinhos... penso que fazemos isso até para que possamos dizer depois que os méritos são todos nossos. Para nossa "glória"...
Devemos, sim, fazer a nossa parte. Também não podemos ir de um extremo ao outro, e esperar que Deus faça tudo e nós só ficamos esperando o resultado. Há coisas que estão ao nosso alcance, e outras não. O que conseguimos fazer, bom, então façamos. O que não conseguimos, entregamos nas mãos de Deus.

Se Deus é por nós, quem será contra nós? -Rm 8:31.
Dá esforço ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos certamente cairão,
Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias: correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. - Is 40:29-31

Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus: eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Is 41:10
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Largar o Peso Todo 0


Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós. I S. Ped. 5:7.
A seguinte anedota pode ser fictícia, mas ilustra um fato. De acordo com a história, quando um montanhês completou seu septuagésimo quinto aniversário, um piloto de avião ofereceu-se para levá-lo a um passeio aéreo e sobrevoar as terras onde ele havia vivido. Apreensivo a princípio, o idoso senhor finalmente aceitou o convite. Depois que ele retornou à terra firme, um de seus amigos perguntou:
- E daí, o senhor não ficou com medo, Tio Dudley?
- Não, não cheguei a ter medo. Sabe, eu não larguei todo o meu peso no banco do avião!
Nós sorrimos, mas não é assim que acontece conosco muitas vezes? Não confiamos completamente em Deus e podemos ser comparados ao homem que se arrastava ao longo de uma estradinha carregando um pesado fardo às costas. Um fazendeiro passou por ele de carroça e ofereceu-lhe carona.
O andarilho aceitou. Depois de algum tempo, o fazendeiro observou que o homem havia erguido o seu fardo. Quando o fazendeiro insistiu para que ele o colocasse no chão da carroça, o homem teria respondido: "Não creio que o pobre cavalo agüente sozinho."
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Livros que você não pode deixar de ler... 0



Clive Staples Lewis (29 de Novembro, 1898 – 22 de Novembro, 1963)

Conhecido como C. S. Lewis, foi um autor e escritor irlandês, que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia.

Lewis tem sido chamado o porta-voz não oficial do Cristianismo, que ele soube divulgar de forma magistral, através de seus livros e palestras, onde ele apresenta sua crença na verdade literal das Escrituras Sagradas, sobre o Filho de Deus, sua vida, morte e ressurreição. Isto foi certamente verdade durante sua vida, mas de forma ainda mais evidente, após a sua morte.

Tornou-se popular durante a II Guerra Mundial, por suas palestras transmitidas pelo rádio e por seus escritos, especialmente nos Estados Unidos. Suas palestras tocavam profundamente seus ouvintes da radio BBC de Londres. Na sua última palestra "O Novo Homem", Lewis disse: "Olhe para você, e você vai encontrar em toda a longa jornada de sua vida apenas ódio, solidão, desespero, ruína e decadência. Mas olhe para Cristo e você vai encontrá-Lo, e com Ele tudo o mais que você necessita"

Lewis notabilizou-se por uma inteligência privilegiada, e por um estilo espirituoso e imaginativo. "O Regresso do Peregrino", publicado em 1933, "O Problema do Sofrimento" (1940), "Milagres" (1947), e "Cartas do Inferno" (1942), são provavelmente suas obras mais conhecidas. Escreveu também uma trilogia de ficção científico-religiosa, conhecida como a "Trilogia Espacial": "Longe do Planeta Silencioso" (1938), "Perelandra" (1943), e "That Hideous Strength" (1945). Para crianças ele escreveu uma série de fábulas, começando com "O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa" em 1950. Sua autobiografia, "Surpreendido pela Alegria", foi publicada em 1955.

C. S. Lewis morreu em 22 de Novembro de 1963, no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy foi assassinado.

Fonte: Wikipédia

* * *

Tenho lido os livros de C.S. Lewis, e fico estarrecido com a habilidade que ele tem para escrever e explicar. Já li:
  • O Problema do Sofrimento
  • O Grande Abismo

Abaixo, disponibilizo um link onde é possível fazer o download de algumas de suas obras em e-book. Boa diversão!

E-Books de C.S. Lewis
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

O hábito da leitura 4


Olá!

Nos últimos tempos tenho lido muito. É verdade que sempre tive gosto pela leitura, e eu, como educador que sou, sempre procuro incentivar este hábito aos meus alunos. A leitura é, para mim, parte do meu desenvolvimento como pessoa e como profissional. Graças a Deus sempre tive livros à minha disposição, dentro de casa inclusive. Meu pai, acertadamente, sempre acreditou que o conhecimento não ocupa lugar e não poupava esforços em investir na nossa educação.

