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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ferramenta: Netvibes 0

Netvibes é um agregador de feeds e serviços que facilia e muito que acessa frequentemente uma grande quantidade de blogs, notícias e serviços, tais como e-mail, Twitter e discos virtuais. Nesta postagem, quero encorajá-lo a criar uma conta no Netvibes e, assim, ter em uma só tela o acesso a todos os seus sites preferidos e saber quando eles são atualizados!

Acessando o Netvibes

O primeiro passo é entrar no seu navegador e acessar o endereço http://www.netvibes.com. A tela a seguir será mostrada.



Na tela branca central, no lado esquerdo inferior, você vai encontrar um botão escrito 'Cadastre-se'. Clique nele e a seguinte tela aparecerá. Preencha todos os dados de forma semelhante a que está exemplificada.


Após o preenchimento, clique no botão verde 'Cadastre-se'. Aparecerá uma confirmação que tudo ocorreu corretamente.


Um email foi enviado para o endereço que você usou no cadastro. Será semelhante à tela abaixo. Clique no link para confirmar a inscrição.


Após clicar no link, seu cadastro será confirmado e, automaticamente, a tela inicial do seu Netvibes será exibida.


Vamos começar a personalizar esta ferramenta. Na barra cinza superior, você vai encontrar um link chamado 'Perfil'. Clique nele. A seguir, a tela que aparecerá terá um botão no lado esquerdo chamado 'Editar Meu Perfil'. Clique nele.


Na tela seguinte, preencha os dados desejados e salve. No lado esquerdo, temos opções para colocar foto, definir quantas páginas do Netvibes vamos trabalhar, e dados relativos ao seu email e senha de acesso ao Netvibes.







Após estas configurações, podemos voltar para a página principal do seu netvibes. Clique no botão 'Voltar para a minha página', no canto superior esquerdo da sua tela.



A tela acima é a configuração de conteúdo padrão do Netvibes. Cada bloco pode ser um miniaplicativo (como a previsão de tempo, por exemplo) ou um agregador de notícias (como o do Google Notícias que aparece no centro da tela).

Se você fez as alterações no perfil conforme os exemplos dados por mim, quando você clicar no botão 'Páginas' terá opções semelhantes a estas da imagem abaixo:


Há duas opções principais: Particular e Pública. A Particular é onde você pode colocar miniaplicativos como o Twitter, acesso ao Facebook, Emails e blogs que você acessa e que não gostaria de compartilhar com outras pessoas. A página pública permite que você cadastre um número bastante grande de miniaplicativos, compartilhando com todos aqueles que acessarem o seu perfil. O perfil criado por mim, neste exemplo, está acessível pelo endereço www.netvibes.com/liberdadeepensar.

Configurando a aparência do Netvibes

Tanto para a página pública quanto para a particular, é possível personalizá-la com temas e imagens de fundo. Esta opção fica disponível no botão 'Configurações', no topo direito da sua página do Netvibes.


Criando abas para organizar o conteúdo

Em cada página do Netvibes, pode-se criar diversas abas, que abrigarão conteúdo conforme o seu gosto pessoal, para fins de organização. Por padrão, o Netvibes vem com três abas: Geral, Divertimento e Internet. É possível excluir estas abas padrão (embora sempre seja obrigatório ter pelo menos uma), renomeá-las, trocar o ícone, alterar a forma de organização dos miniaplicativos dentro da página e até mesmo compartilhá-la com outros usuários Netvibes através da página pública. Veja as abas padrão abaixo:


Clicando-se na aba, abrem-se opções para modificá-la conforme informei no parágrafo anterior.


Excluindo miniaplicativos

Para realizar este procedimento, você precisa clicar no botão fechar (X) que existe no canto de cada um destes blocos. Ao clicar, uma mensagem pedindo confirmação vai aparecer. Confirmando-se a exclusão, outra mensagem aparece.




Para alterar o nome de uma aba, basta clicar no nome dela, estando ela ativa. O nome deve ser digitado e após isto, basta teclar "Enter" para confirmar. Ao lado, o botão 'Nova aba' serve justamente para incluir mais uma aba na sua página.




Incluindo conteúdo

Agora, a parte mais interessante. Aqui vamos aprender como colocar atalhos para que possamos ler nossos blogs, sites de notícias e outras utilidades em uma só página. Primeiramente, escolha a aba que vai abrigar o novo conteúdo. No meu exemplo, vou adicionar sites de notícias à Aba com o mesmo nome, 'Notícias'.


Veja que muitas opções são exibidas. Conforme seu gosto, escolha os miniaplicativos desejados clicando no botão 'Adicionar' que aparece logo abaixo deles.


Eu adicionei diversos sites, e organizei-os lado a lado. Para tanto, após adicioná-los, basta arrastar cada um deles pela barra de título. Lembrando que a disposição em três colunas ou mais pode ser alterada clicando nas opções da abas. Cada aba pode ter uma configuração diferente.

Adicionando blogs

É claro que você vai querer acessar mais sites do que aqueles que estão disponíveis, como por exemplo o blog Liberdade é Pensar ;). Para isto, clicando no botão "Adicionar conteúdo", escolha na lista o ítem "Adicionar um feed". No lado esquerdo, vai aparecer uma barra onde você digita o endereço do blog que deseja seguir e depois clica em "Adicionar feed". Aguarde alguns instantes até que apareça um ou mais ítens relacionados àquela busca. No exemplo abaixo, procurei pelo endereço liberdadeepensar.blogspot.com. Quatro opções apareceram. Para adicionar ao seu Netvibes, clique no botão verde 'Adicionar'.




Para ler as informações de uma página ou blog é simples. Basta clicar no item desejado e o conteúdo vai aparecer no lado direito da tela. Para voltar à tela anterior, clique no nome da aba desejada.



Eu uso diariamente o Netvibes. Ela tem sido uma ferramenta bastante útil para me atualizar com notícias, com as últimas postagens dos blogs que acompanho e também meus emails. Espero que seja útil pra você também.

Antes de fechar o navegador, não esqueça de clicar no botão 'Encerrar sessão', no canto superior direito. Na próxima vez que você acessar o Netvibes, basta clicar no botão 'Entrar' e digitar seu e-mail (o mesmo que você usou no cadastro) e sua senha.


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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Se Deus está em toda parte, pra que templos? 0


Continuação das perguntas feitas no livro 'The necessity of atheism', de Percy Bysshe Shelley. Partes anteriores: Primeira Segunda.

Pergunta: Se Deus está em toda parte, por que construir templos?

Nós não vamos aos templos para encontrar a Deus, mas para louvá-lo e adorá-lo em comunhão com nossos irmãos. Além disto, vamos compartilhar nossas experiências e aprender mais da Palavra e da vontade de Deus com aqueles que vivem há mais tempo na fé. Ao congregarmos em um templo, temos grande possibilidade de formarmos grupos de amigos, ou conhecermos, de repente, até a pessoa com quem vamos nos casar. Nestes locais também realizamos um ato de extrema importância que o próprio Senhor Jesus nos ensinou, que é a Ceia, na qual relembramos o sacrifício dele, na cruz, por nós.

Por meio de um templo, nós podemos inclusive colocar em prática muitos dos dons que Deus nos concede, como a do ministério pastoral, ou o ministério de ensino, ou qualquer outro tipo de atividade que nos integre com nossos irmãos e se enquadre como um serviço cristão; afinal, o ser humano não foi feito para viver só, e depois de convertido, esta convicção fica cada vez mais firme. Podemos inclusive servir uns aos outros, e nós mesmos como congregação nos organizar para servir aos de fora, que tem necessidades tanto físicas quanto espirituais.

Quero aproveitar para desfazer uma confusão que ronda muitas mentes por aí. Igreja, como definida pela Bíblia, é o conjunto de todos os crentes em Jesus Cristo, de todas as épocas. Não é uma instituição humana, nem física: foi Deus quem criou a Igreja, e ela não é a mesma coisa que templo. Um templo pode conter uma congregação de pessoas que faça parte da Igreja de Cristo, mas a Igreja não é o templo. Portanto, estas diversas denominações que hoje existem não era o plano original de Deus. Infelizmente, mesmo na época do apóstolo Paulo, já existiam dissensões na igreja, tentando criar grupos com interesses distintos (1Co 1.11-17). Assim, por um detalhe ou outro diferem na interpretação de alguma passagem bíblica, surgiram diversas denominações, embora pregando o verdadeiro Evangelho Salvador; existem também denominações que já se desviaram dele em partes (e outras, totalmente), e ensinam 'outro evangelho', também já combatido nos tempos de Paulo (Gálatas 1.6-10).

Os templos são, primordialmente, casas de oração. E são casas de oração para todos os povos. É isto que diz a Palavra em Isaías 56.7 e Marcos 11.17. Deve ser um local onde a reverência à Deus concentra esforços coletivos . Nada que há lá deve tirar o foco disto. E ele é para 'todos os povos'. Não é um lugar onde só entram os 'perfeitos moralmente', e sim para qualquer um que queira achegar-se ao Senhor de toda a criação, o nosso Salvador.

É importante ressaltar que o tamanho de um templo, ou a quantidade de pessoas que lá congregam, não é indicativo que este templo é mais (ou menos) abençoado por Deus, ou ainda, que este povo seja mais (ou menos) santo. A pedra fundamental da Igreja é Jesus, e cada um de nós, que dela faz parte, está firmado nesta rocha eterna. Os 'tilojos' desta igreja são cada um que 'ouve os seus mandamentos e os pratica'. Nós somos o 'material de construção'; portanto, prosperidade material não está ligada, necessariamente, à boa espiritualidade ou à santidade.

Deixo algumas passagens bíblicas a seguir para meditação. Todas falam em nos congregar; algumas são ordens do nosso próprio Deus.

Ajunta o povo, os homens e as mulheres, os meninos e os estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam e aprendam e temam ao SENHOR vosso Deus,
e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei (Deuteronômio 31:12 )

Lembramo-nos, ó Deus, da tua benignidade, no meio do teu templo (Salmos 48:9)

Salva-nos, SENHOR nosso Deus, e congrega-nos dentre os gentios, para que louvemos o teu nome santo, e nos gloriemos no teu louvor (Salmos 106:47)

Ouvi a palavra do SENHOR, ó nações, e anunciai-a nas ilhas longínquas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho (Jeremias 31:10)

E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e ás boas obras, Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia (Hebreus 10:24,25)



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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Jogos eletrônicos e a violência nossa de cada dia 0


Não é de hoje a polêmica relação que existe entre a prática de jogos eletrônicos que abusam da violência e a criminalidade gerada na sociedade. Muitos fazem esta associação: se alguém gosta deste tipo de jogo, provavelmente estará mais disposta à prática de atos violentos. O fato é que, apesar de muita discussão e muita pesquisa acerca deste assunto, não se chegou a um resultado conclusivo; não se conseguiu ainda criar uma relação de causa-efeito.

O deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT) apresentou em 15 de setembro de 2009 projeto de lei com o objetivo de "tentar coibir a propagação de uma conduta que está a cada dia gerando mais danos nas sociedades contemporâneas: a difusão dos jogos eletrônicos que invadiram a sociedade e estimulam toda sorte de perversidade" (via InternetLegal). O objetivo deste projeto de lei é ter um dispositivo de punição para todo aquele que divulgar jogos eletrônicos, seja por meios físicos ou virtuais, que possam induzir à prática de atos violentos (Projeto de Lei disponível aqui, em PDF).

A despeito desta briga principal, entre os defensores e os adeptos dos jogos violentos, se realmente eles podem induzir ou não a criminalidade ou se tais criminosos já tinham uma propensão à violência e, por isso, gostam de jogos deste calibre, o que eu quero trazer à discussão nesta postagem são alguns conceitos que as pessoas tem acerca do que significa entretenimento.

Não há dúvida do caráter lúdico dos jogos, sejam eles físicos ou virtuais. Com o advento da informática foi possível a representação de ambientes que antes seriam impossíveis de serem representados em brincadeiras. Pensando num jogo de corrida, posso correr com qualquer veículo, até mesmo com tipos de carros que nem existem no mundo real,  sem possibilidade de se machucar ou de desembolsar valores para satisfazer este 'luxo'. Posso montar parques de diversão, controlar seu faturamento, desenvolver novos brinquedos, criar campanhas publicitárias... jogos que desenvolvem o raciocínio lógico, a visão espacial, a interação com outras pessoas, etc. Neste tipo de jogo, pode-se facilmente dizer que servem como uma válvula de escape para as tensões do dia-a-dia, como meio de desenvolver capacidades inatas de cada indivíduo, de até mesmo aprender como gerir um negócio.

Entretanto, vamos nos voltar aos jogos que fazem uso de violência. Quando falo em jogos violentos, não falo somente daqueles de luta, mas principalmente àqueles que exigem do jogador a habilidade e o desprendimento necessário para matar ou machucar pessoas, criaturas ou animais virtuais com fins de ganhar um prêmio no final, ou simplesmente de chegar ao fim do jogo. E alguns destes, a violência é ocasional; entretanto, há outros onde ela é o carro-chefe, é a finalidade-mor da 'brincadeira'.

Se pensarmos nestes games como válvulas de escape das tensões do dia-a-dia para coisas que não faríamos no mundo real devido às convenções sociais, será que isto é uma coisa boa? Exemplo: Fulano trabalha com vendas. Hoje, ele teve diversos incômodos com clientes difíceis, e vendeu pouco. Ao fazer o seu relatório diário para seu superior, acaba sendo humilhado e cobrado por melhor desempenho. Além disto, sua esposa lembra-o constantemente de comprar aquela casa nova que ela vive lhe falando. Ao final do dia, cansado, chega na frente do computador (ou video-game), e mata centenas de monstrinhos com tiros, ou atropela dezenas de pessoas com seu carro virtual; tudo isto para 'ficar mais calmo'. Seria isto saudável? Alguns podem dizer: melhor agir assim virtualmente do que de fato. Concordo, num sentido estrito. Mas do ponto de vista cristão, será que as intenções não são julgadas tanto quanto as ações que tomamos? (Leia Mateus 5 e veja o que Jesus diz sobre as intenções)

Apesar de não concordar que, necessariamente, quem gosta de jogo violento se torna uma pessoa violenta, gostaria de elucidar um caso em especial. Algumas situações representadas nestes games podem auxiliar ao criança/adolescente/jovem em formação a tomar certo tipo de atitude. Existem games que, ao final de cada fase, o herói virtual pode 'usufruir' fisicamente de uma mulher como prêmio. Além da pornografia explícita, eles vulgarizam a figura feminina a um mero objeto. Só isto não tornaria um rapaz, necessariamente, machista. Mas levando em conta que alguns destes usuários de games não tem claro discernimento entre o mundo virtual e o real; o movimento feminista, que infelizmente, ao invés de colocar as mulheres em pé de igualdade com os homens (conforme a Bíblia ensina), contribuiu para torná-la ainda mais discriminada; o tratamento das mesmas de forma vulgar por parte da mídia; e os mais diversos exemplos de desrespeito à figura feminina, que até mesmo dentro da própria casa pode estar representada; tudo isto pode fazer com que o jogador ache que aquilo que está no game é uma representação real da sociedade verdadeira. Além disto, é inocência demais achar que nada que vemos na TV ou no computador nos influencia. Se assim fosse, qual seria a utilidade do marketing e da propaganda?

Agora, quero chamar a atenção para o ponto principal. Deus nos orienta a não concordar com quem peca, nem se assentar com quem peca para pecar também, e nem ter o pecado como forma de entretenimento. É o último estagio da corrupção humana: divertir-se com o pecado alheio (Romanos 1:28-32). Jogos que incitam a violência, o homicídio, o estupro e a pedofilia (infelizmente, há este tipo de jogo disponível também) não deveriam ser usados por ninguém, menos ainda por cristãos. Lembre-se deste versículo escrito pelo Ap. Paulo, na sua carta aos Filipenses: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Flp 4:8).


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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Não basta crer; é preciso obedecer 0


Marcos 5, conjuntamente com Lucas 8 e Mateus 8, narra um fato no ministério de Jesus que causou muita contenda entre as pessoas daquela localidade e o nosso Salvador. Diz a passagem que quando Jesus chegou a um lugar chamado Gadara, um homem, possesso por demônio, viu o Senhor e achegou-se, prostrando-se, e implorando para que o Filho de Deus não o expulssasse. Ao final, toda a legião de demônios que estava naquele homem entrou numa manada de porcos, os quais se jogaram precipício abaixo, dando grande prejuízo aos criadores. Afastando-se um pouco do foco da história (a expulsão), vamos ver alguns fatos curiosos sobre os demônios:
  • Reconheceram Jesus era filho de Deus: 'Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?' (Lucas 8.28; Marcos 5.7)
  • Correram até ele: '(...)quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o(...)' (Marcos 5.6)
  • Prostraram-se diante dele: '(...)quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele(...)' (Lucas 8.28)
  • Adoraram-no: ''E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o (Marcos 5.6)
  • Rogaram a ele: 'E os demônios rogaram-lhe (...)' (Mateus 8.31)
  • Até foram atendidos: 'E Jesus logo lho permitiu(...)' (Marcos 5.13)
Olhando estes ítens acima, não nos parece estranho que eles fizeram coisas esperadas dos crentes? Então, qual a diferença entre nós e os demônios neste sentido?

A diferença está na obediência. Como está escrito: 'Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros' (1Sm 15:22). Além disto, 'Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus' (Mat 7:21).

Tiago, em sua epístola, alertou sobre esta confissão de fé vã, sem obediência, sem geração de fruto: 'Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta?' (Tiago 2:19-20)

Então, cuidado com falsas confissões de fé. Tenha certeza de que você segue aquilo que está dizendo. Certifique-se que você tem seu nome arrolado no livro da vida celestial. Assegure-se da sua salvação. Ademais, faça como Jesus: agrade ao Pai, fazendo o que Ele te pede: 'E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada' (João 8:29).


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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Povo corrupto, governante corrupto... 0


Se um povo está acostumado a resolver as coisas 'no jeitinho', 'na malandragem', em pequenas coisas tais como se vangloriar de ter enganado o caixa do supermercado, com grande probabilidade terá um governante que fará exatamente a mesma coisa, só que em escala maior. Cada povo tem o governante que merece. O problema está na base da sociedade, e não no topo dela. E é do interesse de um governante corrupto que a massa que o elegeu continue com os mesmos padrões morais; desta forma, a continuidade da liderança sem escrúpulos se perpetuará. Pense nisto.

Um ótimo texto sobre a ética pode ser lido aqui.


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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quinta-feira 'utilitária' 0

Hoje, quinta-feira, estou inaugurando mais um tipo de postagem específica da qual eu havia falado em post anterior. Trata-se de uma postagem voltada à divulgação de ferramentas e utilitários de uso cristão, cuja finalidade é, além de edificação pessoal, ser utilizada como recurso em Ensino Bíblico, como Escolas dominicais, cursos teológicos, seminários, etc. Espero que minha intenção seja satisfeita e que seja benção a todos que dela desfrutar.

Hoje divulgarei uma Bíblia muito útil, de fácil aprendizado, e que pode agregar muito no preparo de mensagens, estudos e também na organização de um devocional pessoal. Ela se chama E-Sword, e possui muitos plugins que podem ser adicionados ao programa principal.

Download e instalação

O download deste programa pode ser feito no endereço http://www.e-sword.net/downloads.html. Aparecerá a tela abaixo:

São dois links para download. Basta clicar na primeira seta para baixo que está indidicada por mim com um retângulo verde em volta. Este é o programa principal. Originalmente, ele está em inglês; se você não é fluente no idioma, recomendo que baixe também o programa de tradução (chamado E-Sword GUI Location), indicado pelo segundo quadrado verde, logo abaixo do link do programa principal.