Lembro bem: começei pelos pequenos títulos, de poucas páginas e fáceis de ler. Na escola na qual estudava, minha professora de português (na 4ª ou 5ª série) nos aconselhava a anotar no verso do caderno uma lista com o nome, o autor e o número de páginas de cada livro lido. Foi esta mesma professora que, em um dia ensolarado, nos levou até a Biblioteca Pública para fazer nosso cadastro e aprender como retirar livros. Comecei e não parei mais. Ao fim de poucos meses, já exibia, orgulhoso, aos meus colegas, a minha coleção de leituras, que já passava de 300 livros.

Sinto pelas pessoas que não tiveram uma educação como a que eu tive, em escolas de qualidade, sinto também pelas que não tiveram incentivo em casa. Eu consigo perceber facilmente como o hábito da leitura abriu minha mente, minhas novas possibilidades, minha imaginação, minha criatividade, meus sonhos. E percebo também as dificuldades de pessoas que conviveram comigo na infância e adolescência, jovens e adultos que hoje tem dificuldades na compreensão do mundo em que vivemos, uma total falta de habilidade para se inserir neste contexto, alienação.

Talvez esteja sendo um pouco drástico, mas esta é, infelizmente, a realidade na qual eu vivo todos os dias. Estamos numa época onde as pessoas sabem ler as palavras de um texto, mas não conseguem entender a mensagem que estas palavras passam. É o chamado analfabetismo funcional.

Alguém pode colocar a culpa no custo dos livros, das escolas de qualidade, que geralmente (mas não exclusiva ou obrigatoriamente) são particulares. Nos parágrafos anteriores, comentei sobre o início do meu "relacionamento" com os livros. Minha escola, na época, era pública. Minha professora participava de greves, reclamando dos baixos salários. Nada diferente de hoje. Os livros que lia eram de bibliotecas públicas, que não cobram absolutamente nada. Entretanto, foi nesse contexto que comecei o meu desenvolvimento intelectual.


* * *

Uma das maiores alegrias que a tecnologia pode me trazer foi na verdade uma das minhas paixões antigas: livros. Porém, agora, com uma nova "roupagem": livros eletrônicos. E-books. Disponibilizados na internet em inúmeros sites, por fãs que, como eu, amam ler. De fato, a internet democratiza a informação. Obras que dificilmente encontraríamos nas bibliotecas das nossas cidades ficam a alguns cliques de distância.

Neste blog, gostaria de tornar disponível alguns títulos que tenho lido recentemente, talvez alguma resenha, comentários livres, enfim: demonstrar o meu gosto pela leitura.
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Da série... "Frases que você gostaria de ter dito" 0

"Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo" - Paulo Francis
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terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Recebi esta oração no Orkut 0

Oração da Manhã

Senhor, no silêncio deste dia que amanhece,
venho pedir-Te saúde, força, paz e sabedoria.
Quero olhar hoje o mundo com olhos cheios de amor,
ser paciente, compreensivo, manso e prudente.
Ver, além das aparências, Teus filhos
como Tu mesmo os vê,
e assim não ver senão o bem em cada um.
Cerra meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que eu seja tão bondoso e alegre,
que todos quantos se achegarem a mim,
sintam a Tua presença.
Senhor, reveste-me de Tua beleza.
E que, no decurso deste dia, eu Te revele a todos.
Amém!
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

O barbeiro e Deus 1


O homem foi a o barbeiro para cortar o cabelo, como ele sempre fazia. Começou a conversar com o barbeiro e falaram sobre vários assuntos.
Conversa vai, conversa vêm, eles começaram a falar sobre Deus. O barbeiro disse:
-Eu não acredito que exista como você diz.
-Por que você diz isto? O cliente perguntou.
-Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes e crianças abandonadas? Se Deus existisse não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar que Deus permita todas essas coisas.

O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para evitar uma discussão. O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu. Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos. Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia uma barba.

Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:
-Sabe de uma coisa os barbeiros não existem.
-Como assim, eles não existem? perguntou o barbeiro. Eu estou aqui e sou um barbeiro.
-Não exclamou o cliente. Eles não existem porque se existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos, como aquele que esta andando ali na rua.
-Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram isso é uma opção delas.
-Exatamente afirmou o cliente. E justamente isso. Deus existe. O que acontece é que as pessoas não o procuram, pois isso é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.

Fiquem com Deus.

Chegai-vos a Deus, ele se chegará a vós (Tiago, 4:8).
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Começando... 0

Olá!

Meu nome é Leandro Teixeira, sou microempresário no ramo de serviços, estou começando este Blog na verdade um pouco como hobbie, onde postarei sobre diversos assuntos que fazem parte da minha rotina diária, expressar minha indignação ou meu contentamento. Farei uso deste blog até certo ponto de forma profissional, mas não o farei com compromisso de atualizá-lo diariamente, nao esperem por isso :)
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