Após o download, instale inicialmente o primeiro programa, que provavelmente se chama Setup951.exe (ou assemelhado; talvez no momento em que você fizer o download, a versão do programa tenha sido atualizada). Basta um clique duplo sobre ele. Após, siga o roteiro abaixo, selecionando as opções marcadas.


Clique em 'Next' (Próximo);


Clique em 'I accept the terms in the license agreement' e depois em 'Next';


Novamente, clique em 'Next';


Pasta de instalação do E-sword. Aceite o local padrão clicando em 'Next';


Clique em 'Install';


Aguarde enquanto os arquivos são instalados;


Instalação feita. Clique em 'Finish' para concluir.



Ao final, o programa de instalação solicita que você reinicie o computador. Faça isto. Após o reinício, o ícone abaixo estará disponível na Área de Trabalho do Windows.



Dando um clique duplo no ícone acima fará com que o programa seja iniciado.


Tela de inicialização do programa.


Tela do programa em inglês, com a bíblia na tradução inglesa (King James Version).







Após a instalação do programa principal, é hora de instalar a tradução do programa para português. Clique duplo no arquivo localize.exe que você baixou anteriormente.


Clique em 'Next';


Clique em 'Install';


Aguarde a cópia dos arquivos;


Clique em 'Finish' para concluir a instalação.

A seguir, entre no programa. Se a interface do programa ainda estiver em inglês, troque para português através do comando de menu indicado na figura abaixo (Menu Options->Language->Português):



A tela do programa é dividida em 4 partes principais. À esquerda, estão disponíveis os livros da bíblia e os capítulos do mesmo. Ao centro fica o texto bíblico escolhido. Na parte inferior à direita, todos os dicionários bíblicos que estiverem instalados no computador. E à direita ficam os comentários que estiverem instalados, as Notas de estudo e as Notas temáticas.

Instalando bíblias


O E-sword tem uma praticidade muito grande ao trabalhar com traduções da Bíblia. Ele aceita diversas traduções, e estas estão igualmente disponíveis para download. Elas podem ser localizadas clicando no menu do site, na opção 'Bibles'.

Na instalação padrão, ele já vem com duas versões em inglês da tradução King James; uma delas vem com números de referência Strong, para uso com Dicionário Grego Strong. Este recurso é ótimo para descobrir o significado real objetivado pelos escritores de cada palavra usada na Bíblia. Para a língua portuguesa, recomendo fazer o download da "Portuguese João Ferreira de Almeida Atualizada". Basta baixar e instalar aceitando as opções padrão. Reinicie o E-sword e a opção ja estará disponível conforme figura abaixo:


Em destaque, três traduções da Bíblia e duas ferramentas de comparação entre versões.

Comentários, Dicionários, Gráficos e Extras

Além das diversas traduções da Bíblia, há também para download diversos acessórios que podem melhorar bastante o estudo da Palavra. Assim como existem Bíblias comentadas, há comentários, dicionários, mapas e imagens relacionadas com as passagens bíblicas selecionadas. Há também devocionais de cristãos famosos que podem ser usados para fins de estudo também. Entretanto, todos estes recursos estão em inglês. Basta fazer o download, instalar e reiniciar o E-sword para que tudo funcione.



Pesquisa de passagens e de texto

O E-sword possui uma ferramenta de busca de textos bíblicos que facilita o trabalho de localizar aquele texto que você sabe que existe na Bíblia mas não lembra qual a referência. No exemplo da tela abaixo, procurei o texto exato 'amor de Deus' por toda a Bíblia ACF (Almeida Corrigida e Fiel). Foram encontradas 12 passagens. Para ir diretamente a parte ao livro da passagem localizada, basta dar um clique duplo na mesma.



Recursos interessantes

O E-sword é um programa que permite que você marque na própria tela
aquilo que lhe chamou a atenção, da mesma forma que fazemos nas Bíblias
de papel. Também há uma área do programa chamada 'Notas de estudo',
onde você pode colar versículos, escrever, formatar o texto, salvar,
imprimir... tudo o que você achar interessante num só lugar. Se você
precisar de ajuda, e entender um pouco de inglês, pode acessar a seção
de treinamento no programa disponível no próprio site, no endereço
http://www.e-sword.net/training.html. Se quiser, pode perguntar também
aqui nos comentários e responderei assim que possível.


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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Se Deus sabe de tudo, porque orar? 0



Continuação das perguntas feitas no livro 'The necessity of atheism', de Percy Bysshe Shelley. Primeira parte está aqui.

Pergunta: Se ele sabe de tudo, por que precisamos informá-lo de nossas necessidades e aborrecê-lo com orações?

Deus nos criou originalmente para mantermos uma comunhão especial com Ele e entre nós mesmos. Esta comunhão era plena antes do pecado do primeiro homem, Adão, ainda lá no Jardim do Éden. Depois da queda, o homem a perdeu contato com o Criador, e somente se Ele viesse ao nosso encontro, tal religação seria possível.

Deus Pai se aproximou do homem através de visões, de sonhos, de manifestações físicas de Sua presença, através de anjos, através dos profetas, através da Palavra escrita e através de Jesus. Em todas estas manifestações, Deus quis criar um novo relacionamento conosco; e o homem convertido, então, se comunicou com Deus. Toda e qualquer comunicação com Deus é uma forma de oração. Orar não é, como alguns pensam, 'bajular' Deus para conseguir alguma coisa. É se relacionar com o Pai Celestial. Eu não consigo imaginar como manter uma comunhão com meus pais terrenos, ou com minha esposa, por exemplo, sem conversar com eles. Eles até poderiam saber o que eu quero e o que eu gosto, mas creio que isto não substituiria um diálogo com eles sobre as minhas expectativas.

A oração, portanto, é uma forma de manter o nosso relacionamento com o Senhor ativo; Deus fala através da Palavra, sinais, sonhos, visões. A medida que nossa vida espiritual se desenvolve, mais oramos. Orar não é um peso; a não ser que você se considere tão autosuficiente para achar chato qualquer necessidade de diálogo. Nós não 'aborrecemos' a Deus quando oramos; é uma ordem dEle que façamos isto, segundo Filipenses 4:6-7. Ela até mesmo é uma forma de servir (Lucas 2:36-38). Orar é uma forma de dizer ao Pai que confiamos nas Suas palavras, pois muito do que pedimos está baseado naquilo que Ele mesmo nos prometeu. Mesmo Jesus orou; e se o Filho de Deus o fez, é porque é o certo a ser feito. Deus sabe o que vamos pedir. Ele concede muito mais do que pedimos segundo a vontade dEle (1 João 5.15). Mas se não oramos, demonstramos, acima de tudo, falta de fé. Até mesmo aquela fé que crê que o Senhor estará ouvindo (1 João 5.14). E sem fé, é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6).


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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Castração química para crimes sexuais 0



CCJ do Senado vota projeto para castração química de pedófilos

Relator prevê tratamentos alternativos antes de aplicação do procedimento. Se for aprovada pelos senadores, matéria seguirá para análise na Câmara.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve analisar nesta quarta-feira (16) um projeto de lei que pretende instituir a castração química para pedófilos condenados por estupro, atentado violento ao pudor e corrupção de menores. O texto será votado em decisão terminativa e, se aprovado, não precisará passar pelo plenário do Senado, sendo enviado diretamente à Câmara dos Deputados.

Elaborada pelo senador Gerson Camata (PMDB-ES), a proposta cria a pena de castração química para pedófilos que cometam essas três modalidades de crimes contra menores de 14 anos. Camata avalia que a pedofilia envolve deformação psíquica de tal ordem que impede a reabilitação dos indivíduos que apresentam o distúrbio. Em razão disso, e considerando os danos psicológicos impostos às vítimas, o senador entende que o problema precisa ser enfrentado com "máxima objetividade e rigor".

Fonte: O Globo (Leia na íntegra)

Desconsiderando o intento populista e eleitoral que certamente está por trás da elaboração de projetos de lei como este e outros como a redução da maioridade penal, é de se analisar como a pedofilia e os demais crimes sexuais devem ser tratados pela justiça dos homens. Nós, cristãos, devemos estar atentos a estas discussões e oferecer soluções pautadas pelo nosso guia de prática e fé, a Bíblia, pois, embora pertençamos ao Reino Vindouro, ainda estamos aqui, e devemos influenciar a nossa sociedade para que todos, de uma forma geral, se beneficiem da sabedoria divina.

Em primeiro lugar, todo crime sexual advém do resultado de uma conduta comportamental alimentada pela pessoa desde a infãncia. Todo estuprador já foi adolescente, e antes disso criança. E nestas fases da vida, é de suma importância a participação da família (em primeira instância), da escola e da sociedade em geral para a formação do caráter de cada um deles. Nós cristãos sabemos que todos estes desvios de conduta são herança da natureza pecaminosa que cada homem e mulher tem, desde Adão e Eva. Para nós, está claro que os males praticados pela humanidade são de responsabilidade dela mesma, ao contrário do que se tenta provar, nos isentando da culpa atrelando cada um dos nossos "desvarios" à problemas físicos/genéticos (Mais informações leia aqui e aqui (em inglês)).

Levantando a questão da educação, o que está sendo oferecido para nossas crianças e adolescentes? Que tipo de comportamento tem sido mostrado para eles? Eles sabem delimitar perfeitamente o que é certo e o que é errado? Têm noção de qual base está sendo usada para firmar estes conceitos de moralidade? Infelizmente, o que se espera nem sempre é o que acontece realmente, e as famílias, escolas e a sociedade como um todo estão nitidamente falhando neste quesito. Com o óbvio aumento da violência, procuramos meios de nos defender criando leis punitivas mais graves. Mas isto é como matar o morto, como deixar a árvore má crescer para então se eliminar seus 'maus frutos'. Não evita o mal, não constrange ninguém a não praticá-lo, e não corrige ninguém.

É necessário, sim, punir já os que agem de maneira errada. O maior estímulo para cometer faltas é a esperança de impunidade (Cícero). Entretanto, precisamos também da criação de políticas públicas que melhorem não só a educação formal, mas que principalmente fortaleçam os laços familiares. É neste contexto que o caráter das pessoas é formado. Muito do que elas aprenderem ali será usado como suporte para sua vida adulta. Aquele conhecido provérbio "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6) tem dois significados, um positivo e outro negativo: ensina o menino no caminho do bem, e ele não se desviará dele quando for velho; ensine-o no caminho do mal, e ele também não se desviará deste caminho.

Este projeto de lei não será aplicado nunca, a não ser que se refaça a Constituição. Existem dispositivos na nossa Carta Magna chamados 'pétreos', pois não são alteráveis nem mesmo por emenda constitucional. Um destes dispositivos diz que não haverá pena cruel (CF art 5º, XLVII, alínea e) e outro diz que é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral (CF art 5º, XLIX). Obviamente, o projeto que quer 'castrar psicologicamente' os apenados vai contra ao que consta na Lei Máxima do País. Em virtude disto, é completamente inútil esta discussão toda em cima desta polêmica. Leia mais informações sobre esta questão jurídica aqui.

Além disto, para alguns, o tratamento químico como alternativa à pena de reclusão favorece o criminoso. Segundo o presidente da CPI da Pedofilia, Magno Malta (PR-ES), "nem muda e nem acrescenta, mas favorece o criminoso. O sujeito abusa de criança, aceita tomar o medicamento e terá a pena reduzida. Qualquer advogado vai mandar ele tomar o medicamento." Segundo Malta, o medicamento funciona como redutor de apetite. "Quando o remédio acaba e passa o efeito, a pessoa tem apetite dobrado", disse. "Como os pedófilos são compulsivos, não há redução de libido com castração química que vá mudar a situação", completa. Para o presidente da CPI, a proposta tem problemas jurídicos "o condenado não é obrigado a tomar o medicamento" e práticos. "Quem vai fornecer o medicamento? Vai ser o Sistema único de Saúde? O pedófilo vai ter uma carteirinha de pedófilo? Como é que faz para comprar na farmácia?" (Fonte: O Diário de Maringá).

Já para o Presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, o projeto, além de ser inconstitucional, "(...)implica condições de crueldade. O Estado não vinga, faz justiça. O Estado não tem sentimentos, tem de ser isento para aplicar a pena". D'Urso reconhece que o crime é grave, mas ressalta que o caminho para seu combate deve partir do reconhecimento de que a pedofilia é crime, e não uma doença, conforme afirma a Associação Brasileira de Psiquiatria: "Se o preso tem esse desvio, vai voltar a cometer crimes sexuais contra crianças. Estamos diante de um engodo, e não de uma castração." (Texto completo aqui)

A Bíblia fala sobre violência sexual no Antigo Testamento, mais especificamente no capítulo 22 do livro de Deuteronômio. Diz lá:

22 Se um homem for encontrado deitado com mulher que tenha marido, morrerão ambos, o homem que se tiver deitado com a mulher, e a mulher. Assim exterminarás o mal de Israel. 23 Se houver moça virgem desposada e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela, 24 trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis até que morram: a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo. Assim exterminarás o mal do meio de ti. 25 Mas se for no campo que o homem achar a moça que é desposada, e o homem a forçar, e se deitar com ela, morrerá somente o homem que se deitou com ela; 26 porém, à moça não farás nada. Não há na moça pecado digno de morte; porque, como no caso de um homem que se levanta contra o seu próximo e lhe tira a vida, assim é este caso; 27 pois ele a achou no campo; a moça desposada gritou, mas não houve quem a livrasse. em juízo, entre sangue 28 Se um homem achar uma moça virgem não desposada e, pegando nela, deitar-se com ela, e forem apanhados, 29 o homem que se deitou com a moça dará ao pai dela cinqüenta siclos de prata, e porquanto a humilhou, ela ficará sendo sua mulher; não a poderá repudiar por todos os seus dias. 30 Nenhum homem tomará a mulher de seu pai, e não levantará a cobertura de seu pai.

Neste período, o adultério era punido com morte dos dois envolvidos; se fossem pegos praticando sexo, não sendo casados, era necessário que os dois se casassem; e em caso de estupro, o responsável pelo crime era morto.

A lei do povo hebreu, no AT, punia diversos crimes com a morte. "Olho por olho, dente por dente". Muitos têm uma visão equivocada desta frase, pensando que é a aplicação desproporcional da punição em relação ao crime; o que é uma inverdade: é a punição igual ao mal feito. Não estou pregando uma utilização da antiga lei judaica nos tempos de hoje. Mas creio que muito dos fundamentos morais que estão por trás destas leis podem, sim, serem aplicados ao nosso sistema jurídico. Quando Jesus disse para "oferecer a outra face", não estava dizendo para deixar impune àquele que nos afrontou, mas simplesmente que perdoássemos ao nosso ofensor; oferencendo-lhe a outra face, damos uma nova chance para o agressor. Num outro aspecto, oferecer a outra face também pode significar uma mudança de postura diante do mal: retribuir o mal com bem, oferecer flores quando lhe atirarem pedras.

Acontece que fazer o bem não significa necessariamente deixar de punir o mal feito. Geralmente, o correto a se fazer é aplicar uma penalização justa. O perdão é dado; mas as consequências do erro continuam. Você pode perdoar o ladrão que roubou sua casa, ao mesmo tempo que inicia um processo contra ele. Fazer alguém pagar pelos erros não é um ato de maldade; mas um exercício com o objetivo de inculcar responsabilidade pelas infrações cometidas.

Em resumo: não sou a favor da castração química, pois ela não surte efeitos no caráter da pessoa. Mesmo sem ter ereções, ela pode muito bem molestar sexualmente alguém de várias formas adversas. De acordo com nossa Constituição atual, não é nem mesmo possível implementar tal procedimento. Sou a favor da pena de morte nestes casos; entretanto, tampouco nossa Carta Magna permite este tipo de punição. Creio na funcionalidade de medidas sociais para evitar que este tipo de delilquente (aliás, qualquer tipo) seja formado na sociedade, através de uma educação familiar e formal de qualidade e que prezem valores cristãos. Dentro das possibilidades jurídicas atuais, penso que uma forma de tentar ressocializar estes criminosos é expondo-os à Palavra de Deus, que é poderosa para alterar até mesmo o mais corrupto dos seres humanos. Mas, é claro, sabemos que nem todos a ouvem.

Para reflexão, quero deixar dois textos para leitura. Um deles é de Solano Portela, sobre a posição cristã a respeito da pena de morte, e o outro texto abaixo, o qual extraí dois trechos do livro "Amar é sempre certo", de Josh McDowell e Norman L. Geisler (recomendadíssimo para leitura completa).

Trecho 1:

Vemos isso no cinema e ouvimos falar a respeito nos relatos de guerra. Uma granada de mão é atirada no centro de uma tropa de soldados. Enquanto seus companheiros se acovardam, temerosos, um soldado valente e destemido atira-se sobre a granada para impedir uma explosão fatal que mataria vários deles. Uma pessoa sacrifica a vida para salvar muitos. A cena ilustra uma diretriz muito óbvia para o amor em conflito: em iguais circunstâncias, o amor exige que muitas vidas sejam mais importantes do que poucas. Sansão sacrificou sua própria vida para matar o inimigo e salvar assim o povo de Israel (Jos. 16:29,30). Davi matou Golias para proteger a vida de muitos seus compatriotas (1 Sam. 17). Caifás, o sumo sacerdote na época da crucificação de Jesus, usou esse princípio ao dizer aos judeus que seria "conveniente morrer um homem pelo povo" (João 18:14). Essa foi uma predição inconsciente do sacrifício expiatório de Cristo pelo mundo inteiro (Rom. 5:15). O apóstolo Paulo disse que estava pronto a trocar sua salvação eterna pela salvação do seu povo, os judeus (Rom. 9.3).
A Escritura apóia o princípio de que muitos é melhor do que poucos. Deus disse a Adão: "Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a" (Gên. 1:28), e repetiu a ordem a Noé depois do dilúvio (Gên. 9:1). Todavia, a palavra enchei sugere limites ao princípio, isto é, muitos é melhor do que poucos, mas não melhor do que demais. Além disso, Deus oferece a salvação a todos e não só a alguns – "Não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Ped. 3:9).
Em termos práticos, não podemos amar a todos e, portanto, devemos amar a tantos quantos for possível. Devemos tentar alcançar tantos dos nossos familiares, vizinhos e colaboradores em Cristo quantos pudermos. Devemos apoiar tantos ministérios cristãos quantos pudermos com nossas contribuições e orações. Se tivermos de escolher, devemos apoiar os ministérios que estiverem fazendo mais bem para mais pessoas.
A idéia de que as circunstâncias são iguais está implícita nas ilustrações até este ponto. O princípio muda quando as circunstâncias não são iguais? Sim. A Bíblia contém vários exemplos de alguns justos tendo prioridade sobre muitos perversos. Por quê, se todas as vidas têm o mesmo valor intrínseco? Porque às vezes os poucos são a chave para salvar muitos, o justo Noé e sua família foram preservados enquanto o restante da população do mundo perverso pereceu (1 Ped. 3:20). Deus destruiu os muitos perversos de Sodoma e só salvou alguns justos da família de Ló (Gên. 19). Os israelitas tiveram ordem de exterminar todas as nações perversas de Canaã (Lev. 18:24-25). Em todos esses casos, os poucos foram o instrumento para salvar muitos.
Devemos certamente amar os perdidos e procurar leva-los a Cristo. Mas devemos investir tempo de qualidade para alimentar e cuidar da família de Deus com quem passaremos a eternidade. Passar tempo discipulando cinco crentes que podem por sua vez estender-se para outros cinco incrédulos é melhor do que tentar converter cinco incrédulos resistentes, embora ambas as atividades sejam importantes. Devemos amar e estender-nos para o maior número de pessoas que pudermos, com preferência dada à nossa família e à família de Deus.
Trecho 2:
A pena de morte, a execução deliberada de um indivíduo, um assassino, foi originalmente instituída por causa da falta de consideração pelo homem feito à imagem de Deus (Gên. 9:6). Ela foi reforçada na lei mosaica (Êxo. 21:23-25), reconhecida por Jesus (João 19:11) e repetida por Paulo quando lembrou aos cristãos que a autoridade "não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal" (Rom. 13:4). Exigir a pena de morte é algo muito sério, portanto a identificação do assassino deve ser indiscutível e sua responsabilidade pelo assassinato não pode conter sombra de dúvida.
A pena de morte, quando ministrada com justiça, é um tipo de sacrifício misericordioso do culpado a favor do inocente, contrariando o sentimento popular, a pena capital não é uma expressão de desrespeito bárbaro pela vida do assassino. Este, e não o tribunal que o condenou justamente, é quem desrespeitou barbaramente o valor da vida humano. O amor exige que perguntemos a quem deve ser demonstrada misericórdia, ao inocente ou ao culpado. Se deixarmos de insistir na justiça pelo sacrifício do culpado a favor do inocente, mostramos desconsideração pelo amor bíblico e desrespeito pelo valor de uma vida inocente.
A mesma justiça de Deus que exigiu o sacrifício substitutivo de Cristo, vida por vida, está no âmago da moral da pena máxima. Não havia outro meio de satisfazer a justiça de Deus, além de cristo dar a Sua vida pela nossa (Mar. 10:45; 1 Ped. 2:24). Não há também outro meio de satisfazer a justiça de Deus e assegurar uma ordem social justa e respeitável senão insistir que a vida de um assassino seja sacrificada. A desconsideração absoluta e odiosa pelo valor da vida de cada um não pode ser tolerada pelo amor; o amor deve condená-la. É amoroso valorizar e proteger a vida humana, e a pena capital foi instituída justamente para isso. Quando o indivíduo compreende que perderá a vida se tirar a de outrem, isso impedirá que muitos se tornem assassinos. Uma coisa é certa: Ninguém que recebe a pena de morte repetirá o crime!



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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Não entremos em contendas 0

Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. (Salmos 2:1-3)

Se estivéssemos frente a frente, caro leitor, talvez eu pudesse ver em sua expressão a compreensão deste texto como se estivesse falando de pessoas dos tempos atuais. Não me refiro somente a reis e príncipes (que não estão necessariamente próximos de nós), mas àqueles que nos cercam, pessoas comuns: nossos parentes, vizinhos, pais, filhos, irmãos, chefes, subordinados, amigos, professores e alunos. Todos eles querendo "romper as ataduras" e "sacudir as cordas" que nos ligam a Deus, tentando ficar à parte das responsabilidades espirituais que nossas decisões diárias implicam, retirando a honra e a glória que são devidas somente a Ele e dando a qualquer outra coisa: aos prazeres mundanos, ao dinheiro, à filosofias estranhas, a si mesmo e até ao inimigo das nossas almas.

Nós por vezes ficamos indignados porque vemos os inimigos do Senhor esbravejando impropérios, blasfemando e ridicularizando a Ele e a todos os filhos dEle. Nossa reação natural é mostrar a eles que estão errados, que a forma de pensar destes é bastante própria de um ser decaído por causa do pecado, e que isto é o que nos torna todos os humanos iguais perante Deus. E há pessoas que tendem a agir de forma mais exaltada, o que certamente causará mais problemas do que soluções.

Mas a Palavra nos ensina que devemos agir diferente. Devemos  insistir na pregação da Palavra, mas não devemos entrar em contendas por causa disto. Quem convence do pecado, da justiça e do juízo é o Espírito Santo. Muitos ouvem, mas não dão ouvidos.E, além disto, tudo isso que os ímpios fazem é em vão. Quem poderá fazer alguma coisa contra o Deus Todo-Poderoso?

Versículos para meditação:

Pv 9:7  O que repreende o escarnecedor, toma afronta para si; e que censura o ímpio recebe a sua mancha.

Pv 9:8  Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará.

Pv 15:12  O escarnecedor não ama aquele que o repreende, nem se chegará aos sábios.

2Cr 36:16  Eles, porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e riram dos seus profetas; até que o furor do SENHOR tanto subiu contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.

Mat 10:11-14  Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela é digno, e hospedai-vos aí até que vos retireis. E, ao entrardes na casa, saudai-a; se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; mas, se não for digna, torne para vós a vossa paz. E, se ninguém vos receber, nem ouvir as vossas palavras, saindo daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.

At 13:50-51  Mas os judeus incitaram as mulheres devotas de alta posição e os principais da cidade, suscitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus termos. Mas estes, sacudindo contra eles o pó dos seus pés, partiram para Icônio.

Cl 4:6  A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.



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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Como saber a vontade de Deus? 0




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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Se Deus é infinitamente bom, por que temê-lo? 0


Percy Bysshe Shelley, poeta inglês, 1792-1822, escreveu "The necessity of atheism" (A necessidade do ateísmo). Como crítico à religião, ele fez alguns questionamentos sobre ela. Vou postar nos próximos dias as respostas que julgo adequadas para quem pensa da mesma forma, ou até mesmo para que um cristão possa ser responder para um cético.

Pergunta: Se Deus é infinitamente bom, por que temê-lo?

A bondade é um dos atributos de Deus, de fato. Mas não podemos enfatizar esta qualidade do Criador em detrimento de vários outros atributos que Ele tem, como, neste caso especial, a justiça. Deus é bom, mas também é justo. E ele não pode deixar de aplicar justiça a quem quer que seja; é esta a atribuição de um juiz. Se alguém foi bom, deve ter tratamento diferenciado de quem tem um péssimo comportamento. Nós, humanos, esperamos isto da na justiça terrena, quanto mais não esperaríamos da justiça perfeita do Senhor?

O temor a Deus é o mesmo tipo de temor que enfrentamos quanto praticamos algo errado contra alguém - ficamos 'em falta' com a pessoa prejudicada: tememos ser descobertos, tememos ser condenados, tememos ser punidos. E também temos temor de sermos tratados da mesma forma que agimos com os outros. A consciência deste temor se acentua proporcionalmente à ética moral que seguimos. Todos nós, humanos, estamos 'em falta' com Deus, o que é apropriado, pois todo pecado é, em última instância, contra Deus; um ato deliberado de rebelião obstinada. Afrontamos Aquele que nos deu a vida e que nos sustenta todos os dias em ações e pensamentos. Não temeríamos Aquele que tem a nossa vida e nosso destino eterno nas mãos e que tem todo o direito, se quisesse, de abreviar os nossos dias, ou ainda, deixar que ficássemos sem salvação e eternamente separados dEle?

A Palavra diz que "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, mas os insensatos desprezam a sabedoria e a instrução" (Provérbios 1.7). Como não seria estupidez insultar a autoridade máxima do universo e achar que não seria ao menos censurado por isto? Deus executa Sua justiça, operando a ira, para todos aqueles que negarem o sacrifício de Jesus na cruz, que foi preparado pelo próprio Senhor, por causa da Sua misericórdia.

Entretanto, há um aspecto onde o temor pode ser interpretado como "respeito". Apesar de que na sociedade ocidental atual o conceito de que os mais antigos, aquelas pessoas que viveram muito mais tempo e passaram por diversas experiências, não são dignos de terem voz ativa, o normal é que deveríamos ter reverência e atenção por estes que tem mais conhecimento da vida do que nós. Lhes é devido respeito, e atentar para seus conselhos. É claro que não é possível que todas as idéias e recomendações dos mais velhos sejam verdadeiras, até porque eles também são humanos, e a idade avançada não os coloca num patamar excelentíssimo de perfeição. A ideia por trás desta comparação é de que todos devem ter um zelo respeitoso por aqueles que têm mais conhecimento do que nós; e é aí que Deus aparece, sendo ele infinitamente bondoso e conhecedor de todas as coisas. Desta forma, é sábio aquele que teme ao Senhor, obedecendo os Seus mandamentos (Salmos 112.1).


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Comunicado importante 0

Caros leitores deste blog:

Gostaria de comunicar-lhes que a partir deste mês, algumas mudanças se darão, para melhoria desta ferramenta fantástica que é a internet para a divulgação do Evangelho por todos os cantos do mundo. Peço perdão por ter sido ausente nestes últimos meses em virtude de mudanças ocasionadas pelo trabalho. Agora estou trabalhando em Porto Alegre, e aqui vou morar e congregar. E terei tempo para dedicar a este canal de comunicação também.

As mudanças às quais me referi serão tanto na aparência deste blog, como algumas melhorias no sistema de comentários, entre outras; bem como mudanças no conteúdo a ser postado. Vou dividir as postagens por grupo, e a cada dia terá um conteúdo especial. Desta forma, digamos, toda quarta-feira, terá conteúdo voltado à apologética; toda segunda, a visão cristã sobre um apanhado de notícias veiculadas na mídia, e assim por diante. Divulgarei posteriormente o que conteúdo será publicado e em que dia.

Se tiverem alguma sugestão, por favor, coloque-a nos comentários.

Em Cristo,

Leandro Teixeira - Editor do blog Liberdade é pensar.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Porque devemos ser salvos, afinal? 0


O homem foi criado para viver eternamente em comunhão com Deus. Entretanto, perdeu esta comunhão na Queda, se corrompendo pelo pecado. Desde então, o homem está condenado a separação eterna (inferno) de Deus. Não é o caso de uma pessoa, de acordo com o seu proceder aqui na terra, ir ao céu ou ao inferno: ela já nasce destinada ao inferno. Como já disseram outros, o homem não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. É da natureza decaída da humanidade a característica de ser pecador.

Não há nada que o homem possa oferecer para ser salvo. Este é o estado do pecador diante de Deus: vamos pensar, não em termos de vida e morte, mas em termos de valores. Tudo o que somos e temos foi Deus quem deu. Nada é nosso, nem os dons, nem os bens, nem mesmo a nossa vida. Ao cometermos um pecado que seja, nos tornamos devedores de Deus. Então, se tudo é dEle, o que podemos oferecer para pagá-lo? Nada! É impossível!

Por isso é que, mesmo se quiséssemos, não poderíamos nos aproximar de Deus. Ele é quem deveria se aproximar, se quisesse. E foi o que aconteceu: primeiro, escolhendo um povo; depois, através de Cristo. Deus não precisava ter criado um plano de salvação; mas Ele o fez, mostrando a Sua misericória. A Sua misericória é expressão do Seu amor. Nós não podemos oferecer nada por este plano; por isso, Deus nos deu esta salvação de graça.

Isto não quer dizer que o pecado não terá punição. O pecado precisa ser pago de alguma forma, para que a justiça divina seja cumprida. Deus não anula um dos Seus atributos por causa de outro. Mas o próprio pecador não tem condições de cumprir esta tarefa.

Quem vai, então, pagar pelo pecado? Ou o próprio pecador, ou um substituto para ele.

No AT, Deus instituiu um sistema de sacrifícios. Animais (cordeiros, geralmente) eram usados para este fim. Eles eram mortos para expiação dos pecados das pessoas.

A expiação funcionava assim: as pessoas pecavam, e então pegavam um animal puro e sem defeito e ofereciam a Deus pelos seus pecados. Como um animal não tem vida eterna, sacrificar um deles expiava pecados até aquele dia. Na verdade, este ritual era apenas simbólico, pois sangue de animais não purifica pecados (Hb 10.4;11). Não se podia estendê-lo eternamente. E os seus pecados eram, então, "pagos". Se as pessoas voltassem a pecar, novamente o sacrifício era necessário. Hoje em dia, o sistema de sacrifícios causa repulsa, já que ele parece bastante primitivo. De fato é primitivo, e também causa repulsa, mas é exatamente isto que Deus quis que parecesse: demonstrar quanto o pecado é ruim e repulsivo.

Era um sistema limitado, já que era temporário; apenas expiava os pecados das pessoas até aquele momento, e não se estendia a outras pessoas além daquelas a quem o sacrifício era feito. Era necessário que fosse feito um sacrifício definitivo, que tivesse alcance eterno, que realmente pudesse dar perdão para todos os pecados, em todos os tempos, para todas as pessoas.

No NT, Deus apresenta (como diz João Batista) o "cordeiro de Deus". Ele é o sacrifício perfeito, no qual os pecados de todas as pessoas, de todos os tempos. Isto é, o perdão é estendido às pessoas que ainda nem tinham nascido; e também não são perdoados somente os pecados que uma pessoa comete até aceitar o sacrifício da cruz, mas os erros posteriores que ela cometer também. Isto porque quem foi sacrificado foi um ser eterno: Deus, o Filho.

Os sacrifícios que eram feitos no AT eram somente sombra do que estava por vir. Antes, o mortal era sacrificado. Agora, o eterno. Antes o perdão dos atos do passado. Agora, o perdão se estende pelo passado, pelo presente e pelos dias futuros.


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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O que o cristianismo tem a oferecer 0


O que o Cristianismo ensina é muito simples:

1. O mundo foi criado perfeito, por um Deus perfeito.
2. A humanidade foi a 'coroa' da criação, o objetivo final da obra criativa de Deus; possuía a imagem e semelhança do Criador;
3. O homem, tentado, usou de seu livre-arbítrio para pecar contra o Deus que o criou;

4. Toda a criação sofreu (e sofre) as consequências deste pecado;
5. O resultado do pecado foi a morte e a separação eterna de Deus;
6. Porém, Deus usando de sua infinita misericórdia, a Seu próprio filho enviou, para pagamento da dívida que nós deveríamos pagar;
7. Deus não nos cobrou nada por este pagamento;
8. Devido a este pagamento, por mais pecador que sejamos, temos o perdão de Deus, se nos arrependermos e reconhecermos que Jesus é o Salvador;
9. Sendo salvos, participamos da família de Deus, sendo seus filhos, pois participamos da natureza de Cristo, que é gerado de Deus;
10. Temos a esperança de viver eternamente com Ele, sem mais dor, sem mais lágrimas, no reino vindouro.

CRIAÇÃO PERFEITAQUEDA DO HOMEMREDENÇÃO DA CRIAÇÃO (RESTAURAÇÃO)
CRIADOS E LIGADOS A DEUSDESLIGADOS DE DEUS POR CAUSA DO PECADO E CORROMPIDOSRESTAURAÇÃO DA LIGAÇÃO COM DEUS E RECRIADOS


Resumindo: O cristianismo oferece o perdão que Deus nos deu, de graça, e a esperança de uma vida plena com Ele num reino vindouro, de graça. Temos paz com o Criador. Sabemos quem somos, de onde viemos e pra onde vamos; há um sentido real e objetivo para nossa existência. Nada mais. O resto é perfumaria.

Isto, para muitos, é pouco. Preferem fórmulas mais complicadas, tais como a redenção por boas obras, ou expiação de pecados por meio de sacrifícios, ou através de cerimônias legalistas sem nenhuma utilidade espiritual.
Já para outros, é muita coisa. Para se arrepender, é necessário ser convencido do pecado e de que não é bom. Reconhecer que está doente. Para isto, é necessário deixar o orgulho; é necessário reconhecer que é dependente. E isto, para alguns, é pedir demais. Melhor fazer de conta que nada disto existe.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Romance à maneira de Deus 0



Eric e Leslie Ludy são os autores deste livro que é tanto um testemunho quanto uma espécie de orientação cristã em relação á busca daquela pessoa com quem dividiremos sonhos, frustrações, alegrias e tristezas; aquela com quem iniciaremos uma nova família. Busco resumir, neste texto, algumas idéias principais contidas no livro, não para substituir a leitura dele, mas para incentivá-la. Dedico este livro a todos aqueles que tem esperança de que o amor entre um homem e uma mulher pode ser 'feliz para sempre'.

Neste livro, os autores incentivam os jovens a manter relacionamentos tradicionais de amizade com todas as pessoas, inclusive do sexo oposto, sem "segundas intenções", sem pretensão de namorar uma delas.

Ao mesmo tempo, mostram como se preparar e encontrar uma pessoa com quem o jovem poderá se casar.

Eles contam uma história sobre casas de cartas e castelos. As casas de cartas são muito rápidas de serem feitas, porém não são feitas para durar. Qualquer evento pode destruir a casa feita de cartas. Já os castelos são bem construídos, fortes. Hoje mesmo podemos ver os castelos na Europa e em outros lugares, construídos há centenas de anos, e alguns há mais de mil anos! Contudo, a construção de um castelo custa bastante tempo e esforço. Os autores lembram as palavras de Jesus Cristo sobre construir na areia e construir na rocha.

A partir de então, os autores explicam como construir e se preparar para um relacionamento fazendo um paralelo entre este e a construção de um castelo.

Primeira etapa: o alicerce - os fundamentos
Significa entregar sua vida sentimental a Deus e aprender a confiar Nele.

1) Deus não é ultrapassado, um "velhote" - Ele sabe das suas necessidades no mundo moderno
2) Deus não é um carrasco - Ele não quer e não vai te castigar; não vai tornar sua vida miserável
3) Deus não é um "workaholic" - Deus não está ocupado demais para não se preocupar com o seu relacionamento

Segunda etapa: o fosso com jacarés - proteção
Significa "pureza interior"

Se manter puro para o seu futuro companheiro, mesmo sem conhecê-lo. Pense assim: "Minha esposa(o) gostaria de me ver fazendo o que estou fazendo agora?"
Pureza envolve 3 coisas: mente, coração e corpo. Não é só a virgindade física que conta, mas as suas emoções e pensamentos.

Terceira etapa: escolher o terreno - privacidade
Significa "esperar em Deus"

Se o seu castelo estiver em um lugar retirado, não precisará se preocupar com os abelhudos em volta, te incomodando, dando opiniões. Ao se rodear com árvores, você não se distrairá com nada. Poderá receber as instruções diretamente do seu Mestre Projetista.

Como saber esperar?
1) Espere com um objetivo: você sabe que Deus tem um plano, o melhor pra você. Se concentre nisto
2) Nao fique só sentado... ore! mesmo que não conheça seu futuro conjuge, ore por ele. Ele deve estar por aí!
3) Espere fielmente. Comprometa-se com seu futuro conjuge não só fisicamente, mas emocionalmente também. Deve se guardar de TODAS AS FORMAS A ELE.

Quarta etapa: construindo as paredes de pedra -
Significa "amor de aliança"

É o amor ágape, de compromisso. Casamento não é contrato, é aliança.
O amor do mundo diz "APRESSE-SE". O amor de aliança diz para ESPERAR o melhor de Deus
O pior inimigo do MELHOR é o BOM! Na pressa, ficamos com o BOM, que está mais à mão, ao invés de esperar o MELHOR.
O amor do mundo valoriza apenas o exterior. O amor de aliança valoriza mais o interior.
A versão de amor do mundo é egoísta (O que é melhor pra mim?). O amor de aliança pergunta "Como posso servir o outro?"
O mundo considera o amor temporário. o amor de aliança é perpértuo.

Os namoros não são a melhor forma de se preparar para o casamento. Ir de um relacionamento temporário para outro não prepara ninguém para o casamento, mas sim para o divórcio.

Quinta etapa: construindo o teto - benção
Significa "envolvimento da família"

O envolvimento das famílias é um segredo do romance nos relacionamentos.
Os pais querer ajudar e fortalecer o relacionamento saudável e amoroso de seus filhos.


Sexta etapa: decoração - conforto
Significa "ternura"

A forma como voce trata sua mãe ou pai será a forma como tratará seu conjuge.
Carinho faz bem a todos;
Tratar de forma a apaziguar, e não a exaltar os ânimos.

Nunca devemos abaixar nossos padrões para conseguirmos alguém.
Existem tanto o cavalheiro da armadura prateada, como também existe a princesa do castelo. Espere e você o(a) achará.


Sétima etapa: cuidar do seu castelo - manutenção
Significa: cuidado, atenção, preocupação.

Não só termos um castelo bem construído e bem decorado é o que conta: devemos ter cuidado em manter o lugar em ordem, limpo e bem cuidado. Saúde, higiene, cuidados com o corpo e com a mente também são importantes. E tal proceder deve ser mantido tanto antes de conhecer aquela pessoa especial quanto depois de ela ter aparecido. Muitos deixam esses cuidados após o casamento, o que pode gerar alguma decepção dentro da relação pois, afinal, o corpo de um pertence ao outro. Você pode demonstrar amor fazendo-se melhor para seu cônjuge. Se você deixar de mostrar esta atenção consigo mesmo, quanto mais dará cuidado ao seu/sua esposo(a)? Castelos sem manutenção, com o tempo, começam a parecer mais com casas mal-assombradas.


Resumo geral

Os autores defendem a idéia de que Deus tem uma pessoa especial para a sua vida, que esta pessoa será a melhor para ti. Devemos primeiramente firmar nossas bases em Deus, na provisão Dele, e esperar o momento certo de entrar no relacionamento amoroso, relacionamento este que deve ser único e para toda a vida. Os jovens devem se guardar, tanto fisicamente quanto espiritual e emocionalmente, para encontrar seu futuro conjuge, e não se atirar em relações que não vão produzir nada além de dor e cicatrizes para o futuro. Porque se contentar com o BOM se pode-se ter o MELHOR? É a pergunta que fica para todos.


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Casa do Terror 3



Uma vez eu viajei com a minha esposa (na época nós ainda namorávamos) e um casal de amigos para o parque do Beto Carreiro, em Santa Catarina. E, dentre os vários brinquedos que lá havia, um em especial que estava sendo inaugurado. Se não me falha a memória chamava-se Casa do Terror (ou algo assim). Entrávamos por um lado, passávamos por um labirinto e saíamos do outro lado. Durante o percurso, que era bastante escuro, íamos tateando as paredes, assustavam-nos com monstros, bonecos, obstáculos, corredores mais apertados. Ao final, víamos a luz da saída; ao invés de alívio, entretanto, precisávamos correr de um personagem que nos perseguia com uma motosserra! Era divertido, pois aquilo não nos assustava. Percebemos, quando já estávamos na claridade, que estávamos sujos de tinta - no corpo, nas roupas, nos cabelos, nos calçados - e não sabíamos em que momento isto tinha acontecido. As meninas ficaram indignadas, pois suas roupas eram brancas e foram manchadas!

Lembrei desta história quando estava pensando como o pecado afeta nossa vida. Quando pecamos, entramos na "Casa do Terror". É escuro, nos distraímos com as coisas de lá e não se percebe que está ficando cada vez mais sujo. Por mais que eu cuidasse do meu proceder dentro da Casa, ainda sim me sujava.

A única forma de não se sujar é "evitar a entrada na Casa", ou seja, evitar o pecado. Pois o pecado faz com que o ambiente fique mais escuro, não permitindo que nós consigamos discernir os obstáculos. E por mais que neguemos, ele vai nos "sujar". O pecado nos deixa insensíveis, cegos, sem temor. E ainda pensamos que é divertido! A Casa do Terror do parque é apenas uma brincadeira. A Casa do Terror do pecado gera a morte. Mas nas duas, há uma saída. Busque a luz. Busque Cristo, a Luz do Mundo.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sol e Escudo 7


Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão (Salmos 84:11)


Grandes coisas são ditas do nosso Senhor Deus. A Palavra revela o que precisamos saber: quem é Ele, quem somos e qual Seu plano para nós. A Bíblia é, além de tudo, uma obra de arte. Muitas coisas são ditas em poucos versos, com profundidade e beleza. Cada escritor dela expressa com sua própria pena os pensamentos e ações do Todo-Poderoso. Os salmos são poesias; muitíssimo inspirados; e pode se conhecer muito da relação entre o Deus Todo-poderoso e o homem através deles. Este verso supracitado, com três frases, explica alguns fatos sobre esta relação dEle com suas criaturas.

O Senhor Deus é sol”. Todo ser humano é ciente de que a vida neste planeta é dependente tanto do calor quanto da luz gerada pelo sol. Este astro emite a quantidade certa de energia para a vida: muito calor consumiria todos os seres; pouco calor não permitiria que a vida se propagasse. A luz também vem na medida certa: dias são divididos em períodos luminosos e períodos escuros; pois alguns processos naturais se desenvolvem melhor quando há luz, e outros só são realizados quando há escuridão.

Muitas coisas são ditas acerca de Deus pelas obras que Ele fez. A imensidão do Universo, por exemplo, sugere um atributo Seu, a infinitude; também poderia representar o Seu poder, criatividade, entre outras tantas características. A complexidade da vida, em seus pormenores, exalta a ordem e a inteligência de seus atos criativos, sua sabedoria. Se ficamos admirados com a grandiosidade do Universo, mais ainda devemos nos assombrar com Aquele que criou tal maravilha. Se ficamos estupefatos com a engenhosidade da mente humana em suas invenções, mais ainda devemos admirar o Criador destas mentes. Que fique claro que não estou fazendo apologia de uma religião natural, como o fazem diversas tribos de índios, por exemplo, e outros povos antigos, cultuadores do “deus sol e deusa lua”: seria como colocar o infinito dentro de criações finitas. Mas, da mesma forma que as obras de um pintor mostram um pouco do que ele é, assim Deus imprime “suas digitais” em tudo o que faz. Ninguém atribuiria mais qualidades a uma obra do que ao artista que a fez. Assim, neste salmo, o autor usa o astro que rege a vida natural aqui na Terra para enfatizar alguns dos aspectos do Deus criador.

O nosso Senhor aquece nossos corações que outrora estavam congelados e endurecidos pelo pecado, sem vida. Deus nos criou perfeitos; entretanto, a humanidade caiu na pecaminosidade. E desde então, nascemos em dívida com o Senhor; dívida que é impossível de pagar. E todos os que nasceram após Adão estão desta forma: “(...) Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem. O Senhor olhou do céu para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento, que buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um” (Salmos 14:1-3). Entretanto, o calor do amor de Deus nos trouxe para perto dEle novamente através de Jesus, saldando a dívida que nos condenava, restaurando a capacidade de nosso coração amá-Lo e fazer o bem: “Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis (Ezequiel 36:26-27)”. E Deus não o fez porque merecíamos isto, assim como o sol não nos ilumina e aquece todos os dias porque nos era devido tal favor; antes, o Senhor nos transforma por zelar Sua Santidade (“...em atenção ao meu santo nome...” Ezequiel 36:22), e por amor a cada um de nós: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16)”.

Um Ser tão santo, puro e poderoso quanto Deus, ao aproximar de seres frágeis e pecadores como nós gera um pavor de sermos destruídos, tal qual o aumento da proximidade do sol faria ao nosso planeta. Este medo foi expresso em várias passagens: “E disseram a Moisés: Fala-nos tu mesmo, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, para que não morramos (Êxodo 20:19)”; “Vendo Gideão que era o anjo do Senhor, disse: Ai de mim, Senhor Deus! pois eu vi o anjo do Senhor face a face (Juízes 6:22)”; “Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus (Juízes 13:22)”; “Agora, pois, por que havemos de morrer? Este grande fogo nos consumirá; se ainda mais ouvirmos a voz do Senhor nosso Deus, morreremos (Deuteronômio 5:25)”. Entretanto, o próprio Deus se aproximou de nós, através de Jesus Cristo, “uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus (Hebreus 7:19)”, e assim podemos nos achegar a Ele com segurança; pelo sangue de Jesus Cristo estamos perto, derrubando a parede que separava, desfez-se a inimizade, nos dando acesso ao Pai (Efésios 2.13-18); “no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele” (Efésios 3:12).

Este Deus também é luz. Temos um caminho a seguir, e somos orientados para seguir nele. A Bíblia nos serve como instrução. Declara o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho (Salmos 119:105)”. O Senhor Jesus quando veio à Terra declarou que Ele é “o caminho, e a verdade, e a vida (João 14.6)” e também João falou dEle “Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo (João 1:9)” e mais tarde Jesus reafirmou “Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida (João 8:12)”.

Às vezes na nossa vida cristã enfrentamos tamanhas provações, perdas e dificuldades que até mesmo pensamos que a luz de Deus não está nos iluminando mais. Mas lembremo-nos dos dias e das noites na natureza: alguns processos são feitos “no escuro”. Muito do que o Espírito Santo trata no nosso caráter é feito nos períodos de maior turbulência da nossa vida. Não que Deus tenha nos abandonado, muito pelo contrário; mas por causa do nosso limitado ponto de vista, parecerá a nós que foi isto o que aconteceu. O sol não continua a existir enquanto dormimos à noite? Logo, logo vem o amanhecer: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã (Salmos 30.5)”! Afinal, não é em altas temperaturas que o ouro é colocado para se retirar toda impureza?

O Senhor Deus é escudo”. Um escudo, além da utilidade óbvia de defesa, também é uma ferramenta de ataque. Ele vai à nossa frente, permitindo que avancemos por um caminho difícil. Um exemplo disto pode ser visto quando Golias partiu para combater com Davi. Um companheiro do gigante ia à frente levando o escudo, criando o caminho para o guerreiro: “O filisteu também vinha se aproximando de Davi; e o que lhe levava o escudo ia adiante dele” (1Samuel 17.41). Semelhantemente, o Senhor vai à frente lutando por nós, abrindo caminhos, preparando lugar: “Não tenhais medo deles, porque o Senhor vosso Deus é o que peleja por nós (Deuterônomio 3:22)”; “Com o teu auxílio desbarato exércitos; com o meu Deus, salto muralhas (Salmos 18:29)”.
O escudo também tem um brasão, indicando de que exército ele faz parte. Nos tempos antigos, quando se guerreava com lanças, espadas e escudos, os brasões de impérios eram muito temidos. Todos conheciam os vencedores pelo símbolo que ostentavam em suas bandeiras e escudos. Um escudo também deve ser leve, para que não atrapalhe numa batalha, e nem seja um estorvo ao caminhar longas distâncias com ele. Uma curiosidade é que muitos guerreiros, na sua morte, desejavam ser enterrados com seus instrumentos de luta: a espada e o escudo. Era uma honra morrer em batalha, defendendo seu povo.

Os cristãos também têm um brasão: na verdade, um selo, exibindo de Quem eles são. Todo salvo tem, dentro de si, o selo do Espírito Santo: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações (2Coríntios 1:21-22)”. Para estes, cumprir os mandamentos é agradável, não um fardo: “Faze-me andar na vereda dos teus mandamentos, porque nela tenho prazer (Salmos 119:35)”. Na verdade, Jesus disse que seu fardo é leve (Mateus 11.30). Jesus repete o que diz no Salmo 55, verso 22, para “lançar o teu fardo sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado”.

Quanto à morte, todo cristão sabe que pode ser perseguido por causa da sua fé. Mas isto é motivo de regozijo, e não de tristeza. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, os que são injuriados, caluniados por causa de Cristo, pois grande será a recompensa no céu (Mateus 5.10-12). O apóstolo Paulo disse que pra ele, viver é Cristo e morrer é lucro (Filipenses 1.21). Muitos cristãos já morreram por não negar a fé em Cristo. “Importa antes obedecer a Deus do que aos homens”, é o que gritam em coro estes homens e mulheres valorosos (Atos 5.29). Deram glórias a Deus, pois não amaram mais a sua própria vida, e assim, ganharam a vida eterna.

O mesmo Deus que nos renovou para uma nova vida, e nos ensina a trilhar o caminho de retidão, e que se aproximou de nós, também é nosso escudo. É a nossa defesa contra o mal, tanto físico quando espiritual “É meu Deus, a minha rocha, nele confiarei; é o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto retiro, e o meu refúgio. O meu Salvador; da violência tu me livras (2Samuel 22:3)”; “tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno (Efésios 6:16)”.

Outra relação que é possível está entre o crente e a Bíblia. Todas as orientações, avisos, cuidados, exemplos e mandamentos contidos nela servem como “escudo” ao caminhar neste mundo. A Palavra é “divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça (2Timóteo 3:16)”. É defesa contra as artimanhas de Satanás; defesa contra a própria carne, ainda sujeita ao pecado; defesa contra filosofias e pensamentos estranhos à Verdade; e principalmente, defesa contra a perdição eterna: “O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio (Salmos 18:2)”.

O Senhor dará graça e glória”. Quando Jesus veio, Ele fez com que as pessoas conhecessem a Deus Pai: “Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (João 14:9)”; “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação (Col 1:15)”; ensinou e fez o que o Pai pediu pra ensinar e fazer: “Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo (João 8:28)”; falou o que o Pai fala: “E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Pai me ordenou (João 12:50)”. Jesus é a expressão exata da graça divina em favor dos homens. Não fosse este sacrifício, estaríamos perdidos, destinados ao inferno: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai (João 1:14)”. “Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça (João 1:16)”. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós (Gálatas 3:13)”.

O nosso Senhor nos dá da sua graça todos os dias, quando nos alimenta, nos veste, nos dá saúde, emprego, família, amigos, esposos/esposas; quando nos protege do maligno e das diversas tribulações que este mundo oferece. Nem todas as coisas que Ele nos dá são segundo nossos desejos pessoais, mas a glória está em vivermos na dependência do Senhor todos os dias, apesar das dificuldades que se nos apresentam. Um dia, entretanto, estaremos com Jesus nos céus, e teremos corpos glorificados, e participaremos da glória do Pai “glória, porém, e honra e paz a todo aquele que pratica o bem (Romanos 2:10)”. Pela graça de Deus, pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz, morto em nosso lugar, porém agora ressurreto, hoje nós, crentes, podemos nos gloriar de sermos considerados filhos do Deus altíssimo! Oh glória!
O capítulo 8 do livro de Romanos nos conta que todos os que não têm o Espírito de Deus (ou seja, os não-convertidos) se inclinam para a carne, ou seja, são escravos da pecaminosidade que é inerente ao ser humano decaído. Estes, inclusive, pensam que não pecam, ou que seus pecados não são graves e não tem tanta importância assim. São parecidos com aquele fariseu no templo que dizia “Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano (Lucas 18:11)” Já os renovados para a nova vida (aqueles nos quais o Espírito Santo faz morada) têm inclinação para o espírito, ou seja, tem horror ao pecado e Deus muda seu caráter para que se tornem perfeitos, como Ele é. É claro que esta perfeição absoluta só será completada no dia da nossa ressurreição: “aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo (Filipenses 1:6)”. Entretanto, devemos deixar nossa vida ao controle do Espírito Santo, pois ele é poderoso para nos santificar e nos instruir: “ele vos guiará em toda a verdade (João 16:13)”. Estes regenerados se humilham perante Deus e falam como o publicano: “O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! (Lucas 18:13)”.

Não negará bem algum aos que andam na retidão”. Deus nos chama para uma vida de retidão. Todo aquele a quem Deus dá uma nova vida, dá o poder de serem chamados filhos de Deus; Deus ouve suas orações; livra-os do e no mal; dá-lhes a provisão necessária para seu sustento e a capacidade de viver uma vida reta segundo os mandamentos dEle. O Senhor pode nos dar saúde, uma família abençoada, um bom emprego, riqueza. Devemos dar glória a Deus se Ele nos der tudo isto, e pedir também que não permita que o neguemos quando estas bênçãos chegarem, que nós não nos afastemos dEle. Se o Senhor não nos der estas bênçãos, devemos, mesmo assim, dar glórias a Deus e pedir, também, que estas dificuldades não sejam empecilhos para nossa comunhão com Ele. Pois em Jesus somos mais do que vencedores (Romanos 8.35-37), e podemos tudo naquele que nos fortalece (Filipenses 4.12-13). Devemos lembrar que todas estas bênçãos físicas são temporárias; não levaremos nenhuma delas quando morrermos: “Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? (Lucas 12:20)”. Portanto, em todo caso, a graça de Deus nos basta (2 Coríntios 12.9).

Quanto aos bens espirituais, nenhum deles nos é negado: o Senhor nos ensina que devemos buscá-las antes de qualquer outra coisa “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas (Mateus 6:33)”. “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo (João 6:27)”; “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada (Tiago 1:5)”. O que temos? A graça da conversão, nossa primeira graça; a graça santificadora, fé, esperança, perdão, adoção e perseverança; honra e glória entre os homens, crentes ou não; glória eterna, aquela que o Pai nos dá: a coroa de glória, da vida e da retidão – o presente divino dado por meio de Jesus Cristo.

Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade (Provérbios 2:7)”.

Temei ao SENHOR, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem (Salmos 34:9)”.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Efésios 1:3)”.

Amém!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Bem do Senhor 1



Muitos dizem:Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto. Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho. Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança. - Sl 4:6-8


Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem?”. Em dias como os nossos não são poucos os que querem, ousadamente, questionar a bondade de Deus. Nosso Pai tem mostrado tanta graça, não somente aos cristãos, mas também aos que ainda não O conhecem; até mesmo aos que obstinadamente se recusam a reconhecer a Sua existência. “Cadê o Deus bondoso que vocês pregam? Onde ele estava quando tal e tal catástrofe aconteceu?”. Ao que se refere o salmista nesta passagem? Que tipo de bem está sendo cobrado? Algo agradável, aprazível; coisas boas, benefícios, bem-estar; prosperidade; alegria, felicidade.

SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto”. O que significam estas palavras? Não é prosperidade material o que o salmista está querendo aqui. Ele sabe que as riquezas deste mundo não são garantias de nada, pois não tem utilidade eterna; na morte, tudo irá para as mãos de outros:

Sl 39.6 - Na verdade, todo homem anda numa vã aparência; na verdade, em vão se inquietam;amontoam riquezas, e não sabem quem as levará.

Sl 49.16-20 - Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo, Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz. O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.


O escritor deste salmo deseja que a luz do Senhor brilhe sobre seu rosto. O resultado desta exposição está declarado na continuação deste texto. O autor recebeu uma alegria da parte de Deus tão grande que ele supera em quantidade até mesmo ao tempo no qual dispunha grande fartura de bens. Os bens terrenos que conquistamos em nada se comparam com o Verdadeiro Bem, que é conhecer a Deus, e ser conhecido por Ele; desfrutar da Sua paz, e do Seu eterno amor (Sl 21.6).

Em paz também me deitarei e dormirei”. Quão tranqüilo e seguro é o descanso de um justo perante Deus! Sabemos que Ele está conosco durante todos os momentos do dia; no nosso trabalho, na escola, na faculdade, na vida em família, em tudo o que fazemos. E durante a noite, durante o nosso descanso, Deus está nos vigiando, nos protegendo de todo o mal. Isto acontece porque só o Senhor nos faz “habitar em segurança”.

Bem-aventurado o povo que conhece o som alegre; andará, ó SENHOR, na luz da tua face. Em teu nome se alegrará todo o dia, e na tua justiça se exaltará. Pois tu és a glória da sua força; e no teu favor será exaltado o nosso poder. Porque o SENHOR é a nossa defesa, e o Santo de Israel o nosso Rei. (Sl 89:15-18)

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